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12/06/2017 09:32
Londrina

Praça de Londrina tem sexo, drogas e rock'n'roll

Anderson Coelho/Grupo Folha
Anderson Coelho/Grupo Folha


Mesmo durante o dia, o lixo e as paredes pichadas evidenciam a ação dos vândalos. Localizada na Rua Humaitá, entre as vias Montese e Paranaguá, Jardim Higienópolis, região central de Londrina, uma simpática pracinha passou a ser motivo de "dor de cabeça" para os moradores locais.

Segundo eles, o lugar público é ocupado por diversos grupos nos fins de semana, que fazem sexo, usam drogas e tocam o terror durante a noite e a madrugada. Além da bagunça que promovem, explica a comunidade, algumas pessoas ainda furtam objetos dos imóveis, picham os comércios e ameaçam os vizinhos.


Um dos moradores mais tradicionais do bairro, o idoso Ortiz Martins vive e possui uma floricultura em frente à praça. Ele conta os momentos de aflição no local. "Quando se aproxima das 18 horas, eu largo tudo. Passo o cadeado e a corrente no portão e me tranco dentro de casa, que fica aos fundos da loja", comenta. "Mas o barulho e a fumaça incomodam bastante. Sinto-me sufocado, mas não há o que fazer. Eles [vândalos] é que mandam aqui. Acontece de tudo. Eles fazem sexo, usam drogas e ainda ficam tocando rock. Trazem até instrumentos."

Após a semana inteira cultivando flores e atendendo aos clientes, Martins lamenta não ter condições para repousar durante os sábados e domingos. "De sexta-feira para sábado e de sábado para domingo, a ‘coisa’ pega fogo nessa praça. Já teve dias de acumular umas 80 pessoas nela", relata. "Eles urinam nos muros e portões dos comércios e casas ao redor."

‘Usei um pedaço de pau para expulsá-los’
A rua Humaitá possui também outras duas praças. A dona de casa Ediceia Magalhães relembra que o mesmo "bando" tentou se apoderar da área localizada em frente ao seu imóvel. Porém a ideia não deu muito certo. "Começaram a usar drogas aqui em frente, a poucos metros da minha casa. Não suportei aquilo e usei um pedaço de pau para expulsá-los", relembra a corajosa mulher.

"São vários bandos de loucos. Às vezes o grupo coloca roupas, toalhas no chão e chega a deitar para usar drogas, tranquilamente. Eles gostam de ficar bem à vontade", conta a dona de casa, afirmando que compreende o drama dos moradores da praça vizinha, entre as ruas Montese e Paranaguá. "Moro no quarteirão debaixo, mas sinto-me incomodada quando passo por aquele trecho a caminho do supermercado. Fico com dó dos moradores que vivem por lá. É constrangedor. Dá nojo de ver o que os vândalos aprontam naquela praça", ressalta Ediceia.

PM e GM
A situação foi encaminhada para a Guarda Municipal (GM), que realiza patrulhamento de ruas e espaços públicos de Londrina. O setor operacional enfatiza que a comunidade deve reforçar o contato, solicitando a presença dos agentes, para que uma equipe seja deslocada para o local. Independentemente de horário e dia. O setor ressalta que a GM não possui efetivo suficiente para permanecer na praça o tempo todo, mas que estará sempre à disposição dos moradores pelo telefone 153.

Já a Polícia Militar (PM) afirma que o trabalho de abordagem é realizado no local. No entanto, entende que existe a necessidade de políticas públicas e sociais para atender usuários de drogas. A PM ressalta que a comunidade pode solicitar a presença policial pelo telefone 190.
Paulo Monteiro/Nosso Dia
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