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13/09/2017 17:35
Falta de segurança

Estudantes convivem com assaltos a mão armada nas proximidades da UTFPR

Estudantes se queixam da falta de segurança nos arredores da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), localizada no Jardim Morumbi, zona leste de Londrina. Entre a última semana de agosto e a primeira semana de setembro, por exemplo, houve cinco assaltos no local.

Uma das vítimas foi Larissa de Souza, 18 anos. Ela foi assaltada com um amigo às 22h de 30 de agosto. "Ele [um rapaz] saiu apontando a arma para a nossa cabeça, já mandando a gente dar o celular e a mochila", lembrou.

Camila Lanfrede, 24, contou que foi assaltada no dia 4, quando estava saindo da universidade, por volta das 18h. "Estava claro e tinha muita gente na rua. Estava indo do lado da calçada onde tem uma construção. Atravessei a rua porque sabia que ali era um pouco perigoso. Quando cruzei, saíram dois caras da construção. Um estava armado e começou a gritar falando para entregar tudo."


Camila acrescenta que fez o boletim de ocorrência, mas que o atendimento na delegacia foi precário: o B.O. foi cadastrado como se ela tivesse sido assaltada por um casal.

Eduardo Vianna, 18, foi assaltado com uma amiga também no dia 4, por volta das 23h, ao passar ao lado da mesma construção. "Um rapaz saiu do lado direito, apontando uma arma para minha cabeça e pedindo a bolsa. Eu passei e ele me chutou, deu um murro no meu estômago e bateu com a arma na minha cabeça. Ele pegou a bolsa e saiu correndo para dentro da construção."O celular e a bolsa da amiga também foram levados. Vianna diz que ligou para a polícia, mas ninguém compareceu ao local.

O estudante afirma ainda que foi até a delegacia registrar o boletim de ocorrência e que descobriram a localização do celular da amiga. "A gente conseguiu rastrear esse iPhone, ligamos na Polícia Civil e eles falaram que não podiam chegar no local e tomar o celular, que tinha de haver uma investigação antes. Ligamos para a Polícia Militar e eles falaram que só a Civil fazia isso."

Seeya Imagens Aéreas
Seeya Imagens Aéreas


A construção

A construção onde os assaltantes se escondem é uma obra inacabada da Metacon Engenharia. Renato Alcântara Fogaça, diretor da construtora, explica que a construção não teve continuidade devido à suspensão de financiamento da Caixa Econômica Federal (CEF), mas que no próximo mês a obra deve ser retomada. Segundo o diretor, os materiais da construtora que estavam no local também foram furtados. A construtora registrou B.O. sobre o caso.

Polícia

As policias Civil e Militar não se pronunciaram sobre o atendimento relatado pelas vítimas de assaltos, mas deram orientações.

De acordo com a Polícia Militar (PM), os estudantes devem comunicar o assalto logo após sua ocorrência, pelo número 3372-2000, para que seja feito um ofício e se aumente a segurança na região.

Osmir Neves, delegado-chefe da Polícia Civil de Londrina, diz que os boletins de ocorrência são distribuídos para investigação pelo setor de Furtos e Roubos. "Quanto à orientação de distribuição de policiais e viaturas ostensivas, não tenho informações. Sei que há um planejamento baseado na incidência de ocorrências por parte da PM."

Guarda municipal

Segundo o secretário de Defesa Social de Londrina, Evaristo Kuceki, a Guarda Municipal ajuda a PM. "O foco principal é a proteção dos próprios públicos e o serviço municipal. No patrulhamento desses próprios, a Guarda Municipal contribui com a segurança em conformidade com a lei 13.022 de 2014."

Sobre os casos de assalto na região leste, o inspetor do Grupo de Comunicação e Monitoramento da Guarda Municipal, Éder José Pimenta, diz que a guarda está instalando câmeras para aumentar a segurança na região.

Reunião

Os estudantes da UTFPR vão se reunir com o diretor-geral do campus, Sidney Lourenço, nesta quinta-feira (14), para debater sobre a segurança. A assessoria de comunicação antecipa que os alunos serão informados de que o que cabe à instituição será feito: acionar as autoridades competentes, melhorar a iluminação e instalar refletores, além de investir em segurança interna e finalizar um muro que cerca o campus.
Isabela Fleischmann/Redação Bonde
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