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26/07/2017 - 20:45
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Localizada do sudoeste da Europa, a cordilheira dos Pirineus é conhecida por formar uma fronteira natural entre a Espanha e a França. Além disso, é famosa por oferecer paisagens estonteantes, uma fauna e uma flora excepcionais. Andorra, um pequeno país que ocupa porção da fronteira entre os dois maiores vizinhos, encontra-se em meio à área ocupada pelas montanhas. E, ainda, Lourdes, um dos principais pontos de peregrinação religiosa no mundo, também se localiza nos Pirineus. Apesar disso, poucas são as regiões habitadas deste conjunto, fato que dá ainda mais destaque para a beleza natural do lugar.


Foto: Melissa Calsavara
Foto: Melissa Calsavara

Partimos de Zaragoza, local de riquíssima história e belas construções, em direção à Lourdes, onde a espiritualidade mariana é fonte de graças e convite aos peregrinos. Deixamos, então, a Espanha carregando experiências e memórias encantadoras na certeza de que, na França, não seria diferente. Mas Deus, em sua infinita sabedoria, abriu nossos olhos para a beleza e a relevância do caminho que percorríamos de um destino a outro.


Foto: Melissa Calsavara
Foto: Melissa Calsavara

A travessia entre um ponto e outro do nosso roteiro pode ser encarada de duas formas: como um momento maçante dentro do ônibus ou apreciando a travessia. Optamos pelo segundo! Nossa vida é um eterno caminhar entre destinos. Estamos sempre a caminho. E ali no nosso caminho tinha uma diferença, era notória a riqueza das paisagens! A beleza era tanta que paramos para somente para apreciar a exuberância dos Pirineus antes de começarmos a subida.


Foto: Melissa Calsavara
Foto: Melissa Calsavara

Através das verdes paisagens, do céu azul e dos lagos que, inesperadamente, invadiam o cenário, Deus nos provocou uma reflexão sobre nossas vidas! O caminho não é fácil, porque a diferença de altura e o ziguezague da subida e da descida mexem com nosso labirinto. Mas assim também é nosso caminhar. Não é fácil e muitos de nós, constantemente, esquecemos de o valorizar. Preocupados com o destino que nos espera, perdemos momentos únicos que fortalecem nossos passos e nos presenteiam com esperança.


Foto: Melissa Calsavara
Foto: Melissa Calsavara

Por felicidade e graça, ainda pudemos viver este caminho na volta quando partimos de Lourdes para Barcelona e em meio a casas, lagos e verdes montanhas, de maneira tão simples pudemos sentir a mão do Criador naqueles espaços e nos encontrar de forma inesperada e completa com o sagrado!


Foto: Melissa Calsavara
Foto: Melissa Calsavara
24/07/2017 - 19:56
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No monte mais significativo da Catalunha é venerada a imagem de Nossa Senhora de Montserrat! Construída por São Lucas (evangelista e artista), como conta a tradição, foi levada a seu atual local por São Pedro no ano 50. Depois, no século VIII, teria sido escondida por devotos durante a invasão muçulmana na Península Ibérica. Foi então que, em meio aos tons avermelhados e às luzes do "Monte Serrado", a imagem da Virgem Negra (La Moreneta) revelou-se a pastores, por volta de 890. O milagre despertou o desejo de construir um local para abrigar, de maneira especial, a imagem: o Mosteiro de Santa Maria de Montserrat.


Conhecendo um tanto da história, partimos logo cedo para Montserrat. O clima dentro do funicular (um tipo especial de caminho de ferro utilizado para subir grandes montes) era de ansiedade e animação para a visita! Lá em cima, então, exploramos as partes interna e externa da igreja e, especialmente, vimos a imagem pouco conhecida por nós, fato que deixou o roteiro ainda mais interessante. Depois disso, metade do grupo resolveu caminhar até a Cruz de São Miguel. A caminhada, que dura por volta de 20 minutos, proporciona a mais linda vista do monte, de onde podemos enxergar toda a beleza do mosteiro!



Durante o percurso, acabei ficando para trás com parte do grupo. Já com 15 minutos de subida, era hora de chegar na cruz. Alcançamos, então, um ponto do caminho em que poderíamos ou descer para a esquerda ou subir a fim de encontrar também a outra parte do nosso grupo.



Alguns, no entanto, já cansados decidiram esperar e eu continuei, sozinha, o trajeto subindo o monte. Aí vem um "detalhe". No dia anterior consegui trincar meu dedo. Então, de sandálias e calça jeans – nada adequada para uma caminhada daquelas – fui subindo em busca do restante do grupo! Acontece que passei do ponto em que deveria virar e subi até onde não dava mais. Cheguei ao limite da estrada: de lá em diante não havia mais caminho.


Mas foi nessa subida cansativa e incerta que Deus, único capaz de criar tamanha beleza natural, revelou-me o sagrado! Subir sozinha, com roupas inadequadas, sem saber aonde chegaria e preocupada com o grupo me fez perceber como sou amparada pelo Senhor! O ar rarefeito custava minha boa respiração, enquanto a paisagem servia de combustível para eu não parar de subir. A caminhada muito me lembrou a superação que vivi ao subir o Monte Sinai! Ainda que em outro canto do mundo, na minha cabeça, eu parecia ouvir o trecho da música "Transfiguração", do Padre Joãozinho, que diz "subindo ao Monte Tabor vamos juntos adorar ao Senhor". Assim, a sensação de ser sustentada por Deus despertou o desejo de subir até o final, até o limite!



Lá, enfim, pude apreciar ainda mais a beleza do monte para, então, voltar ao encontro do grupo. Descendo, finalmente, achei a cruz de São Miguel e de lá, satisfeita com minha superação e com sorriso no rosto, contemplei aquele cenário espetacular! A descida, em apenas dez minutos, reencontrei todo o grupo feliz e realizado já que cada um dentro do seu limite, viveu uma experiência de superação em Montserrat!


Foto: Melissa Calsavara
Foto: Melissa Calsavara
16/07/2017 - 18:14
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Nossa peregrinação pelos Santuários Marianos foi encantadora e encerramos com chave de ouro visitando a Basílica da Sagrada Família em Barcelona, tivemos o prazer de ter uma visita interna guiada e conhecer ainda mais cada pedacinho histórico desse local.


A escolha da peregrinação sobre a Sagrada Família nos Santuários Marianos se deu pelo fato de que o padre Cleiton, nosso diretor espiritual, pertence à Congregação dos Filhos da Sagrada Família, fundada por São José Manyanet.


Foto: Melissa Calsavara
Foto: Melissa Calsavara

A Basílica da Sagrada Família está sendo construída desde 1882, no ano seguinte Gaudí assumiu a obra e, até hoje, a mesma não foi terminada. Observando bem os detalhes do lugar foi possível identificar as fachadas do nascimento e da Paixão, e cada detalhe encanta pela sua genialidade e riqueza de detalhes. Facilmente, seria possível passar horas admirando cada parte da igreja!


Foto: Melissa Calsavara
Foto: Melissa Calsavara

Conhecemos também a maquete da Basílica, assim que ela estiver pronta teremos 170 metros de altura, 18 torres e esta passará a ser a igreja mais alta do mundo. Nosso guia explicou os detalhes da construção, cada torre traz/trará um significado: uma torre é dedicada a Jesus, uma a Maria, 12 aos apóstolos e 4 aos evangelistas. A mais alta será a de Jesus, sendo que até o momento há 8 torres construídas.


Foto: Melissa Calsavara
Foto: Melissa Calsavara

Uma informação interessante é que a construção da igreja é totalmente financiada com as entradas dos visitantes e doações, ou seja, não há possibilidade de fazer uma oferta, somente com as visitas e doações é que se pode arrecadar o valor referente à construção.


Foto: Melissa Calsavara
Foto: Melissa Calsavara

A fachada da Paixão é bem impactante, pudemos notar como ela contrasta com a fachada Nascimento e a riqueza de detalhes que possui. Dentro da Basílica, conhecemos a beleza dos vitrais e o horário que fomos visitar foi extremamente propício para que a beleza fosse ainda mais ressaltada; os raios solares trouxeram ainda mais destaque às cores e foi um convite à observação dos detalhes.


Uma visita cheia de história e fé, como esta, ainda nos presenteou com tamanha beleza. Viver tudo isso de perto foi uma experiência única e maravilhosa!

14/07/2017 - 16:39
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Tremp é uma das cidades da Espanha que reservava muitas expectativas por ser o local de origem da Ordem dos Filhos da Sagrada Família. Desde que chegamos, nós conhecemos melhor sobre a história de São José Manyanet e a Sagrada Família.


Jose Manyanet é patrono das famílias e fundador da Ordem dos Filhos da Sagrada Família, congregação a qual pertence o padre Cleiton, pároco de Cambé e nosso diretor espiritual nessa peregrinação. Sua vida sempre esteve pautada na formação cristã das famílias embasando-se na Sagrada Família de Nazaré.


Trabalhou por anos com o bispo de Urgell e dedicou-se ao trabalho educacional, fundou dois institutos religiosos - os Filhos da Sagrada Família, Jesus, Maria e as Missionárias da Sagrada Família de Nazaré - e manteve seu ministério voltado à educação sempre com foco na família.


Após a celebração da missa e de sermos recebidos pelo padre Antonio e o padre Juarez, nós conhecemos os detalhes do Museu de Casal Manyanet. Incrível!



Em Cambé, a Paróquia Cristo Rei é cuidada pela congregação dos Filhos da Sagrada Família e estar presenciando esta história emocionante de São José Manyanet nos deixou ainda mais contentes, especialmente o Pe. Cleiton e os demais peregrinos que participam desta comunidade e que estavam conosco nessa visita.



Esta experiência foi importante para todos nós, pois trouxe uma reflexão sobre nossas relações familiares. São José Manyanet sempre pregou sobre a importância da família, há anos e anos ele traz esse tema para que possamos valorizá-lo.


O encontro com o sagrado foi pensar que há tanto tempo se falava dessa importância da família, sendo o berço e o cerne da sociedade e termos a oportunidade de repensar sobre as nossas relações familiares. Foi extremamente interessante estar aqui para podermos pensar em nossas relações familiares.


13/07/2017 - 18:09
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Uma das cidades que conhecemos durante nossa peregrinação na França foi Lourdes. O local é conhecido pela história de Bernadete e sua família, uma menina de apenas 14 anos que teve, por 18 vezes, a visão de Nossa Senhora no ano de 1858.


Foto: Melissa Calsavara
Foto: Melissa Calsavara

A vida simples da família de Bernadete chama a atenção até hoje: os relatos nos mostram como eles eram atenciosos com todos da comunidade ajudando quem passava por ali. Mas, mesmo com tanta humildade e amor no coração eles acabaram sendo prejudicados por ajudar a muitos e não serem pagos pelos serviços que faziam, o que fez com que a menina Bernadete, seus pais e os irmãos fossem morar em uma prisão.


Fomos conhecer de perto a realidade que essa família vivia, no Moinho de Boly conhecemos o quarto da menina e alguns de seus pertences. É encantador ter contato com essas relíquias mesmo depois de muitos anos e saber que a história de Bernadete e sua família permanece viva até hoje.


Foto: Melissa Calsavara
Foto: Melissa Calsavara

Em uma das suas aparições, Nossa Senhora ordenou que a menina Bernadete cavasse o chão da gruta Massabielle e ela assim o fez. No local brotou uma fonte de água pura que até hoje pode ser vista e apreciada por todos. As águas de Lourdes são conhecidas pelos seus registros de milagres. Foi emocionante conhecer as piscinas e presenciar a fé dos peregrinos. Neste local, muitos doentes, acamados e cadeirantes chegam com o coração repleto de fé e são curados de suas enfermidades.


Foto: Melissa Calsavara
Foto: Melissa Calsavara

Nossos peregrinos também aproveitaram e puderam experimentar essa sensação de se banhar nas águas milagrosas de Lourdes, acompanhe dois relatos desta experiência no vídeo abaixo:





Hoje a água esta canalizada e temos piscinas para o banho, além de três pontos em que as pessoas podem buscar água à vontade.


Bernadete, apesar de ser muito simples, sempre teve convicção de sua fé e de todas as experiências que teve com a aparição de Nossa Senhora, mesmo sendo interrogada várias vezes por isso. Diante de toda essa trajetória, a menina resolveu seguir sua vocação para a vida religiosa e entrou para o convento, lá ela pôde exercer seu ministério da forma que sempre gostou: ajudando as pessoas. Ela se tornou enfermeira e sempre dizia se sentir realizada com seu trabalho e com o contato que tinha com as pessoas.


Uma vida inteira dedicada ao amor ao próximo que pode ser visto até hoje na cidade de Lourdes e em cada relato dessa história de fé.

Larissa Calsavara
 
A experiência de conhecer novos lugares e novas culturas é única, por isso, compartilhar cada detalhe de uma viagem, como um diário, é uma boa forma de aproximar as pessoas de uma viagem inesquecível. Foi assim que as irmãs Larissa e Melissa Calsavara encontraram para compartilhar a emoção da peregrinação, e desejam que mais pessoas possam viver essa experiência, e que o peregrino aproveite ao máximo cada momento e caminhe rumo à maior intimidade com Deus e ao fortalecimento de sua fé.



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