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A culpa não é do Felipe Melo
06/07/2010

Crucificado e escolhido como o principal responsável pela eliminação brasileira na Copa, Felipe Melo certamente não é o maior culpado.

Porque ele nunca fez nada para estar na Seleção e não tem culpa nenhuma por ter sido convocado.

Os ``méritos´´ pelo fracasso na África do Sul -- não tanto pelo modesto sexto lugar, atrás inclusive da Argentina, mas pelo futebol feio que virou praxe nos últimos quatro anos -- são, basicamente de três pessoas: Ricardo Teixeira, Dunga e Jorginho.

O primeiro porque, depois de ver sua política de oba-oba com patrocinadores falhar no Mundial da Alemanha, resolveu militarizar a Seleção, a partir da escolha do técnico, que parece ter saído ontem da caserna.

Mas não dá para esperar muito mais do presidente da CBF, que pouco entende de futebol e normalmente passa longe do bom-senso indicado para lidar com estas questões.

O segundo é o principal culpado pela perda de identidade da Seleção, ao contrário do que ele costuma falar. Porque pode até ter criado um bom relacionamento dentro do ``grupo´´, mas distanciou demais seu time do estilo brasileiro.

Péssimo nas escolhas de jogadores -- como justificar Afonso Alves, Gilberto Silva, Felipe Melo, Doni, Júlio Baptista, entre outros --, e extremamente conservador e retranqueiro nas escalações, Dunga perdeu inclusive sua propalada coerência na reta final.

Porque, com medo de levar jogadores talentosos e com personalidade como Ronaldinho Gaúcho, Ganso e Neymar para a Copa, virou refém de suas próprias escolhas equivocadas. Até prometeu que teria um reserva à altura para cada posição, mas não cumpriu a promessa.

Porque Daniel Alves não joga na mesma posição que Elano. E Júlio Baptista não é nem sombra de Kaká -- e também nunca foi armador, já que começou como volante. E Michel Bastos e Gilberto, hoje atuando no meio-campo em seus clubes, mostraram absoluto desconforto em voltar à lateral-esquerda.

Se isso for coerência, imagina o que é incoerência.

Finalizando a lista de culpados, Jorginho pecou pela omissão, deixando o comandante levar a nau descontrolada em direção ao rochedo sem alertar para o desastre iminente. Na verdade, o assistente, que ao contrário do treinador foi um excelente jogador, só apareceu ao amplificar as críticas de Dunga à imprensa, como se os jornalistas fossem os culpados pela pobreza tática e técnica da Seleção.

Para 2014, Teixeira, que desfila pelo Brasil como um príncipe a ser coroado, enquanto prepara a Copa do Mundo, tem a chance de apagar os erros dos dois últimos mundiais. Por isso anda atrás de Felipão, que não reza por sua cartilha, até por ter independência e personalidade, mas já salvou a pele do dirigente em 2002.
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Reta final
05/07/2010

Chegou a hora decisiva.

Alemanha, Espanha, Holanda e Uruguai, o intruso sul-americano, farão as semifinais da Copa do Mundo.

Pelo desempenho até o momento, pode-se afirmar que a ordem de favoritismo vai dos alemães aos uruguaios, passando por holandeses e espanhóis.

Mas, levando-se em conta apenas a beleza do futebol apresentado, esta ordem muda um pouco, com a Espanha ganhando a posição da Holanda.

Se for pela garra e vontade, então é a vez do Uruguai ganhar pontos, com Holanda, Alemanha e Espanha vindo na sequência.

E pelos números, é a Laranja Mecânica, com seus 100% de aproveitamento que se destaca.

Certo mesmo é que, independente dos resultados, as semifinais deverão reservar as mesmas emoções das quartas, que teve quatro duelos para entrar para a história das Copas.

Porque a Alemanha atropelou a Argentina nos 45 minutos finais e aplicou uma sonora goleada por 4 a 0.

Algo que os holandeses não fizeram contra o Brasil por excessivo respeito, já que desperdiçaram ao menos duas chances claríssimas de ampliar a vitória por 2 a 1 no final do jogo.

E se os brasileiros aproveitaram para tirar sarro dos hermanos, vale lembrar que nossos vizinhos ficaram à frente na classificação geral, ocupando o quinto lugar que foi dos canarinhos no Mundial passado (desta vez o Brasil de Dunga não passou da sexta posição).

A Espanha encantou menos, mas teve calma suficiente para furar a forte marcação paraguaia e ganhar com um gol chorado. Pena que o jogo, com pênaltis desperdiçados de ambos os lados, tenha tido um arbitragem tenebrosa, com erros do início ao fim, que prejudicaram os dois adversários.

E os uruguaios conseguiram uma épica vitória nos pênaltis, depois do final mais improvável de prorrogação, com pênalti desperdiçado pelos ganeses já nos acréscimos. E com direito a cobrança de pênalti à la Djalminha do realmente maluco Loco Abreu.

Agora é só esperar o que vem por aí nos últimos quatro jogos de uma Copa que demorou a engrenar, mas que fica melhor a cada dia.
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O esperado fim da Era Dunga
02/07/2010

Foi o fim esperado. E também o mais que esperado fim.

O segundo capítulo da Era Dunga finalmente terminou, com direito a um pouco de cada fator que notabilizou a passagem do gaúcho no comando da Seleção.

Porque o Brasil apresentou, no primeiro tempo, o melhor futebol de que é capaz com a formação tática escolhida por Dunga - lembrou nisso alguns lampejos apresentados na Copa América, Copa das Confederações e em raros jogos das Eliminatórias.

Mas, a partir do momento em que a Holanda reagiu, foram as características negativas do time de Dunga as mais aparentes. A começar pela falta de qualidade do meio-campo, que tinha no esforçado Daniel Alves e no ainda não totalmente recuperado Kaká a responsabilidade de armar o ataque brasileiro.

Pior para a fraca dupla de volantes, que tomou um passeio dos holandeses na segunda etapa. Não demorou para Felipe Melo -- que no gol do Brasil fez um lançamento de Gerson -- mostrar o descontrole habitual e ser justamente expulso por agredir Robben.

Antes disso, Felipe já havia deixado de lado qualquer brilhantismo ao marcar contra o gol de empate, atrapalhando um pouco mais a já estabanada saída de Júlio César, que fez uma Copa quase perfeita mas errou neste lance.

Daí para a frente, meio-campo e ataque não produziram nada demais, acompanhados nisso pelos laterais, principalmente Gilberto, que substituiu Michel Alves apenas porque o titular estava na iminência de ser expulso.

Se esses erros foram habituais em todo o período de Dunga no comando técnico, a falha defensiva no segundo gol holandês foi uma triste novidade. Luís Fabiano, pouco notado em campo, falhou na marcação no primeiro pau e Sneijder recebeu livre, no meio da área, para cabecear para o gol. Parecia Zidane em 1998.

Precisando reagir, Dunga não tinha com quem contar no banco de reservas, sofrendo com os equívocos que cometeu na convocação de uma Seleção pouco talentosa.

E se em quatro anos o treinador rebateu as críticas com os resultados obtidos, agora não tem mais resposta para quem aponta suas evidentes falhas.

O mesmo vale para os idiotas da objetividade, que tanto prezam o futebol de resultados. Eles que comemorem os ``inesquecíveis´´ títulos da Copa América e da Copa das Confederações. Porque a Copa do Mundo está um pouco mais próxima de seleções com futebol muito mais vistoso do que o adorado por Dunga, como Alemanha (que mudou sua forma de jogar para melhor, ao contrário do Brasil), Argentina, Espanha e, em alguns momentos, Holanda.
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O rival ideal
28/06/2010

Durante a nova Era Dunga, a Seleção se caracteriza pela força em duas jogadas: as bolas alçadas na área em faltas e escanteios e o contra-ataque, em que o Brasil é quase inigualável.

Pois diante do Chile, como já está virando hábito, foi assim que os brasileiros venceram.

Diante do rival que parece se encaixar melhor ao estilo de jogo dos comandados de Dunga, a Seleção venceu com tranquilidade, com direito a ver um Kaká mais próximo do ritmo de jogo ideal.

E com um reforço importante causado pela ausência do destemperado Felipe Melo. Porque Ramires, o escolhido pelo técnico para suprir a falta do titular, fez mais hoje do que Felipe me toda a Copa. Sem deixar a desejar na marcação, o volante do Benfica ainda deu uma bela arrancada até assistir Robinho, que marcou um belo gol fechando a tranquila vitória por 3 a 0.

Luís Fabiano, jogando mais perto do gol, também cumpriu seu papel, deixando a marca de artilheiro.

E a defesa exibiu a firmeza habitual, faltando apenas um pouco mais de apoio de Maicon e Michel Bastos, e menos timidez de Daniel Alves.

O Chile é adversário tão ideal que até Gilberto Silva arriscou um chute de longe, quase marcando um gol. Foi de longe sua melhor atuação desde a Copa das Confederações do ano passado.

Passados quatro jogos, a Copa vai começar mesmo para o Brasil na próxima sexta-feira, no jogo com a Holanda, que tem tudo para ser disputado e marcante como os duelos de 1994 (no melhor jogo do Brasil na campanha do tetra) e de 1998.

Tomara que não seja igual ao de 1974, quando Zagallo desdenhou da Laranja Mecânica e viu seu time levar um baile.

Pelo histórico, o favoritismo é brasileiro, mas a Holanda atual esbanja o pragmatismo tão perseguido por Dunga, sem deixar de lado o talento de seus principais jogadores.

Também tem poucas e manjadas jogadas, mas segue vencendo.

Talvez com um leve encantamento a mais que o Brasil.

Que pode começar a perder se Felipe Melo voltar ao meio-campo no lugar do suspenso Ramires.

E pode começar a ganhar se Elano, o motor so time, se recuperar.

Só o tempo dirá.
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Vingança é um prato que se come frio
27/06/2010

44 anos.

Ou 11 Copas.

Este foi o tempo que os alemães esperaram para se vingar da Inglaterra pela derrota na Copa de 1966, vencida pelos anglicanos, jogando em casa, graças à ajuda da arbitragem.

Daquela vez, os britânicos venceram por 4 a 2, ficando com o título, porque contaram com a complacência dos homens do apito e das bandeiras, únicos a ver uma bola que bateu no travessão e sobre a linha entrar na meta alemã.

Este erro é um dos mais famosos da história do Mundial e agora foi repetido, de forma contrária, em terras africanas.

Desta vez, a bola inglesa pingou dentro do gol após bater no travessão, mas Jorge Larrionda e seu auxiliar não viram o claro gol que decretaria o empate em 2 a 2 na etapa final do jogo.

Melhor para a Alemanha, que aproveitou os contra-ataques para marcar mais duas vezes e devolver, com juros, aquela derrota, vencendo por 4 a 1.

Vitória merecida que não apaga os erros absurdos de arbitragem que seguem assolando as Copas.
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Seis razões para não torcer pelo Brasil
25/06/2010

O medíocre jogo do time de Dunga contra Portugal, em que os brasileiros conseguiram jogar pior até do que na estreia diante da fraquíssima Coreia do Norte, serve como exemplo bem acabado da fraqueza técnica e tática do time ``comandado´´ pelo ex-volante.

A ponto de ser fácil enumerar os motivos que levam quem gosta de futebol, e não do patriotismo barato típico desta época, a torcer para a seleção não ir longe na Copa do Mundo.

O primeiro motivo que desanima qualquer torcedor é o desfile de volantes em campo. Talvez por ter sido um mediano -- e esforçado -- jogador da posição, Dunga adora os marcadores do meio-campo. Hoje, mesmo improvisando o lateral Daniel Alves na proteção à zaga e sem poder contar com Elano, o técnico conseguiu a façanha de escalar ao longo do jogo um total de cinco volantes: Gilberto Silva, Felipe Melo, Josué, Júlio Baptista e Ramires. Além de Elano, apenas Kléberson, que completa a interminável lista de jogadores de contenção, não foi a campo hoje.

O segundo fator é a falta de variações táticas do time, que só sabe jogar no contra-ataque. E apenas quando Kaká está em campo, porque Júlio Baptista até tem vigor físico, mas não a capacidade de repetir as arrancadas que consagraram o titular.

O terceiro é a falta de qualidade técnica. Dos 20 jogadores de linha, apenas Lúcio (por mais incrível que possa parecer), Juan, Elano, Michel Bastos, Kléberson, Kaká, Robinho, Nilmar e, em menor medida, Gilberto e Luís Fabiano se notabilizam ao longo da carreira pela precisão de passes e a capacidade de driblar os adversários. Outros, como Maicon e Daniel Alves se caracterizam pela força, enquanto Gilberto Silva e Felipe Melo só devem ser lembrados pelos inúmeros erros de passe e falta de qualidade na saída de bola.

O quarto é a postura de Dunga, que nem merece comentários.

O quinto é saber que jogadores que poderiam fazer algo diferente, como Paulo Henrique Ganso e Ronaldinho Gaúcho, estão fora da Copa, apenas porque não fazem parte da ``família Dunga´´ e não rezam pela cartilha da CBF.

Fechando a lista, a constatação de que os quatro melhores jogadores brasileiros na Copa são os defensores Júlio César, Maicon, Juan e Lúcio. Ou o Brasil virou Uma Itália, ou uma Alemanha, ou tem algo muito errado nisso.
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O nome da Copa
23/06/2010

Com a Copa finalmente trazendo jogos bonitos e emocionantes, um nome se destaca em meio a atletas e técnicos mais ou menos famosos.

Seja qual for o resultado final, o nome desta Copa é, a exemplo de 1986, Diego Armando Maradona.

Tão ou mais criticado que Dunga antes do Mundial. Tão pouco técnico de futebol quanto seu colega brasileiro, o argentino va acertando seu time ao longo do campeonato, ao contrário da maioria das seleções, que chegaram prontas (e por isso previsíveis, como o Brasil) à Copa.

Mas o mais importante é que ao contrário do emburrado e rancoroso Dunga, do quase esquizofrênico Domenech, e até mesmo do que o elegante, educado e preparado Parreira - que mesmo com tudo isso tornou-se o primeiro treinadro a não classificar os donos da casa para a segunda fase -, Maradona esbanja o que mais tem faltado a seus colegas de classe: alegria.

Maradona vibra, pula, brinca ao lado do campo como fazia quando estava dentro dele. às vezes até deixa transparecer um pouco seu lado marrento em reclamações com a arbitragem, mas na maios parte do tempo dá um show de simpatia e felicidade.

E, nestes tempos de dunganização do futebol (ao menos do brasileiro), uma vitória da quase irresponsável Argentina, com sua defesa frágil e confusa, faria um bem indescritível ao esporte.

Já torcia pelos hermanos antes do começo da Copa e agora torço cada vez mais.

E certamente não quero ver, no dia 11 de julho, um triunfante Dunga repetir o que fez em 1994, criando, como diz Marcelo Barreto, do SporTV, o gesto de xingar a taça.

Porque, mais do que não saber perder, o técnico do Brasil não sabe mesmo é ganhar, ocasião em que sempre dá um show de grosseria.

Tomara que Maradona novamente bata Dunga, a exemplo do que fez, dentro de campo, em 1990, encerrando o primeiro capítulo da infelizmente ainda viva Era Dunga.
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Igual a 1990
15/06/2010

Eslováquia 1 x 1 Nova Zelândia, Portugal 0 x 0 Costa do Marfim, Brasil 2 x 1 Coreia do Norte.

Cada vez mais esta Copa se parece, pelo baixíssimo nível técnico das equipes, com a triste edição de 1990.

Tirando a surpreendente exibição da Alemanha e alguns bons momentos da Argentina, nenhuma seleção jogou um futebol capaz de encantar minimamente,

Com o Brasil, aconteceu o mesmo, algo, aliás, bastante previsível.

Como é totalmente previsível a forma de atuar do time armado por Dunga, que prefere dedicação e suor à técnica e talento.

Jogando como sempre, ou seja, perto da mediocridade, a eficiente equipe do ex-volante venceu, como costuma fazer, mas conseguiu a proeza de sofrer um gol da apenas esforçada seleção coreana.

Pode até chegar ao título, porque raramente é derrotada, mas sem convencer quem gosta de futebol de verdade.

Vamos às avaliações individuais:

Júlio César - Praticamente não trabalhou e nada podia fazer no gol coreano -nota 6;

Maicon - Tentou apoiar o tempo todo e ainda fez o gol, meio que sem querer - 8;

Lúcio - Só pareceu ao tentar duas arrancadas, mas falhou junto com toda a defesa no gol sofrido - 6;

Juan - Um pouco mais firme e também mais presente no ataque que o colega de zaga - 7;

Michel Bastos - Até arrisocu alguns chutes, sem precisão, mas foi tímido no apoio - 6;

Felipe Melo - O de sempre, que é quase nada - 4;

Gilberto Silva - Espelho de Felipe Melo - 4;

Elano - Apagado até receber presente de Robinho para mostrar que poderia fazer mais pelo time se tivesse mais liberdade para atacar - 6,5;

Kaká - Se não recuperar sua explosão, pode ser em 2010 o que Raí foi na equipe de 1994 - 5;

Robinho - Chamou o jogo para si e procurou escapar da forte marcação adversária. Ainda deu um passe precioso para o gol de Elano. O mlehor brasileiro em campo - 8,5;

Luís Fabiano - Nervoso com o jejum de gols, fez inúmeras faltas e caiu facilmente na armadilha da defesa coreana, ficando constantemente em impedimento - 4;

Daniel Alves - Pouco fez a mais que o titular Elano. Bem mais discreto e menos participativo que o habitual - 5;

Ramires - Só foi notado por ter recebido cartão amarelo - 4,5;

Nilmar - Com pouco tempo em campo fez muito mis que Luís Fabiano na partida toda e levou perigo, duas vezes, ao gol adversário - 7;

Dunga - Desta vez fez boas substituições, mas insiste com uma formação titular que nada tem a ver com o futebol brasileiro. Seu time e eficiente e vencedor, mas também burocrático, previsível e excessivamente dependente de lampejos individuais, especialmente de Kaká e Robinho. Pelo jogo, merecia nota 4, mas perde ponto pela má educação na coletiva, como costuma acontecer - 3.
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Alemanha vence, mas com novidades
13/06/2010

Tudo bem que foi contra a frágil Austrália, e seu pesado futebol no velho estilo inglês, mas a Alemanha estreou com tudo na Copa.

Fez 4 a 0, que saiu até barato, e, mais do que isso, mostrou um estilo de jogo muito mais bonito do que o habitual.

Uma ótima notícia para o futebol. E péssima para as demais seleções.

Antes, Eslovênia e Argélia conseguiram fazer um jogo pior do que o entre França e Uruguai. Melhor para os eslovenos, que contarm com um frango do goleiro adversário para assumir a liderança do grupo que ainda tem Estados Unidos e Inglaterra, barbadas para a próxima fase.

E Gana, que aposta na força e na tática, diferindo assim da maior parte das seleções africanas, bateu uma nervosa Sérvia, que não fez jus às tradições da um dia Iugoslávia (algo que a Eslovênia também não conseguiu), caracterizada por um futebol leve e com boa técnica.

Aliás, tirando alguns momentos de Messi e das equipes inglesa e alemã, o bom futebol passa longe do Mundial.

Mas amanhã tem a Holanda, que de cara pega uma Dinamarca muito mais precavida e menos espetacular que aquela que encantou em 1986 e deu trabalho ao Brasil em 1998.
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Os deuses querem paz
12/06/2010

Depois de um primeiro nada empolgante, com o até certo ponto animado empate entre África do Sul e México, e um modorrento 0 a 0 entre França e Uruguai, a Copa do Mundo começou para valer só hoje, no Dia dos Namorados.

Data que os deuses do futebol escolheram para fazer as pazes com o jogo bonito, permitindo que Coreia do Sul e Argentina, ambas abusando do bom toque de bola, vencessem a ultra-defensiva Grécia e a esforçada Nigéria, respectivamente.

Mas depois eles cansaram, e deixaram que o eficiente mas quase robótico time norte-americano empatasse com a mais talentosa Inglaterra, que ficou devendo em seu primeiro jogo.

Amanhã, certamente terão mais trabalho para inspirar Argélia, Eslovênia, Sérvia, Gana, Alemanha e Austrália, sondo que ganeses e sérvios são os mais cotados para apresentar um futebol mais vistoso, enquanto alemães devem abusar de seu pragmatismo para estrear vencendo.
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Luciano Balarotti
Luciano Balarotti, o Bala, tem 33 anos é jornalista formado pela UFPR em 1999. Trabalhou na Gazeta do Povo e na Enfoque Comunicação e Eventos. Atualmente é repórter de esporte da Folha de Londrina. Nascido no Mato Grosso do Sul, tem os pés avermelhados por sete anos de vida em Londrina, mas mora em Curitiba desde 1982. Apesar destas andanças, sempre foi (e sempre será) flamenguista.



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