Os servidores técnicos e administrativos da Universidade Estadual de Londrina (UEL) podem votar um indicativo de greve nesta segunda-feira (18), em reação à proposta apresentada pelo governo do estadual para alterar o Plano de Carreiras, Cargos e Salários (PCCS) da categoria.
Em entrevista à rádio Brasil Sul, o presidente da Assuel (Sindicato dos Servidores Públicos Técnico-Administrativos da Universidade Estadual de Londrina), Marcelo Alves Seabra, classificou como "decepcionante" a proposta apresentada pelo governo nesta sexta-feira (15). "Existem pontos importantes a serem melhorados no PCCS em vigor, mas o governo conseguiu piorá-lo com propostas que limitam ainda mais a ascensão profissional do servidor". Como exemplo ele citou a questão da promoção e progressão de carreira, que hoje permite ao servidor subir de cargo após a realização de cursos e pós-graduação. Pela nova proposta, os servidores estariam condicionados a disponibilidade de vagas para alcançar cargos mais elevados.
Na próxima quinta-feira a categoria tem uma nova reunião em Curitiba, para tentar ajustar com o governo os pontos que considera desfavoráveis no novo PCCS.
Antes disso, na segunda-feira, os servidores devem votar em assembleias um indicativo de greve. Segundo Marcelo Seabra, não há data certa para o início da greve, mas a paralisação deve começar logo depois das férias (que acontecem de 7 a 26 de julho). Até lá, a ideia é chegar a um acordo com a administração de Beto Richa e evitar maiores transtornos.
As assembleias acontecem às 9h, no anfiteatro do centro de Ciências Sociais Aplicadas (Cesa), e às 13h no Campus do Hospital Universitário. (Com informações da Rádio Brasil Sul)











