Balaio de Bichos - Erika Gonçalves
09/05/2017 - 21:45
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Vale cães, gatos, peixes, tartarugas, passarinhos... Participe!!


E para quem tem cães e gatos para doar, a Feira de Adoção do SOS Vida Animal aceita inscrições de terça a quinta-feira, das 8h às 12h. Quem tiver um animal para cadastrar para a próxima feirinha o telefone é (43) 99641-2738.
26/04/2017 - 17:35
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Esse assunto é bastante polêmico e merece muito cuidado. A dúvida de muito tutores é: dar ou não ração para cães e gatos? Muitos preferem recorrer à alimentação natural, ou seja, ao invés de ração, oferecer carne, legumes, frutas e cereais aos pets.

É preciso ter bastante cuidado ao ressaltar que a alimentação natural não é dar o resto de comida pros bichos. Eu sei que muita gente vai dizer que já teve um bicho criado dessa maneira e que ele viveu muito, era feliz e tudo mais. Porém, a ciência já avançou bastante e sabemos que hoje muitos dos alimentos comuns para nós podem ser bastante danosos aos animais. Então, quem decidir substituir a ração deve estar ciente de que é preciso estudar bastante o assunto e também ter a supervisão de um veterinário.

Não são todos os animais que aceitam a alimentação natural. Principalmente os gatos tendem a ser bastante seletivos em sua alimentação e para eles a ração costuma ser a melhor opção. Mas nada impede o tutor de tentar. Eu particularmente não conheço nenhum gato que se alimente sem ser com a ração. Já cães conheço vários, alguns se alimentam assim há bastante tempo. Entre as razões para os tutores escolherem a alimentação natural estão as alergias e a vontade de fornecer um alimento mais fresco aos pets. Alguns relatam que os problemas de pele sumiram depois que suspenderam a ração.

Para quem está interessado no assunto, é bom estar ciente que é preciso um certo investimento de tempo, afinal, os alimentos precisam ser limpos e cozidos (caso opte por esse tipo, embora haja também a alimentação natural crua) antes de serem servidos. Mesmo quem opta pela alimentação crua deve congelar os ossos por determinado período de tempo, para evitar problemas.

Quem tem uma vida corrida, abrir o pacote de ração pode ser muito mais simples. Quem tem muitos pets também pode sentir certa dificuldade, ainda mais no começo. Mas a experiência de quem já se acostumou é que com o passar do tempo se pega prática na preparação, os alimentos podem ser congelados e tudo se torna mais simples.

Na alimentação natural também é necessário se atentar para que os alimentos estejam balanceados, de maneira que não falte nenhuma vitamina ou mineral essencial ao pet. Alguns deles precisam ser suplementados, mas tudo de maneira bastante simples, com alimentos que temos em casa mesmo, como azeite e casca de ovo, ou comprados em farmácia.

Para quem se interessa em instituir a alimentação natural, recomendo ler com bastante atenção o site Cachorro Verde, referência no assunto e também buscar a orientação de um veterinário, de preferência com conhecimento de nutrição. Animais que têm algum tipo de patologia também precisam do aval do profissional veterinário, que irá orientar as adaptações necessárias.
24/04/2017 - 19:30
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Com a melhoria das condições de vida de cães e gatos e consequente aumento da expectativa de vida, algumas doenças antes pouco usuais já se tornam mais comuns. Entre elas, a artrite ou poliartrite autoimune. Recebi hoje um artigo com informações importantes sobre essa doença e compartilho abaixo com vocês:

Por mais que os tratamentos veterinários estejam avançando, ainda se fala pouco sobre prevenção. A artrite ou poliartrite autoimune é uma das doenças que mais atingem os pets, podendo se transformar em Artrose nos casos mais graves e diagnosticados tardiamente. A causa da artrite autoimune ainda não foi encontrada pelos especialistas, mas geralmente o surgimento está relacionado ao desgaste das articulações que ficam inflamadas. Essas inflamações podem surgir em qualquer articulação e desencadear outras doenças.

"Dificilmente o cão ou o gato é trazido para o ortopedista logo de imediato e sim apenas quando já está mancando, porém, a ida regular ao clínico pode trazer o diagnóstico da artrite ou poliartrite. Ás vezes, o animal fica mais apático, quieto e os donos acham que é apenas uma mudança de comportamento, mas pode ser dor e quanto mais cedo ele é levado, melhor será o tratamento", pontua Vanessa Couto de Magalhães Ferraz, veterinária especializada em ortopedia animal. Ela estará presente na Pet South America, a maior feira do setor pet no Brasil que acontece em agosto, em São Paulo, para falar sobre esse assunto.

Vanessa conta que em seus primeiros diagnósticos a causa da doença não era tão clara, porém recebia muitos animais nesta condição. "Nos meus casos iniciais algumas fraturas não apareciam nos exames e entendemos que nem sempre essa era a forma de obter o diagnóstico, pois outras inflamações articulatórias também poderiam significar poliartrose", comenta. Para a doutora, um dos principais avanços é o conhecimento que a própria comunidade médica vem obtendo sobre o assunto.

A condição é mais frequente em cães, mas também pode atingir gatos. A grande dificuldade para diagnosticar os felinos é que eles já possuem um comportamento mais reservado, não são agitados como os cachorros e por isso deve-se visitar o veterinário regularmente, essa ainda é a melhor forma de prevenção. Tanto para os casos autoimunes, como os casos que se desenvolvem, a artrite não possui cura, mas apresenta bons significados e melhora na qualidade de vida dos animais com sessões de fisioterapia, acupuntura e medicamentos.

Quanto às raças, as de porte pequeno e médio porte são as mais acometidas pela doença, que se manifesta com mais frequência na meia idade, dos quatro aos sete anos. "Nas raças maiores é um pouco mais comum o desenvolvimento de Displasia coxofemoral que acontece pela diferença da massa muscular com o crescimento dos ossos e pode até ser confundida com a artrite, por isso é bom ter mais que uma opinião na definição do diagnóstico e tratamento", conclui a especialista.
07/04/2017 - 19:52
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Está em busca de um novo melhor amigo? Veja aqui as feiras de adoção que serão realizadas neste final de semana:

Sábado, dia 8

* SOS Vida Animal

Mercadão da Prochet, das 10h às 16h
Av. Harry Prochet, 305

* Amigo Bicho

Assaí Atacadista, das 10h às 17h
Av. Tiradentes, 4650

Domingo, dia 9

* Projeto Sete Vidas

Boulevard Londrina Shopping, das 11h às 20h
Av. Theodoro Victorelli, 150

Para adotar, é necessário:

*Ser maior de 18 anos
*Apresentar documento com foto
*Apresentar comprovante de residência
*Assinar Termo de Responsabilidade após entrevista
30/03/2017 - 22:35
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Com a Páscoa se aproximando, muitos de nós já começamos a "sonhar" com os chocolates - em forma de ovos ou não - que iremos comer. E sempre tem quem não resista à cara de pidão dos nossos pets e acaba dividindo as guloseimas com eles. Esse hábito porém é bastante perigoso e põe em risco a vida de cães e gatos. Recebi um material bem interessante falando sobre os riscos do chocolate e inclusive esclarecendo se cães e gatos têm o mesmo prazer que nós ao comer doces. Confira!

Gatos comem doce?

Cientistas afirmam que, em geral, os gatos não se interessam por doces. Na verdade, a preferência do gato é o sabor da proteína animal. "Os gatos, apesar de terem sido domesticados, continuam sendo carnívoros restritos e não consumem doces porque, na verdade, não têm capacidade de sentir esse sabor", afirma a médica veterinária e Coordenadora de Comunicação Científica da Equilíbrio, Bárbara Benitez.

De acordo, com a revista Scientific American a causa é um gene. Os felinos, inclusive leões e tigres, não têm uma parte do DNA que existe no gene Tas1r2, o qual é responsável por gerar proteínas que formam os receptores de doces (localizados na língua dos gatos). Por isso, os felinos são percebem o sabor doce como humanos e outros mamíferos.

"Os tutores sabem que o olfato e tato de seus gatos são mais apurados, mas talvez não saibam que o paladar dos bichanos seja mais restrito. Saber disso ajuda até no manejo alimentar: o tutor deve oferecer alimentos elaborados com fontes de proteínas de origem animal e evitar doces, que podem causar obesidade e diabetes", explica Bárbara.

E os cães? Se o consumo desregrado de açúcar pode causar malefícios ao ser humano, o mesmo ocorre com os cães, como explica o médico veterinário da Total Alimentos, Marcello Machado. "O açúcar pode trazer inúmeros problemas, principalmente obesidade e a rejeição futura de alimentos adequados para a saúde do animal". Segundo o veterinário, os tutores não devem oferecer doces em barras, sejam caseiros ou industrializados, e, principalmente, chocolates!

"O chocolate é tóxico para cães e também gatos. A substância chamada teobromina, presente no cacau, pode causar intoxicações, vômitos e diarreia", afirma.

Sabor doce

Mas os cães podem consumir doce? Sim, mas desde que seja de uma fonte natural. "Se o tutor pretende oferecer sabores adocicados para os cães pode optar por frutas, como mamão e maçã, e vegetais como cenoura e batata-doce. Esses ingredientes, inclusive, já fazem parte da composição de algumas rações, que contêm a quantidade balanceada desses ingredientes."

Não se engane, os cães possuem menos papilas gustativas do que ser humano. Então, seu melhor amigo não sente com tanta intensidade os sabores. "O homem tem 9 mil papilas gustativas, enquanto os cães têm, aproximadamente, 1706 apenas", finaliza o veterinário.
Erika Gonçalves
 
Formada em Jornalismo pela Universidade Estadual de Londrina em 1997. Apaixonada por bichos desde sempre, mas sem vocação para ser médica veterinária. Já teve um "zoológico" em casa quando criança. Está sempre buscando novidades sobre o comportamento animal. É repórter da Folha de Londrina.



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