Blog do Lucio Flávio - Lucio Flávio
26/09/2016 - 14:44
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Os clubes mantiveram a fórmula de disputa do Campeonato Paranaense de 2017. A definição aconteceu em reunião nesta segunda-feira na sede da Federação Paranaense de Futebol, em Curitiba.

Serão as mesmas 17 datas e os 12 clubes se enfrentam em turno único na primeira fase. Os oito melhores se classificam para a segunda fase e os dois últimos serão rebaixados.

A competição começa no dia 28 de janeiro e termina em 30 de abril. Como foi o sexto este ano, o LEC fará seis jogos em casa e cinco fora. A tabela deve ser divulgado em novembro.

As quartas de final acontecem em 26 março e 2 de abril. As semifinais em 9 e 16 de abril, a decisão em 23 e 30 de abril. Já a final do interior acontece em 22 e 29 de abril.

A questão financeira e o contrato com a TV não entrou em pauta. O acordo com a RPC terminou em 2016 e, extra-oficialmente, a rede teria apresentado a FPF valores menores que os praticados este ano para renovar.

Por isso, a proposta nem foi oficializada e nem apresentada aos clubes. A tentativa da entidade e dos clubes é trabalhar por valores maiores, mas o assunto só será retomado se houver algo oficial.

O Londrina foi representado pelo gestor Sérgio Malucelli e o único clube que não participou foi o Cascavel, já que o seu representante teve um problema no voo e não conseguiu chegar a tempo.

Os 12 times do Estadual do ano que vem são: Londrina, PSTC, Coritiba, Atlético, Paraná, J. Malucelli, Foz do Iguaçu, Rio Branco, Toledo, Cascavel, Cianorte e Prudentópolis.
26/09/2016 - 10:26
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A bela vitória contra o Vila Nova, no Serra Dourada, mostrou mais uma vez como o Londrina funciona bem nos jogos fora de casa.

Bem postado defensivamente, o time resiste a pressão do adversário, e no sábado o Vila criou diversas chances para ganhar, aproveita os espaços deixados pelo rival e tem sido cirúrgico ofensivamente.

Os tropeços no estádio do Café só não têm atrapalhado tanto a ótima e surpreendente campanha porque os resultados fora têm compensado. A performance é quase idêntica.

Em casa o aproveitamento é de 56%. Foram 22 pontos ganhos e 17 desperdiçados, com seis vitórias, três derrotas e quatro empates. Entre os primeiros colocados, ao lado do Vasco, é o time que mais perdeu diante da torcida.

A compensação vem com os 20 pontos ganhos como forasteiro em 42 disputados. Excelente aproveitamento de 47%. Foram cinco vitórias, quatro derrotas e cinco empates.

Somente o Vila Nova, que é apenas o 11º colocado, ganhou mais que o LEC. Tem seis vitórias. O Vasco ganhou cinco também, o Atlético, quatro, e o Avaí, três.

Outro detalhe que chama a atenção é que as cinco vitórias fora de casa foram contra adversários que brigam na parte de cima da tabela (Bahia, Atlético, CRB, Náutico e Vila).

São times que jogam e deixam jogar também. Quando não tem a obrigação sozinho de propor o jogo, o Londrina se dá melhor, o jogo flui e as vitórias surgem.

Mas, é ilusão acreditar que apenas manter o bom retrospecto fora vai ser suficiente para que o Tubarão siga no G4 nesta reta final da série B.

Serão seis partidas - das 11 que faltam - no estádio do Café e melhorar o aproveitamento será fundamental para carimbar a vaga. Neste momento, perder pontos, por exemplo, para Oeste, Luverdense e Paysandu pode colocar tudo por água abaixo.

Serão ainda três confrontos diretos com Bahia, Atlético e Avaí. É a chance de se manter e deixar o rival para trás.

Conquistar seis pontos contra Oeste e Bahia nas próximas duas rodadas vai escancarar as portas da série A. Além, de encher de confiança o time para a reta decisiva. Hora de fazer prevalecer a força no Café. E a torcida tem que fazer o seu papel também.
23/09/2016 - 17:09
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Umas das reclamações da torcida do Londrina é que o técnico Claudio Tencati tem um elenco grande em mãos, mas que utiliza sempre os mesmos jogadores.

Na verdade, isso não é uma realidade. Dos mais de 40 atletas que integraram o grupo alviceleste ao longo desta série B, pouquíssimos não atuaram. Uns três ou quatro, cinco, no máximo.

O problema é que muitos deles não aproveitaram a chance. De qualquer forma, Tencati aposta em uma novidade para o jogo deste sábado contra o Vila Nova.

O atacante Lucas Machado, 19 anos, da base alviceleste fará sua estreia. E logo como titular. Vai substituir Jô, um dos jogadores mais regulares do time e que está machucado.

Machado foi incorporado ao grupo principal há menos de um mês e ficou no banco nos três últimos jogos. Porém, não entrou em nenhum. O atleta chegou ao LEC há seis meses vindo do J. Malucelli.

É impossível falar sobre as características e do desempenho do jovem atacante, já que no Londrina ninguém consegue assistir aos treinos. Mas, ele tem agradado ao treinador. E isso é o que vale.

O momento não é muito favorável para se lançar promessas, mas também é nos momentos complicados que os jogadores de personalidade aparecem. Que ele possa surpreender a todos e surja como um diferencial para a reta final da competição.

Com a volta de Rondinelly, o time ganha criatividade e mais mobilidade no meio-campo. Resta saber qual Rondinelly será o do jogo no Serra Dourada?

Nas laterais saem Igor Bosel e Paulinho para as entradas de Lucas Ramon e Léo. Até agora não houve diferença nenhuma. Já se passaram 26 rodadas e o treinador continua atrás dos donos da posição. As vagas continuam em aberto. Quem vai preenchê-las?
22/09/2016 - 09:46
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Alguns assuntos ganham repercussão fora do comum no Londrina. Para o bem e para o mal. A crise criada após o empate com o Ceará foi desnecessária e inoportuna. Que as consequências não ultrapassem os muros da SM Sports.

Conviver com críticas é parte do trabalho de qualquer profissional do futebol. Quando você mexe com a paixão das pessoas é normal ser 'atacado' quando o resultado não satisfaz.

Claro que há um desapontamento de todos com os tropeços do time no estádio do Café. Mas, quem, nesta série B, não tem perdido pontos em casa? Não há nenhuma exceção. Os números mostram que os visitantes tem levado a melhor, quase sempre.

O mesmo Ceará que comemorou o empate com o LEC, três dias depois tropeçou diante do Luverdense, na Arena Castelão. Imagine se o Londrina, que não ganha a três jogos, estivesse como o rival cearense, que não vence há dez. Como gosta de dizer o torcedor, até o pipoqueiro já tinha caído.

A campanha do Londrina é muito melhor do que todos, estou dizendo todos - do mais fanático ao mais pessimista torcedor - imaginavam antes de começar a série B. O time, em nenhum momento, ficou próximo da zona do rebaixamento e, na maioria das rodadas, sempre esteve perto do G4, como acontece neste momento da competição.

O gestor Sérgio Malucelli tem todo o direito de cobrar os seus funcionários. A acomodação é um dos males mais perigosos em um time de futebol. Jogador tem que estar sempre sendo instigado, cobrado e motivado, mesmo ganhando altos salários e tendo uma condição muito melhor que qualquer outro trabalhador.

Até pela sua autenticidade, virtude rara nos dirigentes do futebol brasileiro, Malucelli fala o que realmente pensa e não escolhe hora e nem lugar. Por isso, quase sempre, o homem do futebol alviceleste acerta no conteúdo, mas erra no tom.

Imagine você ser cobrado pelo seu chefe por mais eficiência e qualidade, ter os seus defeitos e fragilidades expostos na frente dos demais funcionários ou de clientes ou até de pessoas de fora? Como você reagiria? Isso te motivaria ou desmotivaria?

Não acredito que estas cobranças, internas e externas, irão interferir no jogo do time daqui para a frente. Nem para o bem e nem para o mal. Como todos nestas série B, o Londrina tem as suas limitações técnicas e as suas virtudes.

E foi este equilíbrio que trouxe o alviceleste até aqui. Claro que o LEC pode jogar mais, sobretudo em relação aos três últimos jogos, mas não se pode exigir algo diferente de quem não tem a oferecer.

Todo elenco de futebol é montado em cima de um perfil. E o Londrina fez o seu buscando jogadores que se encaixavam na política do clube e no perfil de trabalho do treinador. Querer que este grupo mude a forma de ser de um dia para outro é dar murro em ponta de faca.

Aliás, foi esta maneira de trabalhar que delineou o Londrina desde 2011, com enorme sucesso. Claudio Tencati conhece melhor do que ninguém o clube e já lidou bem com outros momentos turbulentos.

Vai saber blindar o elenco e manter o foco no trabalho, apesar do clima interno já não ser tão harmonioso como em outras épocas. A 'crise', criada pelo próprio clube, apimentou ainda mais este ambiente.

Com tudo isso e, apesar disso, o Londrina tem tudo para terminar muito bem a série B, subindo ou não.
19/09/2016 - 10:35
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Apesar dos tropeços nas últimas três rodadas, o Londrina segue vivo na briga por uma vaga no G4 da série B. A pontuação permite e o equilíbrio da competição também.

Dentro do clube, todos seguem o mesmo discurso que o objetivo principal é se manter na série B. No que não estão errados. Chegar aos 45 pontos não será tão difícil assim. É questão de tempo para o alviceleste alcançar mais duas vitórias e não correr mais riscos.

Porém, se quiser algo melhor na competição terá que melhorar seu rendimento, sobretudo em casa, e mostrar que é um time de chegada. O caminho não será fácil até o final.

Nas 12 rodadas restantes, dos dez primeiros colocados, o LEC irá enfrentar ainda sete. Não jogou com nenhum integrante do G4. Terá Vasco, Brasil, Criciúma e Vila Nova fora de casa. No Café, recebe o Atlético Goianiense, o Bahia e o Avaí.

Joga ainda em casa com o Luverdense, que matematicamente, aspira possibilidades de chegar entre os primeiros. É um adversário direto.

Daqueles que efetivamente vão brigar apenas contra o rebaixamento, o LEC terá quatro confrontos. Recebe o Paysandu e o Oeste e visita o Bragantino e o Sampaio Corrêa.

Teoricamente, o Londrina tem muito mais jogos difíceis nesta reta final. O que acalenta o torcedor é. que, normalmente, o time joga melhor com adversários fortes. A expectativa é que esta sina seja mantida.

Como o campeonato está nivelado por baixo e o perde e ganha é muito grande, o quarto colocado pode se classificar com 60, 62 pontos. No melhor cenário, o Londrina precisaria de mais 21 pontos. Sete vitórias nas últimas 12 rodadas.

Resta saber se o time acredita que isso é possível?
Lucio Flávio
 
Formado em Comunicação Social-Jornalismo e Administração-Marketing. Repórter Esportivo da Rádio Paiquerê AM desde 1997. Repórter também da Folha de Londrina. Participou de coberturas esportivas nacionais e internacionais como Copa do Mundo, Olimpíadas e Copa América. Twitter: @Luciobortoti



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