17/05/2011 - 21:59
Eu descobri que tinha miopia na época da faculdade. Sempre fui da turma do fundão e percebi que meus amigos não sentiam dificuldade em copiar o que estava no quadro, enquanto que eu enxergava tudo meio embaçado.
De lá pra cá, a miopia virou minha companheira indesejada, herança da família de ceguinhos do meu pai.
Para quem não sabe, a miopia é um problema de visão que dificulta focar objetos à distância.
E graças à minha deficiência visual, já vivi situações constrangedoras e divertidas.
Já cumprimentei pessoas que nunca tinha visto por achar que eram amigos. Já deixei de cumprimentar por achar que não era nenhum conhecido (peço desculpas desde já).
Mas é na balada que as melhores histórias acontecem. Sabem o que é ser paquerada por alguém que está do outro lado da pista de dança para um míope? Um desespero, minha gente.
Minha miopia não é tão grave, mas fica difícil saber se o cara é bonito ou feio. E é aí que mora a minha dependência. Na dúvida, já cheguei a pedir para amigas me darem a opinião sobre a fina estampa do moço.
Pois não bastasse tudo isso, a tal miopia é a responsável pela minha primeira ruga!!!
Isso mesmo... durante uma passagem inocente pela frente do espelho, lá estava a marquinha infame, bem entre os dois olhos. A ruga na verdade ainda é uma marca bem fininha, mas o suficiente para sentir a idade chegando, as dores nas costas, o cansaço, os calores...
Sei que a miopia é a culpada (claro que ter passado alguns anos da terceira década de vida não tem nada a ver... claro) porque a tal marquinha da discórdia fica bem no lugar onde a pele marca quando forçamos o olho (tipo quando saímos ao sol, sabe?). Quem é míope faz isso para focar melhor as coisas, e só Deus sabe quantas vezes já forcei os olhos para reconhecer um amigo ou, principalmente, analisar um paquera.
Agora to aqui, cegueta como sempre e com uma marca que, olhando de perto, dá para ver (apesar de todo mundo me dizer que não tem nada em mim, só a neura avançada).
Se já como for, já estou procurando um médico para um botox preventivo e pensando em tomar coragem e fazer uma cirurgia de correção nos olhos.
Assim evito as rugas de chegarem antes da hora e os gatos fora do padrão.
21/03/2011 - 20:42
Durante toda a vida, a gente vai encontrando e derrotando fantasmas. É assim desde que a gente nasce até quando morre.
Quando somos crianças, nosso fantasma é que a mãe da gente morra, que o bicho papão saia do armário.
Aí a gente fica adolescente e os fantasmas viram a perda da virgindade, a aprovação no vestibular.
Quando a gente realmente chega à idade adulta, o que nos atormenta são as contas para pagar, o medo de perder o emprego, as rugas que vão chegando... e os amores não resolvidos.
Praticamente todas as pessoas que passaram dos 30 têm um amor do passado escondido no armário (com exceção daquelas que se casaram e vivem felizes até hoje com o primeiro namorado).
Tenho uma amiga que diz que amores são como bolos de chocolate. Enquanto a gente não come até o fim, ele fica lá, fazendo a gente passar vontade. E não adianta guardar na geladeira, que ele pode passar do ponto, estragar e começar a feder. O congelador também não é a solução, porque cada vez que abri-lo, vai se lembrar do bolo e a vontade pode vir com força total. A única solução para um bolo de chocolate é comê-lo até ele acabar.
Com um amor é assim. A gente precisa comer dele até que ele termine. Para muitas pessoas, o bolo acaba. Geralmente a gente fica um tempo sem querer saber de bolo nenhum (principalmente quando ele causou uma indigestão), mas depois o desejo volta e a gente logo encontra outra delícia para devorar.
Para algumas pessoas com muita sorte, o bolo se multiplica infinitamente. Essas encontram o amor eterno.
Mas muitas vezes alguém tira o bolo da gente, ou a gente acha que já enjoou dele e decidi guarda-lo na geladeira ou no congelador.
Aí acontece o inevitável: a vontade volta.
O problema é saber o que fazer com o bolo: experimentar um pedacinho, continuar ignorando, ou cair de boca e comer até passar.
Esses dias um pedaço de bolo apareceu no meu congelador. Foi um dos melhores bolos que eu já provei, mas que eu nem sabia que estava lá ainda, guardado no fundo de uma gaveta gelada, longe do meu alcance.
Até agora não tomei decisão nenhuma, estou só olhando, sentindo o cheiro (já li que quando a gente cheira uma comida por alguns minutos, a vontade de comer passa. O duro é resistir ficar só no cheirinho!).
Mas sei que vai chegar uma hora que terei que tirar o bolo da embalagem.
Nessas horas eu queria tanto não gostar de doce!
15/03/2011 - 09:40
Eu to perdendo um pouco o meu sagrado direito de ir e vir, minha gente!!!
Não que alguém esteja interrompendo a saída do meu carro da garagem, ou me impedindo de entrar em qualquer lugar público.
O problema na verdade foi causado por mim mesma.
Eu continuo podendo andar por qualquer lugar, o problema tem sido as situações desconfortáveis que acontecem em certos momentos.
Se ando pelo bairro, corro o risco de encontrar com o Fernando (meu vizinho). O mesmo risco eu sei que corro quando voltar para o meu bar preferido da cidade. Isso porque o mesmo bar é o preferido do Fernando também, motivo pelo qual eu não voltei mais lá desde o episódio de mais um fim absurdo entre nós. Mas não agüento mais de saudade do meu barzinho querido e vou encarar o desafio no próximo sábado (conto como foi na semana que vem). Para me preparar para o momento do reencontro, estou mentalizando como um mantra: Fernando não me afeta, Fernando não me afeta... Fernando não me afeta...
Pois agora existe mais um lugar por onde eu tenho que andar repetindo mantras: a academia!!!
Lembram do Bruno, o cara da academia que eu descobri que era casado depois do primeiro encontro? Pois ele, que tinha saído da academia logo depois que ficamos juntos, voltou duas semana atrás a frequentar meu sagrado local de malhação.
O primeiro encontro aconteceu totalmente por surpresa: tava eu bonitinha lendo uma revista até que a aula de combat (adoro essa aula!) começasse quando senti a presença de alguém parado na minha frente. Quando olho, lá estava o Bruno, com seus lindos olhos azuis e sorriso branquíssimo.
Admito que no começo fiquei meio sem reação, mas depois rolou uma conversa normal, com as piadas e bobagens que eram comuns antes. Mas admito que fico desconfortável com a presença dele.
Pronto... agora lá vou eu ter que repetir outro mantra, todo dia antes de ir para a academia (porque eu nem penso em sair de lá!): Bruno não me afeta... Bruno não me afeta... Bruno não me afeta.
E dá-lhe mentalização!!!
01/03/2011 - 10:04
Preciso confessar que sou encantada pelos meninos de vinte e poucos anos.
E digo isso não me referindo ao corpo em forma, o desejo sexual inacabável, os hormônios em taxas elevadíssimas (apesar de todos esses atributos em si já serem uma loucura). Me apaixono pelos garotões por sua tremenda capacidade de se entregar.
Esses dias, conversando com uma amiga, ela me contou de um garoto de 21 anos que ela conheceu em uma viagem. Para essa amiga minha, que passava férias em uma cidade badalada do litoral, a noite seria apenas de diversão com um cara bonito e mais de 15 anos mais novo que ela. Acostumada aos "maduros" de 30 e tantos, ela acreditava que a noite não ia passar de uns amassos.
Pois o menino levou a bonita até a casa onde ela estava hospedada, a uns 30 minutos andando (claro que ele não tinha carro, porque ninguém é perfeito, né?), pediu o telefone dela (apesar de ela ter dito que estava indo embora da cidade no dia seguinte, o que tornava inviável um segundo encontro) e, pasmem!, ligou uns dias depois, dizendo que tinha adorado a noite e queria muito que ela lhe procurasse em um próxima visita. O bonitinho tinha até oferecido a casa dele para ela ficar agora no carnaval.
Nós duas estávamos fascinadas pela capacidade do cara de se envolver, de mostrar interesse, de fazer planos, enfim, de ser amável.
Foi quando a gente percebeu que todo mundo já foi assim um dia (pelo menos a maioria de nós, aqueles que têm um coração normal, com condições de sentir). Nós já tivemos 20 e poucos anos e já nos apaixonamos em uma noite, acreditamos que aquela pessoa era a ideal para o resto de nossas vidas, que o amor que sentíamos seria eterno e que se perdêssemos a pessoa que estava com a gente, o destino era ser infeliz para sempre.
Infelizmente com o tempo, as decepções e frustrações amorosas vão tirando da gente a inocência necessária para agir desse jeito.
A gente vai ficando desconfiado, arisco, com medo de se mostrar, de sofrer, enfim, de sentir. Se esquece que para ter o bom de um amor louco, apaixonado, tem que aceitar o risco de não ser correspondido, de sofrer, de viver um pesadelo.
Por isso a cada ano que passa, a cada amante que vai embora, a cada traição ou desencontro, tendemos a ficar mais frios, menos propensos a amar sem medo.
Será que é possível mudar essa realidade? Será que existe algum lugar, uma espécie de clínica de recuperação para corações, onde a gente possa se internar para superar nossos problemas amorosos e readquirir a capacidade de acreditar? Ou algum remédio que a gente tome e as desilusões sumam como aspirina para dor de cabeça? Será que medicina tradicional chinesa resolve isso?
Enquanto ninguém encontra a cura para o coração partido, a gente vai levando, tentando reaprender com os meninos e meninas de 20 e poucos anos aquilo que a gente já soube fazer um dia.
20/02/2011 - 22:47
Depois de um pedido de casamento seguido de um sumiço, de um pedido de namoro seguido de outro sumiço e de mais um pedido de namoro seguido por outro sumiço, decidi definitivamente romper com o Fernando (acho que deu para ver pelo último texto postado).
Agora meu problema é que o pecado mora ao lado. Explicando: o Fernando é meu vizinho!!! Mora a poucas quadras da minha casa recém-comprada.
O destino terrível comigo... com tanto bairro, tinha que comprar minha casa bem pertinho da casa do canalha mais canalha que todos os canalhas que eu conheço. Eu soube disso depois que a gente se reconciliou aquele dia no bar.
Como a reconciliação durou apenas dez dias (porque o Fernando sumiu outra vez), agora estou eu com um vizinho difícil.
Além de passar ao lado da casa dele toda vez que vou e volto do trabalho (até poderia fazer outro caminho, mas aí teria que andar muito mais. E acho que não iria resolver problema), corro o risco de encontrar o gato pela rua.
Pois foi o que aconteceu no sábado. Eu voltava de um churrasco e tinha um encontro marcado com outro cara que apareceu recentemente na minha vida (vou falar dele quando entender o que está acontecendo). Na esquina da minha rua, dou de cara (na verdade de farol, porque ambos estávamos de carro) com o Fernando.
Na hora minha perna começou a tremer e o coração a bater mais forte. Nosso último fim foi por telefone, depois que ele me ligou como se nada tivesse acontecido, dez dias depois de desaparecer.
Acho que eu não estava preparada para ver o Fernando novamente como meu nada.
Ambos fizemos de conta que não nos vimos, mas eu sei que ele me viu, assim como o vi.
E sei que ele ainda me incomoda, me intriga.
Na hora pensei em cancelar o encontro e ficar em casa remoendo nossa história (pela nonagésima vez!).
Ainda bem que pude colocar a cabeça no lugar e o Mateus (o novo cara da minha história) me ligou dez segundos depois da visão indesejada (menino de sexto sentido bom, heim?!).
Saímos, conversamos, bebemos e passamos horas deliciosas, com o Fernando bem longe.
Infelizmente quando eu voltei para casa, ele ainda estava lá, me esperando na esquina do meu pensamento.
Mas eu sei que uma hora ele vai se mudar, nem que eu tenha que pedir a reintegração de posse de meus pensamentos.
09/02/2011 - 22:10
Por que você quer que eu ligue?
Você ficou de ligar e, desculpe querido, você está dez dias atrasado. Pode parecer pouco, mas para quem espera, dez dias são uma eternidade.
Foram dez dias em que me senti ignorada, sofrendo diante de um telefone em silêncio.
Ignorada em meus desejos, em tuas promessas, perdida em meio a tantos desencontros, tantas mágoas.
Depois do que me fizeste, é você quem tem que ligar, quantas vezes eu achar necessárias para me fazer sentir querida.
Quantas vezes forem necessárias para que você saiba como é ter medo, andar no escuro, pisar em campo minado.
É você quem tem que mandar flores, para tentar colorir meu mundo, que está cinza desde que você prometeu ligar, há dez dias atrás.
É você quem tem que comprar chocolates, para adoçar o amargo que ficou na minha boca depois de teu último beijo.
É você quem tem que me fazer surpresas boas, para alegrar minhas manhãs, tristes desde que você se foi.
É você quem tem que se mostrar apaixonado com ações, porque sua paixão de palavras já não me convence mais.
De você não quero menos do que isso, porque menos que isso, de você, não me basta.
Já sofri dez dias. Por você, na verdade, já sofri por meses. E prefiro agora sofrer com o fato de que, talvez, você não ligue nunca mais.
Prefiro assim, o sofrimento de quem não tem mais nada.
Porque o sofrimento de esperar e acreditar em vão, esse eu não quero mais.
06/02/2011 - 20:26
Eu sou uma idiota!
Na verdade não sou idiota o tempo todo, mas às vezes, como todo mortal, faço umas coisas que até eu duvido.
Lembram do Fernando, o canalha mais canalha de todos os canalhas que eu já conheci?
Pois é... depois de meses sem atender os telefonemas dele (ele insistiu durante uns seis meses) por causa da grosseria comigo (tem tudo em um texto lá atrás), 15 dias atrás eu encontrei com ele em um bar. Decidida a continuar afastada dele (sei o perigo que ele representa), ignorei e segui rumo ao caixa.
Dois minutos depois, alguém pega no meu braço e eu nem precisei olhar para trás para saber que era ele.
Quando me virei, já estava com um sorriso no rosto e ele lá, do alto de seu 1,90 metro de pele morena e corpo forte.
De cara já veio me cobrando a falta de comunicação. O cara é topetudo mesmo, chega mandando...
Falei que estava puta por ele ter virado a cara para mim meses atrás, ele disse que estava puto porque me viu com outro cara meses mais atrás ainda (quando foi que combinamos exclusividade?) e acabamos indo embora juntos.
Assim que saímos do bar, debaixo de chuva (como chove né?!) ele me agarrou e me deu um beijo que há tempos eu não ganhava.
Vai falar que não é difícil de resistir?
Acabamos passando a noite juntos e nos vimos depois de uma semana outra vez.
Foi aí que eu fiquei idiota.
Na segunda noite juntos, acordo às 4 da manhã e o Fernando não está na cama. Desço as escadas e vejo ele no quintal dos fundos da minha casa.
Ele me disse que estava pensando na gente.
Que nós nos dávamos bem, já tínhamos perdoado nossas mútuas mancadas, estávamos juntos há mais de três anos (acredita que já faz tudo isso?!) e que ele queria algo mais sério, queria que nos víssemos com mais freqüência, que ficássemos mais próximos. E lá estava eu, idiota acreditando.
Idiota porque o Fernando já fez isso duas vezes antes. Me pediu em namoro e sumiu, me pediu em casamento e sumiu. E eu caí na conversa pela terceira vez!!!
É claro que depois dessa conversa ele sumiu de novo.
Só não entendo por que o cara fala o que fala. Eu não peço!!!
Que graça tem me fazer acreditar? Ou será que ele também acredita, mas depois pensa melhor e se arrepende?
O que eu sei que eu pensei melhor e me arrependi de ter me virado, de ter sorrido, de ter falado, de ter beijado, de ter deitado, de ter ouvido, de ter acreditado.
Agora mais uma vez vou ter que sofrer, superar, ficar com raiva, superar e me preparar para outros telefonemas e outras puxadas de braço. Mas da próxima vez estarei mais esperta!
01/02/2011 - 09:09
Se a sedução é um jogo (e eu considero que sim), devem existir regras (escreverei sobre elas no próximo texto). E também devem haver dicas de como seguir por esse tabuleiro tão imprevisível sem cair nas armadilhas.
Esses dias uma amiga me pediu para que escrevesse sobre alguns mandamentos para não se meter em roubadas. É que de roubada eu entendo... já me enfiei em cada uma!
Não que eu seja uma conselheira perfeita. Até porque acho que se tratando de relacionamentos, não existe verdade absoluta, mas sempre é possível observar comportamentos padrão que irão, mais cedo ou mais tarde, nos meter em enrascada.
Então aí estão o que, pra mim, são dez indícios claros que, por mais bonitão que o cara seja, você deve correr dele (ou se preparar para sofrer e viver na corda bamba, o que nem sempre é ruim e, dependendo do cara, até vale a pena!).
1 – Corra se ele for muito bonito – Essa regra vale para aquelas que são muito inseguras. Se os feios traem, imaginem os bonitos?! As chances para eles são muito maiores. Um bonitão e uma insegura são sinônimo de relacionamento inconstante. Mesmo que ele seja fiel, você vai sempre ficar grilada quando ver que a mulherada paga o maior pau para ele.
2 – Corra se ele disser na primeira semana que te ama e começar com papos de casamento – Esse tipo de comportamento indica duas coisas: ou que o cara é um desesperado por relacionamentos e diria isso para qualquer uma só para conseguir uma namorada, ou que ele ainda acredita que precisa dizer essas coisas para te levar para cama e te manter interessada. Ninguém ama alguém em uma semana. Se ele começou a história sendo desonesto com os sentimentos, é provável que continue assim ou piore.
3 – Corra se ele não disser que te ama no primeiro mês – Tudo bem, dizer que te ama pode ser pedir demais, mas depois de um mês ele já deveria ter se mostrado interessado em algo mais sério.
Se depois de 30 dias você ainda não conhece os amigos dele, ele ainda não topou sair com os seus amigos e continua sumindo nos fins de semana e não retornando suas ligações, abandona. Ele provavelmente não quer nada sério agora e nem vai querer no futuro. A menos que você também esteja apenas curtindo o corpinho e o sexo bom, melhor se afastar, ou corre o risco de se ver apaixonada por alguém que não está a procura de paixão.
4 – Corra se ele for casado ou tiver namorada – Poucas mulheres têm vocação para ser amante. Esse papel requer muito desprendimento e ausência de interesse em algo mais sério. E nem pense em acreditar nas promessas de separação que ele faz. Raramente os homens se separam (cerca de 70% dos pedidos de divórcio são feitos por mulheres, sabia?). As chances de você terminar em um relacionamento destrutivo, com você eternamente presa a alguém que está preso a outra pessoa, são enormes. E mesmo que ele se separe e decida ficar com você, pense nas chances de você sempre imaginar que ele um dia vai fazer com você o que fez com a ex.
5 – Corra se ele for do tipo egoísta na cama. Infelizmente alguns homens estão preocupados apenas com o deles e na hora do sexo são pouco carinhosos e atentos às necessidades femininas. E se no começo é assim (no momento em que ele deveria estar tentando te impressionar), é provável que seja sempre assim. Portanto, se nas primeiras transas o cara não te beija como deveria, faz sexo como se estivesse atuando em um filme pornô (meninos, aquelas mulheres são atrizes, elas não estão curtindo aquela agressividade toda) e depois deitam para o lado e dormem... corra. O mais provável é que ele nunca se ligue que não te satisfaz (porque ele nem está pensando nisso). Você pode até tentar falar com ele, mas por experiência, quando a química não rola no começo, ela não rola depois.
6 – Corra se você não sentir que ele é o homem certo para você logo no começo. Pesquisas científicas mostram que precisamos de apenas 5 segundos para saber se a pessoa que acabamos de conhecer é compatível com a gente para um relacionamento amoroso. A coisa tem a ver com hormônios, medidas e sexto sentido. Então aquela história de dar mais uma chance dificilmente vai fazer você se apaixonar. Mesmo que ele pareça o príncipe encantado... se seu corpo não confirmou isso, melhor correr. Nesse caso não é você que pode sofrer, mas fazer o gato sofrer, caso "ele" se apaixone por você. E a gente precisa ser responsável com os sentimentos dos outros, né? Leviandade é coisa feia, portanto nada de usar o cara para seu bel prazer (a menos que você perceba que ele também não está tão interessado assim). Melhor mesmo deixar o coração livre para quando as borboletas resolverem voar.
E agora vem a boa notícia: eu achei que teria dez motivos para fugir de alguém, mas só consegui listar seis!!! Isso é ótimo! Significa que não há assim tantas razões para não darmos uma chance ao amor. E mesmo as situações que citei não são algo definitivo.
Acredito de verdade que a gente tem que tentar até quando achar que tem que tentar. Até sentir que o coração está dizendo, livre de ódio ou ressentimento, que não dá mais. É claro que é importante respeitar os próprios limites e sempre ter claro a noção de amor próprio, mas o melhor conselho é: tente o quanto achar que deve tentar. Se não você vai carregar sempre o pensamento de "e se eu tivesse dado mais uma chance?", o tipo de pensamento que só prende a gente no passado, fantasiando com algo que nunca aconteceu.
O mais importante é sempre ouvir o próprio coração e correr sempre em busca do amor de verdade!
13/12/2010 - 22:34
Desde crianças somos criados com histórias de amor onde os personagens sofrem muito até chegarem ao sonhado "felizes para sempre".
Tudo começa com os contos de fada. Cinderela amargou maus bocados com a madrasta até vestir o sapatinho de cristal do príncipe encantado. Rapunzel passou anos cabeludos trancada em um castelo até que um bravo guerreiro conseguiu resgatá-la. Bela Adormecida chegou a ser dada como morta e só voltou a viver depois que o moço do cavalo branco lhe deu um beijo.
A literatura também está cheia de casais sofredores. Romeu e Julieta, Tristão e Isolda, Orfeu e Eurídice, Bentinho e Capitu são apenas alguns pares que até hoje fazem muita gente chorar de tristeza.
Depois vêm as novelas, onde o casal se debulha em lágrimas e desencontros todo santo dia em capítulos intermináveis. Mais curtos, mas não menos intensos, são os romances de Hollywood, onde mulheres lindas e homens maravilhosos se desentendem inúmeras vezes até ficarem juntos.
Acho que tanta exposição ao sofrimento nos dá a impressão de que é preciso sofrer, e aceitar a dor, para encontrar o par perfeito. E o glamour dos casais nos dá até vontade de viver um romance cheio de lágrimas.
Mas será que realmente é necessário enfrentar mundos e fundos para chegar lá? O sofrimento torna o amor mais legítimo, mais merecido? Será que sofrendo e lutando pelo companheiro que imaginamos ideal, ele um dia ficará com a gente e será mesmo ideal?
Conheço dezenas de pessoas (e me incluo nessa lista por mais de uma vez) que ficam anos em recomeços e términos, em brigas e reconciliações, em desaforos e declarações de amor. Infelizmente (e também me incluo nessa lista algumas vezes) muitos deles nunca chegam à felicidade eterna ao lado do amado (alguns tenho a impressão que não vivem sequer dias de felicidade).
Se sofrer é tudo o que não queremos, por que muitas vezes insistimos no que nos faz mal?
Já levei anos para terminar um relacionamento, acreditando sempre que dessa vez ia dar certo. Já perdoei inúmeros erros repetidos, achando que estava apenas dando uma chance ao amor.
E parece que essa crença infinita é incontrolável.
Basta o coração bater mais forte que lá estamos nós (pelo menos a maioria de nós) dispostos a enfrentar dragões, atravessar rios, perdoar imaginárias (ou às vezes reais) traições, ignorar defeitos grandes ou pequenos e acreditar, sempre e com fervor, que o amor sublime amor irá chegar a qualquer momento, levando embora toda a dor e lembranças ruins.
E quando isso não acontece, ficamos com um sentimento de que somos as irmãs más da Cinderela, os sete anões, a vilã da novela ou somente a amiga da mocinha do filme (que sempre termina com um cara que aparece do nada no casamento do casal principal).
Porque a vida não é um conto de fadas, romance famoso, filme de Hollywood ou novela das oito.
Na maioria das vezes o sofrimento entre casais acaba dando mesmo em ressentimentos profundos, mágoas que demoram páginas e páginas para deixarem de doer. Até que isso acontece, geralmente o casal já se agrediu bastante e decidiu cada um escrever sua história separadamente.
Mas como somos intensamente impressionáveis por todos os casais felizes das inúmeras histórias, seguimos em frente, sempre sonhando com o Felizes Para Sempre.
25/11/2010 - 11:02
Sempre que um novo gatinho aparece, começa em mim um dilema terrível: até quando ceder e demonstrar interesse? Quanto esperar até que o outro ligue? Quando ligar?
O que me preocupa é que se a gente liga, parece fácil demais ou desesperada (se bem que eu pareço desesperada escrevendo isso, né?), e se não liga parece indiferente, pouco interessada (ô vida cruel!).
Mas quem já se apaixonou sabe que não é apenas uma atitude do outro que vai fazer a gente desistir.
Alguém aí já deixou de querer o alvo de seu afeto simplesmente porque a pessoa não ligou no dia seguinte ou não escreveu uma mensagem apaixonada depois de te deixar em casa?
Se a gente sabe que o interesse dura muito mais do que um dia (ou noite, na maioria dos casos), por que esperar parece muitas vezes ser a pior atitude?
A resposta, óbvia para o cérebro, porém incerta para o coração, está no caminho inverso: se quando eu me interesso, meu sentimento dura um bom tempo e perdoa uma falta de telefonema e bilhetinhos românticos, se o outro estiver interessado em mim, também não irá desanimar se eu não me jogar em seus braços (embora essa seja minha vontade).
Porque então o desespero, o coração apertado, a angústia em ligar ou não sempre assombram os enamorados? Por que a calma e racionalidade de mestre budista que eu tenho para resolver outras questões não aparecem quando o assunto são os garotos (acho a palavra garotos meio caidinha, mas não encontrei outra melhor. Homens me pareceu formal demais)
Talvez porque isso seja uma das características básicas do interesse e da paixão: a incerteza, o medo, a insegurança, a ansiedade. Todos eles sintomas claros do primeiro passo para o caminho perigoso, muitas vezes sem volta, e profundamente atraente do desejo.