É notícia - Wilhan Santin
09/05/2017 - 08:13
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Crônica

Minha filha, a Maria Eduarda, tem três anos. É linda. A cara da mãe. Felizmente a natureza negou a ela as características genéticas da minha beleza.

A Duda é inteligente. Às vezes penso que até demais para a idade que tem. É capaz de desbloquear um aparelho de telefone celular, ir ao YouTube e encontrar os desenhos da Peppa Pig, sozinha, com dedos ágeis no touch screen.

Quando eu tinha a idade dela, dispunha apenas de uma TV com imagens em preto e branco, que transmitia a programação de quatro canais. Sem controle remoto, é claro. Meu programa predileto era o do palhaço Bozo. Mas isso é passado.

O fato é que a Maria Eduarda pertence a esta geração on-line, porém o que mais lhe agrada são coisas do tempo dos avós dela. Troca qualquer vídeo por uma historinha bem contada oralmente, sem nenhum recurso visual.

Ainda não há tecnologia capaz de substituir a imaginação e, muito menos, o calor humano da presença do pai, da mãe ou de qualquer adulto amoroso.

Dias atrás, quando ela pegou ao mesmo tempo gripe e conjuntivite, teve que tomar vários remédios e, o pior de tudo, pingar "corílio", como a própria diz. Para isso, fazia uma certa manha, quase uma birra. Foi aí que tive a infeliz ideia de criar um personagem, o Rodrigo Birrento, um menino que faz birra para tudo. Com as histórias dele, eu a convencia a não ser uma menina birrenta.

O problema é que agora ela quer que eu conte causos desse personagem a todo momento. Não quer mais saber das aventuras do Gato Xadrez, nem da Chapeuzinho Vermelho, nem da Barbie, tampouco dos Três Porquinhos. Minha criatividade chegou ao limite para criar novas aventuras do menino que faz birra para tudo. Até a minha mulher diz que já não aguenta mais.

E o pior é que a Duda se recusa a dormir enquanto não conto nada do Birrento. Ontem, cheguei ao cúmulo de misturar em uma só aventura a Branca de Neve, o Lobo Mau e a Dora Aventureira. Mas não colou. Ela só pregou os olhos depois que relatei as birras que o Rodrigo faz antes de dormir.

Detalhe: ela gosta de ser personagem ativa da história. Invariavelmente as birras do Rodrigo se resolvem depois que o pai dele, o Tião, telefona para a Maria Eduarda e pede a ela que explique ao menino que fazer birra não é legal.

Estou pensando até em lançar um livro infantil com as aventuras desse personagem. Agora tenho que dar um ponto final a esta crônica. A Maria Eduarda está quase me derrubando da cadeira. Quer que eu conte uma história. E tem que ser do Rodrigo Birrento.

A crônica acima é integrante da coletânea "Notícias Incomuns: e outras crônicas escolhidas", livro de autoria deste repórter. Custa entre R$ 10,00 e R$ 15,00 e está à venda nas Livrarias Curitiba (Shopping Catuaí); Livraria da Sílvia (Rua Belo Horizonte, 900); Banca Rodeio (Calçadão, ao lado do Restaurante Rodeio), Banca do Tito (Centro Comercial da Rua Piauí) e Banca Goiás (Rua Goiás com Pernambuco).
10/02/2017 - 09:51
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Tive um longo debate com uma amiga, a Izabel. Ela resolveu tacar na minha cara a teoria que formulara, sugerindo que jornalistas nada mais são do que sujeitos que se dedicam a propagar mundo afora "energias negativas". "Vocês só dão notícias ruins", sentenciou a moça.

Fiquei bravo. Alto lá, dona Izabel! Jornalistas noticiam as coisas que acontecem. Não é culpa nossa se os políticos são corruptos, a natureza foi devastada a ponto de transformar o clima em uma bagunça e alguns malucos querem instituir um califado na Síria e no Iraque.

Além disso, entre uma tragédia e outra, costumamos mostrar exemplos positivos, boas histórias, iniciativas empreendedoras. Ela fez um muxoxo, pegou o celular, abriu o portal mantido por um grande jornal e começou a ler em voz alta as manchetes. Todas desanimadoras. Eu disse basta no momento em que minha amiga destacou a seguinte: "Brasil registrou cinco estupros por hora em 2015."

Dei-me por vencido. A Bel estava cheia de argumentos. Como forma de homenageá-la, redijo a seguir uma notícia como ela disse que gostaria de ver nos jornais: "Histórias da vida real, como o cotidiano das pessoas realmente é."

Tudo tranquilo no Jardim Roveri
Bairro da Zona Leste de Londrina tem mais uma manhã sossegada, sem sobressaltos

A quinta-feira começou com muita normalidade no Jardim Roveri, bairro próximo ao Aeroporto de Londrina. O único movimento mais intenso entre os moradores foi registrado por volta das 7h30, quando alguns deixaram as suas casas, a maioria utilizando carros, para seguir rumo ao trabalho.

A temperatura estava agradável, por volta de 21 graus, de acordo com o Instituto Tecnológico Simepar. Contabilista, João Martins, 53 anos, cantarolava quando desceu do automóvel, logo após tirá-lo da garagem, para fechar o portão. "Mais um dia que começa e a semana já vai terminando. Vamos que vamos", declarou.

A breve parada para a entrevista foi providencial para que não ficasse para trás um documento importante que Martins deveria levar para o escritório. Quando ele já entrava novamente em seu Gol, Vera Martins, 51, mulher do contador, veio apressada trazendo na mão um papel que o marido esquecera sobre a mesa da sala de jantar. Ele a agradeceu. Deram um selinho e o homem partiu. Vera ficou acenando, do portão, enquanto dizia. "Ah, o João, sempre tão esquecido."

Mas nem tudo são flores no Roveri. Há também folhas, muitas folhas de árvores, derrubadas pela ventania do dia anterior, que trouxe uma forte chuva, responsável por fazer a temperatura cair dos trinta e tantos para os vinte e poucos. Dona Rosimary Mariani, que não quis declarar a idade, varria tranquilamente a calçada de sua casa, na Rua Elizabeth Kenny.

Questionada sobre a dificuldade do serviço, disse que não havia do que reclamar. "Folhas caem de árvores desde que o mundo é mundo. Hoje tem um pouco mais por causa da ventania. Mas temos que ver pelo lado bom: refrescou um pouco."

O marido dela, André Mariani, 71, vendo, da janela da cozinha, a mulher conversar com um homem, não perdeu tempo. Trouxe uma xícara de café para o estranho. E puxou conversa sobre futebol.

Terminando o trabalho de reportagem, encontramos Madalena Bonfim, 57, que passeava na Avenida Paul Harris, com seu cachorrinho, um poodle que atende por Benji. Ela queria reclamar sobre algumas calçadas do Roveri, que estão muito danificadas, fazendo com que tenha que andar na rua, expondo-se ao perigo do trânsito. Mas não pudemos atendê-la, pois, se assim fizéssemos, esta notícia ficaria negativa, desagradando nossa leitora Izabel Souza, 38, enfermeira.


A crônica acima é integrante da coletânea "Notícias Incomuns: e outras crônicas escolhidas", livro de autoria deste repórter. Custa entre R$ 10,00 e R$ 15,00 e está à venda nas Livrarias Curitiba (Shopping Catuaí); Livraria da Sílvia (Rua Belo Horizonte, 900); Banca Rodeio (Calçadão, ao lado do Restaurante Rodeio), Banca do Tito (Centro Comercial da Rua Piauí) e Banca Goiás (Rua Goiás com Pernambuco).
08/02/2017 - 08:41
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Desculpem-me os caros leitores e as ilustríssimas leitoras que são professores, engenheiros, médicos, feirantes, enfermeiros, carpinteiros, pedreiros, eletricistas, estudantes, advogados, deputados, senadores, réus da Lava Jato, juízes, aprendizes, árbitros de futebol, atletas, mecânicos, administradores, escritores, delatores, detratores, doleiros, padres, pastores, padeiros, armadores, agricultores, militares, policiais, vereadores, promotores, empresários, técnicos das mais diversas áreas, galera da TI, presidente da República e demais profissionais que não citei porque sou esquecido; mas ser Jornalista é a profissão mais sofrida do mundo.

Duvida? Explico. E nem vou falar dos colegas que são escalados para cobrir guerras. Nem do pessoal que faz jornalismo investigativo, descobre crimes de agentes públicos, denuncia, é ameaçado de morte, tem que passar um tempo exilado e, pouco depois, é demitido, como aconteceu com James Alberti, da RPC. Esses já são os piores níveis da profissão.

Falo mesmo dos milhares de homens e mulheres que militam nas redações cobrindo o dia a dia da cidade onde vivem, nas mais diversas editorias. Primeiro que, todos, têm que aguentar as piadinhas do pessoal que faz questão de lembrar a todo instante que nem diploma é necessário para ser jornalista.

Mas, além disso, há um top cinco dos piores atentados que são cometidos diariamente contra jornalistas. Vamos a eles:

1) Isso acontece muito com quem trabalha com textos, em impressos ou na Internet. Você entrevista o cara, faz dezenas de perguntas baseadas em uma pesquisa prévia que fizera, anota tudo, grava e, ao final, ouvirá ele dizer: "antes de publicar você não manda o texto para eu dar uma revisada?"

2) Esta é a pior aflição dos repórteres fotográficos. Eles estudam enquadramento, têm que controlar a velocidade de abertura do diafragma, a quantidade de luz, saber como transformar uma imagem em complemento da notícia ou na própria notícia, além do talento que cada um possui, é claro. Mas, quando fazem uma baita foto, costumam ouvir: "também, com esta máquina até eu!"

3) Esta pega geral, independentemente da mídia. Você entrevista o cidadão sobre um tema trivial, tipo infestação de dengue em um bairro da cidade. O sujeito dá um bom depoimento, reclama daqueles que não cuidam dos quintais; da Prefeitura, que deixa formar imensos matagais em terrenos públicos, e mostra o próprio quintal, que é um brinco de tão limpo. Era tudo o que você precisava para fechar a matéria. Mas quando você já está no carro, ligando o motor para ir embora, o vê voltando desesperado e escuta as temidas palavras: "não quero mais que a minha entrevista seja usada. Minha mulher falou que pode me dar problema."

4) Gente que não entende que jornal vai para a rua todo dia, que a Internet se atualiza a toda hora, que o rádio é instantâneo e que a televisão exibe dois, três, às vezes quatro telejornais em um período de 24 horas. Isto acontece sempre. Você liga para o cidadão pedindo entrevista sobre o tema do momento. Ele pede para você retornar na semana que vem. Aí você explica que é urgente, que fechará a matéria ainda hoje e ouvirá uma clássica: "vocês sempre ligam em cima da hora."

5) O salário dos jornalistas. É ínfimo.


A crônica acima é integrante da coletânea "Notícias Incomuns: e outras crônicas escolhidas", livro de autoria deste repórter. Custa entre R$ 10,00 e R$ 15,00 e está à venda nas Livrarias Curitiba (Shopping Catuaí); Livraria da Sílvia (Rua Belo Horizonte, 900); Banca Rodeio (Calçadão, ao lado do Restaurante Rodeio), Banca do Tito (Centro Comercial da Rua Piauí) e Banca Goiás (Rua Goiás com Pernambuco).
07/02/2017 - 08:47
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Atire a primeira pedra quem nunca cantou, pelo menos uma vez, o refrão "É o amooooorrrr", que fica tão bem na voz do Zezé Di Camargo. E podem tacar todas as pedras aqueles que nunca cantaram uma música do grupo "Molejo".

Pode atirar a primeira pedra você que nunca pensou em ligar para a(o) ex, de madrugada, para fazer juras de amor depois de beber todas no boteco.

Atire a primeira pedra aquele que, dizendo estar de regime, não abriu uma lata de leite condensado, para tomar só um pouquinho e matar a vontade de doce, mas acabou abrindo também um pote de achocolatado e matou a lata toda fazendo e comendo "brigadeiros caseiros".

Pode começar com as pedradas você que nunca procrastinou. E também você, que vendo a pia cheia de louça, enrolou até que alguém começasse a fazer o serviço. E depois ainda teve a cara de pau de dizer "nossa, eu ia lavar!"

Ou você, que nunca mentiu para o professor jurando que fizera o trabalho, mas que não poderia entregar porque "deu pau no computador".

Atire a primeira pedra quem jamais lê as fofocas dos artistas nas páginas especializadas. E também quem nunca escreveu frases no Facebook criticando aqueles que leem fofocas de artistas em páginas especializadas.

Fica ainda autorizado a ser o primeiro, ou a primeira, a atirar quem nunca comentou "linda" na foto da amiga que, na verdade, está bem derrubada.

Atire a primeira pedra você que nunca foi o primeiro a dar bom dia no grupo de WhatsApp da família. E pode jogar todas as pedras quem nunca arrumou treta no grupo da família depois de desabafar sobre atos de uns e outros.

Por fim, pode atirar a primeira pedra quem nunca murchou a barriga na hora de tirar foto; quem nunca xingou no trânsito; quem nunca fez conversão sem ligar a seta e, esta vale só para os meninos, nunca deixou pingar na tampa do vaso.

A crônica acima é integrante da coletânea "Notícias Incomuns: e outras crônicas escolhidas", livro de autoria deste repórter. Custa entre R$ 10,00 e R$ 15,00 e está à venda nas Livrarias Curitiba (Shopping Catuaí); Livraria da Sílvia (Rua Belo Horizonte, 900); Banca Rodeio (Calçadão, ao lado do Restaurante Rodeio), Banca do Tito (Centro Comercial da Rua Piauí) e Banca Goiás (Rua Goiás com Pernambuco).

06/02/2017 - 09:03
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Crônica

Passei a semana em São Paulo, trabalhando. A volta para Londrina, ontem, foi de avião, via Congonhas. É praticamente impossível um voo de Congonhas para a minha terra não atrasar. Por isso, fiquei verdadeiramente surpreso quando fomos chamados no horário correto para o embarque.

Mas a alegria durou pouco. Depois de todos devidamente acomodados, ficamos mais de uma hora esperando dentro da aeronave, que não se movia. Quando o tédio, as indagações e a revolta começavam a tomar conta do ambiente, o chefe se manifestou pelo sistema de som.

"Com vossa licença, senhores passageiros, aqui fala o comandante. Tivemos um problema com o tráfego no aeroporto. Por isso, nossa decolagem, que acaba de ser autorizada, atrasou. Vamos iniciar agora os procedimentos para seguir com destino a Londrina e vamos tentar recuperar, na nossa rota, parte do tempo perdido."

Lá do fundo, um homem gritou. "Não! Vá na velocidade normal." Formou-se um burburinho. O avião começou a se movimentar rumo à pista para decolar.

Eu estava na poltrona 4A, janela, tentando me concentrar na leitura de um livro sobre a Operação Lava Jato. Na 4B, à minha direita, estava uma moça linda, de cabelos pretos e olhos verdes, aparentando ter entre 22 e 26 anos. Na 4C um senhor, de paletó e gravata, com cara de deputado. Pelo jeito, ele e a moça não se conheciam. E eu não conhecia nenhum dos dois. Aliás, ambos nem olharam para a minha cara quando se sentaram, apesar de eu abaixar o livro na intenção de esboçar um sorriso.

Quando o piloto aumentou a velocidade para decolar, a moça, surpreendentemente, me fez um pedido: "Você pode segurar a minha mão?"

Respondi que sim, claro, sou um cavalheiro. Coloquei a minha mão direita sobre a esquerda dela. Mas a morena de olhos verdes entrelaçou os dedos nos meus, como fazem os namorados. Fiquei constrangido. Sou casado. E se algum conhecido vê a cena?

Imaginei que, passado o momento mais tenso da decolagem, ela deixaria livres meus dedos, minha mão e minha consciência. Eu estava enganado. Ela continuou segurando firme, mesmo depois de a aeronave se estabilizar completamente. Eu teria de ser indelicado e pedir à vizinha de poltrona que soltasse a minha mão, mas ela fechou os olhos e ficou imóvel, como quem dormia.

Eu sequer conseguia voltar a ler o meu livro, já que era difícil sustentar as quase 400 páginas só com a esquerda. Na hora me recordei de uma crônica do grande Rubem Braga, chamada "Lembrança de um braço direito", escrita em 1948, na qual ele narra o fato de segurar a mão de uma desconhecida senhora no avião. Cheguei a duvidar que aquilo estava acontecendo comigo. Mas estava.

Deixei a minha mão presa relaxar completamente e fui fazendo o movimento de soltá-la. Mas a linda garota apertou-a com mais força. Aquilo não podia ser medo! O voo seguia tranquilo, sem turbulências. Certamente também não era qualquer tentativa dela de tirar uma casquinha da minha mão. A menina mal havia olhado para a minha cara. Concluí que talvez ela só quisesse algo que lhe transmitisse segurança. Mas continuava constrangido.

Passei a depositar minha esperança no momento do serviço de bordo, quando viriam oferecer água, suco, refrigerante e um pouco de amendoim. Eu aceitaria tudo e desvencilharia a minha mão. Mas a companhia aérea está cortando gastos e não oferece mais nada em voos curtos.

Quando notei que as aeromoças não se moviam para começar a servir, soltei da mão dela de um jeito até grosseiro, puxando mesmo. A moça de mão delicada, unhas vermelhas e nenhuma aliança não abriu os olhos. Peguei o livro e praticamente enfiei a cara nele.

Menos de dez minutos depois – o voo todo entre São Paulo e Londrina tem cinquenta minutos – o comandante anunciou: "Tripulação, pouso autorizado." Ela abriu os olhos e voltou a pedir, com voz angelical. "Segura a minha mão de novo." Como eu poderia negar?

Quando os pneus do avião tocaram o solo londrinense, estávamos de mãos dadas. Soltei rapidamente. Ela não disse nada. Levantou-se, sem nem um tchau, e entrou na tradicional fila de desesperados que querem descer antes mesmo que a porta se abra.

Fiquei observando todos que iam descendo. Felizmente, ninguém conhecido estava no voo. Fui o último a sair. Quando cheguei ao saguão de desembarque, a esteira com as malas estava começando a rodar. Ela não estava ali. Não devia ter bagagem. Já havia partido. Não ganhei sequer um obrigado pelo calor da minha mão direita. Mas ganhei tema para uma crônica. Igual o Rubem Braga. Que orgulho.


A crônica acima é integrante da coletânea "Notícias Incomuns: e outras crônicas escolhidas", livro de autoria deste repórter. Custa entre R$ 10,00 e R$ 15,00 e está à venda nas Livrarias Curitiba (Shopping Catuaí); Livraria da Sílvia (Rua Belo Horizonte, 900); Banca Rodeio (Calçadão, ao lado do Restaurante Rodeio), Banca do Tito (Centro Comercial da Rua Piauí) e Banca Goiás (Rua Goiás com Pernambuco).
Wilhan Santin
 
Wilhan Santin é jornalista. No blog, publica textos sobre bastidores de reportagens das quais participou (ou ainda participa), algumas matérias jornalísticas e tenta escrever crônicas. Nem sempre consegue. Aceita críticas, sugestões e elogios, desde que sinceros. Boa leitura.



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