Falando de Literatura - Isabel Furini
27/01/2015 - 11:54
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Mais um milagre da vida,
a água alimentando a terra,
vejo os respingos na janela,
me lembra a solidão...

Penso em você,
fecho os olhos,
tentando esquecer,
mas não consigo...

Deixo a minha própria água escorrer,
saindo livre como a natureza quer,
lavando meu rosto agora triste,
salgando os lábios abandonados...

Lembro que meu pensamento é muito forte,
e tem o poder de chegar dentro do teu mundo,
fico lá, assim permaneço, desenho uma carícia no ar,
sei que você sente a minha presença no arrepio,
depois reviro os teus objetos pessoais,
sei que não deveria invadir assim,
não resisto, é a energia da paixão,
a gerar esta enorme curiosidade,
passeio e vejo a cor de tua aura,
você atravessa em mim,
tropeça e xinga,
dou risada,
visitar,
voltar,
sentir...

Ainda chove lá fora,
crio uma nova sintonia,
deito agarrada ao travesseiro,
aconchegada comigo mesma,
espero o sono que é um aliado,
quando vem, sonho o beijo molhado,
interminável, quente, descontrolado...

Depois saio, quero liberdade, ando na chuva,
piso descalça na grama erguendo os braços,
olho para cima e vejo a água, fria, intermitente,
neste instante passa o meu filme da vida na memória,
corro, brinco com o vento, e danço, esta é a minha balada...

Sempre fui bicho do mato,
é o meu habitat natural,
gosto demais dos rios,
me encanta o aroma,
com cheiro da relva,
sou enfeitiçada pelos oceanos,
gosto de navegar e pular ondas,
ouvir a conversa do vento com o mar é demais,
este lugar é um paraíso, quero viajar e dividir tudo isto,
contigo, será que devo rezar? Ou ter coragem e telefonar?
Não, a vida me ensinou a não provocar o tempo,
tudo acontece quando merecemos,
daqui a pouco é o meu aniversário,
o maior presente,
espero,
será,
você...
hehehehehe

Verafonseca
18/08/2011
24/01/2015 - 00:08
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Quiron -
Quiron -


Fragmentos de um Estupro Anunciado
Carla Ramos
Quem me conhece, pessoalmente, sabe que quase fui estuprada no ano passado. Mas o que mais me surpreende que eu estava de calça jeans, para dar um check mate nessa pesquisa machista! Você pode até aliviar a sua ansiedade, ao querer reforçar sua sensação de segurança, ao falar, tentando se convencer: - Mas você estava "no lugar errado", oras! Eu sinto muito em te fazer sentir vulnerável e desprotegido ao te responder: - Que muito pelo contrário, eu estava no lugar certo, o meu caminho habitual, ele, sim, o estuprador é que estava "na atitude errada"!

Assim, quero me apresentar: Sou Psicóloga e atendi no HC de Curitiba muitas mulheres vítimas de abuso sexual que vinham ao meu encontro e aflitas me questionavam:
Será que fui a culpada?
Será que foi a minha roupa?
Será que fui eu que provoquei?
Será que eu merecia isso?
Será que é castigo de Deus?

Um desfile de culpas, motivado por crenças sociais que a mulher era a causadora de sua própria agressão! Era o que escutava diariamente. Admito que, naquela época, ao escutar, nunca imaginei passar por tal situação! Acredito que não há mais conhecimento profissional ou classe social que te isente de tal vivência!
Basta estar viva e ser mulher!

Diz que o mito que simboliza o terapeuta é Quiron, curador ferido. Só se cura a sua ferida interna, na medida que ajuda o outro a cicatrizar a sua, também.
Azar ou Sorte sua,você pode me perguntar?
Eu respondo, sorrindo, só depende do seu olhar...

Devo confessar, a todos vocês, que a partir, dessa vivência, eu me dou ao direito, no aqui e no agora, de sair da posição de suposto saber, o que garante proteção ao terapeuta, e deitar no divã junto a todas nós, mulheres, pois vivenciei isso na pele! Assumo que muitas dessas culpas femininas pairaram, como vocês, por minha mente, também.

Mas, quando fui acuada, como uma presa, com uma arma de choque no meu pescoço, eu me vinguei por todas vocês! Evito entrar no mérito que vingança é um jeito bom ou mau de resolver a situação, mas foi o que aconteceu: uma força interna brotou de mim, ao se transformar, numa grande certeza: Ele não irá ter o que quer!

Assim, aproveito essa oportunidade, de agradecer de coração, a todas vocês, mulheres anônimas, que com suas histórias de vida cruzaram no meu caminho, pois com essa união da energia feminina coletiva de todas vocês, o mosaico ali se fez, para me intuir como agir naquele momento crucial de minha vida.

Como professoras, vocês me ensinaram que como aprendiz intui fazer: que ao ser ameaçada não esboce reação de pânico, pois o gozo do estuprador, se dá ao se sentir poderoso ao subjugar a vítima, quando se mostra uma presa indefesa. Assim, quando alguém está muito instintivo, comportamento visto no dependente químico, o traga à razão, sem ficar quieta, pois quem cala concede tal ato, o questionando ou conversando com ele, temos nossa arma natural: a palavra e quando uma mulher fala muito, sem parar, tira qualquer homem de seu eixo, eles se perdem na ação que iriam realizar, essa foi minha salvação. Graças à Deus! Bem, eu posso estar contribuindo, com meu relato, para ensinar: Como uma mulher se comportar para não ser violentada na sua integridade física! Socorro! Mas eu almejo, bem mais que isso, ao pedir à todas as mães, que ensinem os seus filhos, quando crianças, como lidarem com seus instintos primitivos.

Porque assim desse jeito, daqui a pouco, nessa Sociedade atual estaremos em rumo à Idade Média, julgando que são as mulheres culpadas por despertar desejo no homem e acabar, novamente, as queimando na fogueira da nossa própria vaidade.

Carla Ramos é psicóloga e escritora.

"O nascimento de Venus" - do pintor italiano Sandro Botticelli.
21/01/2015 - 19:08
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A poeta Carmo Vasconcelos e o escritor Henrique Ramalho, moram em Portugal, e são os editores da revista Fênix - Logos.

Ontem, eles apresentaram a 12ª Antologia "LOGOS" 2015, da FÉNIX, com um total de 317 brilhantes participações, divididas em dois blocos: Prosa e Poesia. Os autores foram nomeados por ordem alfabética nos respectivos blocos.

O casal agradeceu, sensibilizados, pela numerosa e honrosa participação a esta nossa 12ª Antologia, que tencionamos continuar bimestralmente.

Um poema de minha autoria faz parte do 12º Antologia Logos.

A Antologia digital pode ser lida gratuitamente pelo site da revista:

www.carmovasconcelos-fenix.org/LOGOS/LOGOS-12JAN-2015.htm


Carmo Vasconcelos esclarece que: O título Logos dado à Antologia, tem o sentido do Cósmico criador ou energia divina manifestada como palavra falada, a ideia do pensamento divino objectivado pela enunciação divina;
LOGOS no grego, significava inicialmente a palavra escrita ou falada — o VERBO.
Mas a partir de filósofos gregos como Heráclito passou a ter um significado mais amplo.
LOGOS passa a ser um conceito filosófico traduzido como razão, tanto como a capacidade de racionalização individual ou como um princípio cósmico da Ordem e da Beleza.
Há traduções do Evangelho em que LOGOS é o "VERBO".
O LOGOS também pode ser visto como o "MOTIVO" de todas as coisas, sendo a causa que explica o anseio existencial humano tão discutido pela filosofia.



Carmo Vasconcelos e Henrique Ramalho.
Carmo Vasconcelos e Henrique Ramalho.
19/01/2015 - 21:30
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Quadro de Ivani Silva.
Quadro de Ivani Silva.

Amor de mãe não é embonecar uma criança e fazer dela seu bibelô.
É dividir o que se tem, sempre priorizando os filhos.
É cuidar e amar; e cuidar e amar.
É depender da graça de Deus e envelhecer sorrindo, mesmo na solidão do ninho que ficou vazio. É mulher e com ela foi dividida a maior dádiva, que é a maternidade.
A violência vem das mãos de seres que passaram pelo amor e os cuidados da tão eterna Mãe. Onde estão seus sentimentos? Seu pensar? Suas irmãs? Suas filhas? Onde ficou tua mãe caro indivíduo?!!! Creio que, quando cansarem da estupidez do ego da humanidade, o melhor a fazer é mostrar uma pequena parte de tudo que se está perdendo e destruindo, pelo simples fato de se gravitar ao redor do próprio umbigo.

Texto de Pepita de Oliveira.

Quadro de Maria Isabel Saczuk
Quadro de Maria Isabel Saczuk
18/01/2015 - 09:17
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Quadro de Carlos Zemek.
Quadro de Carlos Zemek.

POEMA PARA IRENE

Meu mar
Meu céu
Minha montanha...
Dádiva dos deuses
A mim concedida
Para amar-te
e
Ser a sombra
Q te acompanha

***



Valdir Alvarenga, é poeta, autor dos livros: Plenilúnio, Pequeno Marginal e Autógrafo. Co-editor da revista literária Mirante.
17/01/2015 - 17:37
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Foto de Isabel Furini
Foto de Isabel Furini


Asas ao vento.
Voam com as ondas
as vozes metafísicas das gaivotas
e fisgam os peixes.

O mar responde com um estrondo
- e as águas invadem a praia
revigorando os sonhos.

Isabel Furini

Fotografia de Isabel Furini
Fotografia de Isabel Furini
16/01/2015 - 10:23
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Em primeiro lugar quero destacar que eu havia gostado da ideia de levar cultura ao povo, de fazer atividades culturais gratuitas nos bairros, como está fazendo a Fundação Cultural de Curitiba. Sempre estou a favor do povo, porque em qualquer lugar do mundo o povo é, geralmente, explorado. O povo é a verdadeira vítima das guerras.

A ficha caiu quando um escritor me disse: "Isabel, você não está percebendo a situação. Essas atividades são boas, mas os artistas não recebem nenhum pagamento. Desse jeito, continuamos considerando os artistas como vagabundos. Uma boa política cultural deve considerar esse assunto".

Refleti sobre o comentário do escritor. Artistas, poetas, palestrantes, são trabalhadores da área cultural e merecem receber pelo trabalho realizado. Lembrei-me de uma piada que escutei há algum tempo: Um músico e um poeta sobem em um táxi. Começam a falar com o taxista e este pergunta em qual área eles trabalhavam. -Eu sou músico e meu amigo é poeta. Responde o músico. - Tudo bem, disse o taxista, mas em qual área vocês trabalham?

Ou seja, literatura e música não são áreas de trabalho - ao menos não são consideradas confiáveis, como trabalhar na indústria ou no comércio. É preciso mudar essa visão errada.



Refletia sobre o assunto, quando li um texto do Ricardo Corona. Ricardo é um dos grandes poetas do Paraná, um pensador independente e incentivador cultural. Na continuação a reprodução do texto:

Réplica à resposta do Cordiolli
[Ricardo Corona]

O presidente da Fundação Cultural de Curitiba, Marcos Cordiolli, em entrevista ao jornal Metro, amontoa declarações que ficam pairando entre nadas e nenhures, demonstrando, nas entrelinhas, que está refém de uma crise maior, mas também da sua própria ideia de gestão cultural pública. Simplesmente, não há proposta, projeto e muito menos políticas públicas para a cultura. Entre vácuos e sobrenadas, o tom é genérico e o que se percebe é que a sua estratégia de gestão é dividir antes de pensar o problema da divergência e das diferenças. Não aprendeu ainda que diferenças são tipos diferentes de riquezas culturais. Incluir não pode ser o duplo gesto da exclusão. Conheço dezenas de trabalhos artísticos que foram produzidos nos últimos anos em Curitiba-para-o-mundo cuja potência está justamente no pensamento criativo que advém dos confins a partir do centro ou dos próprios confins. Cito alguns nomes: Newton Goto, Claudia Washington, Luana Navarro, Felipe Prando, Faetusa Tezelli e Elenize Dezgeniski et e al. Que se dê o privilegio de trocar com estes que têm conhecimento de causa e estão aí para a conversa com quem quer que seja. Certamente existem inúmeros outros que tenho conhecimento. Particularmente, como um curioso indomesticado, gostaria de conhece-los. O que se está falando aqui, com todas as letras e abertamente, é que não são os conteúdos que estão em jogo, muito menos as classes, mas os modos, os processos, as formas que são sociais e, portanto, políticas. Dividir a potência criativa de uma comunidade entre bairro e centro, entre burguesa e não burguesa, é risível, não fosse o doce e bem bom quereres destes mesmos modos de produção, ou melhor, o domínio da máquina cultural, cujo jugo somente deseja outra máquina, a do estado ou a do mercado. Quando não afinam em comunhão. Pois quando o estado lança mão no controle, parece-se com o mercado. Isto se chama neoliberalismo. Temos que avançar e pensar a cultura como devir ou potência que deve acontecer acima ou ao largo de tudo. Mercado e estado são meros mecanismos para as formas, os modos, os processos, que são sociais e, portanto, repito, políticos. O estado e o mercado existem no depois da cultura. Não são nada no antes e podem ser no depois. Por isso, perde-se o senso, absolutamente, quando um gestor cultural vem a público para dizer que os que se mobilizam, assim o fazem porque "perderam privilégios". É uma ofensa que agride todo o rizoma da criação e, consequentemente, a cadeia produtiva da máquina cultural. Porque aqueles que ora afinam o coro dos descontentes, do movimento Frente Acorda Cultura Curitiba e outros, esteja certo, somam a maioria dos que faíscam a cultura por esses platôs curitibanos. Por isso, reafirmo, é lamentável que um gestor, em entrevista-balanço-de-final-de-ano, faça questão de jogar fora mais uma oportunidade de diálogo com os artistas, sejam esses do bairro ou do centro, provocando uma divisão danosa e estúpida. Privilégio é ganhar bem e não fazer o mínimo. Os artistas têm feito. Até praça de ciclista os artistas têm feito.
[Ricardo Corona]
14/01/2015 - 21:03
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Neyd Montingelli já participou de 18 antologias e é autora, entre outras obras, de "Memórias de um caixa do Caixa" e "Nuvens com zíper" da editora Instituto Memória, é membro da Academia de Letras de Araraquara. Vamos conhecer um pouco de sua trajetória na área literária.


Quando começou a escrever textos literários?
Quando eu trabalhava na Caixa Econômica Federal tinha o costume de anotar em qualquer papel que encontrava, as divertidas ocorrências do dia. Episódios engraçados que envolviam colegas, chefes e clientes. Anotava e avisava meus colegas que quando eu me aposentasse iria escrever um livro com aquelas histórias tão pitorescas do dia a dia de um caixa executivo. Eles riam e contribuíam com as suas vivências. Durante anos guardei aquelas anotações em um grande envelope. Eu também escrevia em um caderno as histórias da família e alguns contos, mas nunca mostrei para ninguém até lançar o meu primeiro livro.



Houve algum fato que motivou seu desejo de ser escritora?
R- Minha mãe foi a responsável. Quando eu era pequena ela comprava revistas e livros de contos policiais e incentivava-me a ler e a comentar sobre eles. Dizia que quando se aposentasse seria escritora de romances deste gênero e já tinha um personagem idealizado para desvendar todos os mistérios e crimes. Seria o Sebastian, um gordo e esperto detetive. Bem, minha mãe faleceu e eu assumi a promessa. Embora ainda não tenha dado um emprego ao personagem dela, estou na estrada dos contos e a história do Sebastian está no meu computador sendo construída.

Como foi o caminho que você seguiu para publicar o primeiro livro?
R- Meu primeiro livro foi `Culinária com produtos caprinos`, um livro sobre o tempo que eu tive uma criação de cabras e um Laticínio. Eu achei que era só escrever e enviar a uma editora que eles iriam adorar o meu livro, editar e colocar em todas as livrarias do Brasil. Não é bem assim. O tema era diferente, mas até saber da aceitação é outra história. Mandei o arquivo para muitas editoras em vários estados e a resposta era sempre a mesma: `o tema não interessa; não trabalhamos com esse tema; nossa área é outra, etc. Eu não desisti e muitos meses e muita negociação depois, consegui uma editora no Rio Grande do Sul que fez a edição e distribuição lá no estado, sem custos.

Neyd, você transita por vários gêneros: conto, crônica, poesia. Em qual deles você se expressa com maior facilidade?
R- Eu gosto de escrever contos. Gosto de construir os personagens, o cenário, a trama. Dar vida à situação, aos diálogos e que eles sejam semelhantes à realidade. Identifico-me com contos por serem longos o suficiente para o desenrolar da trama e curtos na medida para não deixar a leitura enfadonha. Gosto também de escrever histórias familiares que transformo em contos para ficarem mais agradáveis na leitura, como um encontro de parentes, onde sempre tem um que conta um causo com muita dramatização e detalhes.

Como nascem os personagens? Da vida real, de outros textos, são só imaginários? Fale um pouco sobre a construção de personagens.
R- Há anos acontece isso comigo. Acordo com uma história na cabeça e os personagens ficam a minha volta o dia todo, como fantasmas, me perseguindo. Nada malévolo. Apenas eles ficam ali, acompanhando os meus afazeres. Enquanto eu não coloco no papel o início do conto, eles não desgrudam de mim. Às vezes eu demoro para começar a escrever, pois tenho uma mania (todo escritor tem manias), só começo a escrever um conto, crônica se tiver o título já decidido. Algumas histórias dão-me um trabalho enorme escolher um título, então meus personagens ficam vagando neste espaço ao meu redor por dias. Depois que determino o título, escolho o nome e a descrição física e um pouco da psicológica dos personagens. Escrevo isso logo após o título. Faço uma descrição minuciosa de cada personagem, para consulta durante o desenrolar da trama. Também descrevo o ambiente. Mais uma de minhas manias é colocar características polonesas nos personagens. Nos meus textos os leitores vão encontrar um ou mais personagens loiros de olhos verdes, que podem ser homens, mulheres ou crianças.

Quais são seus autores preferidos?
R- Encabeçando minha lista está Agatha Christie porque foi através dos livros dela que ganhei a vontade de ler muitos livros de contos. Depois eu li todos os livros de Jorge Amado; passei para Sidney Sheldon, Stephen King, Stephenie Meyer, Nicholas Sparks, Laurentino Gomes, e muitos outros brasileiros e estrangeiros. Agora estou lendo Fernanda Torres, Maitê Proença e Álvares de Azevedo. Tenho sempre 2 ou 3 livros na minha cabeceira. Não posso deixar de ler ou reler. A leitura é um vício. Alguns livros eu só começo, outros eu volto a ler várias vezes.

O ano está começando, quais são os planos para 2015 na área de literatura?
R- Tenho muitos planos! Meu computador está cheio de contos para fazerem parte de novos livros. Novas ideias, novos temas, novas tramas surgem a todo instante. Escrevo um pouco ou muito todos os dias. Preciso fazer novos cursos, preciso aprender técnicas novas, caminhos novos. Estou iniciando nesta atividade da literatura. Só com ideias não se faz um livro, preciso de organização e de um processo de escrita e isto se consegue com um bom instrutor e um crítico literário. Em 2014 fiz dois cursos com a professora Isabel Furini, que em muito me ajudou a desenvolver personagens, ambientes e diálogos e a adquirir segurança na hora da decisão pelo desenrolar do tema.
12/01/2015 - 07:30
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Em 10, 11 e 12 de fevereiro será ministrado no Solar do Rosário (41) 3225-6232 o curso intensivo "Biografia e autobiografia".

Será focada a biografia familiar e também serão analisados os elementos que podem ser destacadas para escrever uma autobiografia.

O ponto de partida é encontrar o ângulo de visão mais interessante para contar uma história real, pois a biografia é a história de uma vida. O problema que encontram os escritores desse gênero é como tornar uma história real interessante, como cativar o leitor.

A pessoa interessada em escrever uma biografia deve começar se perguntando quais são as experiências mais importantes vividas pelo biografado.

No caso de autobiografia, é preciso fazer um balanço da própria vida e analisar quais são as experiências fundamentais, os acontecimentos mais significativos da própria vida.

Na oficina serão analisadas e desenvolvidas técnicas que ajudarão a realizar com êxito esse trabalho. O interessados também podem solicitar aula individual.

Biografia e autobiografia – 10, 11 e 12 de fevereiro das 17h30 às 19h30.

Mais informações pelo e-mail: isabelfurini@hotmail.com, ou pelo fone do Solar do Rosário de Curitiba (41) 3225-6232.
11/01/2015 - 06:58
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Rodrigo Luis Mingori.
Rodrigo Luis Mingori.


PARADOXO

Olho o semblante sombrio à sombra: Assombro.
A treva imunda emana de mim mudada: Maldito.
A pessoa aperta o passo com pressa: Paro.
Na pausa penso, um flagelo me aflige: Reflito.
Confuso, continuo caminho cansado: Conflito.

Rodrigo Luis Mingori – Poesia vencedora do 6° Concurso Poetizar o Mundo


Rodrigo Luis Mingori, 26 anos, nasceu e reside em Palma Sola, Santa Catarina. Em 2011 publicou seu primeiro livro em conjunto com outros autores através de parceria com o SESC/SC, chamado Contemporosa. Em 2012, formou-se em História e lançou seu segundo livro, "Alma de Águia, Trama de Cordeiro" pela Editora Medusa de Curitiba, incorporando-o na coleção Ruptura Réptil. Atualmente participa do projeto Anchorlife e escreve para jornais locais e regionais.
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Isabel Furini
 
Isabel Furini, escritora e educadora. Recebeu prêmios em concursos de poesia e de contos. Publicou 15 livros, entre eles: Mensagens das Flores e Ele e outros contos. Também escreve para o público infanto-juvenil. É autora da coleção "Corujinha e os Filósofos" da Editora Bolsa Nacional do Livro de Curitiba.



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