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Saúde
27/09/2013 -- 15h21

Cisto no ovário vira câncer?

Na maioria das vezes os cistos são assintomáticos, conta ginecologista

Sua Saúde - Folha de Londrina
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Os ovários são os órgãos femininos situados ao lado do útero, os quais liberam óvulos e produzem hormônios femininos que, durante a adolescência, promovem o crescimento das mamas, pêlos, primeira menstruação e a definição do corpo da mulher. Cistos ovarianos são pequenas vesículas cheias de material líquido, muito comum durante a vida fértil da mulher. Lembro desde já: raramente um cisto se torna um câncer.

Na maioria das vezes os cistos são assintomáticos, todavia, quando isto ocorre, podem levar a uma sensação de inchaço no abdômen, dor em baixo ventre, alteração menstrual, além de dor na relação sexual. O rompimento ou torção de um cisto, embora não tão comum, ocasionam fortes dores de índole aguda, que podem ocorrer juntamente com náuseas, sendo muitas vezes necessária a intervenção cirúrgica.

Os cistos recebem várias denominações, de acordo com sua causa, tais como: a) cisto de corpo lúteo (participam da função do ovário, estando localizado no ovário que ovulou em um determinado ciclo menstrual, formando-se e desaparecendo a cada mês); b) cistos foliculares persistentes (desenvolvidos no local onde ocorreu a ovulação que não foi liberada, possuem tamanho de 2 a 5 cm, e geralmente desaparecem em 2 ou 3 meses); c) cistos neoplásicos (benignos em sua maioria, são formados por crescimento celular ); d) cisto endometriótico (bastante comuns, são aqueles que contêm endométrio, ou seja, porção interna do útero, e são, usualmente, os relacionados à esterilidade feminina).

O tratamento depende do tipo de cisto, da idade da paciente, do desejo ou não de engravidar, devendo-se averiguar ainda seus aspectos, como: se acomete um ou ambos os ovários, e se é líquido ou parcialmente sólido, e seu tamanho. A grande maioria desaparece espontaneamente em 2 ou 3 meses, podendo muitas vezes ser tratado com hormônios. Quando necessário, realiza-se procedimento cirúrgico, com preferência para cirurgia videolaparoscópica.

Marcelo Mendonça - ginecologista
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