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02/05/2011
Dois campeões invictos nos estaduais: Coritiba e Flamengo. Deitaram e rolaram, mostrando muita superioridade sobre os demais e acabaram frustrando aqueles que queriam grandes decisões no Paraná e no Rio de Janeiro.
O Mengo, de Vanderlei Luxemburgo venceu os dois turnos e o Ronaldinho Gaúcho nem precisou jogar. Só entrou com a fama. Já o Coritiba foi mais que perfeito e, além do título, bateu o recorde nacional de invencibilidade. Ao vencer o Cianorte, o Coxa completou 23 vitórias seguidas, marca difícil de ser quebrada.
Agora o Coritiba pega o Palmeiras, pela Copa do Brasil, e quer manter o ritmo, no desafio que é apontado como o maior teste de competência para os paranaenses. A ordem é aproveitar o emocional ruim dos paulistas, pela desclassificação diante do Corinthians e fazer os bons resultados.
Coisas do regulamento
Uma curiosidade na definição dos finalistas em São Paulo. Os piores classificados da primeira fase eliminaram os melhores. O quarto colocado ganhou do primeiro enquanto o terceiro desclassificou o segundo. Fatos permitidos pelo regulamento e que não podem ser contestados. Fica apenas a lamentação dos perdedores que teriam uma história diferente se o certame fosse à base dos pontos corridos.
O Santos extrapolou diante do São Paulo. Mereceu a vitória. Já o jogo do Corinthians foi polêmico, teve lances contestados, foi mais equilibrado e premiou o Timão pela eficiência nos pênaltis. O que "matou" o Palmeiras foi a expulsão do Danilo.
A decisão será alvinegra. O Santos tem mostrado que é melhor, mas está com um olho na Libertadores e outro no Paulistão. Enfrenta cansaços de longas viagens e o desgaste causado pelo maior número de jogos. O Corinthians, nesse aspecto está tranqüilo. Tem o time melhor preparado e mais descansado. Por isso, não dá para apontar um favorito.
Só restou a decisão do Interior
O Campeonato Paranaense acabou sem que o Coritiba desse oportunidade aos demais. O Atlético, que não mereceu melhor sorte, foi o vice-campeão. Operário e Cianorte vão disputar o título do Interior. Já Paraná e Cascavel estão rebaixados.
Dos nossos, da região norte, o Arapongas foi o melhor e poderia ter chegado à disputa do título interiorano se não tivesse enfrentado os problemas causados pelo Estádio dos Pássaros. Teve que sair de casa em alguns jogos e isso complicou sua vida.
Quanto ao rebaixamento do Paraná, o Tapetão pode salva-lo. O Rio Branco teria utilizado um jogador de forma irregular e pode perder pontos. O Curioso é que no primeiro julgamento o Rio Branco não foi punido. Agora pediram um novo julgamento e se o time de Paranaguá for castigado, será mais uma vergonha a ser estabelecida no futebol paranaense. Até parece que a Federação quer salvar o time de Capital. |
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27/04/2011
Quem será o campeão paulista? A decisão entre os quatro grandes é o que todos esperavam e agora fica difícil apontar o provável campeão sem opinar com o coração.
O São Paulo chega com o rótulo de mais competitivo e matreiro; o Santos é o que tem as estrelas que mais brilham no momento; o Palmeiras vem no "esquema Felipão", competitivo, sem jogar bonito; e, o Corinthians surge como o único totalmente focado nessa decisão. Não tem disputa paralela como os demais semifinalistas.
A razão recomenda dizer que qualquer opinião sobre o provável vencedor será paixão ou chutômetro. Vamos chutar então, façam suas apostas!
No Paranaense
O Coritiba deitou e rolou no Campeonato Paranaense. Bateu todos os recordes de invencibilidade e coroou sua conquista dentro da casa do maior inimigo e com um show de fazer inveja.
Só falta o jogo com o Cianorte para ser campeão invicto e definir sua melhor campanha em todas as suas trinta e cinco conquistas do Estadual.
A direção do Coxa não perdeu o equilíbrio quando o ótimo Ney Franco saiu. Seguiu a indicação do próprio treinador e contratou Marcelo Oliveira que exagerou no jeito mineiro de ser. Comeu pela beirada, pelo meio, por todos os lados, os seus adversários.
Agora vem uma realidade mais forte na Copa do Brasil, o confronto com o Palmeiras. Depois virá o Brasileiro. É verdade que o nível técnico dos adversários será outro, mas não podemos negar que o Coritiba está muito bem preparado.
E o Tubarão?
Faltando pouco mais de um mês para estrear no Campeonato Paranaense de Acesso, o Londrina toma decisões importantes e anuncia o dia do início de suas atividades: 2 de maio.
Cláudio Tencati será o treinador. Por não ser um técnico experiente na lida com jogadores profissionais, ele não é unanimidade, mas merece todo o respeito e apoio. Seu trabalho vai depender do material humano que terá para a armação do time. É um treinador inteligente e saberá conduzir o novo Tubarão.
O grupo terá alguns garotos do Iraty e diversos jogadores mais experientes, rodados, acostumados com a dureza do nosso futebol. Uns são jogadores da SM Esportes, que estavam disputando estaduais – outros são de algumas equipes que terminam o Campeonato Paranaense no final dessa semana.
Estou confiante nesse trabalho de recuperação do LEC. Se todos apoiarem e nenhum imprevisto maior surgir, o Tubarão estará de volta na primeira divisão no ano que vem. |
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28/03/2011
O fim de semana foi são-paulino e Rogério Ceni o astro maior do domingo ao marcar seu centésimo gol. Por uma questão lógica, o fato de um goleiro marcar cem gols deve ser tão (ou mais) comemorado quanto um atacante chegar ao seu milésimo tento. O mais interessante é que o goleirão Tricolor contou com o apoio de todas as torcidas. Sério, de personalidade forte, mas disciplinadíssimo, Rogério Ceni é o melhor exemplo para os meninos que querem vencer no futebol. Ele marcou cem gols porque treinou, se preparou para tal. Merece todos os aplausos possíveis.
E na inspiração e na competência de Rogério Ceni, o São Paulo quebrou uma série de longos quatro anos sem vitória sobre o rival. Rogério fez o segundo gol e evitou o gol de empate na jogada de Liedson, no finzinho do jogo. Pena que tudo aconteceu fora do Morumbi e diante de um público pequeno para a grandeza do clássico.
O Paulistão continua emocionante. O Corinthians era líder caiu para o terceiro lugar, mas todos seguem juntinhos na classificação. O destaque maior da próxima rodada será o choque entre Palmeiras e Santos.
No Campeonato Paranaense o Coritiba segue disparando. Batendo todos os recordes de invencibilidade e com cinco pontos na frente do Atlético, dificilmente deixará de ganhar o segundo turno e ser campeão direito. Enquanto isso, o Paraná voltou para a zona do rebaixamento.
Em Londrina, a campanha do Colégio Londrinense continua sem vitória. O grupo é limitado e está ainda pecando pelo noviciado. Como as vitórias não acontecem, a torcida tem sido cada vez menor no Moringão. Estamos esperando pela recuperação. |
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16/03/2011
A nossa equipe de vôlei não passa da primeira fase da Superliga Masculina. A derrota de ontem para o SESI representou o fim do sonho de participar da fase final. Apesar do esforço dos dirigentes e do apoio da torcida, faltou um pouco mais de estrutura e maturidade para que o objetivo fosse alcançado.
O time mostrou um bom treinador, alguns bons jogadores, dirigentes esforçados, mas problemas financeiros atrapalharam. E essa falta do dinheiro suficiente deve provocar agora um verdadeiro pesadelo.
O diretor Luís Macagnan sempre destacou na imprensa que faltava cerca de R$. 400 mil para que o clube pudesse arcar com todas as suas despesas até o final do ano e a desclassificação dificulta ainda mais a conquista desse montante.
Depois do jogo de amanhã (o último, contra o Pinheiros) Macagnan e seus companheiros de diretoria (que são poucos) vão ter que correr com promoções para ter condições de cumprir os pagamentos, principalmente de salários. E se não conseguir seus objetivos, poderemos ver mais uma tentativa de se fazer esporte competição na cidade ser truncada ou ter um triste fim.
E realmente não é fácil fazer esse tipo de esporte em Londrina. O comércio e a indústria são insensíveis nessa modalidade de investimento; a Fundação de Esportes, comandada por homens de gabinete, não tem aptidão para ajudar na venda do esporte à iniciativa privada; e os dirigentes (esforçados e sonhadores) são poucos e sem a condição de bancar tudo sozinhos.
Assim foi com o basquete, está acontecendo com o vôlei e pode se repetir com o futebol de salão (toc, toc, toc, batí na madeira) que ontem iniciou sua caminhada na Liga Nacional. A única modalidade que mostra resistência, que tem sobrevivido com sucesso na cidade, é o handebol da Unopar. Pena que é um esporte que, apesar de todo o sucesso alcançado, ainda não se tornou popular e raramente consegue grandes platéias. |
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14/03/2011
Batendo antigos recordes, o Coritiba continua imbatível no Campeonato Paranaense. Ao vencer o Paraná, que mostra outra cara no segundo turno, o Coxa completou 16 jogos invictos no ano e completou 11 vitórias seguidas no Estadual, batendo um recorde que existia desde 1939. Com dez pontos na frente dos segundos colocados na classificação geral, o Coritiba caminha para a conquista direta do campeonato, sem a decisão entre os ganhadores dos turnos.
O Operário aproveitou o campo neutro, ganhou do Arapongas em Cianorte, e é o melhor do interior.
A rodada foi ruim para os times da nossa região. Arapongas e Roma perderam e ficam em posições intermediárias.
Quem está muito mal no segundo turno é o Iraty, cuja base será do Londrina na Segundona. O time da SM Esportes perdeu todas no returno, mas ainda segue na briga pela disputa do título do interior. Como nas oito últimas rodadas ele joga cinco vezes em casa, a chance de recuperação é muito clara.
Continua embolado
E o Paulistão segue emocionante, sensacional, com os quatro grandes empatados na primeira posição. Todos venceram e a briga pelo primeiro lugar promete lances incríveis.
O Corinthians foi o que passou mais apertado, o que era esperado devido a boa campanha do Mirassol. O Timão reviveu seus melhores momentos de garra e ganhou o jogo no final e com dez jogadores em campo. Vitória para recuperar o lado moral após a perda da invencibilidade para a Ponte Preta.
São Paulo e Palmeiras não tiveram grande trabalho para vencer os representantes do ABC, São André e São Bernardo. O Tricolor, que vive a expectativa da volta de Luís Fabiano, é o líder com uma vitória a mais que os outros. O Palmeiras fez um belo primeiro tempo, caiu no segundo, mas conseguiu os três pontos sem grandes ameaças.
Já o Santos, além da vitória, comemorou a volta do craque Paulo Henrique Ganso que teve participação direta nos lances decisivos do jogo.
E como todos jogam contra pequenos na próxima rodada, a tendência é de que continuem lado a lado na classificação.
Faltando seis rodadas para acabar a fase de classificação, o Paulistão ainda terá dois clássicos (São Paulo x Corinthians e Palmeiras x Santos) e eles poderão ditar as diferenças.
Sai Muricy
No Rio, o encanto do Fluminense parece ter acabado. O Campeão Brasileiro vive fortes problemas internos e o técnico Muricy Ramalho tirou as roupas dos cabides e se mandou. Sua fase de ouro na "Cidade Maravilhosa" chegou ao fim. O novo rei do Rio é Vanderlei Luxemburgo que ainda não viu o seu Flamengo perder nesse ano.
Esperando o milagre
O time de vôlei da MM/Sercomtel/Londrina espera por um verdadeiro milagre para chegar à fase de mata-mata da Superliga Masculina. As derrotas em Araçatuba e Campinas, para concorrentes diretos, deixaram os comandados do técnico Chiquita em situação dramática.
Agora é preciso vencer dois gigantes, o SESI e o Pinheiros, e ainda esperar que outros resultados lhe favoreçam. Além de competência, terá que contar com a sorte.
O primeiro desafio será amanhã, às nove da noite, contra o SESI. O confronto com o Pinheiros será na quinta-feira. Ambos no Moringão. A torcida, com certeza, vai cumprir com a sua parte empurrando o time para as vitórias. |
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11/03/2011
O Estádio Vitorino Gonçalves Dias, o velho VGD, palco de memoráveis jornadas do futebol, segue sem solução. O Londrina o quer, mas esbarra nas leis que impedem uma nova liberação por parte da Prefeitura, em forma de comodato como aconteceu nos últimos anos. Agora é preciso uma licitação e numa possível concorrência o Tubarão esbarra nas certidões exigidas, porque falando de uma forma clara e simples, o LEC se encontra "seprocado e serasado" devido às más administrações.
Para devolver o estádio à Prefeitura, o Londrina, por força contratual no vencido comodato, tem recuperá-lo. A Prefeitura, que deveria buscar um meio de promover as reformas necessárias e colocá-lo em funcionamento também não o quer. Diz não ter o dinheiro e as facilidades burocráticas para promover tal serviço.
Enquanto isso, apesar de muitas reuniões e conversas na busca de soluções, o VGD continua interditado pela Federação e incapacitado de receber jogos. Numa reunião acontecida ontem, o Prefeito Barbosa Neto e o presidente do LEC Cláudio Canuto acertaram um "empurrão com a barriga" por mais seis meses. Nesse tempo, Claudinho vai tentar melhorar as condições do estádio para que possa, pelo menos, receber treinamentos. Enquanto isso, a Prefeitura vai buscar brechas na lei para uma solução definitiva.
Outra preocupação da administração municipal é quanto ao Estádio da Vila Santa Terezinha. Ele está cedido à Portuguesa que vinha sendo o segundo time da cidade. Como a lusinha desistiu da Segundona e não está inscrito em nenhum campeonato de base da FPF, essa cessão perdeu sua finalidade.
O correto será a reintegração de posse por parte do município e a conseqüente entrega do espaço para a Liga de Futebol de Londrina promover ali os seus campeonatos.
Entendo que a melhor solução para o futebol de Londrina seria a volta dos dois estádios, VGD e Vila Santa Terezinha, à administração da Fundação de Esportes, como o Estádio do Café. Assim, os novos times na cidade – Junior Team, PSTC e Cincão – que disputam a Terceira Divisão Paranaense, também teriam onde jogar.
Tudo embolado
O Campeonato Paulista deste ano é, sem dúvidas, o mais equilibrado da história. O fato dos quatro grandes estarem em primeiro lugar e com a mesma pontuação provocará muitas emoções nas sete rodadas que faltam para o fim da fase de classificação. Há quem lamente o fato do torneio não ser por pontos corridos e ter ainda o período do mata-mata, pois a briga pelo título seria mais acirrada ainda.
O Corinthians perdeu a invencibilidade, fato perfeitamente normal. Segue mais tranqüilo por não ter disputa paralela como os demais. O Palmeiras não tem jogado bem, mas tem conseguido os pontos. O São vai num ritmo melhor, crescendo a cada rodada. Já o Santos tem Neymar, que pode desequilibrar. Os quatro devem ficar com as primeiras posições e não há a mínima condição de apontar, sem o voto do coração, quem será o campeão.
No Campeonato Paranaense ninguém consegue parar o Coritiba. O Atlético continua jogando pouco e o Paraná venceu três partidas seguidas e já deixou a zona do rebaixamento. O returno está mostrando resultados mais lógicos com o predomínio dos times da Capital, donos das maiores estruturas.
Na briga entre os interioranos o Operário vai confirmando ser o melhor. O Arapongas segue sendo prejudicado por ter que jogar fora de casa enquanto o Iraty começou a cair depois que a imprensa de Londrina passou a cobrir seus jogos mais de perto. A meninada parece ter sentido o peso da responsabilidade maior.
Na ponta de baixo tudo faz crer que Rio Branco e Cascavel vão para a Segundona em 2012. Parecem não ter forças para a recuperação. |
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05/03/2011
Na convocação da Seleção Brasileira que enfrentará a Escócia no final do mês, dos 24 jogadores chamados por Mano Menezes, três passaram pelo futebol de Londrina. Jadson é londrinense revelado pelo PSTC; Henrique é de Cambé e começou no Londrina; e o volante Sandro teve passagem pelo time júnior do Tubarão.
É incrível como a cidade é representada por destacados atletas que começam a carreira em nossos campos ou quadras ou por eles passaram. E nas mais diversas modalidades.
No futebol, além dos recém convocados, dá pra destacar, rapidamente, nomes como Kleberson, Dagoberto, Rafinha, Fernandinho e Diogo. Além, é claro, daqueles que serviram seleções de base ou defenderam grandes clubes no passado.
Num outro dia, assistindo ao jogo de basquete entre Flamengo e Brasília, vimos na quadra Hélio, Duda, Alírio e Jefferson, todos com passagens pelo time que a cidade teve há alguns anos. Em cada jogo do NBB é provável que possamos ver pelo menos um atleta que jogou aqui.
O Handebol da Unopar acaba de ceder três jogadores para a Seleção Brasileira. Rick, Léo e Júlio vão defender o país no Pan-Americano. O vôlei que revelou o grande Giba tem hoje alguns atletas que surgiram na cidade e defendem grandes equipes da Liga. Rafael, do time de Florianópolis, é o mais recente exemplo.
O futebol de salão, entre tantos nomes, tem Marcinho defendendo a seleção italiana. Muitos são os craques do futsal que aqui começaram suas carreiras e estão espalhados pelo país ou no exterior, fazendo sucesso.
Outros exemplos estão por aí, também em outras modalidades, e isso prova o quanto a cidade é pródiga em revelar talentos. E olha que nos últimos tempos o nosso esporte andou na contramão. Falta de apoio e de patrocínios são os eternos problemas.
Entendo que, para amenizar essa situação e buscar soluções, a Fundação de Esportes tem que mudar o seu perfil. Tem que deixar de ser apenas administradora das verbas públicas destinadas pela Prefeitura, e se transformar numa vendedora do esporte para a iniciativa privada. Só assim, vai reencontrar a mão certa. E assim sendo, vai revelar ainda mais talentos.
Bom Carnaval a todos! |
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O Hino Nacional nos estádios 03/03/2011
O amigo Antonio de Pádua de Oliveira, o Lula, companheiro dos meus velhos tempos de Rádio Cultura de Arapongas, conceituado advogado na "Cidade dos Passarinhos", fez uma observação importante quanto ao comportamento dos jogadores de futebol quando do toque do Hino Nacional Brasileiro antes dos jogos.
É realmente de causar espanto o comportamento de todos, incluindo-se árbitros e demais envolvidos no espetáculo. Com olhares vazios, dispersivos, uns fingem que sabem a letra, mas a maioria fica de boca fechada, mascando chicletes. O torcedor também não sabe se comportar. Grita, assovia, vaia ou bate palmas. Nem os locutores dos estádios se salvam. Há aqueles que dão informação justamente no momento em que o hino é tocado.
O desrespeito ao Hino Nacional é maior ainda quando é tocado através de gravação. Os "tocadores de hino" desconhecem que, quando cantado, a execução tem que ser integral. O hino não pode ser cortado. Quando o toque é apenas instrumental, aí sim, mas o corte tem que ocorrer no exato fim da primeira parte.
Existe uma Lei específica para disciplinar a correta execução do Hino Nacional. É Lei 5.700, de 01-09-1971. No artigo 24 estão suas regras de execução. Destacamos algumas delas:
1 - É obrigatório o tom de si bemol para a execução instrumental simples.
2 - Far-se-á o canto sempre em uníssono.
3 - Nos casos de simples execução instrumental, tocar-se-á a música integralmente, mas sem repetição; nos casos de execução vocal, serão sempre cantadas as duas partes do poema.
4 - Nas continências ao Presidente da República, para fins exclusivos do Cerimonial Militar, serão executados apenas a introdução e os acordes finais, conforme a regulamentação específica.
5 - Nas cerimônias em que se tenha de executar um Hino Nacional Estrangeiro, este deve, por cortesia, preceder o Hino Nacional Brasileiro.
6 - Durante a execução do Hino Nacional, todos devem tomar atitude de respeito, de pé e em silêncio, os civis do sexo masculino com a cabeça descoberta e os militares em continência, sendo vedada qualquer outra forma de saudação.
Por tudo isso, entendo que aulas de civismo não fazem mal a ninguém. Que os clubes se preocupassem em cobrar esse aprendizado dos seus jogadores. O bom comportamento deles no importante momento, certamente provocaria respeito maior e boas doses de civismo também nas arquibancadas. |
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02/03/2011
O Colégio Londrinense terá um batismo de fogo na Liga Nacional de Futsal. Como conseqüência de uma verdadeira "tabela maluca", time começa jogando duas partidas fora de casa e termina com outras quatro na mesma condição. Terminar com quatro jogos seguidos como visitante é, na teoria e na prática, ter maiores dificuldades ainda para chegar à classificação.
E como para participar da Liga é preciso ter dinheiro, é preciso comprar a vaga, a tabela também trará prejuízos no lado financeiros. Os jogos contra o Corinthians e o Santos não serão no Moringão.
O Corinthians é o dono da maior torcida na região. Tem um bom time e seria atração para encher as arquibancadas do nosso grande ginásio. O Santos tem torcida menor, mas tem Falcão, o melhor do mundo, que provoca casa cheia onde se apresenta. As duas partidas aqui seriam a "salvação da lavoura" para a equipe londrinense.
Entendo que faltou experiência para a ousada diretoria do Colégio Londrinense. Era preciso tentar, junto à Confederação, algo melhor na tabela. Faltou aquele apelo especial dos nossos dirigentes aos cartolas que comandam o futebol de salão nacional. Antes da tabela ser divulgada, é claro.
Um show de bola
A equipe da MM/Sercomtel/Londrina teve sua noite de time grande na Superliga de Vôlei Masculino. O placar de três sets a zero diante do atual campeão brasileiro (Cimed/Florianópolis) "encheu os olhos" da nossa torcida. Foi uma vitória de gala, que abriu o caminho da classificação. Chegar ao "play off" é o grande objetivo e pela garra mostrada na quadra pelos jogadores, ficamos com a certeza de que será alcançado. Vamos torcer!
A interdição
E o Estádio de Arapongas está interditado. A decisão anunciada ontem já era esperada, mas há pontos que precisam ser analisados.
Que a condição do gramado é lastimável não há qualquer dúvida. Impróprio mesmo para se jogar, colocando em risco a integridade física dos jogadores. Mas por que a Federação deixou o Arapongas jogar ali até a metade do Campeonato? Por que não teve essa disposição antes? Por que a interdição justamente no tempo em que o clube buscou soluções paliativas? E por que o Estádio foi interditado nas vésperas do jogo do Atlético?
Porque o Atlético fez pressão. Porque o Atlético perdeu o primeiro turno e entra no desespero de ganhar o segundo e evitar que o seu rival (Coritiba) liquide o campeonato antes do tempo.
Mesmo reconhecendo que o gramado do Estádio dos Pássaros é uma calamidade, o que nós podemos entender é que a FPF fará tudo para o Estadual ter dois jogos finais decisivos entre o Coritiba e o Atlético. Uma final de gala, mesmo tendo que ser cruel com os sofridos pequenos. Que os nossos times do interior se cuidem, porque será proibido ganhar do Atlético. |
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01/03/2011
O primeiro turno do Campeonato acabou e o Coritiba foi o grande vencedor. O Coxa sobrou em campo e terminou invicto, deixando o seu maior rival, o Atlético, lá atrás. Já garantidos na final, os coritibanos vão ter toda tranqüilidade para repetir o feito no returno e ficar de vez com mais um título. Ao Atlético caberá a responsabilidade de dar a volta por cima e evitar que o certame tenha um final sem a grande decisão. A primeira fase apresentou o Paraná como a grande decepção. Em último lugar, com apenas uma vitória, o Paraná precisa se cuidar para não cair para a Segunda Divisão.
A média de público foi de 3.151 pagantes. Enquanto o Coritiba foi o melhor disparado também na arquibancada, com a média de 11.360 torcedores, o Corinthians Paranaense continuou sem platéia. Sua média foi de 532 pagantes por partida e a ele coube o jogo com o menor número de expectadores: 116 vivas almas que viram o seu jogo com o Cascavel, no Estádio Ecológico.
O segundo maior na torcida foi o Atlético: 9.136 por jogo. Ao Operário coube a liderança entre os do interior. Sua boa campanha foi bem representada nas arquibancadas com presença média de 4.519 torcedores por partida no "Germano Krugger". O Arapongas foi o segundo do interior e o quarto melhor do Campeonato nesse quesito, com a média de 2.943 pagantes como mandante. Somente em jogos no Estádio dos Pássaros a média sobe para 3.619. A diferença foi motivada por um mando de jogo do Arapongão em Paranavaí.
O Iraty teve a segunda pior média de público do primeiro turno com 794 torcedores por jogo em casa. Sérgio Malucelli sabe que em Londrina tudo será diferente. Se montar um time competitivo, que faça boa campanha, o LEC será o dono da melhor média de pagantes entre os interioranos. Passará o Operário, com certeza. |
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| J. Mateus |
J. Mateus, 63 anos de idade, radialista há 45 anos, jornalista desde 1972, é narrador e comentarista esportivo da Rádio Paiquerê. Já cobriu seis Copas do Mundo, oito edições da Copa América, uma Olimpíada e escreveu dois livros sobre futebol: a História do Londrina Esporte Clube e Onze contra onze (com curiosidades e histórias engraçadas do esporte mais popular no país). Fechou o círculo jornalístico trabalhando em rádio, jornal e televisão. É cidadão honorário de Londrina.

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