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25/05/2006 -- 17h28
Hits acusticamente revestidos
A banda gaúcha Engenheiros do Hawaii traz neste sábado a Londrina o espetáculo 'Acústico MTV', com apoio da Folha
Um giro por quatro cidades trouxe a banda gaúcha Engenheiros do Hawaii ao Paraná esta semana. A miniturnê começou ontem em Foz do Iguaçu, chega sexta-feira a Toledo, passa sábado por Londrina e termina domingo em Maringá.

Em Londrina, Humberto Gessinger e sua turma apresentam-se no Ginásio Moringão. O show começa às 22 horas e tem apoio da Folha de Londrina, que está oferecendo um cupom-bônus aos leitores para desconto no preço dos ingressos.

O show é o ''Acústico MTV'', cujo CD e DVD foram lançados no final de 2004. O repertório reúne as músicas do projeto, além de outras dez canções pinçadas dos discos anteriores da banda.

A platéia poderá matar saudades do grupo cantando junto sucessos como ''O Papa é Pop'', ''Infinita Highway'', ''Somos Quem Podemos Ser'', ''Toda Forma de Poder'', ''Sopa de letrinhas'', ''Nau à Deriva'', ''Ouça o que eu Digo, Não Ouça Ninguém'' e ''Era Um Garoto Que Como Eu Amava os Beatles e os Rolling Stones''.

Tais canções marcaram as rádios ao longos das décadas de 80 e 90. Engenheiros foi a primeira banda gaúcha a estourar nacionalmente. Surgiu executando um pop-rock com influências do Police e dos Paralamas. Posteriormente, flertou com regionalismos, guitarras pesadas e rock progressivo. Humberto Gessinger é o único remanescente da formação clássica da banda, que contava ainda com Augusto Licks no baixo e Carlos Maltz na bateria.

O primeiro deixou a banda em 1993 e o segundo dois anos depois. Antigos fãs ainda sonham com o reagrupamento. Maltz tem ensaiado uma volta: ele fez participações especiais em faixas do ''Acústico'' e dos dois álbuns anteriores ''Surfando Karmas & DNA'' (2002) e ''Dançando em Campo Minado'' (2003). Nos últimos dez anos, porém, diversas formações acompanharam Gessinger.

Nos shows dessa semana, ele canta e toca violão, bandolim, piano e harmônica. Estará no palco ao lado dos músicos Fernando Aranha (violões), Bernardo Fonseca (baixo), Glaucio Ayala (bateria e vocais) e Pedro Augusto (teclados). A seguir, leia trechos da entrevista que Humberto Gessinger concedeu à Folha2.

O ''Acústico'' comemorou 20 anos de trajetória da banda. A turnê do projeto está há 1 ano e meio na estrada. Quem é a platéia hoje dos Engenheiros do Hawaii?

A molecada. A renovação do público é uma coisa que pude perceber ao longo dessa turnê. Pra gente, que está acostumado a ver a história de uma forma linear, é engraçado observar garotos entrando na loja para comprar nosso primeiro álbum (''Longe Demais das Capitais'') como se fosse um disco novo. E, pra eles, é mesmo algo novo porque eles estão descobrindo a banda. O curioso é que cada um elege um disco ou uma fase da banda como a favorita. Não tem um gosto único, uma preferência única.

Todos proclamam o esgotamento do formato acústico. O que o projeto trouxe de experiência nova para os Engenheiros do Hawaii?

Acho esquisito o sucesso que o formato acústico adquiriu no Brasil, que é uma coisa que não acontece em outros lugares do mundo. Lá fora, os artistas fazem shows acústicos sem a preocupação de gravar. Aqui, não sei por qual motivo, ele caiu no gosto popular. Outra curiosidade é que eu converso com as pessoas e todos falam que é legal gravar o 'Acústico'', que ele representa um um ponto de chegada na carreira do artista. Eu penso diferente. Pra mim, a experiência de gravar o CD e o DVD serviu como um ponto de partida. A partir do projeto passei a tocar viola caipira, que é um instrumento tocado em São Paulo e Minas Gerais e sem muita tradição no Rio Grande do Sul. De qualquer maneira, foi legal reler a história da banda num ambiente sonoro mais delicado. Caiu bem para a forma das músicas que eu componho. E o show é o melhor que já coloquei na estrada em 20 anos de banda.

A gravação do disco e do DVD ''Acústico'' teve a participação da sua filha, Clara, de 12 anos. Ela acompanha você nas turnês?

Ela participou de alguns shows em Porto Alegre, São Paulo e Belo Horizonte. Mas foram shows casuais.

A banda passou por seis ou sete formações diferentes ao longo dos anos. Como essas mudanças refletiram nos trabalhos da banda?

Quanto mais tocamos com uma pessoa, é melhor. Quanto mais vivemos casados com uma pessoa, é melhor. Mas tem a vida real, a quebra de sintonia, e aí fica difícil manter a relação. O que consegui manter na banda é a maneira como escrevo as canções, é o fio que costura os vários capítulos. Por isso, vejo a história do Engenheiros mais como uma continuidade do que através de rupturas. Na verdade, desde o ínicio, a banda faz uma única e grande canção. Nisso, acho que sigo os artistas que gosto como João Gilberto, Paulinho da Viola, João Bosco, Bob Dylan ou Joni Mitchel. Eles não têm uma cronologia escravizando a obra, não seguem ondas, tendências. Não têm a preocupação de traduzir o que 'está rolando'. Preferem trilhar um caminho pessoal.

Assim, como você vê o atual revival dos anos 80 no pop mundial?

Vejo como um discurso neurórico, uma tendência a fragmentar tudo. É útil apenas para quem escreve sobre música ou para donos de lojas de discos. A arte é a negação disso, é o rompimento com esses relógios, essas fronteiras. Os artistas devem ter uma visão mais generosa, dedicando um tempo maior para as coisas.

Você tem acompanhado a cena musical gaúcha? Há novas bandas legais por aí?

O que mudou agora é a difusão. As bandas contam com gravadoras locais e apoio da mídia regional. Em Porto Alegre, percebo uma cena anos 60, representada por bandas como a Cachorro Grande. Mas isso já existia nos anos 80 com a T.N.T. Mudaram as bandas, mas as cenas se repetem.

A banda não lança um álbum de inéditas desde 2003. Há planos de gravar um novo disco este ano?

Temos algumas canções gravadas numa demo. A idéia é começar a ensaiá-las em setembro e lançar o álbum em 2007. Pretendo tocar viola caipira em algumas músicas.

E, neste de eleições, como está o seu sentimento de cidadania após o furacão dos escândalos políticos?

Estou com o otimismo abalado. Sinto cansaço, decepção, como se o Brasil tivesse perdido um penâlti na final. Mesmo assim, continuo com a tendência iluminista de acreditar no voto para mudar as coisas, ainda que o valor do voto seja menor agora.

Serviço:
Engenheiros do Hawaii

Data: 27 de maio, sábado
Horário: 22 horas
Local: Ginásio do Moringão, em Londrina
Ingressos: R$ 40,00 e R$ 20,00 (com cupom/bônus da Folha de Londrina). Pontos de venda: Patio San Miguel, Mercado Guanabara, Tim Celular (Catuaí Shopping Center), Café Paris, Posto JK e lojas Aracalce (de Cambé, Rolândia e Arapongas).
telefone para informações: (43) 3357-1029
Nelson Sato - Folha de Londrina
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Comentários dos internautas
 
Após discussão, condutora joga carro contra motocicleta

Caros amigos,


Vejo aqui cada comentário, sobre incidênte, mas que não vem ao caso.


Pura maldade.......mas com certeza será Fácil achar um corsa com ...
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CARLOS

"Londrina é modelo a ser seguido", diz revista Veja

Colocado originalmente por Rafael
Leu na Veja, azar o seu!
Êitia Rafael!Sabia que tem uma comunidade no Ork...
+ Veja mais deste comentário
Roberto
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