Degustação - Diego Juchnievski
19/06/2013 - 13:39
 
Uma vinícola de Napa Valley está envelhecendo um lote de seus vinhos num lugar onde nenhuma outra garrafa norte-americana havia estado: no fundo do oceano.


Neste ano, a Mira Winery decidiu fazer um experimento para tentar entender como o oceano afeta o envelhecimento dos vinhos e irá depositar, na costa de Charleston, na Carolina do Sul, quatro caixas de seu vinho Cabernet Sauvignon da safra de 2009.


"Essa ideia surgiu quando nós lemos que algumas vinícolas europeias estavam fazendo testes no oceano tanto em envelhecimento de vinhos quanto em armazenamento, e achamos interessante", contou Jim Dyke, presidente da vinícola.


Nesse primeiro momento, os vinhos ficarão no fundo do mar por três meses, mas Dyke afirma que nos próximos anos o período pode ser maior. "Nós queremos estabelecer um processo e deixá-los, talvez, em maior quantidade e num período de tempo mais largo".


Para a experiência, os produtores fabricaram uma caixa de vinho especial, que leva em conta quatro fatores - idade, peso, pressão e temperatura - e que proporciona às garrafas condições para que a água do oceano possa envolver todas elas. Depois que for retirado do oceano, o vinho passará por testes químicos e degustações para verificar se o envelhecimento como previsto.


Fonte: Revista Adega


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13/06/2013 - 10:48
 
Recentemente, cientistas do Henry Ford Hospital, nos EUA, adicionaram mais um benefício que o consumo moderado de vinho tinto pode trazer: a prevenção da perda de audição.


Como de costume nesse tipo de experimento, a equipe de cientistas usou ratos de laboratório como cobaias. Eles receberam doses de resveratrol, um antioxidante encontrado em quantidades maiores no vinho tinto, e foram expostos a um barulho contínuo. Depois de alguns dias, contatou-se uma redução na perda auditiva induzida pelo barulho.


"O resveratrol é muito poderoso e parece proteger contra inflamações no organismo referentes ao envelhecimento, cognição e perda de audição. Nosso estudo se concentrou em seu efeito sobre resposta do organismo a uma lesão, que acreditamos ser a causa de doenças como a perda de audição e o Alzheimer", explicou Michael Seidman, líder do estudo.


A perda de audição, causada pela morte das células do ouvido interno, geralmente começa a ser percebida em pessoas com mais de 60 anos, apesar de também afetar aqueles com idade entre 40 e 50 anos.


Fonte: Revista Adega


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11/06/2013 - 09:37
 
Para os amantes do vinho que também são entusiastas da sétima arte, há muitos filmes que abordam, direta ou indiretamente, o assunto. Seja uma história que é toda contada saboreando-se uma taça de vinho, seja uma história em que o vinho é a personagem central. A seguir, cinco dos melhores filmes que divulgam uma das bebidas mais antigas e amadas do mundo.

Sideways: Talvez o filme mais lembrado quando o assunto é vinho, Sideways conta a história de dois amigos, um deles em sua despedida de solteiro, que fazem uma viagem pelas vinícolas californianas. Foi este filme que ajudou a Pinot Noir a se transformar numa das estrelas dos EUA.


Mondovino: O documentário, uma produção conjunta de Argentina, França, Itália e EUA e dirigido por Jonathan Nossiter, faz uma investigação sobre a globalização, tendo o vinho como plano de fundo. Narra a "guerra" entre as famílias produtoras de vinhos, especialmente na Califórnia e Borgonha. Foi exibido em Cannes, indicado à Palma de Ouro, e indicado ao Cesar na categoria filme europeu.


Um Bom Ano: No longa, estrelado por Russel Crowe, o protagonista se vê obrigado a voltar para a França após a morte de seu tio, que não tinha herdeiros. Na tentativa de vender os vinhedos do tio e voltar aos EUA, Max vai, aos poucos, redescobrindo os valores da vida.


Vicky Cristina Barcelona: Apenas por ser um filme de Woody Allen já merece um lugar na lista. Nele, o vinho poderia ser indicado ao Oscar de melhor ator coadjuvante, pois está presente, como acompanhante, do trio estrelado por Javier Barden, Scarlet Johanson e Penélope Cruz, em suas peripécias pela cidade espanhola.


O Julgamento de Paris: A degustação mais famosa do mundo moderno foi reproduzida por Randall Miller no filme homônimo, que narra a história do dia 24 de maio de 1976, quando, numa degustação às cegas, os vinhos californianos foram mais bem avaliados que os franceses. Épico.


Fonte: Revista Adega


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03/06/2013 - 11:36
 
O criador do Facebook, Mark Zuckerberg, decidiu abrir seu leque de negócios e agora se aventura no ramo de vinhos. Por meio de uma loja online na própria rede social, ele encoraja os consumidores norte-americanos a enviar vinhos de presente a seus amigos da rede.

Tentando tirar proveito da oportunidade de fazer negócio por meio da maior rede social do mundo, dezenas de produtores dos EUA já estão colocando seus vinhos à venda na loja de Zuckerberg. "Está funcionando muito bem, estamos ansiosos para ver até onde isso pode chegar", comentou o diretor de vendas de uma vinícola do Napa Valley.

Depois de incluir ações do Facebook na bolsa de valores de NY e ver suas ações despencarem, Zuckerberg percebeu que cada vez mais usuários acessam a rede através de seus smartphones, e viu nisso uma oportunidade de findar seu problema: investiu em uma seção de presentes no Facebook, disponível tanto em iPhones quanto em Android.

Entre os vinhos disponíveis para a compra na rede social estão rótulos de Robert Mondavi, Clos du Bois e Wild Horse, além de todos aqueles comercializados pela Constellation, a maior companhia de vinhos e bebidas espirituosas do mundo. "As mídias sociais são preciosas para a indústria de vinhos, todos nós estamos tentando nos conectar a isso, então, o que seria melhor do que usar o próprio Facebook?" pontuou um vinicultor. Na gama atual, os preços dos rótulos disponíveis vão de US$ 15 a US$ 100.

Fonte: Revista Adega


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29/05/2013 - 11:22
 
Desde 2007, países produtores de vinho do chamado Novo Mundo, Argentina, Austrália, Canadá, Chile, Nova Zelândia, África do Sul e Estados Unidos, integrantes do Grupo Mundial de Comércio do Vinho (GMCV) conversavam sobre a homogeneização das informações presentes nos rótulos e contra-rótulos dos vinhos comercializados, que estiveram em sua reta final no último mês de março.


De acordo com o protocolo definitivo, firmado em Bruxelas, todos os vinhos comercializados pelos países deverão conter dados básicos, como o nível de álcool, safra, variedade e região de origem. Neste último ponto, apenas a Argentina estará excluída da possibilidade de incluir uma sub-região de origem. Dessa forma, serão evitados futuros problemas e barreiras nas vendas de vinho entre os países.


"Com isso, os países membros do GMCV estão confiando na certificação do país de origem e não pedirão nenhum certificado adicional para o ingresso dos vinhos, a não ser que algum dos Estados esteja sob alerta que possa colocar em risco a saúde da população", explicou Guillermo Garcia, presidente do Instituto Nacional de Vitivinicultura da Argentina.


A decisão do grupo acontece meses depois de a China estabelecer uma série de critérios - incluindo atestados de uso ou não de algumas substâncias - que deverão ser seguidos pelos países que exportam qualquer tipo de alimento, inclusive bebidas alcoólicas, para lá.

Fonte: Revista Adega


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23/05/2013 - 11:20
 
Algumas vezes degustamos um vinho que tem tudo para ser uma delícia, mas, no final das contas, não corresponde às nossas expectativas. Talvez, o problema não seja o vinho, mas sim a taça em que o colocamos. Sim, a taça errada pode interferir em nossa percepção de um vinho. Por isso, algumas regras básicas devem ser seguidas na hora de escolhê-la.


1. As taças devem ter curvas nos lugares adequados. O fundo deve ser arredondado para ajudar a aerar o vinho e a parte superior deve ser mais fechada, para que os aromas não "fujam".
2. As taças devem ter haste comprida, para que nossas mãos não toquem o bojo e esquentem o vinho.
3. O cristal deve ser transparente e liso, pois desta maneira conseguimos apreciar melhor as cores e o brilho do vinho.
4. Os vinhos mais antigos requerem taças com boca um pouco mais larga, enquanto nos vinhos jovens a largura da boca deve ser menor.
5. Espumantes e Champagnes devem ser servidos nas chamadas taças flûte, que são mais altas, mais finas, e quase cônicas na parte superior. São adequadas pois permitem que o vinho não perca sua efervescência e que os aromas se assentem.
6. Apesar de, teoricamente, os vinhos tinto e branco poderem ser degustados numa taça igual, o ideal é que a de vinho tinto seja maior, pios é um vinho de sabor mais forte e que necessita de mais movimento para poder respirar.
7. Não se deve encher a taça ao servir um vinho, pois ele perde espaço para aerar e liberar seus aromas. Dois ou três dedos é ideal.

Fonte: Revista Adega


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17/05/2013 - 07:18
 
Segundo a lenda de envolve o nome do monge beneditino Pierre Pérignon, a descoberta do método Champenoise foi pura sorte, ou talvez um empurrãozinho do destino, que queria popularizar o ato de "beber estrelas". Seja como for, o certo é que de lá para cá o consumo não só de Champagne como de espumantes em geral não para de crescer. De acordo com a International Wine & Spirit Research, o consumo de espumantes no mundo aumentou 170% na última década.


O instituto, que trabalhou com uma base de dados de 1.500 companhias em 134 países, concluiu que algumas razões que podem explicar esses números são os custos de produção, que baixaram na última década, o número de novos rótulos que apareceram e, principalmente, o fato de o espumante não ser mais exclusivamente a bebida das comemorações. Hoje em dia, eles são consumidos como aperitivos, em coquetéis e durante algumas refeições mais leves.


Marina Beltrame, diretora da Escola Argentina de Sommeliers, afirma que em seu país, os espumantes - que tiveram crescimento de 20% no último ano - estão sendo muito requisitados na hora de harmonizar pratos como ceviche, sushi e até mesmo carnes vermelhas como o carpaccio. "O espumante também é a bebida escolhida pelos jovens que estão bebendo menos cerveja. É um vinho leve, que relaxa muito rápido e traz bem-estar", explicou.


Fonte: Revista Adega



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14/05/2013 - 15:16
 
A oficialização da terceira Indicação de Procedência (IP) de vinhos brasileiros, a IP de Altos Montes, aconteceu no dia 18 de abril na Escola Internacional de Gastronomia (UCS/ICIF). Ela foi entregue pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) e compreende a região produtora localizada entre as cidades de Flores da Cunha e Nova Pádua.


A Associação de Produtores dos Vinhos dos Altos Montes (Apromontes) pleiteava a distinção, que foi deferida em dezembro passado, desde 2005. "A Apromontes foi criada em 2002 e desde então ocorreu um grande processo de transformação nas vinícolas e produtos da região produtora. Foram realizados muitos investimentos em vinhedos, vinícolas e em enoturismo. Atualmente somos 11 vinícolas preparadas para receber bem e produzir ótimos vinhos. Esse será um marco em nossa história", destaca o presidente da associação, Deunir Argenta.


Para receber o selo da IP, os vinhos da região passarão por processos de seleção, que delimitam o local de cultivo das uvas, as variedades utilizadas na elaboração dos vinhos, critérios de produtividade e outros. Ao todo, 14 vinhos produzidos em 2012 já poderão ser lançados com selo.

Fonte: Revista Adega


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10/05/2013 - 10:10
 

Além de delicioso e refrescante, o suco de uva feito sem adição de água ou açúcar é ótimo para a saúde. Seus nutrientes fazem com que tenha alto poder antioxidante, tornando-o uma bebida benéfica para pessoas de qualquer idade.


O que é ser antioxidante?

Atividade antioxidante significa a capacidade de prevenir os danos gerados pelos radicais livres, substâncias responsáveis por processos como o envelhecimento e doenças neurodegenerativas.


O suco de uva é antioxidante?

Sim, o suco de uva é considerado antioxidante por trazer uma grande quantidade de polifenóis. São nutrientes que contribuem para a coloração, a acidez e outras características que deixam a bebida mais saborosa. Porém, seu maior benefício é ajudar no funcionamento do nosso organismo. Eles possuem atividade antioxidante, antimutagênica, anticarcinogênica (proteção contra tumores, por exemplo) e antiaterogênica (prevenindo doenças do coração), entre outras.


Que tipo de polifenóis estão presentes no suco de uva?


A uva transfere aos seus derivados uma série de polifenóis, entre eles os flavonoides – como catequina, epicatequina, proantocinidinas e as antocianinas – e os não flavonóides, com destaque para o resveratrol.


Quer dizer que o suco de uva funciona como um remédio?

Não, o suco de uva pode ser um aliado na prevenção de doenças, mas não para sarar um dano já instalado. Assim, as crianças, que sofreram muito menos os efeitos dos radicais livres, com certeza são as mais beneficiadas com o consumo regular da bebida, pois estão "construindo" uma barreira contra a ação dessas substâncias ao longo da vida.


Quanto suco é preciso beber para prevenir doenças?

Existem muitos estudos apontando os benefícios que o suco de uva traz para a saúde. Um deles afirma que 500ml (em torno de dois copos) é capaz de suprir em 100% a necessidade diária de ferro, manganês, cobre e zinco. Esses minerais também ajudam na produção de células vermelhas, relacionadas diretamente com a prevenção da anemia. Para conhecer outras propriedades positivas do suco de uva, visite a seção Benefícios à Saúde

Dra. Caroline Dani – Doutora em Biomedicina e estudiosa do suco de uva Brasileiro.



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08/05/2013 - 11:14
 
A partir de agora as borbulhas do Champagne estarão ainda mais saborosas. De acordo com um estudo realizado pelo departamento de Química, Alimentos e Farmácia da Universidade de Reading, no Reino Unido, os ácidos orgânicos encontrados no espumante francês podem aumentar a inteligência.


No relatório, publicado na revista Antioxidants & Redox Signaling, os autores explicam que pesquisas relacionando componentes dos alimentos com a melhora na memória é grande, porém, não havia nenhuma mencionando os ácidos fenólicos. Por isso, a equipe incluiu Champagne (o equivalente a uma taça por dia) na dieta de ratos de laboratório por seis semanas e concluiu que os roedores mostraram uma melhora significativa na memória operacional graças à regulação do ciclo celular no córtex e no hipocampo, as partes do cérebro que controlam o aprendizado e a memória.


O líder do estudo, Dr. Giulia Corona, disse que os testes têm os mesmos resultados em humanos. "Uma taça diária de Champagne, por seis semanas, leva ao aumento da memória", afirmou Corona ao Wine Spectator. "Isso indica que os compostos fenólicos do Champagne podem interagir diretamente com as células nervosas, otimizando a comunicação entre as células e estimulando os nervos que conduzem os sinais elétricos no cérebro".


Fonte: Revista Adega


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Diego Juchnievski
 
Diego Juchnievski é formado em Enologia, pela escola de Bento Gonçalves – RS, é um amante da arte de degustar. Enólogo, Sommelier e consultor de vendas da Miolo Wine Group. Atua também na área de cursos, palestras e treinamentos relacionados à degustação e serviço do vinho.



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