Balaio de Bichos - Erika Gonçalves
24/05/2017 - 08:03
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Nesta semana um assunto vem trazendo preocupação para todos: doenças transmitidas por carrapatos que poderiam causar a morte de pessoas. Chamadas de zoonoses, essas doenças não são novas, porém, com a confirmação de um caso de uma moradora de Cambé e a suspeita envolvendo a morte de uma criança em Londrina, o alerta se acendeu.

Essas doenças exigem nossa atenção, mas cuidados simples podem evitar problemas. Cuidar dos animais de estimação e da higiene da casa são dois deles.

Reproduzo abaixo uma matéria feita por mim e publicada na Folha da Sexta, em janeiro do ano passado, em que a veterinária Thais Arrebola dá todas as dicas de como cuidar do seu pet e também da sua casa, para evitar e acabar com os carrapatos. É importante também termos consciência que os animais não têm culpa do que está acontecendo. Tem muito tutor que não se importa se o animal tem pulgas ou carrapatos, achando que isso não é um problema dele, porém, é algo que pode nos afetar também!

Abaixo da matéria coloco também os links de duas matérias produzidas pela equipe da Folha de Londrina, sobre a doença do carrapato e sobre os casos em nossa região.

Espaço Pet - Livre-se das pulgas e carrapatos

No verão aumentam os casos de infestação por esses parasitas. Orientação de um veterinário é fundamental para escolher produtos mais adequados e evitar a intoxicação do pet

Quem tem cães ou gatos em casa sabe que no verão os problemas com pulgas e carrapatos costumam aumentar. A explicação, segundo a veterinária Thaís Arrebola, é que a temperatura e a umidade próprias da estação favorecem a aceleração do ciclo biológico desses ectoparasitas. Entretanto, por morarmos em um país com altas temperaturas em boa parte do ano precisamos estar sempre atentos e prevenirmos as infestações com os produtos adequados.

Embora seja mais comum vermos carrapatos nos cães e pulgas nos gatos, a veterinária explica que as duas espécies estão sujeitas a ambos. "(Os carrapatos) só não aparecem tanto em gatos pelo hábito que eles têm de se limpar a toda hora, mas isso os torna mais suscetíveis a ter dipilidium, uma verminose intestinal, e a provocar feridas por às vezes não conseguir remover um carrapato", explica.

Além de incomodar os animais por conta da coceira causada pela picada, esses ectoparasitas podem causar diversas doenças nos pets. Transmitidas pelos carrapatos, a erliquiose e febre maculosa são consideradas zoonoses, ou seja, podem ser transmitidas para os humanos através da picada desses insetos.

Para evitar as infestações há diversos produtos no mercado como coleiras, pipetas pour on, xampus, talcos, sabonetes, sprays e até comprimidos. "O critério de escolha vai depender muito do estilo de vida do tutor e do animal. Geralmente, animais que convivem em dois ou mais no mesmo ambiente tendem a brincar de se morder e a região do pescoço é um alvo comum nessas brincadeiras, tornando inviável o uso da coleira por poder arrebentar e até mesmo intoxicar um deles. A forma mais comum de combate aos ectoparasitas são as pipetas pour on. Geralmente, a base de Fipronil ou Selamectina são mais seguras para cães e gatos, inclusive durante amamentação e gestação. O Fipronil também pode ser usado na forma de spray em filhotes a partir dos dois dias de vida", detalha Thaís.

Os comprimidos, segundo ela, são uma boa opção para os cães, devendo ser usados com cautela em animais muito jovens ou idosos. Já para os gatos ainda há poucas opções de produtos nesta formulação. A profissional alerta que ao usar sabonetes ou talcos com função carrapaticida ou antipulgas é preciso evitar a aplicação de outros produtos. "Sempre peça a orientação do veterinário. Xampus possuem efeito residual e combiná-los com outro produto pode intoxicar o animal", alerta.

Também é importante ler com atenção o rótulo, se atentando para a forma correta de aplicação – se antes ou após o banho – e o prazo de reaplicação, para que o combate aos ectoparasitas seja eficiente. "Geralmente o prazo de utilização das pipetas contra pulgas é de três meses e contra carrapatos é de 30 dias, por isso a indicação de uso mensal. Algumas marcas de pipetas preconizam a aplicação do produto no dorso apenas dois dias antes ou após o banho, outras relatam uso até duas horas após o banho. Entre os comprimidos existem os de uso mensal, trimestral e outros que duram apenas oito horas. Já as coleiras podem proteger de três a sete meses", enumera.

Ambiente

Para um melhor controle das pulgas e carrapatos é preciso também cuidar do ambiente onde o animal vive, lavando camas, cobertas e roupinhas. Alguns tutores também optam por aplicar inseticidas no ambiente e aí é que podem ocorrer problemas.

Thaís alerta que nunca se deve usar esses inseticidas para banhar os pets. "Já tive muitos casos de intoxicação de animal com 'banho terapêutico' contra carrapato, sendo que na própria bula diz que devemos utilizar luvas e máscara para manusear esses produtos. Portanto, produto inseticida para ambiente é para uso apenas no ambiente!"

Se no local houver grama o tutor também deve tomar cuidado, pois o produto fica na terra, podendo intoxicar o animal caso este cave a terra ou coma a grama. Ela ressalta que há diversos protocolos e a escolha de um deles vai depender do estilo de vida do animal e do tutor, por isso é importante sempre consultar o veterinário.

Londrina tem o primeiro caso de doença transmitida pelo carrapato

Menino morre com suspeita de doença transmitida pelo carrapato
09/05/2017 - 21:45
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E para quem tem cães e gatos para doar, a Feira de Adoção do SOS Vida Animal aceita inscrições de terça a quinta-feira, das 8h às 12h. Quem tiver um animal para cadastrar para a próxima feirinha o telefone é (43) 99641-2738.
26/04/2017 - 17:35
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Esse assunto é bastante polêmico e merece muito cuidado. A dúvida de muito tutores é: dar ou não ração para cães e gatos? Muitos preferem recorrer à alimentação natural, ou seja, ao invés de ração, oferecer carne, legumes, frutas e cereais aos pets.

É preciso ter bastante cuidado ao ressaltar que a alimentação natural não é dar o resto de comida pros bichos. Eu sei que muita gente vai dizer que já teve um bicho criado dessa maneira e que ele viveu muito, era feliz e tudo mais. Porém, a ciência já avançou bastante e sabemos que hoje muitos dos alimentos comuns para nós podem ser bastante danosos aos animais. Então, quem decidir substituir a ração deve estar ciente de que é preciso estudar bastante o assunto e também ter a supervisão de um veterinário.

Não são todos os animais que aceitam a alimentação natural. Principalmente os gatos tendem a ser bastante seletivos em sua alimentação e para eles a ração costuma ser a melhor opção. Mas nada impede o tutor de tentar. Eu particularmente não conheço nenhum gato que se alimente sem ser com a ração. Já cães conheço vários, alguns se alimentam assim há bastante tempo. Entre as razões para os tutores escolherem a alimentação natural estão as alergias e a vontade de fornecer um alimento mais fresco aos pets. Alguns relatam que os problemas de pele sumiram depois que suspenderam a ração.

Para quem está interessado no assunto, é bom estar ciente que é preciso um certo investimento de tempo, afinal, os alimentos precisam ser limpos e cozidos (caso opte por esse tipo, embora haja também a alimentação natural crua) antes de serem servidos. Mesmo quem opta pela alimentação crua deve congelar os ossos por determinado período de tempo, para evitar problemas.

Quem tem uma vida corrida, abrir o pacote de ração pode ser muito mais simples. Quem tem muitos pets também pode sentir certa dificuldade, ainda mais no começo. Mas a experiência de quem já se acostumou é que com o passar do tempo se pega prática na preparação, os alimentos podem ser congelados e tudo se torna mais simples.

Na alimentação natural também é necessário se atentar para que os alimentos estejam balanceados, de maneira que não falte nenhuma vitamina ou mineral essencial ao pet. Alguns deles precisam ser suplementados, mas tudo de maneira bastante simples, com alimentos que temos em casa mesmo, como azeite e casca de ovo, ou comprados em farmácia.

Para quem se interessa em instituir a alimentação natural, recomendo ler com bastante atenção o site Cachorro Verde, referência no assunto e também buscar a orientação de um veterinário, de preferência com conhecimento de nutrição. Animais que têm algum tipo de patologia também precisam do aval do profissional veterinário, que irá orientar as adaptações necessárias.
24/04/2017 - 19:30
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Com a melhoria das condições de vida de cães e gatos e consequente aumento da expectativa de vida, algumas doenças antes pouco usuais já se tornam mais comuns. Entre elas, a artrite ou poliartrite autoimune. Recebi hoje um artigo com informações importantes sobre essa doença e compartilho abaixo com vocês:

Por mais que os tratamentos veterinários estejam avançando, ainda se fala pouco sobre prevenção. A artrite ou poliartrite autoimune é uma das doenças que mais atingem os pets, podendo se transformar em Artrose nos casos mais graves e diagnosticados tardiamente. A causa da artrite autoimune ainda não foi encontrada pelos especialistas, mas geralmente o surgimento está relacionado ao desgaste das articulações que ficam inflamadas. Essas inflamações podem surgir em qualquer articulação e desencadear outras doenças.

"Dificilmente o cão ou o gato é trazido para o ortopedista logo de imediato e sim apenas quando já está mancando, porém, a ida regular ao clínico pode trazer o diagnóstico da artrite ou poliartrite. Ás vezes, o animal fica mais apático, quieto e os donos acham que é apenas uma mudança de comportamento, mas pode ser dor e quanto mais cedo ele é levado, melhor será o tratamento", pontua Vanessa Couto de Magalhães Ferraz, veterinária especializada em ortopedia animal. Ela estará presente na Pet South America, a maior feira do setor pet no Brasil que acontece em agosto, em São Paulo, para falar sobre esse assunto.

Vanessa conta que em seus primeiros diagnósticos a causa da doença não era tão clara, porém recebia muitos animais nesta condição. "Nos meus casos iniciais algumas fraturas não apareciam nos exames e entendemos que nem sempre essa era a forma de obter o diagnóstico, pois outras inflamações articulatórias também poderiam significar poliartrose", comenta. Para a doutora, um dos principais avanços é o conhecimento que a própria comunidade médica vem obtendo sobre o assunto.

A condição é mais frequente em cães, mas também pode atingir gatos. A grande dificuldade para diagnosticar os felinos é que eles já possuem um comportamento mais reservado, não são agitados como os cachorros e por isso deve-se visitar o veterinário regularmente, essa ainda é a melhor forma de prevenção. Tanto para os casos autoimunes, como os casos que se desenvolvem, a artrite não possui cura, mas apresenta bons significados e melhora na qualidade de vida dos animais com sessões de fisioterapia, acupuntura e medicamentos.

Quanto às raças, as de porte pequeno e médio porte são as mais acometidas pela doença, que se manifesta com mais frequência na meia idade, dos quatro aos sete anos. "Nas raças maiores é um pouco mais comum o desenvolvimento de Displasia coxofemoral que acontece pela diferença da massa muscular com o crescimento dos ossos e pode até ser confundida com a artrite, por isso é bom ter mais que uma opinião na definição do diagnóstico e tratamento", conclui a especialista.
07/04/2017 - 19:52
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Está em busca de um novo melhor amigo? Veja aqui as feiras de adoção que serão realizadas neste final de semana:

Sábado, dia 8

* SOS Vida Animal

Mercadão da Prochet, das 10h às 16h
Av. Harry Prochet, 305

* Amigo Bicho

Assaí Atacadista, das 10h às 17h
Av. Tiradentes, 4650

Domingo, dia 9

* Projeto Sete Vidas

Boulevard Londrina Shopping, das 11h às 20h
Av. Theodoro Victorelli, 150

Para adotar, é necessário:

*Ser maior de 18 anos
*Apresentar documento com foto
*Apresentar comprovante de residência
*Assinar Termo de Responsabilidade após entrevista
Erika Gonçalves
 
Formada em Jornalismo pela Universidade Estadual de Londrina em 1997. Apaixonada por bichos desde sempre, mas sem vocação para ser médica veterinária. Já teve um "zoológico" em casa quando criança. Está sempre buscando novidades sobre o comportamento animal. É repórter da Folha de Londrina.



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