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17/05/2017 - 09:27
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Acontecerá em 18 de maio, às 17 horas, no Solar do Rosário, no Centro Histórico de Curitiba, o workshop "Palacete do Barão do Serro Azul - Palacete do mate, guerra e arte".

O workshop estará a cargo de: Letícia Geraldi Ghesti e Convidado: Fábio André Chedid Silvestre – Advogado, empresário e curador de patrimônio cultural.

12/05/2017 - 12:21
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EDWIN LUISI é formado pela EAD (Escola de Arte Dramática) da USP.
Sua primeira novela foi ‘Camomila e Bem-me-quer’, da saudosa Ivani Ribeiro, produzida pela extinta TV Tupi entre 1972 e 1973.

Ao todo, são mais de 25 novelas de sucesso em sua passagem pela televisão, dentre elas algumas memoráveis como: ‘Escrava Isaura’ (que no ano passado comemorou 40 anos de sua exibição), ‘O Astro’, ‘Sétimo Sentido’, ‘Mulheres de Areia’ e ‘Sinhá Moça’, ambas na Rede Globo, ‘Dona Beija’ e ‘Tocaia Grande’, na extinta TV Machete e ‘Rebelde’ na Record TV.

Atualmente, além de "5 Homens e Um Segredo", o ator ensaia ‘Alair’ comemorando em grande estilo seus 45 anos de carreira. A peça homenageia o fotógrafo Alair Gomes (1921-1992), tem a direção de César Augusto e texto de Gustavo Pinheiro.

ENTREVISTA

Você tem anos de trabalho nas áreas de teatro e Tv., na sua opinião que tipo de personagem exige mais concentração e mais trabalho do ator?

Eu tive a sorte de cursar a Escola de Arte Dramática em São Paulo, que era uma escola bastante séria, e tive a sorte também de no começo da minha carreira trabalhar com diretores extremamente consequentes, sérios, muito conceituados, que me ensinaram algumas lições que eu carrego ao longo da minha vida. Uma delas é ter muito respeito pelo público. É uma das regras básicas pra se fazer teatro. Em consequência desse respeito tudo pra mim passa a ter uma concentração muito grande pra fazer bem o trabalho, tanto na comédia que precisa de uma precisão cirúrgica, quanto no drama que precisa de uma concentração emocional muito grande. Eu fico extremamente concentrado a peça inteira, tanto na comédia, quanto no drama. Isso muito em respeito ao público e também em respeito a mim mesmo como ator.

Você tem sensação de maior liberdade quando trabalha no teatro ou quando trabalha na TV?
Sem sombra de dúvida, é no teatro onde o ator sente maior liberdade porque o espetáculo é dele. Ele ensaia dois meses sob o comando de um diretor e à medida que o pano abre o espetáculo é dele. Ele é dono do seu trabalho, ele é dono do seu desempenho. Na televisão não. Você depende de muitas coisas, né, porque tem a edição, tem a censura interna, o autor que escreve pra você um tipo de papel e no meio do caminho vai pra outra coisa. Você não é dono do teu papel. O público é dono do teu papel, né. As pesquisas de opiniões são donas do teu papel. Então é no teatro, à medida que estreia o ator é totalmente dono. E quando você é dono, você tem essa liberdade de poder achar que o trabalho é teu. Tanto que eu sempre digo que na televisão eu participo, o teatro eu faço.



Na sua opinião, quais são as características mais importantes para o crescimento de um ator de teatro?


Olha, são muitas as características, né. Eu acho que a característica te torna um grande ser humano, antes de mais nada. Você precisa ter uma série de qualidades pra desempenhar bem um papel. Você precisa ter cultura, inteligência, precisa ter muito poder de observação, generosidade, trabalho em equipe. Eu tive a sorte de ter sido atleta antes de ser ator. Então, todas as qualidades que um atleta precisa ter eu joguei para o teatro. É trabalho de grupo, é concentração, disciplina. Mas para o ator especificamente, eu acho que você tendo um grande poder de observação, você tendo inteligência, cultura, sensibilidade, apego ao próximo, respeito, tudo isso faz também de você um ser humano melhor. Eu acho que, quanto mais você cresce como ser humano, você crescerá como ator também.

Como foi realizada a escolha dos atores para a peça "5 Homens e um Segredo"?


Olha, essa peça foi comprada por um produtor aqui de São Paulo e Rio de Janeiro pra eu fizesse. Isso faz muito tempo, e eu não podia fazer pelo fato de que estava me engajando em outras peças. Aí, passaram dois anos, eu estava fazendo uma grande viagem quando o produtor falou: ‘ou é agora ou nunca’. Voltei de viagem, eu estava em Quito, no Peru, cheguei e fui ensaiar no mesmo dia. E o elenco já estava pronto. Eu preferia ter ajudado na escolha. Mas deu tudo certo, as pessoas são ótimas, a gente se adora, temos respeito enorme um pelo outro, todos nós nos admiramos, o que é bom. Somos cinco homens, há uma camaradagem masculina muito gostosa, e cada um foi escolhido, acredito, por características do personagem, né. Um teria que ser mais velho, que foi o Pirillo (Roberto) com um tipo de temperamento que servisse pra fazer um padre. O Bonow (Carlos) que é um cara muito grande e forte pra fazer um delegado gay, e assim por diante as coisas foram se encaixando normalmente. Mas quando eu cheguei o elenco estava pronto. Eu que queria ajudar na escolha porque a peça tinha sido comprada pra eu fazer. Enfim, deu tudo certo, estamos há um ano e meio em cartaz e nunca houve sequer um probleminha qualquer que a gente pudesse ficar desgastado uns com os outros. A gente se gosta muito mesmo.


Como você resumiria a mensagem da peça "5 Homens e um Segredo"?


Eu acho que seria alguma coisa como: a gente tem que ficar muito atento às necessidades do outro. Por trás de qualquer coisa visível há sempre um drama. A nossa peça é uma grande comédia que tem um drama por trás que é: cinco homens têm um problema que é altamente visível, mas que esconde na verdade um grande drama, porque deve ser muito difícil pra quem tem o que eles têm, quer dizer, você viver a tua vida inteira com um pênis mínimo numa sociedade falocrata onde tantas mulheres acham um grande problema quanto aos homens, é uma coisa extremamente dolorosa, e que a gente tem que aprender a viver com aquilo que tem. É isso que a peça mostra, que apesar de todos os problemas, eles estão todos muito tristes, mas todos saem melhores. Praticamente eles irão aprender a conviver com aquilo que eles têm.

O ator de teatro consegue enxergar seu público. Qual foi a reação do público?

Não sei se você está perguntando no sentido de enxergar fisicamente ou metaforicamente. Fisicamente eu não consigo enxergar o público. Eu consigo ouvi-lo. Fico muito atento em pequenas reações, em risadas, gargalhadas. Estamos falando de uma comédia e eu fico prestando muita atenção com meu ouvido. No drama também, porque o silêncio absoluto do drama faz com que a sua emoção flua melhor ainda. A reação do público à nossa peça tem sido excelente. É um assunto tabu, um assunto que não se fala, porque quem tem o pênis pequeno fica quieto, né. Então, ninguém comenta sobre isso. A gente sempre ouvia falar, algumas mulheres falavam ‘ah, uma vez saí com alguém assim e foi complicado’. Tanto que, quando a gente foi levantar a peça, muitas mulheres vieram até nós para falar sobre isso. A reação do público é estranha. Muito divertida. Eles adoram. Na verdade, o drama que existe por trás da peça é muito grande. Esses homens sofrem. Mas é impressionante o quanto as pessoas se divertem. É claro que se divertem, pois esse drama é tratado como comédia. A gente está muito feliz, pois as reações de todos os lugares que a gente fez a peça são iguais. Todos adoram. Espero que o povo de Curitiba também goste o todo o Brasil inteiro gostou, e o Rio de Janeiro onde a gente ficou um ano e meio em cartaz.

A peça foi muito aplaudida no Rio, mas cada cidade tem características diferentes. Como é apresentar a mesma peça para o público carioca e para o público de Curitiba?

Tradicionalmente a gente já acha que o povo carioca é um pouco mais solto, mais descontraído. E o curitibano é mais sério, mais consequente, com uma educação formal e de criação maior do que o pessoal do Rio de Janeiro. Então, a gente tem certo receio de apresentar sempre uma peça em Curitiba com medo de uma reação fria. Mas eu tenho certeza de que não vai acontecer isso porque já fiz teatro em Curitiba algumas vezes e a reação sempre foi excelente, até por esse grau, esse nível de criação e de cultura melhor do que em alguns outros lugares pelo Brasil afora. Tradicionalmente o povo do Sul, em que faz parte o Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, e São Paulo também, embora seja Sudeste, a educação é um pouco melhor. Quando falo de educação, falo da educação formal. É estudo, é universidade. O povo de Curitiba, eu tenho certeza de que irá entender, pela cultura que ele tem. As pessoas têm mais aptidão à filosofia, à psicologia, então irão entender até melhor a peça do ponto de vista que tem esse drama por trás. A gente tá muito feliz em poder fazer em Curitiba, porque além de estar nessa linda cidade que é de vocês, a gente gosta muito da gastronomia também. E estar junto ao público curitibano sempre é bom. Pelo menos pra mim, todas às vezes eu fui muito bem recebido.

Quais são seus livros preferidos?
Bom... Meus livros preferidos... Eu não vou lhe dizer títulos. Vou dizer o que eu gosto muito. Gosto de romances históricos, biografias históricas, eu gosto de uma boa ficção científica, adoro ler de vez em quando um romance genuíno, aqueles romances tradicionais. Gosto muito de literatura. Sou um ávido leitor.
09/05/2017 - 09:11
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SUCESSO NO RIO DE JANEIRO,
'5 HOMENS E UM SEGREDO' SERÁ APRESENTADA EM CURITIBA

Desde o início dos tempos uma pergunta assombra os homens: "tamanho é documento?" Para pânico geral da nação masculina, a resposta ainda parece ser sim.

"5 homens e um segredo' traz o tema da masculinidade para o palco".

Nos próximos dias 13 e 14 de Maio a capital paranaense receberá '5 Homens e Um Segredo', versão brasileira de Aloísio de Abreu e direção de Alexandre Heinecke. A peça conta com cinco grandes nomes da nossa dramaturgia: Edwin Luisi, Roberto Pirillo, Carlos Bonow, Iran Malfitano e Cláudio Andrade, e terá duas sessões no tradicional teatro Regina Vogue, no Shopping Estação (bem próximo a rodoviária).

Sábado (13/05) horário: 21h00
Domingo (14/05) horário: 19h00

Maiores informações - Teatro Regina Vogue: (41) 2101-8292
Disk Ingresssos: http://www.diskingressos.com.br/


ASSUNTO DA PEÇA
Ambientada no Rio de Janeiro de hoje, a peça é um retrato contundente de como o ser humano e a própria sociedade definem a masculinidade. Para os personagens José Carlos, Luiz Orlando, Jorge Alberto e Ricardo, o tamanho importa e muito. Não à toa, esse pequeno grupo se encontra todas as quartas à noite, no porão de uma igreja católica, em uma reunião de autoajuda para indivíduos com pênis pequeno. Esta característica em comum é o foco de suas lamentações semanais, atestando que o assunto ainda é um tabu e assombra os homens, que se sentem diminuídos em sua força e virilidade.

O grupo foi organizado por um padre e tem três frequentadores assíduos. Uma noite, porém, um novo integrante (Mário) se junta aos demais e os leva a se questionarem sobre as relações do grupo e sobre seus próprios medos e fantasmas. À medida que esses homens se abrem, segredos são revelados e vêm à tona questões sobre identidade, masculinidade, sexo, relacionamentos e status social, em uma jornada que pode redefinir suas vidas.

O tema é universal e se mantém cada vez mais atual.

"The irish curse" estreou em 2005, no New York International Fringe Festival, sendo agraciada com o Prêmio de Melhor Dramaturgia. Também foi montada em 2006, no Edinburgh Theatre Festival, e, em 2007, no Dublin Gay International Theatre Festival, sendo uma das cinco finalistas para o Oscar Wilde Best New Writing. Em 2010, a comédia entrou em cartaz no circuito Off-Broadway e já percorreu os Estados Unidos, além de ter montagens em Londres e, até mesmo, na Eslováquia.


Elenco: Edwin Luisi / Roberto Pirillo / Carlos Bonow / Iran Malfitano / Cláudio Andrade

Ficha Técnica:

Versão Brasileira: Aloisio de Abreu
Direção: Alexandre Reinecke
Produção Executiva: Joaquim Vidal
Produtor de Parcerias SP e Produtor de Tournée SP: Gerardo Franco
Apoio de Produção Local (Curitiba): Gilberto Zangrande
Divulgação: Xandy Novaski

Divulgação: Xandy Novaski
07/05/2017 - 15:14
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GRATIDÃO

sobre o abismo
da arrogância
a flor da gratidão
desdobra suas pétalas

sem o medo
da rejeição nem da burla
as almas despidas
extravasam a beleza
como a flor do lótus
sob os primeiros raios
do Sol.

Isabel Furini

03/05/2017 - 09:34
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A escritora e poetisa Neyd Montingelli reúne neste livro 140 poesias, algumas delas premiadas. A autora há alguns anos que se dedica à prosa, escreve contos e crônicas, e há 3 anos ela começou a escrever poesia. O e-book e o livro impresso podem ser adquiridos no site do Clube dos Autores:
https://clubedeautores.com.br/books/search?utf8=%E2%9C%93&where=books&what=Passos+po%C3%A9ticos&sort=&topic_id=



PREFÁCIO

Um passeio, sem pressa, pelo jardim em uma bela manhã, em companhia do sol e do canto dos pássaros, um convite para ver e sentir em cada flor o seu perfume, e perceber em tons suaves a poesia de Neyd Montingelli desabrochar. Ao segurar entre as mãos o lindo livro "Passos Poéticos", esse passeio se inicia...
A escritora, a partir das lembranças da infância presenteia-nos com poesias que fluem naturalmente, desenhando imagens tingidas de emoção e encanto, nos versos de "Pausas na vida" percebe-se a presença intensa do amor na vida da menina, mulher e mãe carinhosa. O amor, tecendo caminhos e construindo uma família, olhares, observações e questionamentos.

Neyd apresenta-nos nesse desabrochar de poesias, um doce, porém forte desnudar da alma feminina repleta de sensibilidade e lirismo, sem deixar de observar as transformações sociais que envolvem o dia a dia da mulher e sua importância em nossa sociedade.

À Neyd com carinho e gratidão:
fim de tarde-
o Outono tinge aos poucos
a folha de Canson

Van Zimerman, IWA

Na continuação um poema do livro Passos Poéticos de Neyd Montingelli (com autorização)

Mãos


As mãos se dão em cumprimento,
em carinho elas acariciam.
A mão é pedida em casamento,
pela mão a noiva é levada ao altar.
As mãos preparam o alimento,
com experiência temperam e assam.
As mãos tecem a lã com conhecimento,
para agasalhar a quem amam.
As mãos agradam o rebento,
levam ao peito o filho faminto.
As mãos escondem o sofrimento
e envolvem os que penam.
As mãos secam as lágrimas do lamento,
Não acusam, não condenam,
apenas existem...

Neyd Montingelli



Polaco de Curitiba

Ao vislumbrar uma nova aurora,
atravessaram os mares tenebrosos,
para chegar na terra dos pinheirais.
Aqui plantaram as sementes do que se come,
Do que se veste, do que se abriga, do que se alegra,
O solo fértil fez nascer a mistura das alvas faces,
Dos cabelos do sol, dos olhos do céu e do mar
Sempre colonos, sempre polacos,
Sempre tementes a um só Deus.
Casaram com os índios, com os negros, com os outros.
Só para fortalecer o sangue e a coragem que trouxeram.
A mesa farta, até hoje, a tradição permanece,
Nos lares poloneses-brasileiros-curitibanos.

Neyd Montingelli
Isabel Furini
 
Isabel Furini, escritora e educadora. Recebeu prêmios em concursos de poesia e de contos. Publicou 15 livros, entre eles: Mensagens das Flores e Ele e outros contos. Também escreve para o público infanto-juvenil. É autora da coleção "Corujinha e os Filósofos" da Editora Bolsa Nacional do Livro de Curitiba.



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