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Blogs, bastidores e jornalismo
30/03/2009

Os posts que se seguem, não por coincidência, têm a ver com datas e o momento atual. Estamos comemorando aniversário de Curitiba. Depois de amanhã, será julgado, de certa forma, o futuro do jornalismo no Brasil, por conta da obrigatoriedade - ou não - do diploma. E por fim, estamos perto de 7 de abril, Dia do Jornalista.

Blogs muitas vezes são auto-referentes (ou seria autorreferentes na nova grafia? Help!).

A gente - blogueiro - fala da gente mesmo. Mas é preciso ter um cuidado danado pra não fazer viagem ao próprio umbigo, deixar o ego crescer além da conta, e esquecer que do outro lado da telinha, aí, tem outras pessoas.

Um ser chamado leitor. Que agora pode interagir, sugerir, criticar, descer a lenha, se for o caso. Um ser chamado leitor, internauta, seja lá que nome tenha, mas que, enfim, é a razão da nossa existência como jornalistas, blogueiros, escritores.

Aqui no blog do Bonde vivo me equilibrando sobre essa linha fina. O quê, qual parte da da Bia interessa ao leitor? Interessa o que comi no almoço, a idade dos meus filhos, como entendi tal filme ou tal livro, o boteco novo que conheci, o comportamento de uma estrelinha global, a cor do meu cabelo?

Então, a fórmula, como jornalista, é a seguinte: escreva e publique o que possa interessar e que leve informação - de preferência, informação nova, ou pelo menos um novo ponto de vista sobre o que aí está.

As pessoas se interessam em conhecer os bastidores do jornalismo, eu sei. Porque os jornais, revistas e outros veículos de imprensa tendem a ser frios, imparciais, objetivos.

Aqui na Folha, percebi que não se sofre tanto desse mal da frieza acima de tudo (ainda bem). Não dá pra fingir que nós jornalistas somos "imparciais" porque isso é mito. Por mais objetivo que tente ser no texto, quem escreve é um ser humano. Uma pessoa que foi, viu, entrevistou, checou, colheu informações, analisou. Cada palavra que esse jornalista escolhe ao escrever revela um pouco de si mesmo,. Da sua opinião, da sua posição.

Na Folha, os textos do impresso são quentes. Há espaço para a visão de quem escreve. Nada de "achismos" vazios, nem de sensacionalismo, nem de pieguice - que isso não é jornalismo. E sim, há mais espaço para a alma, para as emoções.

Nos blogs, podemos mostrar ainda mais. Revelar o que não sai no impresso, seja por falta de espaço, de edição, de assunto, de foco, de conveniência jornalística/informativa.

Assim como este meu blog tenta fazer, o Blog da Redação da Folha Curitiba traz os bastidores do jornalismo. O que o leitor do jornal imagina, gostaria de saber. Quem somos na redação de Curitiba? Como trabalhamos? Como é a nossa cara? O que pensamos?

Isso tudo é relevante no momento crucial em que vivemos, em que o jornalismo em si é questionado. Está em plena fase de mudanças, e não se sabe para que lado ele vai em meio a tanta inovação tecnológica e planeta em grandes mutações.
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Blogs, bastidores e jornalismo II
30/03/2009

Estou na Folha há menos de seis meses. Ainda estou conhecendo o pessoal, o jeito de fazer as coisas aqui. Há deficiências. Mas as qualidades superam-nas de longe.

Antes de mais nada, a qualidade chamada GENTE e o valor que ela tem. O fator humano que, aqui, vale mais do que um computador novo. O clima, as conversas da redação, a troca constante de ideias. O companheirismo. O jeito como as reportagens do Folha Curitiba mostram a cidade. O ponto de vista inovador das pautas. Tudo permeado por GENTE.

Trabalhei em outras duas redações de jornais. Eram diferentes, cada uma a seu modo. Amei cada uma delas e as pessoas com quem trabalhei. Todas as redações, porém, têm muito em comum.

Redações são meio iguais no seu jeito "antigo" de ser. De estarem todos ali produzindo alguma coisa que ainda vai rodar por uma máquina imensa, antiga e pesadona, se transformar em letras e papel, ser dobrado, empacotado, ir pra dentro de caminhões, rodar estradas e cidades, ir para bancas, portarias de prédios e jardins de casas, até acabar na mão do leitor - no dia seguinte.

Nessa lida, o jornal reúne todo-santo-dia tipos incríveis. Do repórter ao editor, do foca atrapalhado ao repórter arrogante, do chefe de redação ao boy, dos colunistas ao cara que precisa redigir a "lista dos mortos", do pessoal das máquinas de impressão, sujos de graxa, ao pessoal da expedição, sujos da tinta do jornal, dos nossos amados motoristas aos praticamente-extintos revisores, dos paginadores as telefonistas e secretárias.

Redações reúnem um bando de gente abnegada, meio masoquista, que ganha pouco, mas que adora o que faz. Gente que, numa sexta-feira a noite, enquanto meio mundo tá no boteco, no cinema, ou em casa descansando, está lá no "pescoção" - trabalhando num frenesi de fechamento, adiantando a edição de domingo e comendo sanduíche de pão com bife num pão murcho, por exemplo.

A redação da Folha Curitiba é um pouco assim também, mas é diferente, pra começar, por ser uma sucursal. Tem bastante gente - mas não somos a redação de Londrina, nossa nave-mãe.

Na Folha Curitiba conversa-se. E muito. Tenho visto redações muito silenciosas ultimamente. Todos agora andam plugados na web, no telefone, em seus I Pods. Cada um ensimesmado em seu casulo, em sua "baia" com computador, fones de ouvido, telefone, cadeira e tralhas.

Aqui não. O povo troca ideias o tempo todo. Parece uma redação de 15, 19 anos atrás, de quando comecei. Muita coisa se resolve no grito - "Ei, fulano, olha isso aqui", em vez de pegar o telefone e discar o ramal do interlocutor.
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Blogs, bastidores e jornalismo III
30/03/2009

Na Folha Curitiba vai-se muito para a rua. O povo gosta de uma rua!! Ainda bem. Porque é na rua que a cidade acontece. Que tem gente de verdade, que a vida pulsa. Telefone e internet são ferramentas, e não o principal. Aqui, os repórteres e fotógrafos querem estar de frente com os fatos, de preferência.

Na Folha Curitiba tem uma garotada. Gente jovem. Porém nada bobos, nem alienados. Todo mundo lê - eu disse livros, e não apenas ler o próprio jornal. A garotada lê, vai ao cinema, vai aos shows, corre atrás da novidade. E pensa. Analisa. Conclui. Aqui, nêgo não pode dar bobeira, se não, perde o bonde (literalmente).

Na Folha Curitiba tem uma chefe aglutinando essa aparente bagunça e botando tudo pra funcionar sob a batuta do bom humor. Porque, vamos combinar, competência não combina com mau humor.

Essa chefe, a Drica, abre olhos e ouvidos todo dia para sugestões, ideias, propostas. E ela mesma, com mais de 20 anos de jornalismo, não perde o entusiasmo e faz coisas que até Deus duvida pra ver o produto sair com qualidade e a marca registrada da Folha.
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Blogs, bastidores e jornalismo - final
30/03/2009

Por conta desses diferenciais, a Folha Curitiba faz umas coisas pra lá de bacanas.

Pra começar, sugiro aos leitores que aqui estão que corram para o Blog da Redação. Quer bastidores? Quer saber quem é esse povo aqui, o que fazem, como trabalham, que cara têm? Clica aqui, hoje, e sempre. Uma viagem!

Sugiro também uma boa olhada na cobertura que a Folha fez para o aniversário de Curitiba.

Desde quarta-feira passada, saíram matérias especiais, incríveis - a começar pela viagem que Thiago e Leticia fizeram pelas nossas galerias pluviais. Coisa de arrepiar.

Para ler pela internet, no site da Folha de Londrina, sugiro que bata um "Curitiba" na busca, ou vá pelo link do Folha Curitiba.

Nessas matérias, a Folha Curitiba revelou mais explicitamente seu DNA. É um jornal que mostra Curitiba com outros olhos. Não está negando o lado tradicional e aparente da cidade. Mas está trazendo um ponto de vista inovador sobre a velha-nova Curitiba. Leia e tente perceber que cidade é essa.

Essas matérias nasceram da troca de ideias e experiências, e da certeza de que há toda uma cidade que emerge, que acontece, e que a mídia não mostra. Gente, fatos e coisas, aos quais a garotada aqui está atenta. E não apenas reporta - pensa, analisa, traz os fatos para o leitor tirar suas conclusões.

É um jeito diferente e bacana de fazer jornalismo aqui em Curitiba. Particularmente, gosto muito, principalmente nesse momento da mnha carreira, em que propus uma coluna chamada Lado B, que tem tudo a ver com a Folha Curitiba. E que foi aceita, porque complementa essa visão de jornalismo da cidade que se pratica aqui.

Já trabalhei, com o maior gosto e total devoção, no jornal mais popular da cidade. O jornal que pulsa junto com o sangue - não dos mortos, como dizem alguns detratores - e sim o sangue do povo que está nas ruas, na periferia, no lado ignorado, porém cada vez maior, da Curitiba que não para de crescer. Adorei. Aprendi demais. Mudei meu jeito de ser e de pensar. Mudei minha forma de abordar os fatos e fazer jornalismo. Percebi que jornalismo se faz junto com o leitor.

Também trabalhei na maior redação da cidade. Na empresa que tem a melhor estrutura: carros, equipamentos, recursos, pessoal. Onde aprendi mais ainda. Embora não contratatada, sempre prestando serviços e fazendo jobs, por alguns anos indo e vindo nessa redação, conheci o lado mais sério e empresarial do jornalismo.

Aprendi a conviver com tantos colegas juntos, um mundo de gente e de diferenças na redação. Gente antiga, experiente, que já estava na roda-viva de fazer um jornal antes de eu aprender a ler. Gente muito nova, recém-formada, começando. Ali aprendi a respeitar regras, manter comportamentos que eu antes ignorava e que são importantes na profissão. Reformulei conceitos, reforcei minha crença no valor das pessoas. Mais do que tudo, conheci gente e fiz amigos, além de consolidar amizades anteriores. Cresci e amadureci como gente e como profissional.

Agora na Folha Curitiba, um novo aprendizado. E a possibilidade de retomar ideais que estavam guardados em alguma gaveta da memória. Espero conseguir. uma longa jornada pela frente.

Cada redação, um universo. E aqui, uma nova viagem.
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La Orth, boa no palco, monstra fora dele
26/03/2009

Ontem o colunista Reinaldo Bessa publicou nota sobre o péssimo comportamento de Marisa Orth nos bastidores de seu show Romance, que se apresentou aqui no Festival de Curitiba.

Ela deu uma de "diva" sem noção, fez pedidos absurdos no camarim, devolveu o vinho que havia requisitado, fez a pessoa da produção ir e voltar várias vezes pra resolver o pití dela.

Bessa pegou leve no texto, porque eu sei - e vi de perto - que ela é desse tipo de pessoa que grita, humilha, destrata os que estão, assim, a serviço dela.



Tempos atrás ela ficou hospedada com Murilo Benício no hotel Crowne Plaza, que eu, na época, assessorava junto com o também jornalista Fernando Oliveira. A dupla veio apresentar uma peça.

E dá-lhe vexame de La Orth. (Vexame era o nome de um show, ou banda, que ela tinha anos atrás, e parece que ela incorporou o comportamento).

Gritou com funcionários do hotel, no lobby, na frente de todo mundo. Deu pití por telefone porque chegaram flores para o elenco, e o buquê dela não foi entregue antes dos outros (sim, porque o entregador passou primeiro no apartamento do Benício, que ficava na ordem, por andar).

Fez cara de bunda o tempo todo, no hotel. Ah, mas assim que aparecia algum fotógrafo, dava um sorrisinho. O Benício foi outro que deu péssimo exemplo. Ficava batendo boca com a ex-mulher Giovanna Antonelli pelo celular, na frente das pessoas. E a cara de tédio/bunda dele conseguia ser pior do que da Orth.

Estão de mau humor? Brigaram com a cara-metade? Tão com dor de barriga? TPM? De mal com a vida? Melhor tomar um banho quente, pedir um chazinho, se fechar no quarto, escrever email desaforado pro ex - e segurar a onda!



A dupla de atores com cara de quem comeu e não gostou


O staff do hotel ficou, assim, boquiaberto. Profissionais, todos se mantinham discretos e atendiam a dupla. Mas mal acreditavam no que viam.

Que gente, meu Deus. No palco, na tela, nas festas badaladas, fazem pose. Maior carão, sorrisos mil. E a Marisa, que é comediante? A gente pensa que ela é gente boa, engraçada. Mas desce do palco, onde dá show de talento, e vira esse monstro.

Não entendo isso. Pra mim, tem um nome: falta de educação. Ou falta de respeito. Destratar funcionários, gente mais simples? Como assim? Vai aprender bons modos!

Em compensação, um mulherão como a Marilia Gabriela - admirável em todos os aspectos, porque inteligente, corajosa, dona de bela carreira, bonita ao seu jeito, com grande estilo e verve - chega no mesmo hotel e dá show de educação, bom humor, respeito.

Acompanhei uma estadia dela no Crowne. É estrela, claro, e sabe prezar pela sua privacidade. Quando não estava disponível, não estava e pronto. Mas sabe também que é artista, pessoa pública. Reservou três horas de uma tarde para receber jornalistas, entre eles, duas estudantes da PUC gravando entrevista comprida - e ela tratou as meninas super bem, estimulando seguirem a carreira - e ainda, fãs que estavam no hotel. No maior bom astral e simplicidade.

Mulher classuda e de bem com a vida.

PS - Será que esse povo se comporta assim porque estão fora do eixinho badalado Rio-SP? Que podem chegar em Curitiba como se aqui ninguém prestasse, e dar uma de estrela sem noção? Penso isso por causa de outra (triste) experiência que tive com estrelinha da Globo que passou temporada aqui.

Quem dividiu esse job de assessoria comigo, Moema Zucherelli, Diogo Cavazotti e Karin Villatore, devem lembrar. A tal moça tinha uns 250 pitís por dia. Um mais imbecil que o outro. Só falava com os "importantes" da história (importantes na cabecinha oca dela). Nem se dirigia aos demais.

Eu, Moema, Diogo e Karin tínhamos que lidar com duas criaturas saídas assim das catacumbas do inferno: o assessor de imprensa dela e a "empresária". Meu Pai do Céu, quanta ignorância, quanta prepotência. Tratavam-nos como lixo e se achavam os reis da cocada preta - mas faziam uma imbecilidade atrás da outra. Chupinhando na cara dura, entre outras coisas. Socorro! Ainda bem que acabou. Quero distância de gente assim.

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Pausa para o ryso
26/03/2009

Não é o Risorama, do Festival de Curitiba. É outro tipo de ryso. Nada politicamente correto, mas eu não aguento, tenho que dividir com outros internautas que ainda não conhecem essa diva.

É a Katylene, meu vício atual. Uma dose diária de Katylene e a vida fica melhor. Muitos e muitos rysos.

Inteligente, esperta, antenada, crítica, e obviamente muito bem-humorada, Katylene arrasa.

Clica aqui
e vai lá. Hoje ela está especialmente afiada. Quase caí da cadeira de tanto rir.



PS - Tadeeenha - como diria Katy - da Tranchesi, presa. É a Justa, minha filha!!! Mas ela tá doente, de verdade, com câncer. Katylene consegue fazer humor sem ferir. E, vamos ver, claro que a advogada vai conseguir prisão domiciliar pra mega-sonegadora.
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Abandono: peça do Festival saiu do prédio da RFFSA
25/03/2009

Na coluna Lado B, da Folha de Londrina, de sexta passada; e aqui no blog, no post Lixo e Pichação na nossa História, falei do estado lastimável de abandono em que se encontra o prédio da antiga RFFSA, na Rua João Negrão. Um belíssimo imóvel histórico, que a União repassou para a Universidade Federal do Paraná faz mais de um ano.

No domingo, a Gazeta do Povo publicou também matéria sobre o estado deplorável desse patrimônio da nossa cidade.

Em seguida, soube que uma peça do Festival de Curitiba estava programada para acontecer ali. Achei estranho, pois o edifício está visivelmente decadente, sujo e abandonado, pelo menos por fora. Será que a reforma começou dentro do imóvel e eu não sabia? Fui checar.

Fiquei sabendo, ontem, que a peça que seria apresentada lá foi transferida para o Memorial de Curitiba. O motivo, me informou hoje a assessoria de imprensa, é justamente a falta de condições do prédio. Sujeira e falta de segurança, para começar.

E mais. A peça "Memória Afetiva de um Amor Esquecido", da companhia carioca Os Dezequilibrados, é itinerante, ou seja, conforme me explicou a assessoria, o espetáculo "caminha" por vários ambientes e o público acompanha. Coisa que o prédio abandonado da RFFSA não está possibilitando. Daí a mudança para o Memorial, no Largo da Ordem. A peça está sendo apresentada entre 25 e 29 de março.
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Um caso de sucesso em meio ao caos
24/03/2009

Enquanto muitas empresas cortam custos e vagas, a agência de propaganda Heads, daqui de Curitiba, cresce sem parar. Acaba de conquistar a conta do Shopping Rio Sul, no Rio de Janeiro. Venceu concorrência com outras agências cariocas. A Heads tem escritório no Rio, para atender Petrobras e jornal Lance, então está estruturada para esse movimento.

Um belo desafio, aliás, pois o Rio Sul é o mais antigo shopping da cidade - foi inaugurado em 1980. Eu, quando morei no Rio, achava o Rio Sul feio, esquisito, antiquado, sufocante e mal localizado. Não sei como é hoje pois nunca mais fui nesse shopping.

Coincidência ou não, o empresário paranaense Salomão Soifer é acionista do Rio Sul e também do Mueller, shopping que a Heads atende há anos - e um bom case de sucesso, por sinal. A parceria Heads-Mueller revela uma boa sintonia entre cliente e agência. E o Mueller, embora seja antigo também, não perde o bonde da modernidade. Vive se reinventando, reformando, antenado com os novos tempos e o consumidor.

A Heads também tem em carteira o Shopping São José, inaugurado recentemente em São José dos Pinhais - que também pertence a Soifer. Porém, corre nos bastidores a versão de que a Heads não mais atenderá o São José. Motivo: o empreendimento configura-se como conta pequena para a agência, que hoje é a maior do Paraná. Ela está focada em grandes clientes.

No final do ano passado, enquanto todo mundo se descabelava tentando entender o tamanho da crise, cortando custos e botando o pé no freio, a Heads contratou. A agência ganhou, em 2008, a conta da Petrobras e do Grupo Positivo, o que justifica o movimento.

No começo deste ano, em movimento contrário, outra grande agência do mercado, a JWT, demitiu um monte de gente. Aqui em Curitiba e em São Paulo também. Motivo, claro, a crise. E olha que a JWT tem a conta do HSBC, entre outros big clientes.

Consta que o mercado não está mesmo cor-de-rosa. Agências e fornecedores andam sofrendo na mão dos clientes que, de acordo com um profissional tarimbado do setor, andam "querendo o máximo pelo mínimo". Ou seja: querem pagar pouco e espremer ao máximo.

UPDATE - acaba de chegar, via Meio&Mensagem, a notícia de que a Heads venceu outras quatro agências e ganhou a conta da Racco, fabricante de cosméticos.
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Viagem de um cérebro sem limites
24/03/2009

Não conheço esse cara, mas recebi a dica, fui conferir e amei.

É o site de um diretor de cinema e publicidade chamado Rolando Mendez Acosta. Ele mora aqui em Curitiba, já fez uma porção de coisas e acaba de estrear o site. Clica aqui pra conferir como um website pode ser algo delirante, que faz a mente viajar. É para navegar sem pressa, curtindo as imagens e descobrindo o que o site tem para oferecer.

Na mesma linha delírios e delícias visuais, tem O Pequi. Tem que ir lá pra ver.

Quem também nos brinda com belas imagens de lugares, cenários e objetos de design é a Angel, blogueira daqui de Curitiba, que agora vive em São Paulo. Aqui.

Tem muito mais, mas esses aí são amostrinhas de que a telinha do computador pode ajudar a mente a viajar para longe, impulsionar a criatividade e dar um respiro visual em meio a tanta informação e trabalho que a gente lida todo santo dia.

Eu, de tempos em tempos, preciso dar um respiro grande. Injetar para o cérebro, visual e auditivamente, paisagens verdes com mar azul transparente calmo, imenso horizonte, e silêncio quase puro - só com barulhinho de ondas calmas, pássaros, voz das pessoas queridas.




Nem música entra nesses intervalos de relax para fazer o cérebro entrar em outra sintonia, bem mais saudável e conectada com a natureza.

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Um grande homem, e belas histórias
23/03/2009

Semana passada entrevistei um chef de cozinha para a matéria que explica como escolher e comprar bacalhau. Como se trata de um alimento típico da culinária portuguesa - embora o bacalhau venha da Noruega - escolhi Tarciso Lopes, chef do restaurante Cais da Ribeira, do hotel Pestana. A comida de lá é baseada na culinária lusa.

Eu não o conhecia e qual não foi minha surpresa ao chegar e encontrar um rapaz enorme - ele deve ter mais de 1,90m - jovem e super simpático. E mais: que fala pelos cotovelos e é bem humorado, coisa que todo jornalista adora. Ainda por cima, Tarciso é culto e conhece mil e uma histórias. Isso porque, estudando gastronomia e culinária, ele acaba conhecendo hábitos, cultura, comportamentos de povos atuais e antigos.

Se interessa tanto pelo assunto que, entre outras histórias, me contou de uma viagem de férias em que visitou fazenda no interior de Minas Gerais, onde se preservaram as edificações, instrumentos e tudo mais da época da escravatura.

A senzala está inteirinha, e ele visitou a cozinha para tentar entender como e o quê os negros preparavam para comer. Disse que existem imensos tachos, o que dá idéia de que a comida era uma espécie de panelão onde se jogava e misturava tudo que havia disponível.

Impressionante saber que a forma de se alimentar não era diferente da dos animais: em vez de pratos, havia um grande cocho, onde se despejava a mistura e os escravos pegavam com as mãos. Que coisa triste, vergonhosa.

Dá pra ficar horas conversando com Tarciso. Ele é muito fofo! A primeira coisa que aprendi é que bacalhau não é um peixe (!). É uma forma de processar (secar e salgar) tipos específicos de peixes que vivem nas águas frias do Atlântico Norte.



Olha o Tarciso mostrando bacalhaus e explicando as diferenças entre eles, em foto do Mauro Frasson


Para falar sobre bacalhau, ele me levou na loja da La Violetera, bem ao lado do Mercado Municipal. Claro que nosso Mercado tem de tudo - e todos os tipos de bacalhau - mas para efeito de fotos e explicações, nesse balcão da La Violetera havia todas as peças, de diferentes tamanhos, preços, variedades, bem fácil para mostrar.

Finalizando, Tarciso nos presenteou com uma receita gostosa, diferente e bem fácil de preparar - com bacalhau, claro! E não muito cara. Para tempos de crise! Assim todo mundo pode ter bacalhau na mesa.

A reportagem está na Folha Economia de sábado (foto do Tarciso saiu até na capa do jornal). Para ler, clique aqui.. Este é o link para o texto principal; lá embaixo, estão as matérias correlatas (receita, dicas etc).

Caso ainda não tenha feito seu cadastro no site da Folha de Londrina, faça! É de graça, rápido e fácil de fazer, e permite nevegar por todos os conteúdos do jornal - inclusive a coluna Lado B, que sai toda sexta no caderno Folha Curitiba, e pode ser lida clicando aqui.
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