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03/03/2017 - 16:50
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Faz um bom tempo que não escrevo aqui , isso tem um motivo e está associado com o tema desse blog. Sim, foi por causa de um "Papo Carreira" . O que aconteceu foi que recebi uma proposta da minha empresa, aceitei e fui transferido de minha posição no Brasil para uma outra nos Estados Unidos .

Como vocês podem imaginar , os primeiros meses requerem uma boa atenção para adaptação, não só minha ao trabalho, mas também de toda a família (eu, esposa e filhos) a realidade do novo país!

A metáfora do "Longo Inverno" foi quase na verdade o que aconteceu literalmente, pois chegamos em agosto aqui nos EUA e desde final de outubro temos enfrentado esse frio que , espero, acabe agora final de março.

Mas... vamos ao Papo Carreira, porque é disso que esse blog trata. E aproveitando que tive essa mudança , acho que depois de 6 meses aqui nos EUA valem algumas dicas para quem quer carreira fora do Brasil.

Aos poucos vou vivenciar as experiencias aqui e assim que eu for aprendendo compartilho com vocês!

Acho que a primeira ,e mais básica dica, que eu daria para alguém que está começando carreira fora do Brasil é a de não se desesperar e nem se deslumbrar com tudo que acontece devido a mudança de trabalho e da vida .

Como em qualquer lugar do mundo, aqui também, vamos ter coisas muito boas e outras nem tanto.

Para as muito boas não se deslumbrar te traz clareza para você não se perder, nao achar que tudo é uma maravilha e não se iludir com o que está acontecendo. Serve para que tenhamos os pés no chão, que saibamos que estamos aqui momentaneamente e que temos que encarar como um passo importante de carreira, mas que não nos coloca em nenhuma zona de imunidade, conforto, etc. Continuamos sendo profissionais que vamos ter que nos provar e dar sempre nosso melhor para conseguimos continuar crescendo, aqui , no Brasil, ou em qualquer parte do planeta.

Já nos momentos super difíceis , e terão muitos, não se desesperar faz com que você não desista. Numa situacao como essa, lidamos com o novo quase todos os dias, e o novo por si só já é difícil, colocando isso num contexto de uma outra lingua, cultura, clima, distância da família, etc, torna-se ainda mais desafiador. Mas , como disse, o segredo é não se desesperar, pois, como tudo na vida, nós nos adaptamos.

Posso falar que o saldo, entre as coisas boas e as dificies, pelo menos na minha experiência , está sendo bem positivo A adaptação não é moleza, mas se conseguirmos o balanço entre não se deslumbrar e não se desesperar e se entendermos bem a cultura que estamos entrando, temos grande chance de ter uma experiencia muito enriquecedora .

Aliás, falando em cultura, se nós brasileiros usarmos aqui fora o que temos de melhor da nossa, com certeza ajuda muito! Embora as vezes não acreditamos , nossa cultura tem sim muitas coisas boas e que ajudam bastante a nos diferenciar como profissionais .
19/06/2016 - 09:07
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Entre as várias ferramentas que temos para engajar nossos funcionários, existem algumas bem simples , e que têm funcionado muito bem .Coisas que todo gestor pode fazer, com investimento somente de tempo . Não quero, com isso, dizer que as outras ferramentas não são importantes, com certeza são , mas que essas funcionam, ah funcionam! e muito bem.....

Lá vão algumas ações, na sequência correta, para fazermos com nossos funcionários e que podemos começar a partir de hoje(ou melhor, amanhã, porque hoje é domingo :0) ) :

Ouvi-los
Envolvê-los
Prepará-los
Delegar responsabilidade
Acompanhá-los, abrindo caminhos
Reconhecê-los em público e corrigi-los em particular
Continuar abrindo caminhos
Aumentar a Delegação
Reduzir o acompanhamento
Deixá-los brilhar
Deixá-los voar
Sair de Cena
Começar novo ciclo .....

Bem Simples né ? E por que aparentemente alguns gestores ainda não o fazem? Isso é assunto para um outro post....
16/06/2016 - 17:30
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Ouço muito de algumas empresas que a mão de obra não chega bem qualificada ao mercado de trabalho . Escuto que as companhias tem de investir muito tempo na formação para que o profissional recém formado consiga desempenhar bem. Obviamente essa não é uma unanimidade mas é uma reclamação recorrente .

Tenho que confessar que essas afirmações me deixam um tanto quanto incomodado . Já explico porque. Antes, gostaria de passar qual é a minha visão do papel das universidades e complemento o meu raciocínio.

Além de contribuir para pesquisas em diversas áreas, a universidade, a meu ver, tem como o mais importante papel formar o profissional para o mercado. Seja ele que mercado for, público, privado, ONGs, etc . Considerando isso, a formação do estudante tem de estar alinhada ao mercado de trabalho contemporâneo. No final do curso então o aluno deveria , como analogia, ser um produto que passou por uma transformação na universidade e está pronto para o mercado, neste caso o mercado de trabalho. Por consequência é fácil chegar a conclusão que a academia não vive sem o mercado e vice e versa (pelo menos deveria ser assim).

Então, completando meu racicínio anterior, fico incomodado com as empresas que reclamam da má formação pois o óbvio neste caso é que nós, as empresas, ajudemos as universidades demonstrando o que o mercado precisa. Não só demonstrar mas também ajudar a construir as grades, os currículos, as disciplinas, pois, afinal de contas , aquele aluno terá de atuar no nosso mercado. Ao invés de nós empresas só reclamarmos, vamos às universidades e as ajudamos a desenvolver esse aluno . Garanto a vocês que a grande maioria da academia está não só super abertas para isso, como também, solicitam essa aproximação das empresas e muitas vezes esse pedido não tem eco.

Prova disso, foi um projeto super legal que fizemos aqui com a PUC Londrina, univesidade que nos deu total abertura e eu os agradeço por isso.
Demos a 60 alunos dos cursos de Engenharia de Produção, Administração e Contábeis um desafio de nosso mercado farmacêutico , dividimos com eles informações, fizemos mentoria e passamos um pouco de nosso conhecimento. Ao final eles apresentaram soluções para uma banca formada de diretores e gerentes de nossa empresa. Foi o desafio PUC & Sandoz.
O resultado foi muito bom, pois pudemos contribuir com o desenvolvimento dos alunos, com um desafio real em que eles puderam propor soluções implementáveis pela a empresa .Pudemos ainda observar a desenvoltura de futuros profissionais em apresentar um assunto complexo, porém em um ambiente controlado, ou seja, nesse desafio eles tiveram mais chances para errar , coisa que nem sempre acontece no mercado. Para mim ,pessoalmente, o que valia no final não era somente o melhor projeto e sim o que eles aprenderam com essa experiência.

Coisas como essa não são difíceis de serem implementadas, dependem muito mais de empenho do que de dinheiro . Dependem também de uma visão mais a longo prazo por parte das empresas e universidades. Acho que se nós, como empresas , dedicássemos um pouquinho de tempo a essa aproximação, teríamos profissionais chegando ao mercado mais bem preparados. Além do que a relação com as universidades ficaria muito mais aberta a novas ideias além de termos estudantes mais motivados, interessados e engajados em seus cursos. Resumindo, faríamos um ciclo positivo acontecer.

No passado, em minha época de aluno, gostaria que tivessem feito isso por mim, por isso entendo que eu deva fazer diferente no presente e no futuro. Acho que vale a pena...

Ah! A equipe vencedora do desafio veio aqui na empresa hoje e nós os reconhecemos frente a todos os funcionários da fábrica .
08/06/2016 - 18:13
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Acredito muito que um bom progama de estágio é uma das melhores portas de entrada para o mercado de trabalho.

Confesso que sou fã dos estagiários! Particularmente , gosto dos que estão chegando com ideias novas, energia positiva , capacidade de aprender e vontade de se desenvolver.

Vejo nos programas de estágio a oportunidade de ajudar a formar um profissional desde o início da carreira o que facilita trabalhar principalmente as atitudes e avaliar se ele ou ela tem boa aderência aos valores e cultura da empresa.

Agora, falando da empresa, gostaria de saber se me acompanham na ideia de que é um grande desperdício aquelas que usam os estagiários como mão de obra barata. Pensem comigo :
As empresas tem a oportunidade de trabalhar um profissional desde o início da carreira, por até dois anos, investindo em seu conhecimento, em seu desenvolvimento, formando-o na cultura da companhia e deixando-o pronto a ser funcionário efetivo. Resumindo, tem a possibilidade de fazer um acompanhamento por 24 meses para tê-lo como um bom funcionário .Ao invés disso o que fazem? Não os preparam, portanto ao final do contrato estes não estão prontos , não são efetivados e quando a empresa tem uma vaga em aberto o que faz ?
Contrata alguém do mercado que ,mesmo que com as técnicas mais apuradas de recrutamento, ainda é um desconhecido comparado aos estagiários, não sabem na prática como eles serão em relação a cultura e valores e ,ainda por cima, gastam muito mais dinheiro o contratando do que se efetivasse o estagiário que passou dois anos na empresa.

Na minha visão então as empresas que não investem nos estagiários e acham que estão economizando , com uma "suposta" mão de obra barata , na verdade estão jogando dinheiro e tempo fora.

Não digo com isso que não devemos trazer pessoas de fora, em muitos casos sim é necessário, mas pelo menos para cargos em início de carreira, minha preferência é por estagiários .

Existem muitas empresas que realmente lidam bem com esse assunto e gostaria de pensar que as que não lidam são a minoria. Fazer um bom programa de estágio, além de ser excelente para a empresa, é bom para o mercado de trabalho e para a sociedade, pois estamos ajudando a formar mão de obra além de cidadãos melhores preparados para lidar com a carreira e , porque não , com a vida!
03/06/2016 - 17:00
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Acho que vale a pena nesse dia 3 de junho, dia do profissional de RH , eu tentar desmistificar a visão que algumas pessoas ainda têm sobre a área . Não somos pessoas que passamos o dia abraçando árvore, nem tampouco temos a missão de somente fechar folha de pagamento, assinar carteira de trabalho, ou ponto. Sim, dentro de Recursos Humanos temos que manter a questão operacional funcionando perfeitamente e até abraçar uma arvorezinha de vez enquanto mas nossa missão vai além, muito além do que isso...

A gestão moderna dessa área não deve ser mais um diferencial de uma ou outra empresa, deve ser fundamental e essencial, pois não há dúvida nenhuma que a empresa sem gente é um monte de concreto oco e só isso.
Para isso, em minha opinião como profissional de RH , tenho algumas premissas básicas em como devemos lidar com a nossa área:

1. A área precisa entender qual a demanda de negócios da empresa e construir soluções em Recursos Humanos que irão viabilizar essa demanda. Programas que fomentem, primeiro, que os funcionários entendam para onde a empresa deve ir e segundo viabilizem que eles consigam fazer com que isso aconteça.

2. A segunda questão básica: RH é guardião da estratégia, valores e cultura de uma empresa , portanto seus programas também devem ser desenhados e implementados no sentido de garantir isso.

3. Processos de uma empresa existem para facilitar o negócio e não ao contrário. Portanto, não podemos colocar o processo à frente dos negócios ( a não ser em questões legais e mesmo assim precisamos pensar em como adaptar o processo para não prejudicar o negócio). Aí alguém pode refletir sobre essa afirmação e me falar:"Ah!Você diz isso, mas eu queria tomar um risco de negócios em relação a minha organização e RH me orientou a não seguir assim!" E eu respondo que, se for um profissional de RH moderno, com conteúdo e visão de negócios que te orientou assim foi porque ele viu um risco ainda maior para a empresa.O que de repente falta é ele explicá-lo melhor a você.

A direção e time de gestão que entendam que de fato a empresa sem gente remando no rumo certo não vai a lugar nenhum, consegue colocar Recursos Humanos como prioridade.

Um bom exemplo disso é uma frase de um dos sócios da ABInbev (também do Burger King, Heinz, Lojas Americanas, Submarino, etc) Jorge Paulo Lemann. Ele diz que:"Cultura Organizacional não é um suporte a estratégia, cultura é a estratégia" . Não é a toa que ele e seus sócios, se transformaram em uns dos principais empresários do mundo no mercado de consumo.

Colocar Cultura como estratégia é trazer Recursos Humanos para participar do centro das decisões e ser um dos principais influenciadores para que a empresa atinja seus objetivos.

Definitivamente não da para fazer isso abraçando árvores .

Parabéns para nós, Profissionais de RH, pelo dia de hoje!
Thiago Assad
 
Thiago é carioca, formado em Administração de Empresas pela PUC-Rio, com pós-graduação em Gestão Empresarial pela FIA/USP. Com quase 20 anos de carreira, foi gestor de RH da fábrica Novartis-Sandoz do Brasil, localizada em Cambé e atualmente é Diretor Associado de RH na Novartis localizada em Princeton, EUA. Foi professor da PUC-Campinas e vice-presidente do Comitê de Gestão de Pessoas da Câmara Americana de Comércio de Campinas e Região. Morou por um ano e meio em Londrina e é apaixonado pela cidade.



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