Blog do Lucio Flávio - Lucio Flávio
05/02/2017 - 20:03
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A derrota por 2 a 1 para o Toledo, neste domingo, no 14 de Dezembro, já provoca uma pressão interna no Londrina, após duas partidas e apenas um ponto. "Claro que já há uma pressão e cobrança", admitiu o técnico Claudio Tencati.

O Londrina até começou bem o jogo, controlando e trocando passes. O Toledo exagerava nas faltas e fez um jogo duro. Celsinho, de peito, fez o gol alviceleste, aos 25 minutos, após escanteio de Gava e desviou de Safira.

O jogo foi ruim no primeiro tempo e os gols só poderiam sair de bola parada. Foi assim que o Toledo empatou, após saída errada do goleiro Alan. Rafael Bastos, ex-LEC, aproveitou para marcar de cabeça, aos 43 minutos.

O jogo mudou aos 10 segundos da etapa complementar. Celsinho e o zagueiro Jean Pablo se desentenderam e foram expulsos. Exagerou o árbitro Rafael Traci. Um amarelo para cada um resolvia.

O Londrina se desequilibrou e se desorganizou. França passou a ser centroavante. Em uma saída errada, Marquinhos fez um golaço chutando da intermediária. A bola foi no ângulo direito. Indefensável. O gol da rodada.

O Toledo deu a bola para o Londrina e se defendeu. O LEC foi ineficiente. Não finalizou, na acertou os cruzamentos e só viveu de bolas paradas. Nem as entradas de Júlio Pacato, Lucas Machado e Igor Miranda resolveram.

Todos sabiam que o Paranaense é completamente diferente da Primeira Liga. Não há espaço e os adversários jogam como se fosse uma final. O Londrina não encarnou o espírito e pagou o preço

"Temos que fazer obrigatoriamente os seis pontos nos dois jogos seguidos no Café", sinalizou Tencati. E no Café todos sabem que o sofrimento é grande.

*Este blogueiro entra em férias e volta em março!
03/02/2017 - 11:29
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O Londrina ainda não está matematicamente classificado para a segunda fase da Copa da Primeira Liga. Mas, depois das vitórias contra Figueirense e Avaí, é muito improvável que o Tubarão seja eliminado.

Um simples empate com o Paraná, no dia 21, no estádio do Café, sela a classificação. Mesmo que perca o jogo, as chances continuarão boas.

O regulamento da competição prevê que os dois primeiros colocados de cada grupo avancem para a segunda fase. Os oito times se enfrentam em confronto único.

Os quatro primeiros colocados ficam de um lado da chave e os adversários serão definidos por sorteio. Ou seja, se o LEC for o primeiro da chave D pode até enfrentar o segundo colocado do seu grupo. Veja o caminho dos confrontos até a final aqui.

As fases quartas de final, semifinal e final serão disputadas apenas nos meses de agosto, setembro e outubro. A decisão está agendada para o dia 8 de outubro.
02/02/2017 - 15:53
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O Londrina lançou uma medida especial para tentar trazer de volta os sócios inadimplentes para o clube. Atualmente, o LEC tem mais de 900 sócios torcedores devedores.

Para o sócio inadimplente que quiser renovar o seu programa de sócio-torcedor, será exigido o pagamento de apenas uma das mensalidades atrasadas. Ou seja, se o torcedor ficou devendo seis parcelas, quitando apenas uma ele zera a dívida e poderá fazer a renovação.

Outra alternativa criada pelo clube para beneficiar os devedores é que o torcedor poderá trazer um sócio novo e havendo a efetivação do programa por parte deste sócio, o inadimplente terá a sua dívida quitada e poderá fazer a renovação.

As vantagens são boas e ajudam muito os inadimplentes que querem continuar sendo sócios do clube. Hoje, o Londrina tem cerca de 1,8 mil sócios adimplentes.
31/01/2017 - 21:55
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O Londrina fez o seu melhor jogo no ano. A vitória contra o Avaí veio aos 44 minutos do segundo tempo, na noite desta terça-feira, na Ressacada, em Florianópolis.

O gol só saiu no final e coroou a grande atuação do alviceleste. Qualquer outro resultado seria injusto pelo que o LEC apresentou. O gol foi belíssimo. Lindo cruzamento de Júlio Pacato e maravilhoso peixinho de Safira, que teve grande atuação mais uma vez.

O Londrina mais uma vez foi muito bem fora de casa. Controlou o jogo, trocou passes e correu poucos riscos. Se não fosse a atuação do goleiro Douglas, a vitória poderia ser mais tranquila.

O time teve muito volume e criou muitas chances, nos dois tempos. E ainda reclamou de um pênalti claro quando a bola bateu na mão do zagueiro Maurício e o árbitro Leandro Pedro Vuaden não marcou.



No segundo tempo, foram pelo menos cinco oportunidades. O garoto Wellisson, que entrou no decorrer da partida, perdeu duas incríveis. Faz parte. É jovem e está ansioso para balançar as redes. Quando sair o gol ele tem tudo para evoluir.

A boa atuação mostrou a força do elenco e colocou um ponto de interrogação na cabeça do técnico Claudio Tencati. Igor Bosel, Igor Miranda e Celsinho foram bem e agora pedem uma vaga entre os titulares.

O time fez barba e cabelo em Floripa e sai de Santa Catarina quase classificado para a segunda fase. Como domingo joga fora mais uma vez fora, em Toledo, a semana tem tudo para ser perfeita para a torcida londrinense.
30/01/2017 - 18:04
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O Londrina e a cidade vivem um dilema: hoje há um time competitivo, com acessos seguidos e que resgatou o nome do clube. E ao mesmo tempo, os públicos são cada vez menores no estádio do Café. Como explicar?

Ter menos que duas mil pessoas em uma estreia do Paranaense é algo pífio. O Londrina levou menos gente contra o Prudentópolis - pouco mais de 1,6 mil pagantes - do que na estreia do ano passado, quando teve que jogar no estádio dos Pássaros, em Arapongas, diante do PSTC - 2.769 pagantes. Como explicar?

Claro que o ingresso é caro. R$ 50 é muito caro. No Paranaense de 2016, o valor era de R$ 40. Diferença pequena. Só o valor não é o único responsável pela redução do público.

As médias de público do Londrina vem caindo nos últimos anos, na contramão da melhora da performance da equipe. Na série B do ano passado, a média foi de 4.915. Muito pouco para um time que terminou em sexto lugar.

Lembro que entre 2013 e 2014, a empolgação era tanta que em vários jogos do Paranaense, o Londrina conseguiu levar caravanas de mais de 20 ônibus para diversos jogos como em Paranavaí, Maringá e Ponta Grossa.

Em Ponta Grossa, por exemplo, o LEC jogou contra o Cianorte para pagar uma punição de perda de mando. A partida foi em quarta-feira a tarde, dia de trabalho. Mais de 1,2 mil londrinenses enfrentaram quase 300 quilômetros para prestigiar o time.

É verdade que existia uma empresa parceira (Viação Garcia), que fazia promoções para levar o torcedor. Mas, mais do que isso existia um entusiasmo e uma motivação por parte do torcedor. Que hoje não há mais. Como explicar?

A torcida do Londrina sempre foi muito exigente e acomodada. Mas, já deu muitas provas, inclusive, recentemente, que não é tão pequena assim. Como explicar então que o time está crescendo e a torcida diminuindo?

Não há dúvida, que ao longo dos últimos seis anos, se perdeu o encanto, em algum momento e por muitos motivos, entre clube, time, parceiro, torcida e cidade.

Como reverter esta curva? Que os envolvidos no processo possam identificar onde, quando e porque esta situação se tornou real. Mais importante que encontrar os erros é mudar de atitude e criar uma nova cultura de relacionamento e participação.
Lucio Flávio
 
Formado em Comunicação Social/Jornalismo. Repórter da Rádio Paiquerê AM desde 1997 e da Folha de Londrina desde 2012. Participa de coberturas esportivas nacionais e internacionais



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