14/12/17
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Será entregue em dez dias

Estudo sobre desassoreamento do Lago Igapó é concluído após dois anos

Trabalhos deverão ser feitos por uma balsa com motor de sucção, isso se a prefeitura conseguir dinheiro para custear a limpeza

O Instituto das Águas do Paraná levou dois anos para concluir o estudo que prevê o desassoreamento do Lago Igapó. Os trabalhos tiveram início em maio de 2013, após a contratação da empresa RDR Associados Ltda., e só foram finalizados no mês passado. Atualmente, o levantamento passa por revisão. De acordo com o engenheiro civil do Instituto das Águas, Carlos Alberto Galerane, o estudo deve ser encaminhado à Prefeitura de Londrina em dez dias. Ele explicou que a demora para a conclusão dos trabalhos foi causada, principalmente, pelas dificuldades encontradas pelos técnicos para a definição de "alternativas de solução" para o lago. "A gente precisou encontrar a melhor solução levando em conta os custos e o impacto do processo junto à prefeitura e à população", explicou em entrevista ao Bonde nesta quarta-feira (8). Conforme o engenheiro, os técnicos também precisaram analisar qual vai ser a destinação final dos resíduos que serão retirados do fundo do lago.

O método apontado pelo estudo para a limpeza e o desassoreamento do Lago Igapó envolve a utilização de uma draga de sucção e recalque. "É uma balsa com motor de sucção, que vai retirando o sólido do fundo do lago e bombeando os resíduos para um local pré-determinado", explicou Galerane, acrescentando que a alternativa se mostra economicamente viável por não prever o "esvaziamento" dos lagos. O material retirado, conforme ele, deverá ser mantido às margens do Igapó, e, posteriormente, utilizado em pontos "ambientalmente viáveis", entre eles o aterro do lago 2 e a Central de Tratamento de Resíduos (CTR). "No caso do lago aterrado, que sofre com inundações em dias de chuva forte, os resíduos poderão ser usados em um processo de levantamento de nível. Já na central, o material serviria como cobertura para o armazenamento do lixo coletado", destacou, lembrando que o levantamento não encontrou nenhum tipo de contaminação nos resíduos.

Devanir Parra/CML
Devanir Parra/CML


O engenheiro também chamou a atenção para o fato de o serviço ser relativamente complexo. "A draga, por exemplo, tem um motor que faz um barulho muito alto, e só vai poder ser utilizada em horários específicos. Há, ainda, a questão de os lagos ficarem na área central do município, que precisará ser interditada em dias de trabalho para o tráfego dos caminhões com os resíduos", citou.

Questionado sobre o tempo necessário para a realização do desassoreamento, Galerane disse que tudo vai depender do contrato a ser firmado entre a Prefeitura de Londrina e a empresa que ficará responsável pelos trabalhos. Ele lembrou, ainda, que o poder público (prefeitura e Governo do Estado) vai precisar levantar recursos para executar o que está previsto no estudo. Um financiamento junto ao Governo Federal é o melhor caminho, na avaliação do engenheiro civil.

Pelo levantamento do Instituto das Águas, o Lago Igapó possui 321 mil metros cúbicos de sedimentos, entre areia fina, silte e argila. O estudo aponta, ainda, que o lago 2 é o mais assoreado, com 99 mil m³ de sedimentos em 171 mil m² de área total, seguido pelo Igapó 3, com 18 mil metros cúbicos de resíduos em 45 mil m² de área, o lago 4, com 4 mil m³ de sedimentos em 13 mil m² de área, e o Igapó 1, que tem área total de 420 mil m² e 110 mil m³ de material.

O engenheiro civil do Instituto das Águas destacou que a limpeza dos lagos precisa ser periódica para "manter condições de escoamento e ambientais". No entanto, segundo ele, os problemas podem ser minimizados se houver uma atenção especial, por parte do poder público, junto aos serviços de terraplanagem e manejo rural. "O empreendedor que vai fazer qualquer um dos processos precisa proteger esse material para evitar que ele seja carregado pela chuva, caia nas galerias pluviais e, consequentemente, acabe nos rios e lagos", concluiu.
Guilherme Batista - Redação Bonde
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