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Colunistas
31/05/2012 -- 20h42
UMA VISÃO PLANETÁRIA
 

Nossa pátria é a Terra, porque a concepção vigorante de povos separados por nações vai dando lugar a uma consciência planetária. Um abalo que acontece no outro extremo do mundo nos toca profundamente, porque - diferente do passado - agora envolve a todos.

A aldeia global é uma realidade, não apenas pelo avanço das telecomunicações - que coloca todos os cidadãos do mundo dentro de nossas casas - mas porque temos responsabilidades comuns, como o cuidado com o planeta, a provisão de alimentos para uma comunidade de 7 bilhões de pessoas e a contribuição que devemos dar para criar uma paz sustentável.

Mas só avanços sociais e tecnológicos não conseguirão dar resposta a todos os anseios humanos. Já está suficientemente provado que apenas o bem-estar material não é uma garantia de felicidade.

Temos pensado que educando todo o povo e suprindo-o das necessidades básicas teremos formado um universo de pessoas plenamente felizes, mas apenas excelências materiais não bastam. Será preciso evoluir para o alcance de um maior grau de espiritualidade, e este será o grande desafio com que a humanidade terá de se defrontar.

As utopias de um mundo de sonhos (e utopias são realizáveis) não se concretizarão fora da espiritualidade, porque em seu bojo ela traz os atributos da solidariedade, do respeito, da tolerância, da boa vontade e da consciência dos direitos individuais, que são de todos. Alcançada a espiritualidade, tudo o mais virá por natural consequência.

Aos poucos a conscientização de um ideal planetário vai se plasmando, porque voamos pelo espaço dentro de uma mesma nave. Somos, portanto, também cidadãos universais.

Temos que mudar de paradigma, que significa evoluir para um mais expandido ângulo de visão. E enquanto isto, precisamos cuidar com mais zelo de nossa morada terrena, que foi confiada à nossa guarda e por isso temos com ela uma grande responsabilidade.
Quem escreve esta coluna?
Walmor Macarini

Walmor Macarini é jornalista e atuou na FOLHA DE LONDRINA desde 1955 até o final de 2009. Foi repórter e desempenhou atividades em todas as editorias. Em 1964 assumiu a direção da Redação, onde permaneceu 27 anos. Também foi editorialista, durante a última década. Atualmente escreve no jornal uma coluna semanal, principalmente sob temas esotéricos. Simultaneamente, durante 12 anos, foi correspondente regional do jornal "O Estado de S.Paulo".