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03/03/2017 - 09:49
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A poetisa Siomara Reis Teixeira convida para o Sarau que será neste sábado, 04 de março, a partir das 15 horas, no antigo Solar do Barão, em Curitiba.
A entrada é franca.



BALADA DO PROFUNDO AMOR

Se for para nada ser
Que eu não seja uma, duas ou três
Mulher, amante ou simples amiga talvez
Que nada mais me reste se nunca mais
Eu ouvir falar a tua voz
Que se faça a noite fria e inconteste
Dos que perdidos vagam rumo ao nada
Que se faça a negra maldição se eu vier a te perder
Só então o desencanto
Secará meu triste e solitário pranto
Para jamais em mim, outra emoção assim, conter!

Siomara Reis Teixeira
03/03/2017 - 09:11
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Geraldo Magela, diretor da Feira do Poeta de Curitba.
Geraldo Magela, diretor da Feira do Poeta de Curitba.



PROGRAMAÇÃO

O5/03- Domingo- 11 horas - Lançamento "O Legado Do Leão e O Rebu Do Urubu" Geraldo Magela

11/03- Sábado -Sarau Popular CURITIBANDO- poetas e músicos
Homenagem a Curitiba. Aberto aos multifacetados artistas.
Teatro Universitário de Curitiba- largo da ordem.
16:00 as 20:00 horas - Entrada Franca

12/03- Domingo- Lançamento do livro "O Entardecer" de Antonio Bezerra.
Poemas- 11 horas

19/03- Domingo- Lançamento do Livro " Luar de Sangue" romance
"O Sétimo Portal" poemas. autora Dione Mara Sou Da Rosa.

24/03- Sexta- CuTUCando a inspiração- o poeta em cena- encena. Performances e interatividade poeriférica.
TUC- Teatro Universitário de Curitiba. 19:00 horas.
entrada Franca.

26/03- Domingo- varal de poemas em homenagem aos 324 anos de Curitiba. Lançamento do Livro "Brizola em prosa e versos" Luiz Carlos Brizola.

02/04- Domingo- Cortejo Poético passando pelas ruas de Curitiba, centro histórico
até a ilha da ilusão- Passeio Público, reverenciando poetas como Emiliano Perneta, Emilio de Menezes, Fernando Amaro, Julia da Costa, Nestor De Castro, Paulo Leminski, Helena Kolody entre outros. O cortejo sairá da feira do poeta as 11 horas.

Feira do Poeta agradece a presença de todos.
02/03/2017 - 11:21
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Um limerique é um poema curto, cômico e quase musical que beira o absurdo ou o obsceno. O nome do poema é geralmente considerado como uma referência à cidade irlandesa de Limerick, que é onde acredita-se tenha tido origem, mas seu uso foi documentado pela primeira vez na Inglaterra em 1846, quando Edward Lear publicou A Book of Nonsense, (e, portanto, o dia do Limerique é celebrado no seu aniversário, 12 de maio). Para escrever um, você precisa de um pouco de prática, mas não vai demorar para você ficar viciado em criar rimas espirituosas e imaginativas.

1
Aprenda as características básicas de um limerique.

Padrão de rimas. Um limerique tem cinco versos: o primeiro, o segundo e o quinto rimam entre si, e o terceiro e o quarto entre eles.

Número de sílabas. O primeiro, segundo e quinto versos devem ter oito ou nove sílabas, enquanto o terceiro e o quarto devem ter cinco ou seis.

Métrica. Um limerique tem um certo "ritmo" criado pela ênfase dada às sílabas.

Verso Anapéstico – duas sílabas curtas seguidas por uma longa (pa-pa-pam, pa-pa-pam)

Aqui vai um exemplo (note que a ênfase naturalmente cai nas sílabas entre aspas):
Es-ta-"rei" a-ma-"nhã" por-a-"qui"/ Es-tu-"dan"-do,o-ter-"ná"-rio-ca-"paz"

Verso Anfíbraco – uma sílaba longa entre duas curtas (pa-pam-pa, pa-pam-pa. Exemplo:

No-"ber"-ço pen"den"te de "ra"mos flo"ri"dos/Em "que eu" peque"ni"no fe"liz" dormi"ta"va.

Os versos podem começar com duas, uma ou ocasionalmente nenhuma sílaba átona. Alguns preferem continuar o ritmo de uma linha para a próxima, especialmente quando uma frase continua na linha seguinte, mas isso não é essencial.

2
Escolha o fim do seu primeiro verso, geralmente um lugar. Por exemplo, São "Pau"lo. Note que a primeira sílaba de Paulo é tônica, resultando em uma sílaba curta no fim do verso. Outro exemplo: Bau"ru". Note que a segunda sílaba de Bauru é tônica.

3
Pense em diversas palavras que rimem com o fim do primeiro verso. Deixe a história e a graça do seu limerique se originarem das rimas que pensar. Desse modo você vai parecer engraçado, espirituoso e esperto.

Exemplo 1: Como a sílaba tônica de Paulo é a primeira, você terá que rimar a palavra toda. Algumas palavras que vêm à mente: alto, falo, calo, calvo, fidalgo.

Exemplo 2: Em Bauru a sílaba tônica é a segunda, então você só precisa encontrar uma rima para ela. Algumas palavras que vêm à mente: Canguru, jaburu, baiacu. Anote sua própria lista.

4
Faça associações com as palavras rimadas.

Exemplo 1: Com palavras como alto, calvo e fidalgo você pode fazer um limerique sobre um senhor e suas qualidades.

Exemplo 2: Com a combinação azul, baiacu e jaburu, você pode pensar em um limerique sobre animais coloridos. Vá pela lista que criou e invente pequenas histórias sobre o que pode ter acontecido e como suas ideias podem estar relacionadas.

5
Escolha uma história que te atraia, e decida quem é a pessoa que você introduz no primeiro verso. O que é importante sobre ela? Você vai se concentrar na profissão ou status social dela, ou na idade, saúde ou fase da vida?

Exemplo 1: Para o limerique de São Paulo, você pode escolher a palavra "idoso."

Exemplo 2: Para o limerique de Bauru, você pode escolher "animais".

6
Escreva o primeiro verso de acordo com a métrica.

Exemplo 1: A sílaba tônica de idoso é a segunda. Em São Paulo, a sílaba do meio é a tônica. Isso significa que precisamos de mais três sílabas, e a do meio deve ser tônica. Então temos: "Um homem idoso de São Paulo."

Exemplo 2: Animais é formado por duas sílabas curtas e uma longa. Combinado com Bauru, isso nos deixa com quatro sílabas restantes. Você pode resolver isso, por exemplo, assim: Animais no fogão em Bauru.

7
Escolha uma situação ou ação com a qual começar o limerique. Esse é o início da sua história ou piada. Use uma das rimas da lista.

Exemplo 1: "Um homem idoso de São Paulo, era bom, mas um tanto calvo."

Exemplo 2: "Animais no calor de Bauru, era um cachorro e um baiacu." Note como a rima no verso 2 parece se adequar com o assunto do verso 1, quando na verdade é o contrário.

8
Pense em uma reviravolta para sua história, tendo em mente as rimas do terceiro e quarto verso, mas salve a piada para o último verso.

Exemplo 1: Algumas partes da história podem ficar avacalhadas, já que limeriques muitas vezes beiram o obsceno. Por exemplo, você pode fazer os hormônios do herói se descontrolarem (sem deixar muito explícito). Que tal: "Ele sempre sonhava, que uma moça amava "?

Exemplo 2: Pensando em baiacu e jaburu, você pode ter percebido como animal é uma palavra com muitas rimas.

9
Volte para a sua lista de rimas e encontre uma boa para encerrar a história com uma boa piada. Essa é a parte mais difícil. Não desanime se os seus primeiros limeriques não são engraçados o bastante. Lembre-se primeiramente de que é tudo uma questão de gosto e em segundo lugar: tudo precisa de prática.

Exemplo 1: "Um homem idoso de São Paulo, era bom, mas um tanto calvo. Ele sempre sonhava, que uma moça amava, mas ele caiu do cavalo."

Exemplo 2: "Animais no calor de Bauru, era um cachorro e um baiacu." "Foram cozidos, quase comidos, mas tinham sabor de jaburu."

Dicas
Passe por todo o alfabeto para achar rimas. Isso vai te ajudar a lembrar rapidamente de um grande número de rimas. Por exemplo, pegue a palavra "Wiki" e troque o W por todas as letras do alfabeto. Quando você tiver passado mentalmente por todas as 26 letras, você terá: dique, fique, pique, tique. Também há dicionários de rima que podem ajudar.

Tente começar a primeira linha com "Era uma vez um ____ de ____". Assim fica mais fácil.

Escolha animais, plantas ou pessoas como tópicos no começo. Não comece com nada abstrato demais.
Se você estiver sem saber como continuar, tente dar uma olhada em alguns limeriques que outras pessoas escreveram. Os limeriques de cada escritor tem sua atmosfera especial. Você nunca sabe qual deles pode quebrar seu bloqueio de escritor.

Bata palmas quando ler seus limeriques em voz alta. Isso vai te ajudar com a métrica do poema, e a verificar se está com o ritmo certo.

No Brasil, a arte do limerique também foi representada por escritores como Joaquim de Sousândrade e Clarice Lispector, sendo que os mais famosos foram escritos pela escritora de livros infantis Tatiana Belinky.

Poemas de amor são difíceis de escrever. Limeriques são piadas, não poemas de amor.

Quando você tiver dominado o básico, experimente rima interna, aliteração ou assonância para deixar seu poema ainda mais especial.

Exemplo de Limeriques

1
Ao ver uma velha coroca
fritando um filé de minhoca
o Zé Minhocão
falou pro irmão:
"Não achas melhor ir pra toca?"
Tatiana Belinky

2
Amarrei uma fita no dedo
Para não esquecer o segredo
Mas, reparem que azar
Esqueci de lembrar
Ai, que medo!
Tatiana Belinky

3
"Tremelique" ataca no escuro
(O susto é um páreo duro!)!
O cara atacado
É um gato escaldado
Que vive em cima do muro!
Tatiana Belinky

4
Eu ontem comi agrião
Temperado com açafrão
Me deu um piriri
Que quase morri
Com minhas calças na mão!
Pedro Antônio de Oliveira

5
Pela longa rua da feira
tem tudo de bom e primeira;
vê-se a granel,
quentinho. pastel...
Tem até gente barraqueira.
Nilton Manoel

6
Professor, é com letra de mão?
Sim! cursiva nesta lição.
Quem escreve de pé
tendo no aluno fé,
é professor de profissão.
Nilton Manoel

Fonte principal:
http://pt.wikihow.com/Escrever-um-Limerique


José Feldman
Texto publicado no Almanaque Chuva de Versos, 474.
26/02/2017 - 11:43
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Mhario Lincoln, jornalista, poeta e presidente da Academia Poética Brasileira, realizou uma pergunta sobre literatura à poetisa e membro dessa Academia, Isabel Furini.

A entrevista foi publicada no informativo da Revista Poética Brasileira: https://www.mhariolincolndobrasil.com/

A pergunta não admite uma resposta simples, porque a literatura tem muitos caminhos. Estudos, conceitos, ideias, teorias, oferecem visões diferentes do universo poético. Cada entrevistado pode dar uma resposta muito diferente. Mas o importante é provocar a reflexão sobre assuntos relacionados com literatura.





A pergunta de Mhário Lincoln:
O que poderia dizer da poesia no Paraná e no Brasil?

A literatura é o espelho do mundo. Com a globalização a literatura também tornou-se mais universal. O Brasil tem uma rica história literária. O Concretismo, por exemplo, teve representantes de primeira envergadura, como Décio Pignatari e os irmãos Haroldo e Augusto de Campos. Em 1962, Mário Chamie instaura a poesia práxis, que se opõe ao concretismo. Alguns falam que o auge da Poesia Concreta foi efêmero, mas muitos dos elementos ficaram inseridos na poesia contemporânea.

O manifesto modernista, em 1922, inseriu mudanças nas Artes e na Literatura. O Pós-modernismo integrou elementos de algumas correntes. Uma das características da poesia atual é a diversidade. Um fenômeno contemporâneo é o afastamento de poesia popular e da poesia produzida nas universidades e academias de letras.

Sempre existiu essa divisão entre literatura erudita e popular, é verdade, mas nunca foi tão pronunciada, tão radical. Por exemplo, um clássico como Madame Bovary de Flaubert, era lido pelo povo. Hoje em dia a divisão é claramente percebida. Os livros considerados bons para os escritores, críticos e leitores eruditos, resultam cansativos para os leigos.

Em poesia a situação é semelhante. Enquanto o povo gosta de rima, de musicalidade, de versos claros, para captar rapidamente a mensagem do poema. Já a poesia erudita não faz questão de clareza. Utiliza recursos sofisticados, entre eles, os jogos linguísticos, a sonoridade da palavra, a valorização do ritmo, a ausência de pontuação, a paródia, a linguagem irônica, o substantivo sem o uso do pronome, a linguagem depurada, quebrada, a supressão dos elementos de ligação da frase, a metáfora, o intertexto. A repetição para ajudar a fixar a mensagem nuclear, a singularidade, etc.
Também surgiram alguns poetas que agradam o público em geral e o público erudito, como Paulo Leminski. A habilidade com as palavras e a genialidade é sempre um prato cheio para os amantes da poesia.

No Brasil existe também um forte movimento de poesia de rua, do grafite, da expressão poética que nasce da revolta, da observação do mundo ou da observação do espaço interior.

A boa poesia pode ser hermética, expressar-se em três linhas como o haicai, ou pode ser uma longa reflexão sobre a vida como Vida e Morte Severina de João Cabral de Melo Neto.
Podemos dizer que a poesia é uma filha louca da literatura. Mario de Andrade afirmou: "É por seguirem os velhos poetas que os poetas modernistas são tão novos".
Sabemos que a poesia revela o ser interior, pensamentos, emoções, instintos. É como um copo que recebe líquidos de diferentes garrafas, com gostos, aromas e cores diferentes.

Mas para responder essa pergunta sobre a poesia no Brasil, seria muito interessante conhecer as respostas dos grandes nomes do Paraná: Miguel Sanches Neto, Ricardo Corona, Bárbara Lia, Regina Bustolim, Thadeu Wojciechowski, Jaime Vieira, Luci Collin, Jandira Zanchi, Domingos Pellegrini (Londrina), Jaime Vieira (Maringá), o pessoal da Feira do Poeta de Curitiba, como Geraldo Magela, Elciana Goedert, Jefferson Dieckmann, Amauri Nogueira e tantos outros poetas que lutam para divulgar seus trabalhos. Poetas que realizam trabalhos críticos como Vera Albuquerque e Robson Lima. Encontramos muita poesia de qualidade sendo editada de maneira artesanal. Muitos poetas estão todos os dias escrevendo no Paraná, no Brasil e no mundo, renovando esse imenso mar que é o mundo poético.
Isabel Furini
20/02/2017 - 07:46
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ATENÇÃO: POETAS que desejam participar da Antologia "MULHERES PELA PAZ" - que será publicada no mês de março em Ausburg (Alemanha) pela Fénix, em coordenação com a poeta e embaixadora da Paz Alexandra Magalhães Zeiner. Cada autor deve enviar apenas 1 poema pelo e-mail, até o dia 25 de fevereiro. Pode escolher entre os temas: "MULHER" - "MULHERES PELA PAZ" - "DIA DA MULHER".
O poema deve ser enviado para: micarmovasconcelos@gmail.com

No final do poema deve constar o nome do poeta, cidade, país de residência e fotografia. A biografia deve ter no máximo 5 linhas. O poemas podem estar escritos em português ou em espanhol. A participação é gratuita.

Isabel Furini
 
Isabel Furini, escritora e educadora. Recebeu prêmios em concursos de poesia e de contos. Publicou 15 livros, entre eles: Mensagens das Flores e Ele e outros contos. Também escreve para o público infanto-juvenil. É autora da coleção "Corujinha e os Filósofos" da Editora Bolsa Nacional do Livro de Curitiba.



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