Falando de Literatura - Isabel Furini
15/12/2014 - 00:43
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Quadro do artista plástico Carlos Zemek.
Quadro do artista plástico Carlos Zemek.



Quixote e Sancho Pança
procuravam aventuras.
Dom Quixote lutou sozinho
contra perversos moinhos,
e continuou seu caminho
rumo à merecida fama.

Dom Quixote na sua loucura
nunca perdeu a esperança
de conquistar com bravura
a fama,a glória e a bela,
a bela e gentil Dulcineia,
uma moça simples da aldeia,
que seu coração amava.

Isabel Furini

Quadro do artista plástico Carlos Zemek.
Quadro do artista plástico Carlos Zemek.
13/12/2014 - 14:04
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Depois que o deputado Bolsonaro falou em uma entrevista à imprensa que a deputada Maria do Rosário "não merece ser estuprada porque é muito feia", a polêmica sobre o estupro ganhou força.

Algumas pessoas perguntam se mulheres lindas "merecem" ser estupradas, pois "merecer" quer dizer "ser digno de" - merecimento tem muitas vezes o sentido de prêmio. E todos sabem que estupro é violência e é crime. Além disso as vítimas de estupro precisam de terapia, de acompanhamento psicológico. O trauma do estupro pode ser difícil de ser superado.

Interessante que o estupro também faz parte da Lenda do Bairro Água Verde, e a escritora Luciana do Rocio Mallon, faz um relato da lenda desse bairro de Curitiba:


LENDA DO BAIRRO ÁGUA VERDE

No século dezenove a família Dantas , de descendentes de italianos , colonizou umas terras em Curitiba , que foram batizadas de Colônia Dantas . Esta família tinha uma criança chamada Maria que , segundo a lenda , possuía poderes sobrenaturais .

No meio daquelas terras , havia um rio cheio de algas , por isto de longe parecia que suas águas eram esverdeadas .A pequena Maria Dantas gostava de tomar banho neste rio todos os dias e sempre falava :
- Irei tomar banho na água verde !

Um certo dia , o corpo desta garota apareceu morto flutuando no rio . A lenda diz que ela foi estuprada e depois jogada na água .

Algum tempo se passou e pescadores que frequentavam aquele rio , afirmavam que sempre viam uma menina verde se banhando nas águas . Porém toda a vez que chegavam perto , ela sumia .

Uma certa noite , um grupo de aventureiros foi acampar perto deste rio e notou que tinham roubado as roupas do pessoal. Depois estas pessoas escutaram uma música que vinha das águas . Ao chegarem perto eles viram uma ninfa verde , dentro do rio , vestida com as roupas que sumiram.

Algumas criaturas disseram que esta fada misteriosa era o fantasma da Maria da Água Verde .
Por causa desta lenda a colônia Dantas passou a se chamar Água Verde .

Luciana do Rocio Mallon - é poeta e escritora, autora do livro "Lendas Curitibanas" da editora Instituto Memória
13/12/2014 - 08:31
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Poema de Isabel Furini - Arte Digital de Carlos Zemek



11/12/2014 - 23:04
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Falam que a beleza não está nos objetos, não está na flor, nem na árvore, nem no parque, nem na noite estrelada, a beleza está nos olhos do observador.

Pois bem, um elemento que valoriza os ambientes, seja a sala, o quarto, a biblioteca e outros, é colocar um quadro na parede.

Fotografia de Susana Arceno Silveira.
Fotografia de Susana Arceno Silveira. - Quadro
Quadro "Um Olho do Universo" do artista plástico Carlos Zemek.


Na foto podemos ver o quadro "Um Olho do Universo" do artista plástico Carlos Zemek, adquirido pela escritora Susana Arceno Silveira, residente em Curitiba. Esse quadro do Carlos Zemek e o relógio ficaram em harmonia. É lindo ver ambos no mesmo ambiente. Agradeço à Susana Arceno Silveira que enviou a fotografia.

Esses quadros também estão na página "Uma Casa como Poucas - Comunidade" do FACEBOOK.

Ver: https://www.facebook.com/umacasacomopoucas.com.br?fref=ts

O blog foi criado pela jornalista e blogueira Taíza Oliveira. A ideia surgiu depois que ela casou e começou a decorar a casa. Taíza percebeu a diferença que podem fazer alguns objetos como um quadro, um abajur, a cor da parede ou da toalha de mesa. O estilo do ambiente é marcado pelos móveis, mas os detalhes podem personalizar o espaço.


Quadro
Quadro "Um Olho do Universo" do artista plástico Carlos Zemek.


O quadro Janela Inca, de Carlos Zemek, está na sala de computadores de minha casa.

Quadro Janela Inca de Carlos Zemek.
Quadro Janela Inca de Carlos Zemek.



Já o quadro "O Mar de Nuvens", foi adquirido por Cristiane Tavares.


"Mar de Nuvens" quadro de Carlos Zemek - adquirido por Cristiane Tavares.


Em 2012, os quadros de Carlos Zemek foram motivo dos poemas do Concurso Poetizar o Mundo, e o primeiro lugar foi justamente sobre o quadro "Um Olho do Universo". Vejamos o poema na continuação:

09/12/2014 - 23:24
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A Idosa - Poema de Isabel Furini

06/12/2014 - 08:08
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Hoje, 06 de dezembro, no Shopping Jardim das Américas os visitantes poderão apreciar a exposição "Guirlandas do Bem", e também adquirir as guirlandas para ajudar ao Hospital Pequeno Príncipe.


Sob orientação da artista visual Carla Schwab e Curadoria dos artistas Eloir Jr. e Kézia Talisin, quinze artistas paranaenses foram convidados para participar com sua arte na elaboração de Guirlandas Natalinas intituladas "GUIRLANDAS DO BEM", onde a temática, linguagem visual e pictórica de cada artista é o que fará a diferença nesta ação festiva e com alma solidária.

Entre os artistas participantes, estão Katia Velo, Noeli Tarachuka e Oswaldo Fontoura Dias.

" Cada GUIRLANDAS DO BEM terá o diâmetro mínimo de 60 cm como base e serão criadas com a arte que cada artista domina em sua dinâmica de trabalho, o que resultará em arte objeto que irá decorar o espaço cultural do Shopping durante esta ação natalina e aos locais a que elas forem destinadas por quem adquiri-las. Foi um desafio aos artistas, acolhido com muita satisfação, prazer e desejos de alcançar o objetivo a ela criada", relata o curador da mostra, Eloir Jr.

As Guirlandas estarão disponíveis para venda ao público e a verba gerada pelo nobre gesto de aquisição, assim como a arte criada pelos artistas serão revertidas em total doação ao Instituto de Pesquisas do Hospital Pequeno Príncipe em Curitiba-PR.

Fotografia de Eloir Jr.
Fotografia de Eloir Jr.
04/12/2014 - 09:36
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Fundação Cultural entrega prédio reforma
Fundação Cultural entrega prédio reforma
Foto: Pio Santana/FCC

Em uma cerimônia que reuniu antigos e novos personagens de movimentos estudantis e sociais, foi reaberto neste em 29 de novembro/2014, o O casarão histórico da União Paranaense dos Estudantes (UPE), localizado na Rua Carlos Cavalcanti, no bairro São Francisco.

Administrado pela Fundação Cultural de Curitiba desde abril de 2013, o imóvel recebeu uma série de benfeitorias e agora passa a abrigar não só as atividades administrativas e culturais da UPE, mas também receber os encontros dos Conselho Municipais de Cultura, de Juventude e de Política Étnico Racial.

O presidente da Fundação Cultural de Curitiba, Marcos Cordiolli, afirmou:

"É um dia muito importante. O espaço agora ajuda a garantir o protagonismo da sociedade na organização de uma série de atividades".

O casarão faz parte da história da cidade de Curitiba. O casarão, em art nouve, datado de 1918, é uma Unidade de Interesse Especial de Preservação (UIEP) e já pertenceu à família Benjamin Baptista Lins de D’Albuquerque, um dos fundadores da Gazeta do Povo, e também à Universidade do Paraná (atual UFPR).

O imóvel foi adquirido pelo governo do Estado na década de 50, mas ganhou notoriedade como sede da UPE, entre 1959 e 1968, quando foi tomado pelo regime militar. Em 1983, o prédio retornou para as mãos do Estado. O prédio tem sido ocupado pela UPE por meio de comodato.

Fonte: Agência de Notícias da Prefeitura. Foto: Pio Santana/FCC
Marcos Cordiolli discursando no casarão da UPE.
Marcos Cordiolli discursando no casarão da UPE.
01/12/2014 - 08:26
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Arriete Rangel de Abreu, Carlos Muniz, Carlos Zemek, Helena Wego, Isabel Furini, Leonardo Valiati, Lukas Souza, Mafra Souza, Marina Carraro, Neyd Montingelli, Susana Arceno Silveira, Vanice Zimerman Ferreira, Willians Mendonça, Flávia Bianchi, Magda Freitas, convidam para a manhã de autógrafos do livro "ANJOS E ARCANJOS".

O livro "Anjos de Arcanjos", organizado pela poeta e escritora Isabel Furini, com capa assinada pelo artista plástico e especialista em Arte Digital, Carlos Zemek, será lançado no auditório do Solar do Rosário, rua Duque de Caixas, 04, Centro Histórico de Curitba, no dia domingo, 07 de dezembro, 11 horas.

O preço do exemplar é de R$ 30,00.

No evento, também estarão expondo seus trabalhos os alunos do curso de Mosaico e do Curso de Caligrafia do Solar do Rosário.



A foto do livro é de Magda Freitas.
29/11/2014 - 19:38
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O TERMINAL GUADALUPE E AS SOMBRAS (Conto)

18 horas - Cai o sol de inverno, pálido, sem forças.
19 horas – Escurece mesmo.

Os operários da construção civil, trabalhadores domésticos, pessoal da limpeza, vendedores alguns camelôs, professores, poetas e sonhadores, saem de seus trabalhos e correm até o terminal.

Mariazinha, está na fila do Vila Zumbi quando escuta seu nome: "Mariazinha" – alguém acena para ela. Que bom! – murmura a Mariazinha – O gerente vai me dar carona de novo.
– Não faça isso senhora, é pecado. – diz uma mulher com saia e cabelos longos (muito longa a saia, muito longo o cabelo).

Uma mulher de olhos azuis observa de cima para baixo a mulher de saia comprida e solta uma gargalhada. – Cale a boca sua vadia e cuide de sua vida! – fala com autoridade.

Minutos depois chega Aparecida, Cida para os amigos. Estou pensando em fotografar esses dois e ganhar uma grana extra.
Boa ideia, fala a mulher dos olhos azuis.

Um casal de idosos olha para elas e comenta algo sobre falta de ética. – O mundo mudou, meu velho – fala a idosa.

Duas mulheres olham para a igreja do Guadalupe e fazem o sinal da cruz. Um pai fala para seus filhos "é o triunfo do mal, um sinal do fim do mundo". Idiotas pensa uma professora, tira um livro da bolsa e começa a ler. Várias pessoas da fila comentam o fato de o ônibus estar demorando mais que outros dias.

O Apolinário olha as pessoas apinhadas e fala:

Foi tão difícil a estrada!
meus pés estão cansados,
minhas mãos, calejadas,
minha boca muda e sem vida
minha vida sem esperanças.

Ninguém olha para ele. Que indiferença. Ninguém vai dizer nada? Gente. Eu declamei um poema.

Chega o ônibus – Por fim! – exclamo um idoso. As pessoas começam a subir e ocupar os assentos. Alguns viajam de pé, outros preferem esperar o próximo. A fila parece uma cobra gigantesca. Cresce rapidamente.

Apolinário repete:

Foi tão difícil a estrada!
meus pés estão cansados,
minhas mãos, calejadas,
minha boca muda e sem vida
minha vida sem esperanças.

– Parece que ninguém gostou do poema. Fala o Apolinário.
– Não adianta – comenta Tiago, um amigo dele. Eles não conseguem te enxergar.
– Um momento. Veja essa criança, ele escutou. Sim, ele escutou e está olhando para os lados.

– Olhe, mamãe. Esse cara engraçado, lá no teto.
– Querido, esse é seu amiguinho invisível? – Pergunta a mãe sorridente, encurvando-se sobre a criança e dando-lhe um beijo na bochecha.
– Ele não é meu amigo – fala a criança.

De repente uma forte luz ilumina o lado direito do terminal, mas ninguém repara.

Do lado esquerdo, as sombras crescem.

Do lado direito um homem com roupas brancas tem um sorriso iluminado.

Do lado esquerdo, um homem com roupas cinzas tem um olhar terrível.

Do lado direito, para um ônibus, as pessoas começam a subir. O Zecão abre a carteira. O homem do sorriso iluminado grita:

– Não faça isso Zecão, falei tantas vezes para não fazer isso, meu amigo.

Do lado esquerdo três homens correm. O rapaz de óculos empurra o Zecão, outro tenta pegar a carteira. O Zecão, aperta a carteira. Um dá um soco no nariz dele. Mas o Zecão não solta. O terceiro, passa a navalha pela garganta do Zecão.

O Zecão não solta a carteira. As pessoas gritam. O sangue encharca o terminal. As pessoas pegam os celulares e tiram fotografias do Zecão morrendo. Ninguém chama uma ambulância. É mais importante registrar o momento. Não adianta, esse cara vai morrer mesmo, fala o rapaz de camiseta amarela. Vamos tentar vender essas fotos para algum jornal, murmura o amigo dele.

Uma moça solicita a uma mulher vestida com casaco preto, de olhos esbugalhados, para tirar uma foto dela ao lado do morto. A mulher está a ponto de chorar.

– Por favor, senhora, implora a moça. Uma coisa como esta é difícil de acontecer, fala enquanto penteia o cabelo. – Minhas amigas não vão acreditar. Preciso de uma foto.

A mulher, seca uma lágrima com o dorso da mão e pega a câmara fotográfica.
– Tem que apertar aqui – fala a moça mostrando um botão prateado na parte direita da câmara. A mulher, indecisa, demora um pouco, mas consegue tirar a foto. Na frente a moça, no chão o homem ensanguentado.
– Preciso de várias fotos, por favor, alguma delas vai ficar boa. Fala a moça muito empolgada como se o momento fosse de festa.

Perto dela um rapaz com seus fones de ouvido faz movimento de dança com a cabeça, mas o corpo permanece rígido no lugar.

O homem sorridente que faz parte do globo de luz da direita grita:
– Ei, Zecão. Venha para este lado, homem. Não vai para as sombras, não. Venha!

Os outros seres que estão a seu lado também gritam: – Venha, Zecão, venha.

– Zecão, você está em nossa lista! – grita o homem de olhar terrível que chefia as sombras.
– Está na lista! – grita o coro de sombras desafinado.

O Zecão está confuso. Lembra da esposa e dos filhos, ele quer voltar para casa. Sentar no sofá, assistir TV., comer o arroz com feijão.

O homem de olhar terrível do lado esquerdo mostra partes da vida do morto.
O homem sorridente do lado direito, também mostra partes da vida do morto.

O Zecão sente medo. Impulsivamente, corre para a luz.

O poeta vê a cena e declama um poema:
Essa luz que agora acende,
com milhares de lembranças,
é de um túnel que surpreende.
Quem caminha além do túnel
reencontrará a esperança.

O homem sorridente da bola de luz que está do lado direito grita:

– Poeta, você vai entrar na luz ou vai continuar declamando no terminal?

– Eu também morri neste terminal – fala o poeta. Mas foi de problema cardíaco, há 8 anos. Acho que vou ficar por aqui mesmo. Sempre encontro amigos.

– Sim, vamos ficar mais um pouco – disse o amigo de Apolinário. Os dois pulam sobre o teto de ônibus amarelo que está saindo do terminal e acenam repetidamente com a mão direita.


Texto escrito na oficina de Ricardo Corona, em 2014, sobre o tema "Terminal Guadalupe".
Isabel Furini é escritora e poeta.
28/11/2014 - 21:51
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Exposição Cultural "Minha Natureza" no Museu Oscar Niemeyer, em 03 e 04 de dezembro, faz parte do Seminário de Sustentabilidade 2014 - Copel.



Seis artistas: Carla Schwab, Eloir Jr., Felipe Sekula, Oswaldo Fontoura Dias, Suzana Lobo e Waltraud Sekula, foram convidados a produzir obras com materiais acumulados por 45 dias e que seriam descartados por eles mesmos, dentre os materiais encontram-se; embalagens e filtros de passar café, bulas de remédios, caixas de sucos, cones de tecidos, papelões, jornais e revistas, negativos fotográficos, bandejas de isopor, disquetes e etc., desta forma, ao invés de irem para a natureza e meio ambiente, estes materiais se transformam em obras artísticas somatizando conceitos contemporâneos e sustentáveis dentro da linguagem visual de cada artista, um brinde, um mérito cultural e uma forma de devolvermos a natureza o que ela nos deu de uma maneira mais respeitável e civilizada através das obras destes artistas.

Idealizador da exposição Oswaldo Fontoura Dias. Ele afirmou: "A proposta desta mostra cultural é fazer uma reflexão sobre o consumo e o destino de embalagens e resíduos gerados pelo ser humano".

Obras que fazem parte da mostra
Obras que fazem parte da mostra "Minha Natureza"


SERVIÇO:

Evento: Seminário de Sustentabilidade 2014 - COPEL
Exposição "MINHA NATUREZA"
Abertura: 03/12/2014 às 13 h
Período expositivo: 03 e 04/12/2014
Local: Museu Oscar Niemeyer - Salão de Eventos
Endereço: Rua Marechal Hermes, 999 – Centro Cívico
Curitiba-PR
Telefone: 41 – 3350-4400
Entrada Livre
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Isabel Furini
 
Isabel Furini, escritora e educadora. Recebeu prêmios em concursos de poesia e de contos. Publicou 15 livros, entre eles: Mensagens das Flores e Ele e outros contos. Também escreve para o público infanto-juvenil. É autora da coleção "Corujinha e os Filósofos" da Editora Bolsa Nacional do Livro de Curitiba.



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