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Mulher
01/08/2008 -- 08h57

Separação não é sinônimo de infelicidade

Partindo da própria experiência, a jornalista Renata Rode escreveu um livro com dicas para quem decidiu por um ponto final no relacionamento

Francismar Lemes - Folha de Londrina
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Divulgação
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‘Oitenta por cento das mulheres separadas pesquisadas tomaram a decisão pelo rompimento’, conta Renata
Arpensp.org
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A idéia do livro é mostrar que é possível sobreviver à tragédia de ver o relacionamento esborrachar no chão depois de embarcar num vôo a dois

Decidir entre casar e comprar uma bicicleta até que é fácil. Difícil é na hora de separar as escovas de dentes. Se você está passando pela experiência ou pensando em tomar esta decisão, não faça isso sem antes ler ‘‘Separado e Daí’’, da jornalista Renata Rode. Você não é a única pessoa a passar pela situação, que pode acontecer nas melhores famílias.

Aos que pensam em torcer o nariz para qualquer apologia que desestimule as pessoas de juntar os trapos e construir um lar doce lar, a autora avisa que ainda acredita no amor e casamento.

O livro lançado pela Editora Parêntese, é uma espécie de manual para os descasados. A idéia é mostrar que é possível sobreviver à tragédia de ver o relacionamento esborrachar no chão depois de embarcar num vôo a dois.

A ‘‘viagem’’ de Renata durou oito anos. Ao acabar esse relacionamento, a autora engatou outro de um ano e meio, o que lhe garante algumas ‘‘horas de vôo’’.

A primeira dica de Renata é nunca dizer que é uma pessoa separada, mas semi-nova, único dono e com baixa quilometragem. Traduzindo: você ainda está na pista.

‘‘Escrevi o livro para saber o que estava acontecendo comigo. Comecei uma pesquisa, conversando muito com amigos nessa mesma situação e vi que esse é um nicho que reúne homens e mulheres que precisavam de um guia sobre como enfrentar a separação’’, afirma Renata, lembrando que a obra não é uma autobiografia.

O casamento espatifou no chão...e agora? Renata avisa que é preciso se preparar para passar pelas três fases dos recém-separados.

Ela diz que, depois do susto do ‘‘estamos caindo...estamos caindo’’, os dois descobrem - já no chão - que conseguiram sobreviver. Nessas horas, bate um desespero e a pessoa começa a sair de casa, procurando ocupação sem raciocinar muito sobre o que está fazendo.

Para escrever o livro, ela levou dois anos - mais tempo do que alguns casamentos - percebendo diferenças importantes entre homens e mulheres separados.

‘‘Oitenta por cento das mulheres separadas pesquisadas tomaram a decisão pelo rompimento. Na verdade, a mulher discute mais a relação e, por isso, decide mais facilmente. Já o homem, se você pergunta para ele qualquer coisa sobre o relacionamento, vai dizer que está tudo ótimo. Quando o casamento termina, é capaz de perguntar o que aconteceu’’, comenta a autora.

Outra diferença é que os homens ficam menos tempo sozinhos. ‘‘Quero beijar muuuitooo’’, é o pensamento dos separados de vinte e poucos anos. Os de 30 já pensam em levar o mulherio para a cama. Renata diz que, geralmente, quando uma mulher revela que é separada, os homens pensam logo: ‘‘Essa é fácil’’.

Já as mulheres, ao saber que um homem é separado, desconfiam que ele seja meio problemático ou carente. ‘‘Se tem filhos, então, é pior. Digo sempre que uma pessoa separada é um pacote simples ou completo’’, diverte-se a jornalista.

No momento em que estiver recolhendo os cacos que sobraram da relação, é a hora de responder algumas perguntas: deve-se ou não dar tchau para a sogra? E como contar à própria família sobre final nada feliz ? O que fazer com os álbuns de fotografia? Renata diz que tirou, rasgou e queimou as fotos do ex, deixando somente as do casamento porque representam um momento importante da vida dela.

Prepare-se também para aqueles amigos otimistas que vão dizer que vocês ainda ficarão juntos. Nessas horas, seja enfático, apresentando argumentos como: ele já está noutra...e, com sorte, você também.

Na separação muitas coisas dependem de uma longa conversa. No caso da autora, a pendenga maior foi saber com quem ficaria a cachorrinha do casal que, depois de quatro meses na casa do ex, acabou de volta para Renata, que não tem filhos.

Ela conta que em um ano, depois do fim do relacionamento, mudou três vezes de apartamento. ‘‘A vida financeira tende a ir abaixo. O separado gasta muito. Os homens saem para beber e as mulheres vão às compras. Uma coisa é importante: se for preciso voltar para a casa da mamãe, não pense duas vezes. Compre sempre móveis modulares porque cabem em qualquer lugar, como os meus, que couberam direitinho na casa dos meus pais’’, acrescenta a autora.

Renata conta que já passou pela terceira fase pós-separação, aquela em que a pessoa dá uma olhadinha todo o dia no espelho e diz: ‘‘Você é tão bacana, bonita e não precisa de ninguém’’. Agora, se aparecer alguém, é lucro.
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