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Educação
21/02/2010 -- 08h44

Professores de creches ameaçam entrar em greve

Silvana Leão - Folha de Londrina
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O início do ano letivo é sempre motivo de preocupação para centenas de pais. De um lado estão os que precisam trabalhar e não conseguem vagas nas creches, de outro estão aqueles que, mesmo com os filhos matriculados, se veem ameaçados pela possibilidade de fechamento das instituições. A maioria dos Centros de Educação Infantil (CEIs) existentes no município são filantrópicos e muitos enfrentam dificuldades para continuar funcionando. Atualmente, segundo informações do Sindicato dos Professores das Escolas Particulares de Londrina e Norte do Paraná (Sinpro), em 12 deles os educadores votaram pelo indicativo de greve por estarem com salários atrasados.

No total, Londrina conta com 77 instituições de educação infantil. Destas, 11 são integralmente mantidas pelo município e 66 recebem recursos públicos por meio de convênio. De acordo com dados fornecidos pela prefeitura, os centros municipais atendem 1.073 crianças de zero a cinco anos; os filantrópicos são responsáveis pelo atendimento de 6.938 alunos. Nas creches públicas cada criança de quatro a seis anos recebe R$ 400,00 por mês, enquanto nas filantrópicas o repasse para essa faixa etária é de R$ 90,00/mês.

''Educação é responsabilidade do município, as instituições filantrópicas entram para ajudá-lo nesta tarefa'', argumenta a diretora do CEI Josefina da Cruz, Joana Pereira dos Santos Ciríaco, no Jardim Bandeirantes (Zona Oeste), com capacidade para atender 80 crianças. A diretora admite, porém, que a creche recebe ajuda de igrejas, Maçonaria e empresas. Joana afirma que a lista de espera de pais à procura de vagas, todos os anos, passa de 100. Levantamento extra-oficial feito pelo Conselho Tutelar aponta para 15 mil crianças à espera da oportunidade de frequentar um centro de educação no município. A reportagem não conseguiu o número oficial junto à Secretaria Municipal de Educação.

O CEI Josefina da Cruz é um dos que correm o risco de fechar as portas. Com problemas de documentação, a instituição não conseguiu renovar a autorização de funcionamento junto ao município e, por isso, não vem recebendo os repasses. As professoras e funcionárias estão com salários atrasados desde dezembro. Cinco educadoras foram demitidas em dezembro para que, segundo a diretora, passassem a integrar uma cooperativa social e cultural. Diante dos problemas enfrentados pelo centro, porém, o projeto foi temporariamente suspenso, e a instituição está funcionando com duas professoras e uma cozinheira.

Em reunião convocada pela direção na última sexta-feira, os pais - que pagam uma taxa de R$ 60,00 por mês para a manutenção dos filhos na instituição - decidiram convidar um representante da Secretaria de Educação para participar de novo encontro amanhã à tarde. O maior temor é o fechamento da creche. ''Minha mulher também trabalha o dia todo. A gente morava no Novo Bandeirantes, mas lá não tinha onde deixar nossa filha, então nos mudamos para cá. Este foi o único lugar que conseguimos, não sei como vamos fazer se fechar'' informou o pedreiro Edson Nunes, que tem uma filha de quatro anos.

Condições inadequadas

A partir de amanhã, pais de outras 141 crianças atendidas pelo CEI Padre Boaventura, localizado no Conjunto São Lourenço (Zona Sul de Londrina) enfrentarão o mesmo problema. Por atraso nos salários e condições de trabalho inadequadas, as 19 professoras e 6 funcionárias, que já haviam feito uma paralisação em novembro, iniciam nova greve. A direção havia se comprometido a pagar o salário referente às férias até o dia 5 deste mês, o que não foi feito.

Já os professores do CEI Alaíde Fausto de Souza, na Vila Nova (Área Central), parados desde o reinício das aulas, decidiram voltar ao trabalho na última sexta-feira. Em negociação com a direção e Secretaria da Educação, eles conseguiram receber o salário atrasado de janeiro e, antecipadamente, o salário de fevereiro.
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