Falando de Literatura - Isabel Furini
27/07/2014 - 09:35
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Antonio Ribeiro, especialista em marketing é chamado de "Homem Livro", pelo fato de colocar sobre a roupa um plástico com vários livros. Ribeiro estará até terça-feira, 29 de julho, das 17 às 21 horas na loja das Livrarias Curitiba do ParkShoppingBarigüi.

Os livros organizados por Ribeiro oferecem pensamentos positivos motivacionais, um para cada dia do ano, em forma de quadrinho e conversação. É uma coletânea do que falaram os famosos sobre esse palpitante assunto. Alguns sérios, outros com bom humor, todos com boas caricaturas. Boa leitura para os momentos perdidos, tais como ônibus, metrôs, aviões, congestionamentos e salas de espera. Nove livros desta série estarão à mostra no dia em valor promocional de R$ 10,00 e quem os adquirir ganhará um prático box para colecionar.

26/07/2014 - 13:49
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Em 25 de julho, é festejado o Dia do Escritor, e aproveitando a data enviei parabéns para meus amigos escritores meus desejos de felicidades. Recebi agradecimentos e comentários. Na continuação, alguns dos comentários mais interessantes.

Parabéns a todos os escritores e os escribas de rabiscos, os inclusos afamados que têm mídia e os excluídos anônimos que moram solitários insulados como Robson Crusoé, que escreve por ideogramas e fonéticas para se comunicarem com Sexta Feira e o Papagaio. Parabéns aos q escrevem in pectore um poema de dar pena, q não fazem uso da pena, pq nasceram mutilados desde o útero nos ilusórios primórdios pra sempre da eternidade esquecida. Parabéns aos escritores q independem das teclas e dos teclados e monitores, os escritores cegos, os escritores censurados e os que lhes cortaram da carne as mãos, os dedos indigitados, prolongamentos do verbo escrito com o sangue. Parabéns ao Verbo que se faz carne e habita entre nós. José Aparecido Fiori é jornalista e escritor, autor de "Dom Quixote Curitiba"
José Aparecido Fiori.
José Aparecido Fiori.

Parabéns a todos(as) os que se dedicam a esta nobre, difícil e pouco valorizada arte. Sigamos em frente...Escrever também é ato de amor! Arriete Rangel de Abreu, poeta e diretora de SemeArte.

Parabéns! E que as canetas ejaculem sempre suas tintas com prosas e versos, metamorfoseando assim a castidade sedenta das folhas em branco! Marcelo Finholdt, poeta e escritor.


Obrigado,muito embora hoje tenha se tornado bem difícil ser só escritor. tem que ser produtor, agitador, vendedor, e um bocado de dores a mais. Para você também, feliz dias das dores e delícias. Daniel Minchoni, poeta e organizador do Sarau do Burro, tem também o Selo editorial Sarau do Burro.

Parabéns a você, a todos os amigos escritores, com os quais nos tornamos íntimos através de suas obras. O mundo precisa das palavras para transportar todos os sentimentos. Fica aqui um registro de que seja infinito o nosso trabalho. Marina Carraro, poeta e escritora.

Parabéns a você e a todos os outros que, como eu, fazem da escrita a sua arte. Jocelino Freitas, autor do romance Javan.

Parabéns a vocês que abrem as mentes e as portas para tantos iniciantes e amantes da literatura.
Fernando Scaff Moura, Bacharel em História.


Escrever
Escrever é se aventurar ,
Sem medo de errar ,
De um jeito incerto ...
Nas letras de um alfabeto !

Escrever é transformar a dor ...
No mais sublime ardor ...
Porque escrever é um ato de amor .
Luciana do Rocio Mallon .



Agradeço a todos aqueles que enviaram palavras de carinho pelo e-mail, facebook, blogues e pelo telefone.
Marilena Wolff de Melo Braga e Isabel Furini
Marilena Wolff de Melo Braga e Isabel Furini
24/07/2014 - 12:38
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A iniciativa foi de quatro poetas que moram em Curitiba:Luiz Carlos Brizola (um dos criadores do grupo Escritibas ma Rua), Alvaro Posselt, Franco Junior e Tânia Falabello, e local será o Centro de Criatividade de Curitiba.
A entrada é gratuita.

Programação:

25 de Julho (Sexta-feira)

18h - Cerimônia de abertura - Autores se apresentam - Palco
20h - Encerramento do dia (Coquetel).
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26 de Julho (Sábado)

09h - Café com os autores - Recital Escritibas
10h - Bate-papo com As meninas que escrevem em Curitiba.
Tema: "Literatura Curitibana feminina atual".
11h – Bate-papo com o editor de livros Marcelo Amado.
Tema: "O que um autor iniciante não deve fazer".
14h - Apresentação "Como planejar uma continuação"
Autora: Tâni Falabello
15h – Apresentação "Afinal, o que é fantástico?"
Autora: Paula Vendramini
16h - Palestra com Sueli Brandão– Sala do Bloco 03.
Tema: Captação de recursos via Lei de incentivo fiscal
16h Lançamento do Livro "As Aventuras de Andrômeda Nebulosa" – Palco.
Autora: Camila Borges
17h - Lançamento do livro "Félix em busca do ser Humano".
Autor: Carlos Vargas.
18h - encerramento
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27 de Julho (Domingo)

09h – Abertura
09h10min – Bate-papo com o autor Yrlei Thiago de Oliveira
10h - Lançamento de "Cartas para você".
Autora: Maria Eduarda Razzera - Palco
10h - Francine Cruz - Livros em outras mídias (Áudio-books e e-books) + minioficina - Sala do Bloco
11h – Marilza Conceição – Contação de História.
14h - Apresentação sobre a Amazon e a plataforma – Sala do Bloco
Nome: Natália Montuori
14h – Divulgação do livro "Soneto Adiposo".
Editor - Thiago Dominoni
15h - A menina e o Vira-lata.
Autor: Luiz Francisco
15h30min - Declamações, Epopeia
Autor: Gilmar Chiapetti
16h – Mesa Redonda com Tammy Luciano e Mylle Silva – Palco
Mediador Jefferson Todor
17h – Show "Repentes com Luciana do Rocio Mallon
17h50min - Considerações finais - Encerramento
Observação. Esta programação poderá sofrer alterações de acordo com a necessidade do evento, do local e de seus realizadores.

O Centro da Criatividade fica no Parque São Lourenço, Rua Mateus Leme, 4700. Curitiba.
Ônibus: Abranches, Vila Suíça, Jardim Chaparral e Taboão-Água-Verde, Interbairros II (Terminal Cabral) e Pró-parque – domingos e feriados (saída Passeio Público).

Poema de Luis Carlos Brizola
Luiz Carlos Brizola é um dos organizadores do evento e também é dos criadores do grupo Escritibas da Rua.
Luiz Carlos Brizola é um dos organizadores do evento e também é dos criadores do grupo Escritibas da Rua. - Foto de Decio Romano.

AS ESTRELAS
Uma noite muito fria
Com o céu completamente estrelado
Observei por muito tempo
Pensando em que o criador nos tinha presenteado

Lembrei-me das palavras do grande mestre
Quando nos disse que na casa do pai há muitas moradas
Imaginei onde poderia estar nesta hora
Com certeza junto com a sua mãe amada

Apesar de que eu achar que ele tem
Muitos mundos para cuidar
Mas mesmo assim lhe pedi humildemente
Para ele não nos desamparar

Pedi isto por que tenho a plena certeza
Desta sua bondade infinita
Por mais mundos que ele tenha que ajudar
Nunca nos deixara a mercê da própria vida.
Luiz Carlos Brizola
Luiz Carlos Brizola.
Luiz Carlos Brizola.
22/07/2014 - 23:13
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O MONSTRO

Vivendo em paraísos temporários e em infernos permanentes.
Na escuridão sem ter certeza do tempo que se encontra nela.
Permita-me falar sem dizer nada! Falar em pensamentos, elucubrar, elucubrar, elucubrar...
Seria o silêncio a resposta perfeita?
Se eu-você soubesse traduzir as agonias?

Dialeto pouco falado nos dias de hoje, de ontem, do passado anterior, navegando para trás como o mito do pássaro africano woofle woofle, que sempre voa para o passado.
Porém, sentimentos são um luxo que não tenho prazer de descartá-los, mesmo nestes tempos, nestas condições!

E como todos sabem, não há interesse algum do mundo nas prisões pessoais,
não é moeda de troca, sem nenhum valor para desperdiçar seu precioso tempo.
Não há nenhum curso acadêmico especializado em estudar as dores pessoais,
as verdadeiras dores, não essas que psiquiatras dizem que estudam.

Além da quinta camada da mente humana, as profundezas, a escuridão, a densidade de oprimir até mesmo o aço.
Para isso, talvez existam calmantes farmacêuticos, fitoterápicos, comédias e leitura básica.
Porém ainda não foi desenvolvido, depois de tantos avanços da inteligência humana, sequer um curativo, assopro de mãe, palavra de curandeiro, pedreiro para reconstruir ruínas internas que há muito estão desgastadas.

Tomo um gole, acendo um cigarro antes de partir de cabeça baixa com o peso do mundo, de ter consciência, de não poder se ajudar e não ajudar ninguém. E todo dia coloco um elefante maior em minhas costas. Eles cantam com vozes agudas algo insuportável. Caminhando pela escura e fria cidade mental, vendo os miseráveis, os mendigos, as prostitutas, os cães do caminho. Crianças que esmolam, que habitam está minha periferia mental.

Faço das ilusões que tanto são criticadas nos livros que andei lendo uma única válvula de escape, a esperança de disfarçar com minha imaginação ou não sei se é mentir para mim mesmo.
Seria a mentira uma aliada da imaginação? Ah, isso fica para depois!

O cansaço tomou conta, e no refugio dos meus lençóis não consigo molhá-los com lágrimas.
Talvez tenha ficado insensível e sem sentimentos depois de tantas atrocidades, que absorvi de forma barata nos programas de TV, jornais, novelas, filmes importados e piadas sem graça sobre aquilo que não domino ou sobre o meu corpo, que já não é tão belo ou nunca foi adequado.

Talvez já tenha me tornando o Monstro. Elucubrar sobre o Monstro e sobre os amaldiçoados que vivem em lugares escuros, úmidos e mal cheirosos. E eles lá procuram se esconder, se proteger da luz. Lá eles não podem ser vistos. Talvez se encontrar um, ele te devore, mais por medo de você do que por ser terrível de fato. Lugar dos rejeitados, excluídos e acusados. E com o passar do tempo, se tornam horripilantes, se tornam lares, casinhas bem bonitas e elegantes.

- Quando a jovem moça loira vier, não vai me reconhecer. Talvez fuja ou grite, e talvez assim possa protegê-la de mim mesmo.

O monstro se esconde nas profundezas para proteger os que ama dele mesmo.
Elucubrações.
Rafão Miranda é escritor e poeta.



Arte digital de Carlos Zemel.
Arte digital de Carlos Zemel.
21/07/2014 - 14:54
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OSSOS DO OFÍCIO, o novo livro de crônicas organizado pelo escritor e editor Anthony Leahy será lançado em 29 de julho/2014, a partir das 19 horas, no Palacete dos Leões, Av. João Gualberto, 530, Alto da Glória.



Participam do livro "Ossos do Ofício" os escritores: Anthony Leahy – Helio Puglielli - Neyd Montingelli - Arriete Rangel de Abreu - Jocelino Freitas - Luciana do Rocio Mallon - Franco Rovedo - Ubiratan Lustosa - Rui Cavalin Pinto - Acione Pra – Marilena Wolf De Mello Braga.


Marilena Wolf De Mello Braga,  Neyd Montingelli e Franco G. Rovedo participam da coletânea de crônicas.
Marilena Wolf De Mello Braga, Neyd Montingelli e Franco G. Rovedo participam da coletânea de crônicas.


No mesmo evento será lançado o livro de poemas GUARATUBANAS, de Felix Coronel, além de mais um volume de "DIÁLOGOS (IM)PERTINENTES".

No evento Anthony Leahy ministrará uma micro-palestra sobre Mercado Editorial com a participação de Marcos Cordiolli, presidente da Fundação Cultural de Curitiba.


No evento do mês de junho, o artista plástico e curador Carlos Zemek recebeu Certificado de Honra ao Mérito pelo seu excelente trabalho em prol das Artes Plásticas. Na foto, Carlos Zemek com Anthony Leahy e o poeta e cronista Jocelino Freitas.
21/07/2014 - 09:25
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A letra "A" do teclado do meu computador está quase apagada... Olho para ela, e penso em quantos trabalhos já fizemos juntas, quantas poesias e temas escrevemos? Difícil escrever sem a letra "A" difícil, mas não impossível.

Assim como é um desafio escrever sem tema, mas em linhas afiadas, linhas nas quais as palavras equilibram-se, cortam ideias, dividem pensamentos, envolvem os leitores em redes transparentes, porém intensas de letras, frases, reticências e interrogações.

Quando penso em afiadas lembro-me das garras da águia que cortam o céu e
buscam sua presa, e ainda das facas guardadas num antigo faqueiro, do diamante que corta e brilha... e da primeira letra das palavras: amor, amizade, ausência, angústia, que suavizam-se com a presença das flores amarílis e amor-perfeito...

Vanice Ferreira é poeta e professora.

20/07/2014 - 16:49
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As mãos se avermelharam.
Tinta em excesso na cartolina.
Sangue inocente.
Sofre o oriente.
Paz para a Palestina.

Ivan Anzuategui

Ivan Anzautegui - jornalista e artista, realizou mostra no Centro de Criatividade do Parque São Lourenço, em Curitiba.

20/07/2014 - 09:38
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O escritor, psicanalista e educador mineiro Rubem Alves nasceu em 15 de setembro de 1933, e morreu hoje, 19 de julho de 2014. Ele morava na cidade de Campinas, onde mantinha o Instituto Rubem Alves – uma associação aberta, sem fins lucrativos e de interesse publico, fundada pelo escritor e sua família. Seu trabalho educativo foi muito importante e seus livros de crônicas, ensaios e contos, foram traduzidos para outros idiomas: inglês, francês, italiano, espanhol, alemão e romeno.



Rubem Alves teve mais de 160 títulos publicados, também amava a poesia e fazia parte de um grupo que se reunia semanalmente para ler poemas.

Ele dizia que existem escolas que são gaiolas e escolas que são asas. As escolas que são asas não ensinam a voar porque o vôo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado.

Essa teoria educativa tem relação com o pensamento de Friedrich Froebel, criador dos jardins da infância. Froebel defendeu o verdadeiro sentido de educação, palavra que tem sua etimologia na palavra latina "ducere" tem o sentido de "levar ou conduzir", associado aex ("fora") indica que educar é conduzir e não domesticar. Impor regras é domesticar, o verdadeiro sentido de educar seria permitir a expressão das capacidades da criança.

Um texto publicado no jornal "Folha de São Paulo", Caderno "Sinapse", em 12-10-03 - fls 3, no qual Rubem Alves fala da morte, é comovente e convida à reflexão.

Transcrevemos o último parágrafo: "Dizem as escrituras sagradas: "Para tudo há o seu tempo. Há tempo para nascer e tempo para morrer". A morte e a vida não são contrárias. São irmãs. A "reverência pela vida" exige que sejamos sábios para permitir que a morte chegue quando a vida deseja ir. Cheguei a sugerir uma nova especialidade médica, simétrica à obstetrícia: a "morienterapia", o cuidado com os que estão morrendo. A missão da morienterapia seria cuidar da vida que se prepara para partir. Cuidar para que ela seja mansa, sem dores e cercada de amigos, longe de UTIs. Já encontrei a padroeira para essa nova especialidade: a "Pietà" de Michelangelo, com o Cristo morto nos seus braços. Nos braços daquela mãe o morrer deixa de causar medo."

17/07/2014 - 18:48
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Aconteceu na última terça-feira, 15 de julho, na Fundação Mokiti Okada (ao lado do Museu Oscar Niemeyer) a nova exposição "Minhas Cores" da artista plástica, colunista cultural, curadora e professora de arte Katia Velo.

Katia Velo, foi prestigiada com a presença da filha e da colunista Yumi Okamura.
Katia Velo, foi prestigiada com a presença da filha e da colunista Yumi Okamura.

A artista recebeu amigos e admiradores. A exposição conta com quadros esplêndidos, especialmente pelo trabalho das cores - sempre vibrantes.

Contemplando os quadros lembrei de uma frase de um texto de Cecília Meireles cujo título é "Primavera".

Cecília escreveu: "E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor."

Pensei que esse conceito pode também ajudar a definir a pintura de Katia Velo,pois enquanto os quadros monocromáticos dão ideia de outono ou de inverno, os quadros de Katia Velo trazem à primavera. Flores, pássaros, borboletas, arabescos - mundos coloridos ao alcance da mão. A alegria e o poder da cor em cada quadro.

De acordo com a artista, vários artistas a influenciam, alguns deles Matisse (pelo uso das cores), Aldemir Martins (pelo uso das cores puras e primárias), Beatriz Milhazes (pela feminilidade), Frida Kahlo (pelo envolvimento pessoal).

A exposição continua aberta para visitação. Vale a pena conferir.

Katia Velo e Osmar Carboni, diretor da APAP.
Katia Velo e Osmar Carboni, diretor da APAP.
Katia Velo ladeada por Rosemeri Franceschi e Sirlei Espíndola.
Katia Velo ladeada por Rosemeri Franceschi e Sirlei Espíndola.
15/07/2014 - 17:55
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Ao ver uma grande cobra
o ébrio, muito assustado,
gritou: Sou recém casado!
Por favor, morda essa sombra.

Trova de Isabel Furini



Quadro Bebados de José Malhoas.
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Isabel Furini
 
Isabel Furini, escritora e educadora. Recebeu prêmios em concursos de poesia e de contos. Publicou 15 livros, entre eles: Mensagens das Flores e Ele e outros contos. Também escreve para o público infanto-juvenil. É autora da coleção "Corujinha e os Filósofos" da Editora Bolsa Nacional do Livro de Curitiba.



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