Falando de Literatura - Isabel Furini
19/04/2014 - 20:27
 
Positivismo é algo muito interessante – ajuda as pessoas a ter alegria e a observar o mundo com a cor da esperança, mas, quando frases positivas são atribuídas a personalidades do mundo das letras, surge a dúvida sobre a autoria. O nome de García Márquez aparece em dois textos positivos que estão sendo publicados nos blogues e sites. As pessoas gostam das ideias e compartilham nas redes sociais.

Gabriel García Márquez.
Gabriel García Márquez.

O primeiro, que na internet era postado como Carta de despedida, e que muitos internautas aconselham a ler, reler e seguir, acreditando que García Márquez havia escrito como legado para a humanidade quando estava com câncer, há alguns anos, irritou o autor de Cem Anos de Solidão. Ele disse: "Lo que me puede matar es que alguien crea que escribí una cosa tan cursi". O verdadeiro título desse texto é Marionete, e parece que a autoria é do ventríloquo Johnny Welch.

Com a morte de García Márquez, pulula na internet outro texto com mensagens lindas, mas sem o estilo literário que caracteriza esse autor. Custa acreditar que alguém capaz de escrever O Amor nos Tempos do Cólera tenha perdido sua arte e escrito 13 linhas para viver. Procurei na internet e encontrei poucos sites declarando que esse texto não é de García Márquez, esperamos que alguém da família, amigos ou sua agente literária se manifeste sobre o assunto.

É muito difícil que o texto seja realmente de autoria de García Márquez, e quero colocar na continuação alguns detalhes de "13 linhas para viver" que não se alinham com a obra do grande escritor:

1) A linguagem de Garcia Márquez é metafórica. Existe poesia em seus textos. Ele era um escritor que lia e pensava como escritor – buscando a estética das frases. As 13 linhas estão escritas em idioma coloquial;

2) As mensagens podem estar enquadradas nos textos de mente positiva, textos escritos com o objetivo de ajudar as pessoas a viver melhor, mas como já falamos, o escritor declarou que nunca escreveria um texto "cursi" como A Marionete, e nada faz pensar que tenha mudado seu pensamento e escrito 13 linhas;

3) García Márquez foi simpatizante do comunismo, muito voltado para as causas sociais e alguns dizem que era ateu. Não era um homem cuja filosofia de vida aconselharia: "Não se esforce";

4) Em uma entrevista, García Márquez disse que um escritor não pode ler de maneira ingênua. Faz parte de sua bagagem não só ler, mas analisar os detalhes para entender como foram escritos, que técnicas o autor utilizou. Entender como um autor conseguiu estruturar um bom conto ou um romance. Compreender os mecanismos que melhoram cada frase, cada parágrafo. O texto 13 linhas está escrito de maneira ingênua, sentimental. As mensagens têm seu valor, mas não revelam a genialidade estilística do ganhador do Prêmio Nobel de Literatura;

5) É difícil imaginar García Márquez fechando um texto com a frase: "Tudo o que sucede, sucede por alguma razão". Assim, curto e grosso. Conselhos simples e estimulantes como esse eu sempre escuto da boca da cabeleireira, que além de cortar e pentear o cabelo com bom gosto, faz questão de ser conselheira sentimental gratuita. García Márquez, se pensasse desse jeito, expressaria essa ideia com linguagem literária;

6) Li as 13 linhas em espanhol e tem algumas frases mal construídas. No 11º conselho, existe uma cacofonia que faz doer a alma de qualquer poeta, escritor ou simples leitor de bom gosto. "Sempre haverá gente que te machuque, assim que o que você tem que fazer é seguir confiando e só ser mais cuidadoso em quem você confia duas vezes". A sintaxe da frase está errada em português e em espanhol, García Márquez não se permitiria esse erro. Ele era perfeccionista. Na entrevista concedida ao jornalista e escritor Plinio Apuleyo de Mendoza e publicada em Cheiro de Goiaba, confessa que jogou fora 300 páginas de um livro porque o resultado não lhe agradou. Mas salvou o título;

7) Quero esclarecer: tenho paixão por frases positivas, mas o mundo dos livros é como uma casa. Não se janta no banheiro, nem se toma banho na cozinha. Ou seja, existe um lugar e um momento para cada coisa. Existem momentos para ler mensagens positivas e outros para ler boa literatura.

Lembro-me de que quando eu era pequena, meu pai, quando alguém cometia erros graves por falta de discernimento, sempre dizia: "No confundir aserrín com pan rayado" (Não confundir serragem com farinha de rosca). Autoajuda é baseada em mensagens, e os autores não realizam o trabalho de cinzelar o texto. Literatura é outra coisa. Literatura trabalha mensagem e texto, ideias e palavras.

Um personagem livre e singular da obra Cem Anos de Solidão é Remedios, a bela, a única que permaneceu imune à peste da companhia bananeira. Esse personagem foi citado como exemplo de mente positiva em uma palestra a que assisti há alguns anos. Na continuação um fragmento do livro que fala de Remedios, a bela, para que o leitor possa comparar com o estilo de 13 linhas e perceber a diferença de estilos:
"– Você está se sentindo mal? – perguntou a ela.
Remedios, a bela, que segurava o lençol pelo outro extremo, deu um sorriso de piedade.
– Pelo contrário. – disse. – Nunca me senti tão bem.
Acabava de dizer isso quando Fernanda sentiu que um delicado vento de luz lhe arrancava os lençóis das mãos e os estendia em toda a sua amplitude. Amaranta sentiu um temor misterioso nas rendas das suas anáguas e tratou de se agarrar no lençol para não cair, no momento em que Remedios, a bela, começava a ascender. Úrsula, já quase cega, foi a única que teve serenidade para identificar a natureza daquele vento irremediável e deixou os lençóis a mercê da luz, olhando para Remedios, a bela, que lhe dizia adeus com a mão, entre o deslumbrante bater de asas dos lençóis que subiam com ela, que abandonavam com ela o ar dos escaravelhos e das dálias. (...)
Cem anos de solidão, de Gabriel García Márquez – Editora Sabiá Ltda. RJ, 1969, página 212 – Tradução de Eliane Zagury.

Isabel Furini é escritora e poeta - autora de "Os Corvos de Van Gogh".
18/04/2014 - 08:02
 
Em 17 de abril, morreu García Márquez, o escritor colombiano. Fotos e frases do autor pulularam pela internet. Algumas frases são verdadeiras e outras falsamente atribuídas a ele. Muitos leitores, admiradores, escritores e homens públicos mostraram tristeza com a sua morte. Eu não fiquei triste.

Essa afirmação pode parecer de uma pessoa que não gosta de sua obra, ao contrário eu sempre admirei o grande escritor. Li várias vezes "Cem anos de Solidão. Não fiquei triste porque penso que o grande mestre da literatura tinha direito ao descanso. Seu corpo não era mais um fiel instrumento de sua alma, havia-se transformado em um instrumento mudo.

Talvez o mundo perdeu Garcia Marques quando foi diagnosticada a demência senil. Sua memória e sua capacidade de raciocínio estavam afetadas. Esse foi o grande momento de perda para o mundo. Um escritor morre quando não escreve. Essa é uma verdade que todos os escritores, reconhecidos ou anônimos sabemos. Não poder escrever é a verdadeira morte do escritor. Parar o coração só revela a morte física.

E ontem, 17 de abril de 2014, o coração de Garcia Márquez parou e seus pulmões deixaram de respirar, seu corpo cessou as atividades vitais como uma árvore carregada de frutos, já idosa e fragilizada, é quebrada pelo vento. O escritor descansa depois de uma vida frutífera.

Na sua obra mais reconhecida, Cem anos de solidão, memória e esquecimento fazem parte de um dos primeiros capítulos do livro, quando os habitantes de Macondo ficam com insônia: "Foi Aureliano quem concebeu a fórmula que havia de defende-los, durante vários meses, das evocações da memória. (...) Um dia, estava procurando a pequena bigorna que utilizava para laminar os metais, e não se lembrou do seu nome. Aureliano escreveu o nome num papel que pregou com cola na base da bigorninha(...) Em todas as coisas haviam escrito lembretes para memorizar os objetos e os sentimentos."

O terrível mal acaba quando Melquíades, o cigano visita a cidade. Ele abre a mala, tira uma maleta com muitos frascos e da para beber a seu amigo José Arcadio Buendía, "uma substância de cor suave, e a luz se fez na sua memória".

Garcia Márquez escreveu livros, fez cinema, recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1982. Consagrou o seu estilo, mas a crítica ficou dividida. Alguns o consideraram um escritor irregular. Sua obra completa mostra momentos de genialidade e momentos menos inspirados. Mas, os livro "Cem anos de solidão" de Garcia Márquez e "Pedro Páramo" de Juan Rulfo são considerados os melhores romances da língua hispano-americana, grandes obras do realismo mágico. Por isso a obra de Garcia Márquez não cairá no esquecimento, porque tem o sabor do trabalho realizado com os movimentos de sua alma.
Isabel Furini é escritora e poeta.

Gabriel García Marquez morre no México aos 87 anos de idade.
Gabriel García Marquez morre no México aos 87 anos de idade.
16/04/2014 - 08:20
 
POEMA PARA PACO DE LUCÍA

Tu guitarra relucía
en tierras de Andalucía
y de allí conquistó el mundo.

Porque tu guitarra tenía
sentimentos tan profundos
que sacudía las aguas
insensibles de este mundo.
Poema de Isabel Furini


Traduzido ao idioma português:

POEMA PARA PACO DE LUCÍA
Seu violão reluzia
nas terras de Andaluzia
e de lá conquistou o mundo.

Porque seu violão tinha
sentimentos tão profundos
que sacudia as águas
insensíveis deste mundo.

Isabel Furini



Na foto o quadro retrato de Paco de Lucía, o autor da obra J. Bonatto e o curador Carlos Zemek.
Na foto o quadro retrato de Paco de Lucía, o autor da obra J. Bonatto e o curador Carlos Zemek.
O retrato de Paco de Lucía, pintado pelo artista plástico J.Bonatto está a venda, e faz parte da exposição "Encantos de España", curadoria de Carlos Zemek, no Instituto Cervantes de Curitiba.
15/04/2014 - 07:11
 
"Tanto Mar" é uma exposição imperdível que estará até o dia 25 de abril na Casa de Portugal, em São Paulo/SP. Com obras de 16 artistas, entre eles Lari Namasté
e, a variedade das artes visuais é atraente aos olhos. A exposição conta com a organização da Anjos Art Gallery.

A entrada é franca e a Casa de Portugal fica na Av. Liberdade, nº 602. Exposição em comemoração ao Descobrimento do Brasil.

Exposição Tanto Mar, em São Paulo.
Exposição Tanto Mar, em São Paulo.
14/04/2014 - 12:12
 
O vernissage foi muito alegre e emocionante. Ao estilo espanhol teve música e vinho, além de dança flamenca. A curadoria foi do artista plástico Carlos Zemek.



A exposição teve a presença dos convidados especiais J. Bonatto e Neiva Passuello.
O curador Carlos Zemek ladeado pelos artistas J.Bonatto e Neiva Passuelo. Foto de Decio Romano.
O curador Carlos Zemek ladeado pelos artistas J.Bonatto e Neiva Passuelo. Foto de Decio Romano.


Também recebemos as visita de José Antonio de Lima, quem faz pouco tempo voltou de Frankfourt, onde foi como artista convidado.

O artista plástico José Antonio de Lima e Isabel Furini.
O artista plástico José Antonio de Lima e Isabel Furini.

Aguinaldo, encarregado da Biblioteca do Instituto Cervantes de Curitiba, como mestre de cerimônia, apresentou os poetas e declamadores.

O músico Indio do Brasil Saad, o curador Carlos Zemek e Aguinaldo, encarregado da biblioteca do Instituto Cervantes de Curitiba.
O músico Indio do Brasil Saad, o curador Carlos Zemek e Aguinaldo, encarregado da biblioteca do Instituto Cervantes de Curitiba.
O público aplaudiu os poemas, a música e a dança.
O público aplaudiu os poemas, a música e a dança.
13/04/2014 - 10:49
 
ESPANHOLA A DANÇAR

Dança, dançarina, dança.
Dança que a tua sina é dançar.
Não aquietes o chão que grita e treme com o teu sapatear.

Ouve a bela guitarra espanhola,
feito viola que chora para te acompanhar.
Empresta a tua escultura de carne e osso
E realiza este teu sonho de dançar.

Gira, dançarina.
Gira com os braços a levantar.
Gira feito menina amante, com teu vestido bufante a te contornar.
Pulsa a castanhola e enfeita o som que vem de fora, enfeita o próprio ar.

Não pares, dançarina, dança,
Que esta é a tua sina e sempre será.

Marina Carraro - é poeta e contis
ta.

Esse belo quadro de Elizabeth Pedro faz parte da exposição de Arte e Poesia
Esse belo quadro de Elizabeth Pedro faz parte da exposição de Arte e Poesia "Encantos de España" - no Instituto Cervantes de Curitiba.

Carmen Luiza Ziege declamando o poema
Carmen Luiza Ziege declamando o poema "Espanhola a dançar". A foto foi tirada por Arriete Rangel de Abreu do projeto SemeArte.

Esse poema de Marina Carraro foi declamado por Carmen Luiza Ziege.

Celia Dunker ao lado da filha, Carolina Dunker, e do artista Victor Hugo do Prado. Na parede quadro de Elizabeth Pedro, de Victor Hugo e de outros.
Celia Dunker ao lado da filha, Carolina Dunker, e do artista Victor Hugo do Prado. Na parede quadro de Elizabeth Pedro, de Victor Hugo e de outros.
12/04/2014 - 11:27
 
Poema Minimalista
INSCRIÇÃO GRATUITA

Organizadora: escritora e poeta Isabel F. Furini, autora do livro de poemas "Os Corvos de Van Gogh" da editora Instituto Memória.

Quadro de Vanice Ferreira - o Primeiro Lugar receberá troféu e um quadro de flores de Vanice Ferreira.
Quadro de Vanice Ferreira - o Primeiro Lugar receberá troféu e um quadro de flores de Vanice Ferreira.


Regulamento – Ano 2014
1) O Concurso de Poemas tem como objetivo estimular a produção literária e é destinado a todas as pessoas maiores de 18 anos, de qualquer lugar do mundo, que apresentem um poema minimalista inédito e escrito em português.

2) O tema é livre, a inscrição é gratuita e poderá ser feita de 10 de abril/2014 até 15 de agosto/2014.

3) Cada concorrente poderá participar com apenas um poema minimalista (até 5 versos ou linhas).

4) O poema deverá ser inédito (ou seja, ainda não impresso em papel, nem publicado na internet), que não tenha sido premiado em outro concurso. Máximo de 5 (cinco) linhas, com título, escrito em língua portuguesa, digitado em espaço 2 (dois), com fonte Arial ou similar, tamanho 12 (doze).

5) Consideram-se inscritas as obras enviadas para o e-mail: isabelfurini@hotmail.com - Deve ser enviado no corpo do e-mail sem anexo. Anexos não serão abertos. Em "assunto": 6º Concurso Internacional "Poetizar o Mundo".

6) Deverá constar no final: nome completo do autor, seu endereço, e-mail, telefone fixo e telefone celular, além de 4 ou 5 linhas de currículo.

7) A comissão julgadora será composta por quatro jurados: o poeta Alexsander Pontes, a poeta Andréa Motta (Presidente da UBT - Curitiba e Vice-Presidente da Academia Paranaense da Poesia), a poeta e professora Vanice Ferreira e o escritor e poeta Rodrigo Domit.

8) Premiação: o primeiro lugar receberá troféu e diploma. O segundo e terceiro lugares receberão diplomas.

9) Os poemas ganhadores com os nomes de seus autores serão publicados nos blogues: www.isabelfurini.blogspot.com/
http://poetizaromundo.blogspot.com.br/ no dia 15 de setembro de 2014.

10) Em 10 de abril/2014, no lançamento do concurso, serão homenageados com medalhas comemorativas quatro personalidades que trabalham em prol da cultura: o ator, professor de teatro e diretor Gerson Delliano, a professora Celia Dunker e o professor, filósofo, escritor, e diretor de teatro Julmar Leardini.

11º) O encaminhamento dos trabalhos na forma prevista neste regulamento implica concordância com as disposições nele consignadas.
12/04/2014 - 07:23
 
Foto artística de Arrieta Rangel de Abreu del proyecto SemeARTE.
Foto artística de Arrieta Rangel de Abreu del proyecto SemeARTE. Esa foto fue sacada en la abertura de la exposición "Encantos de España", comisaria de Carlos Zemek, en el Instituto Cervantes de Curitiba. Danza flamenca de Maria Isabel (profesora del Instituto).


EL LLANTO DE MANOLA

Descubrimos un oscuro baúl en la playa de la subjetividad,
entre las arenas de las recordaciones.

El baúl de los recuerdos ya fue descubierto,
contemplado,
sitiado,
atrapado,
arrumbado por gaviotas (hembras),
bellas,
aladas,
cleptómanas de sueños.

Irreflexivas jóvenes danzan
y despiertan sueños dormidos,
sueños de danza y de vino
y el llanto de Manola.

Solamente quedaron las fotografías
como monólogo arcaico de su juventud.

Poema de Isabel Furini - Contato: isabelfurini@hotmail.com
11/04/2014 - 12:10
 
Um poema dedicado à Espanha, escrito pela poeta uruguaia Sheina Leoni, foi declamado pelo ator e diretor de teatro Gerson Delliano, no evento de Arte e Poesia "Encantos de España", em 10 de abril, no Instituto Cervantes de Curitiba.

O ator e diretor de teatro Gerson Delliano - Foto Semearte.
O ator e diretor de teatro Gerson Delliano - Foto Semearte.

11/04/2014 - 09:48
 
Carlos Zemek, no Instituto Cervantes de Curitiba.

Na mostra participaram artistas da Espanha e do Brasil.

Em poesia participaram poetas do Brasil, Argentina e Uruguay.

Foi uma noite de muita alegria, declamação de poemas, dança espanhola e vinho. Uma noite ao estilo da Espanha, cuja cultura mantêm vivo a dança flamenca e a arte de declamar poemas.

Maria Isabel e Fúria Guapa são professoras do Instituto de Flamenco de Curitiba.
Maria Isabel e Fúria Guapa são professoras do Instituto de Flamenco de Curitiba.
A dança esteve a cargo das professoras do Instituto Flamenco de Curitiba, Maria Isabel e Fúria Guapa. Excelentes profissionais que encantaram o público.

A exposição, além dos quadros também teve uma instalação realizada pela artista plástica Vanice Ferreira.


Instalação realizada pela artista plástica Vanice Ferreira.
Instalação realizada pela artista plástica Vanice Ferreira.

NO evento receberam medalhas Mérito Cultural: Celia Dunker, Gerson Delliano, Jul Leardini e Miguel Almada. Na foto na continuação, Celia Dunker recebendo a medalha de mãos do curador Carlos Zemek.

Evento
Evento "Encantos de España" - curadoria de Carlos Zemek, no Instituto Cervantes de Curitiba.

Uma bela exposição, foi o depoimento de um dos convidados. A exposição "Encantos de España" estará aberta ao público até 10 de junho. Visitação: de segunda à sexta-feira das 10h às 19 horas, no Instituto Cervantes de Curitiba, rua Ubaldino do Amaral, 927, Alto da Glória, Curitiba.

Os quadros estão a venda e podem ser adquiridos entrando em contato com o curador Carlos Zemek (41) 9831-2389 - e-mail: cazemek@yahoo.com.br
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Isabel Furini
 
Isabel Furini, escritora e educadora. Recebeu prêmios em concursos de poesia e de contos. Publicou 15 livros, entre eles: Mensagens das Flores e Ele e outros contos. Também escreve para o público infanto-juvenil. É autora da coleção "Corujinha e os Filósofos" da Editora Bolsa Nacional do Livro de Curitiba.



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