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Saúde
13/05/2010 -- 19h17

Não consigo ejacular, qual o meu problema?

A não-eliminação de sêmen nas relações sexuais pode ser sintoma de outros problemas no sistema reprodutor

Sexo & Comportamento - Folha de Londrina
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A ausência de ejaculação é um sintoma pouco frequente e pode estar relacionado a uma grande variedade de patologias. Este sinal pode se manifestar de duas maneiras distintas: a falta de ejaculação propriamente dita, em que não há a emissão dos fluidos seminais pela uretra, e a ejaculação retrógrada (ER), em que o sêmen é lançado para dentro da bexiga ao invés de ser expelido. Neste caso, o sêmen será eliminado juntamente com a urina.

No primeiro caso, este sintoma é chamado de anejaculação. Pode ocorrer principalmente devido à falta dos hormônios sexuais masculinos, que leva a uma redução da produção do sêmen pela próstata e vesículas seminais. Também ocorre secundariamente a cirurgias pélvicas e retroperitoneais (região posterior aos órgãos abdominais). Estas cirurgias podem lesar os nervos autonômicos (principais responsáveis pela ejaculação), prejudicando as contrações musculares que impulsionam o sêmen para o meio externo.

A ER é um sintoma mais frequente do que a anejaculação, e ocorre na faixa etária em que incide a maioria das patologias prostáticas. A ejaculação normal requer que haja uma coordenação entre os músculos que envolvem a uretra e os esfíncteres uretrais, responsáveis pela continência de urina. O esfíncter uretral externo fica logo abaixo da próstata, enquanto o esfíncter interno encontra-se acima deste órgão, na saída da bexiga. O sêmen é liberado por dutos que saem da próstata, deste modo, na ejaculação há o fechamento do esfíncter interno e a abertura do esfíncter externo, propelindo o ejaculado para fora da uretra.

Algumas cirurgias prostáticas, como a ressecção endoscópica, removem o esfíncter interno junto do tecido prostático. Nestes casos pode ocorre ER em 50% dos pacientes. As cirurgias retroperitoneais e pélvicas, citadas anteriormente, podem causar incoordenação dos esfíncteres, podendo levar à ocorrência de ER em até 90% dos casos.

Algumas medicações usadas no tratamento da hiperplasia prostática benigna (HPB), como a tamsulosina, também podem levar à ER, ao interferir na contração normal do colo da bexiga (cerca de 6% a 15% dos casos). O diabetes pode causar lesão nervosa em alguns pacientes, e se esta lesão ocorre nos nervos pélvicos, o mesmo apresentará ER.

Mitos e Verdades

- Mito: o homem que tem ER é infértil
- Verdade: se causada por medicação, a ER pode ser revertida pela suspensão da mesma. No caso de cirurgias, se há o desejo de ter filhos, pode ser feita a coleta de sêmen na urina para posterior fertilização assistida

Juliano Plastina, urologista e membro titular da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU)
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