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03/06/2008 23:43
Praça da Paz Celestial

O 'homem tanque' não morreu

4 de junho de 1989: O exército chinês encerrou de forma brutal o protesto em massa por liberdade e democracia, na Praça da Paz Celestial, em Pequim. A violência militar teve um saldo de 3,6 mil mortos e 60 mil feridos.

Naquele ano, uma série de manifestações lideradas por estudantes na República Popular da China, ocorreram entre os dias 15 de abril e 4 de junho de 1989. Os manifestantes (em torno de cem mil) protestavam contra a forma repressiva do Partido Comunista, a corrupção no governo, lentidão das reformas econômicas, alto índice de desemprego e aumento da inflação.

Os protestos consistiam em marchas (caminhadas) pacíficas nas ruas de Pequim e sua aglomeração acontecia na praça Tiananmen, em Pequim.


Devido a continuidade dos protestos, o Partido Comunista declarou a lei marcial. Na noite de 3 de junho, enviou os tanques e a infantaria do exército à praça de Tiananmen para dissolver o motim. Diante da violência, o governo empreendeu um grande número de arrestos para suprimir os líderes do movimento, expulsou a imprensa estrangeira e controlou completamente a cobertura dos acontecimentos na imprensa chinesa. A repressão do protesto pelo governo da República Popular da China foi condenada pela comunidade internacional.

No dia 4 ocorreu a cena mais conhecida dos eventos. Uma foto de Jeff Widener, da Associated Press, flagrou um estudante parado no meio de uma avenida detendo a fileira de tanques que circulava pela praça Tiananmen. Este homem foi retirado a força do local.
Danilo Marconi-Redação Bonde
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