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O golpe em que Getúlio Vargas foi deposto

Redação Bonde - 24/10/2009 -- 12:01
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No dia 29 de outubro de 1945, Getúlio Vargas foi deposto por um golpe militar, sendo conduzido ao exílio na sua cidade natal, São Borja.

A deposição de Vargas gerou um problema legal - a Constituinte de 1937 não havia criado a figura do Vice-Presidente, por outro lado no Estado Novo não havia Câmara e nem Senado, portanto não havia Presidente destas instituições para substituir o Presidente. Com o cargo vago foi necessário que ele fosse ocupado pelo Presidente do Supremo Tribunal Eleitoral, José Linhares, que governou o Brasil entre 30 de outubro de 1945 e 31 de janeiro de 1946.

Durante o mês de novembro a campanha eleitoral esteve em pleno desenvolvimento, sem acidentes. As eleições ocorreram de acordo com o clima democrático que se manifestava pelo mundo. Os principais candidatos foram o Brigadeiro Eduardo Gomes, pela UDN, que havia sido um dos líderes do Movimento dos Dezoito do Forte de Copacabana e o General Dutra apresentado pelos partidos: Partido Social Democrático – PSD e o Partido Trabalhista Brasileiro – PTB. O Partido Comunista Brasileiro - PCB lançou a candidatura de Yedo Fiúza e havia ainda o candidato Mário Rolim Teles, que não tinha apoio expressivo.

O General Dutra saiu vencedor com 55,39 %. A eleição deu ao PSD maioria no Congresso e na Assembléia Constituinte. Assim apesar de afastado, a sombra de Getúlio se mantinha sobre o país. Getúlio seria eleito senador pela maior votação da época. Era o fim da Era Vargas, mas não o fim de Getúlio Vargas, que em 1951 retornaria à presidência pelo voto popular.

Na sucessão de Dutra, em 1950, o PTB lançou Getúlio Vargas como candidato à presidência, numa campanha popular empolgante e vitoriosa. Getúlio Vargas voltou ao poder, como se disse na época: "Nos braços do povo"

As principais propostas de Getúlio Vargas foram: A criação da Eletrobrás, fundamental para o desenvolvimento industrial e a criação da Petrobrás para diminuir a importação do produto, que consumia grande parte das divisas nacionais.

Mas havia um jornalista muito crítico chamado Carlos Lacerda, que acusava o presidente de estar em um "mar de lama", ou seja, de acumular privilégios parentes e aliados. O chefe da guarda do presidente, Gregório Fortunato tramou um atentado para matar o jornalista, porem no momento da execução Carlos Lacerda estava acompanhado de um major da Aeronáutica.

E quando ele estava acompanhado do oficial militar Rubens Vaz, o Fortunato matou o major. A crise ganhou dimensão e as Forças Armadas, após prenderem Gregório e os homens que haviam sido contratados para o atentado, pressionaram Vargas para que ele renunciasse novamente.
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