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11/08/2017 12:42
Novo arcebispo de Londrina

Dom Geremias Steinmetz toma posse em missa na arquidiocese neste sábado

Nomeado pelo Papa Francisco em junho, o arcebispo Dom Geremias Steinmetz toma posse da Arquidiocese Metropolitana de Londrina em celebração eucarística programada para este sábado, a partir das 15h.

A missa terá a presença dos bispos de todas as dioceses paranaenses e até de outros Estados, além da presença de Dom Orlando Brandes, seu antecessor que foi transferido para a Arquidiocese de Aparecida. Também são esperadas autoridades civis.

Vindo da Diocese de Paranavaí, Dom Geremias vai comandar agora uma arquidiocese que abrange 84 paróquias distribuídas em 16 cidades e que tem 150 padres, inserida numa região de cerca de um milhão de habitantes. Para o novo arcebispo, este será seu maior desafio a partir deste sábado. "Em comparação com Paranavaí, serão pelo menos três vezes mais habitantes, mais paróquias e mais padres, o que significa três vezes mais trabalho. Isso vai exigir um pouco mais de consciência da necessidade de dividir as funções, de delegar tarefas e preparar melhor as pessoas para que possam fazer um trabalho qualificado", disse ao Bonde na manhã desta sexta-feira (11).


Ciente do papel da Igreja Católica como formadora de opinião, Dom Geremias afirma que vai priorizar o diálogo entre a instituição religiosa, que tem o conhecimento do que significa o Evangelho para a atualidade, e a sociedade. Para iniciar este diálogo, pretende marcar conversas com as lideranças locais de todas as paróquias sob sua tutela.

Preocupação social

O arcebispo ressalta seu posicionamento, alinhado à Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), para evitar que os mais pobres sejam penalizados pelas reformas em curso propostas pelo presidente Michel Temer. "A perda de direitos sociais parece se tornar uma realidade no Brasil e quem perde direitos sociais são os pobres. E, o pior de tudo, é que os pobres perdem seus direitos a partir de um discurso que os envolve, mas que é altamente elitista e que só expõe um lado das grandes questões", afirma.

Dom Geraldo manifestou preocupação com os direitos dos indígenas e quilombolas, que podem perder suas terras, assim como os prejuízos que os trabalhadores devem ter com as reformas trabalhista e previdenciária. "E quem são os trabalhadores? Não são os ricos, mas os que trabalham no dia a dia, que ganham menos e vão perder na aposentadoria, nas políticas sociais. Nós, como Igreja, estamos alertando para que as reformas, se necessárias, sejam feitas de uma maneira que os pobres não saiam prejudicados", diz.
Luís Fernando Wiltemburg - Redação Bonde
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