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Educação
05/03/2013 -- 18h07

Educação 'esquece' ensino integral e mira verbas federais

Guilherme Batista - Redação Bonde
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A secretária municipal de Educação, Janet Thomas, participou da sessão desta terça-feira (5) da Câmara Municipal de Londrina para expor os principais problemas enfrentados pela Rede Municipal de Educação. Ela admitiu que o ensino integral, implantado em parte das escolas municipais pela administração Barbosa Neto (PDT), sofreu retrocesso no início deste ano. O grande problema, de acordo com Janet, está relacionado à falta de professores. "Hoje estamos tirando servidores de dentro da secretaria para dar aula de regência em escolas mais afastadas. Se eu não tenho regente, não posso implantar a educação integral, infelizmente", argumentou.

Janet Thomas confirmou que a atual administração tem a intenção de contratar mais professores, pelo menos 500 por ano até o final da administração do prefeito Alexandre Kireeff (PSD). Sem pessoal suficiente, a Secretaria de Educação gasta no custeio de horas extras. "Pelo menos 560 professores fazem horas extras. Isso precisa ser feito para que a gente consiga oferecer docentes em todas as salas. E é isso o que está acontecendo. Apesar de todas as dificuldades, estamos conseguindo atender o nosso aluno", ressaltou.

Recursos federais

A secretária revelou que muitas escolas municipais receberam recursos federais, do Ministério da Educação, no ano passado, que acabaram não sendo utilizados. "É verba do programa Mais Educação, para a compra de equipamentos, que vai precisar ser devolvida", lamentou. Janet lembrou também que tem a intenção de estreitar os laços entre Londrina e União, justamente com o objetivo de angariar mais dinheiro para a área. "O Governo Federal tem muito a oferecer. E nós precisamos aproveitar isso."

A verba pode ser captada através do Programa de Ações Articuladas (PAR), que prevê liberação de dinheiro para construção de unidades, manutenção de infraestrutura e aquisição de equipamentos. A secretária destacou que o município já recebeu quatro ônibus através da iniciativa. "E temos a expectativa de recebermos mais 42 veículos até o final do ano. Já fizemos o pedido e estamos otimistas", acrescentou.

"Temos também a oportunidade de participar de uma iniciativa federal voltada à realização de licitações. A União realiza o processo e o município adere. A gente pode comprar uniformes, material escolar, mobiliários... Tudo através do programa. Com isso, podemos economizar tempo e também o desgaste com a Secretaria de Gestão", enfatizou.

Creches

Janet Thomas destacou que a atual administração não tem a intenção de municipalizar os centros de educação filantrópicos, mas sim fortalecê-los, tanto pedagógica quanto administrativamente. "Vamos capacitar os professores e gestores e ajudar as unidades na captação de recursos", disse. Já em relação às creches municipais, a secretária destacou que o município pretende criar 1,3 mil novas vagas por ano no decorrer dos próximos três anos.

"Temos creches já em fase de construção, construtoras que devem salas de aula para o município, dinheiro previsto em orçamento. Mas vale lembrar que, apesar da previsão, não vamos conseguir suprir toda a demanda. Essa equação é muito difícil de fechar", admitiu.

Merenda e transporte

A secretária também falou sobre os serviços do transporte escolar rural e da mão de obra da merenda escolar, atualmente realizados através de contratos emergenciais em Londrina. No caso do transporte, de acordo com Janet, a prefeitura deve pedir ajuda ao Governo do Estado para bancar os ônibus aos alunos. "Londrina é o único município que só recebe 20% de ajuda do Estado, apesar de oferecer transporte para inúmeros alunos da Rede Estadual de Ensino. Já temos o compromisso do governo de fazer o pagamento daquilo que faltou no primeiro semestre em um dos últimos meses do ano. O recurso reservado para o transporte é o que mais onera a secretaria."

Já em relação à merenda, a secretária disse que vai até o município de Assaí, conhecer a experiência daquela cidade no preparo da refeição através de cozinhas industriais. "São locais centrais, com 10 merendeiras cada, que atendem até dez escolas cada um. Temos que fazer a análise para ver se é viável e mais econômico continuar com a terceirização ou contratar as merendeiras. O estudo precisa ser feito de médio a longo prazo", argumentou.
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