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Mudar o mundo pela internet é possivel 20/05/2010
Às vezes eu tenho uma birra enorme com a internet. Isso porque muito embora as pessoas adorem dizer que o Twitter revoluciona isso, o Orkut revoluciona aquilo, muito pouco do que circula nesses sites é realmente relevante. Vamos falar a verdade: quem quer saber se você tomou um capuccino por causa do frio ou se ficou feliz com o resultado da pesquisa Vox Populi?
Mas entre todas essas bobagens que nos obrigamos a ler, eis que uma coisa ou outra realmente fazem a diferença. Outro dia topei com algo assim. Por acaso fui parar no site bacana chamado Coma Com Os Olhos (http://comacomosolhos.com) depois que li na Folha de São Paulo que a Nestlé poderia ser multada por vender a bebida Alpino Fast sem conter o chocolate Alpino. Mas como a história do achocolatado foi parar nas autoridades competentes? Pois bem, por causa do referido site que publicou uma nota bem bacana mostrando que se o consumidor tivesse paciência e olhos de lince teria visto que a bebida trazia em letras miúdas o alerta: não contém chocolate Alpino.
Pois bem, eu mesma comprei o tal Alpino Fast para que o maridão experimentasse (eu não como açúcar) e não vi o tal alerta. E olha que sou escolada em ler rótulo em virtude de minhas atuais restrições alimentares. Pois o pessoal do Coma Com os Olhos Viu e botou a boca no trombone. A história foi parar nos maiores jornais do país e criou um problemão para a Nestlé, que talvez seja multada em R$ 13 milhões.
Sem entrar no mérito da história (tem muita gente aí defendendo a Nestlé sob o argumento de que ninguém iria esperar que um achocolatado viesse com o bombom dentro), a questão é que o pessoal do Coma com os Olhos faz um trabalho bacana. Além da história do Alpino Fast, eles publicam dia a dia muitas informações bacanas sobre a diferença entre o que é divulgado e o que realmente é vendido. Para quem tiver curiosidade, recomendo especialmente a série que eles fizeram sobre o paradeiro das gotas de chocolate dos cookies.
Revolucionário não é falar sobre o tempo no Twitter. Revolucionário é saber apurar e divulgar uma informação que era essencial e ninguém sabia. Iniciativas como a do Coma com os Olhos é que fazem a web diferente das outras mídias. |
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Twitter não faz ninguém virar Obama 07/05/2010
As eleições desse ano no Brasil deverão ter muita movimentação de candidatos e militantes na web. Como o acesso à rede está aumentando no país, e a internet é menos limitada que outras mídias pela legislação eleitoral, nos próximos meses o Twitter, Orkut e outras mídias vão pulular de políticos. Mas os marketeiros eleitorais e os candidatos que não se enganem. Não dá para transformar a Dilma Rousseff e o José Serra em Barack Obama só usando o Twitter.
Quem fatura alto com marketing e outras cabalas em época de campanha adora pregar que esta ou aquela tecnologia vão fazer a diferença na hora do voto. Mas vamos inverter o raciocínio: foi o Obama que aproveitou as redes sociais ou foram as redes sociais que inventaram Obama? Será que numa era sem internet ele seria o mesmo fenômeno?
Arrisco a dizer que sim. Obama (assim como Lula) é um personagem único, dono de um carisma incomparável. Não foi o Twitter de Obama que empolgou os jovens americanos a ponto de fazê-los aderir à campanha. Foi a mensagem que ele tinha para passar que conquistou a América. O que a internet fez por Obama foi ajudá-lo a fazer render mais o dinheiro que ele conseguiu arrecadar para a disputa eleitoral. Mas não vamos esquecer: mesmo assim ele gastou, e muito, com propaganda em rádio e televisão.
Quer saber para quem a internet vai fazer a diferença por aqui? Para a Marina Silva. Sim, a pré-candidata do PV tem um quê de Obama. É bem capaz dela conquistar alguns votinhos pela web. Agora, a Dilma e o Serra? Bem, que a internet vai fazer por eles é ajudar a disseminar boatos. Como a história da Sociedade dos Amigos de Plutão, inventada na eleição de 2006 para desmoralizar Lula (só para constar, a tal sociedade não existe, portanto jamais recebeu recursos públicos). No Twitter já dá para ver os grupos pró-Dilma e pro-Serra espalhando desinformação.
Mas dizer que a web não transforma sapo em príncipe não quer dizer que os candidatos devem deixar esse recurso de lado. Assim como não dá para deixar de participar do horário eleitoral, também não dá para ficar de fora da web. Só sugiro que os marketeiros e coordenadores de campanha criem em seus sites oficiais uma seção "Não é verdade", para desmentir todos os boatos que já circulam ou ainda vão ser inventados. Vai ser muito útil. |
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Nem tudo é transparência na web 23/03/2010
Já virou rotina. Depois das denúncias os gestores publicos se apressam em dizer que vão ser transparentes, colocar tudo à disposição da população na web. É o que aconteceu no recente episódio que envolveu a Assembleia Legislativa do Paraná. Segundo o presidente da Casa, deputado Nelson Justus (DEM), os tais "diários secretos" vão ser publicados na web. E pronto! A falta de transparência estará resolvida... certo?
Errado. Publicar dados públicos na internet não é sinônimo de torná-los acessíveis. E o que impedia o acesso a documentos não era a falta de digitalização deles. Tornar público é tornar acessível. Isso pode ser feito, por exemplo, disponibilizando os documentos em uma biblioteca sem a necessidade de documentos, ofícios e carimbos para que o povo possa consultá-los.
Mas se a internet não é sinônimo de transparência ela também é uma nova forma de iludir o cidadão com uma promessa que não se cumpre. O que os governantes fazem na internet, ao serem "transparentes". é a versão moderna do soterramento do público em papel. No passado quando uma autoridade não queria tornar públicas certas informações, o que se fazia era entregar ao interessado toneladas de documentação sem qualquer organização, soterrando-o de papéis.
Na web, a versão moderna desse golpe chama-se PDF. O melhor exemplo disso é a tal lista de salários dos servidores divulgada pelo governador Roberto Requião. Pois bem, o tal documento tem mais de quatro mil páginas. E é protegido. Se você quiser consultar, é fácil, mas é impossível fazer qualquer cruzamento de informação com base nesses dados, a não ser que se redigite o documento.
Isso significa que quem quiser saber quanto ganha o Zé da Silva até consegue descobrir. Mas quem quiser saber quantos funcionários do governo ganham entre R$ 12 mil e R$ 18 mil só vai conseguir essa informação se copilar os dados manualmente. Como a base de dados tem quatro mil páginas, dá para imaginar a dificuldade.
Pois pode escrever aí: os tais diários da Assembleia vão ser publicados em PDF. Quem quiser pesquisar nomes, datas, valores vai ter que abrir um a um os documentos. E copilar os dados na mão.
Tecnologia, como vemos, não é sinônimo de democracia. |
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Dá para fazer dinheiro na internet? 06/03/2010
Todo jornalista tem um sonho secreto de ter seu próprio jornal. Poder publicar o que quer, mandar na linha editorial. Mas ter um jornal custa caro e jornalista, em geral, ganha pouco. Então não se trata de um sonho que figure como realizável.
Mas daí surgiu a internet e todo mundo (jornalista ou não) virou editor de si mesmo. Quem é que não tem um blog, uma página no Twitter, um cantinho na rede para chamar de seu? Muita gente virou redator, editor, fotógrafo, publisher da noite para o dia. Inclusive muitos que não tem lá muita coisa interessante a dizer.
Tudo isso é muito bom, muito bonito, mas no fim das contas quem vive de escrever tem pagar as contas no fim do mês. E a internet rende dinheiro? Taí uma pergunta que até mesmo as grandes empresas de mídia do país se fazem diariamente.
Se tem uma vantagem que o jornal impresso tem sobre a internet é o preço que ele garante para seus espaços publicitários. Anúncio de jornal é caro. E se o jornal tem circulação, a renda do comercial não faz feio e contribui para fechar o balanço da empresa no azul.
Mas na internet, bem, a coisa não é bem assim. Anúncio na web se paga em centavos. Custa muito barato. E fica longe de garantir aos donos de portais uma renda que valha a pena. Além disso, na internet é comum os chamados acordos de parceria. Ou seja, aqueles acordos nos quais a empresa anúncia no site, mas só paga quando o internauta efetivamente clica no link.
Para o anunciante é um ótimo negócio. Mas para quem precisa fazer renda para pagar o custo do conteúdo não é bem assim.
Mas vamos ao tema do post: dá para fazer dinheiro na internet? Pois bem, dá. Mas a equação é complexa. Quem quer viver de produzir conteúdo para web precisa ter um plano de jogo bem fechadinho para garantir o retorno financeiro.
No jornal tradicional, ganha-se dinheiro basicamente em duas frentes: na venda da publicação (seja por assinatura, seja na banca) e na venda de anúncios. Na internet é preciso trabalhar com um leque maior de opções.
Eis algumas possibilidades:
- venda de anúncios: mesmo com retorno menor que no impresso, ainda é uma fonte de arrecadação
- venda de conteúdo
- venda de mailing
- prestação de serviços
O importante é saber que não dá para confiar só nessas possibilidades. O negócio é diversificar.
Mas também é preciso ponderar algumas coisas. Na venda de conteúdo, não é qualquer conteúdo que tem apelo comercial na internet. De uns anos para cá o que se observa é que veículos especializados tem tido mais sorte nessa área. As chances de um internauta pagar para ler seu site também ficam maiores quando mais exclusivo for seu conteúdo.
Deixe-me explicar melhor. Vamos pensar em um site sobre política paranaense. O chamado noticiário factual é aquele do dia-a-dia que todo mundo dá. É projeto de lei que tramita nas casas legislativas, brigas partidárias, negociações de alianças. Mas tem também o chamado hard news, aquelas matérias exclusivas, de fôlego e que obviamente não são encontradas em qualquer lugar. Por qual dos dois conteúdos você acha que o leitor estaria disposto a pagar?
Um conceito interessante que anda crescendo na web é de "quase gratuidade". É simples. No portal hipotético de política paranaense, por exemplo, o leitor tem acesso livre a todo conteúdo factual de graça. Mas para acessar as matérias exclusivas é preciso assinar o site.
Claro que o custo de uma assinatura num portal é muito menor que o de um jornal, e por consequência a renda de um site com isso é menor que a de um jornal impresso. Mas um portal de conteúdo pode usar isso como um argumento a mais para capturar seu assinante. Afinal, é mais fácil convencer alguém a gastar R$ 100 por ano do que R$ 100 por mês. |
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Assinatura básica: sim ou não? 23/02/2010
No Brasil, todo consumidor de serviços de telefonia com contratos de telefonia fixa paga mês a mês uma taxa em torno de R$ 40 a título de assinatura básica. Use ou não o telefone, o usuário é obrigado a arcar com esse custo. Mas afinal, pra quê serve a assinatura básica?
Pois bem, as empresas de telefonia alegam que, com ou sem o uso do telefone, a manutenção do serviço na casa do consumidor depende de uma infraestrutura básica que precisa ser mantida. A assinatura básica custearia justamente essa infraestrutura.
O problema, no entanto, é que a telefonia, como outros serviços no Brasil, são negócios explorados pela iniciativa privada. E a ação privada na economia engloba também o risco. Ou seja, essa necessidade de manter a estrutura para que o eventual usuário usufrua dela é da concessionária, não do cliente. Então por que o cliente tem que pagar por ela?
É com nessa ideia que entidades de defesa do consumidor estão lutando junto a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) para que a cobrança seja extinta ou pelo menos barateada.
A situação é curiosa. É como se o cidadão usuário do transporte coletivo tivesse que pagar uma mensalidade fixa para manter os ônibus circulando, mesmo que não os utilize. Claro que parte do custo da manutenção da frota está embutido no valor da passagem, mas o usuário só paga quando passa pela catraca.
O argumento das telefônicas para a manutenção da cobrança é que com o fim dela, o custo das ligações (que já é altíssimo no Brasil) aumentaria ainda mais. Já as entidades de defesa do consumidor apontam que as empresas não podem cobrar por serviços que não foram fornecidos. E manter a estrutura não é o mesmo que fornecer o serviço. |
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Carnaval high tech - qual a sua fantasia? 12/02/2010
Só para entrar no clima, eis aqui algumas sugestões de fantasia para quem gosta de tecnologia.
Conectado
Quer pular o carnaval sempre próximo de um sinal de wi-fi? Essa camiseta avisa se há sinal e qual sua intensidade.
http://www.thinkgeek.com/images/products/front/c498_electronic_rock_guitar_shirt_anim.gif
Rock and roll
Já essa camiseta permite que você leve sua air guitar para onde quiser.
Came to the dark side
Quem foi que disse que o Darth Vader não gosta de uma cozinha??
Jedi
Para quem está do lado certo da Força, o robe Jedi e um lightsaber talvez sejam mais apropriados.
Para os pequenos
Porque criança também é geek. |
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Siga os bons e os não tão bons assim 10/02/2010
Eu sou bastante cética em relação a real importância do Twitter na comunicação. Mas tenho que reconhecer que o hábito de acompanhar as "celebridades" da política local pelo site tem se tornado cada vez mais interessante. Muito disso tem que ser creditado ao governador Roberto Requião (PMDB), que tem um estilo todo próprio de twittar.
Mas mesmo aqueles políticos que insistem em tweets insosos como "inaugurei hoje mais um posto de saúde na Vila Marolinha. Mais saúde para nossa gente" permitem, via Twitter, que um leitor mais atento veja quem é produto da assessoria e quem realmente meta a cara na web.
Como as eleições estão longe, mas cada vez mais onipresentes no noticiário local, segue abaixo uma lista de políticos da terrinha para quem quiser acompanhar. Não testei a lista toda, portanto alertas de perfis fake e links incorretos serão benvindos.
Abelardo Lupion (deputado federal - DEM e pré-candidato ao senado) - Twitter.com/abelardolupion
Ademar Traiano (deputado estadual - PSDB) - Twitter.com/DeputadoTraiano
Alceni Guerra (deputado federal - DEM) - Twitter.com/Alceni_Guerra
Alex Canziani (deputado federal - PTB, líder da bancada paranaense na Câmara) - Twitter.com/CanzianiAlex
Alexandre Curi (deputado estadual - PMDB) - Twitter.com/AlexandreCuri
Alfredo Kaefer (deputado federal -PSDB e possível ao senado) - Twitter.com/AlfredoKaefer
Alvaro Dias (senador -PSDB e pré-candidato ao governo do estado) - Twitter.com/alvarodias_
Angelo Vanhoni (deputado federal - PT) - Twitter.com/angelovanhoni
Andre Vargas (deputado federal - PT) - Twitter.com/andrevargas13
Beto Richa (prefeito de Curitiba - PSDB e pré-candidato ao governo do estado) - Twitter.com/BetoRicha
Caito Quintana (deputado estadual - PMDB) - Twitter.com/caitoquintana
Cida Borguetti (deputada estadual - PP) - Twitter.com/cidaborghetti_
Dr. Rosinha (deputado federal - PT) - Twitter.com/DrRosinha
Edgar Bueno (prefeito de Cascavel - PDT) - Twitter.com/edgarbueno12
Gleisi Hoffman (ex-presidente PT/PR e pré-candidata ao senado) - Twitter.com/gleisi
Jaime Lerner (ex-governador - DEM) - Twitter.com/JaimeLerner
Jocelito Canto (deputado estadual - PTB) - Twitter.com/cantojocelito
Luciana Rafagnin (deputada estadual - PT) - Twitter.com/LucianaRafagnin
Luiz Claudio Romanelli (deputado estadual - PMDB) - Twitter.com/luizromanelli
Luiz Nisshimori (deputado estadual - PSDB) - Twitter.com/LuizNishimori
Marcelo Rangel (deputado estadual - PPS) - Twitter.com/marcelorangel1
Mauro Moraes (deputado estadual - PSDB) - Twitter.com/mauro_moraes
Ney Leprevost (deputado estadual - PP) - Twitter.com/neyleprevost
Osmar Bertoldi (deputado estadual - DEM) - Twitter.com/bertoldi
Osmar Serraglio (deputado federal - PMDB) - Twitter.com/osmar_serraglio
Orlando Pessuti Vice-governador - PMDB e pré-candidato ao governo do estado) - Twitter.com/pessuti
Paulo Bernardo (ministro do Planejamento - PT) - Twitter.com/Paulo_Bernardo
Rafael Iatauro (chefe da Casa Civil - PMDB) - Twitter.com/rafael_iatauro
Ricardo Barros (deputado federal - PP e possível candidato ao senado) - Twitter.com/ricardobarrospp
Roberto Requião (governador - PMDB e pré-candidato à presidência e ao senado) - Twitter.com/requiaopmdb
Rodrigo Rocha Loures (deputado federal - PMDB) - Twitter.com/rodrochaloures
Rosane (deputada estadual - PV) - Twitter.com/rosanedopv
Rubens Bueno (presidente do PPS-PR e possível ao governo) - Twitter.com/RubensBuenoPPS
Stephanes Jr (deputado estadual - PMDB) - Twitter.com/StephanesJr
Teruo Kato (deputado estadual - PMDB) - Twitter.com/teruokato
Valdir Rossoni (deputado estadual - PSDB e presidente do PSDB-PR) - Twitter.com/rossoni
Welton Welter (deputado estadual - PT) - Twitter.com/EltonWelter |
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09/02/2010
O poder aquisitivo do brasileiro médio aumentou, é o que diz o noticiário econômico. Milhares de pessoas ascenderam de classe social e estão por aí movimentando a economia, comprando mais eletrodomésticos, gastando mais. Essa é uma ótima notícia.
No entanto, mais consumo quer dizer mais eletrodomésticos, equipamentos funcionando nas casas brasileiras. E mais pressão sobre uma rede de transmissão de energia elétrica já no limite.
Nas últimas semanas, junto com a chuva, os alagamentos e os prejuízos, também contabilizamos inúmeros episódios de desligamento e oscilação da rede elétrica. Não é preciso conhecimento técnico para notar que algo não vai bem nessa área.
Ficar sem energia elétrica é um transtorno sem fim. Pior ainda é quando a luz volta e descobrimos que a oscilação na rede queimou algum equipamento eletrônico que temos. E não pense que o problema no Paraná é termos uma concessionária pública. No Rio de Janeiro, onde a empresa responsável é privada, os problemas são tão graves, senão piores.
Como cidadãos, o que nos resta é pressionar dia-a-dia a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) para que ela fiscalize mais as concessionárias do setor. A insistência de um pode ser insignificante, mas somada ao empenho de outros pode fazer muito pela qualidade do serviço de transmissão de energia elétrica no país.
Para registrar suas reclamações na Aneel lembre-se: tenha em mãos os dados do seu contrato e o número de protocolo do seu último contato com a concessionária de energia elétrica. O telefone da Aneel é 167 (atende de segunda a sexta-feira das 8h00 às 20h00). |
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Não usa mais? Passe pra frente 03/02/2010
Com esse calor infernal (sou curitibana - qualquer coisa acima dos 30 graus é insuportável) e uma sequência de chuvas que está destruindo tudo que encontra pela frente, muita gente está começando a pensar que talvez seja uma boa ideia aderir a um estilo de vida mesmo agressivo com o meio ambiente. Vamos falar a verdade, ser verde nem sempre é fácil. Produtos orgânicos custam mais caro que os tradicionais. Separar o lixo reciclável nem sempre é garantia de que esse material realmente será reaproveitado.
Mas existe algo muito simples que qualquer usuário de equipamentos tecnológicos pode fazer para reduzir a poluição e a contaminação produzida por esses produtos. Sabe aquele pen drive de 1GB que já virou peça de museu para você? E o MP3 de 512 kb? O monitor tela plana que você trocou por um LCD? O celular que você ganhou da operadora?
Passe tudo isso para frente. Isso mesmo. Pegue sua lista de contatos e mande um email divulgando sua vontade de se desfazer dessas tralhas todas. Dê de presente para sua diarista. Venda, dê, troque, mas não deixe esse material todo juntando pó na sua casa.
Nós temos uma mania de nos apegar a esses gadgets da estação passada por um motivo muito simples: pagamos caro por eles. Mas o caso é que passado o tempo, a maioria disso vira descanso para o pó. E perde muito do valor monetário que tinha antes. O pen drive já custou bons R$ 150 reais, mas hoje tem similares com maior capacidade de armazenamento disponíveis por R$ 30 ou menos.
O problema é que esses trambolhos tecnológicos não perdem só valor monetário quando ficam largados no canto. Um MP3 que é deixado de lado, por exemplo, pode perder a capacidade de segurar carga na bateria. Sem bateria, o gadget deixa de ter função.
O ideal seria que nós não gastássemos tanto com produtos que perdem rápido a função. Investir em produtos com maior durabilidade também é uma boa ideia. Mas se compramos e deixamos de usar, porque não passar esses gadgets do passado a quem poderá desfrutá-los ainda?
Você não quer dar de presente o que te custou tão caro? Então venda. Bote no Mercado Livre. Divulgue sua lista de produtos por email. Faça um bazar. Pode ser que alguém esteja precisando justamente de algo como o que você tem e não usa mais.
Um MP3 de 512 kb, por exemplo, pode ser um ótimo presente para uma criança pequena, que não tem condições de cuidar de um player mais caro. Monitores de tela plano ou os mais antigos ainda são usados por empresas.
Só não espere conseguir muito pelo seu tesouro. Ninguém vai pagar o mesmo que você pagou por um produto usado e já fora do mercado. Mas o importante aqui não é recuperar o investimento, e sim garantir a esses produtos todos uma vida útil sobressalente. |
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01/02/2010
Ok, muita gente deve ficar muito brava com a afirmação do título. Mas esclareço: a ideia não é minha. É do escritor Bruce Sterling. Para ele, a dependência de "conexões" é intimamente ligada a a pobreza. "Poor folk love their cell phones" (Gente pobre adora seus celulares)!, decretou em discurso em Austin.
Sem insistir na polêmica, a questão fundamental por trás do Twitter (e do Orkut, Facebook etc) é saber por que as pessoas se dispõem a se expor tanto por tão pouco na web. Para Virginia Heffernann, do New York Times, o que Sterling propõe é que aquelas pessoas sem outras opções melhores na vida é que são obcecadas em estarem conectadas o tempo todo.
Já quem é rico (seja em opções, seja financeiramente) pode se dar ao luxo de não se submeter a qualquer círculo social, e sim cultivar seus próprios círculos.
Será que estamos na web por falta de opção? Estamos disponíveis o tempo todo, em todo tipo de mídia, para o caso de alguém, talvez, precisar de nós não é um sinal de que não somos tão requisitados assim em primeiro lugar?
O tema é polêmico. Mas também bastante relevante. Antes de decretar que o Twitter revoluciona, muda tudo, talvez seja o caso de pensar melhor porque aderimos tão facilmente a ele. Será que somos capazes de ver o que ele nos traz de positivo?
O especialista em organização pessoal Peter Walsh defende o fim da ditadura das conexões na nossa vida. Para Walsh, celulares, videogames, computadores são formas caras e elaboradas de nos mantermos longe das conexões que realmente importam.
Não se trata de demonizar a tecnologia, mas de aprender que ela tem seu lugar. Para Walsh, quem não conseguer passar por uma refeição em família sem se distrair com o envio de SMS, deixa de lado a conexão humana, palpável, por outra não tão significativa. É nesses momentos que, ensina, as pessoas precisam aprender a determinar limites.
Se interessou pelo assunto? Confira mais em:
- O desafio de Peter Walsh na Oprah
- Let them eat tweets - New York Times Magazine |
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| Rosiane Correia de Freitas |
Rosiane integra a equipe de repórteres da Folha de Londrina desde 2008 da sucursal de Curitiba e atua principalmente nas editorias de Política, Geral e Cidades. É mestre em Educação pela UFPR e especialista em gestão do projetos sociais. Trabalhou por mais de três anos em projetos de inclusão digital. E foi responsável pela criação da cartilha do Uso Responsável da Internet (relançada pelo Instituto Xuxa Meneghel).

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