14/12/17
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Participante do Bake Off Brasil critica edição do reality; veja o vídeo

O confeiteiro Ney, participante do "Bake Off Brasil 3", do SBT, publicou um vídeo em seu canal do YouTube no qual responde a perguntas de seus seguidores sobre o programa. No vídeo, ele critica a edição do reality e as condições a que os participantes eram submetidos durante as gravações.

"A maior dificuldade é você usar um banheiro muito sujo, que mais de 300 pessoas usam, é tudo muito nojento, muito sujo, e a gente não é porco para ficar no chiqueiro. A segunda maior dificuldade é passar fome, porque a gente só comia uma vez por dia", contou Ney.

Ney disse que, muitas vezes, as intrigas mostradas no programa são incentivadas pela produção. "Não é um teatro, mas é uma coisa meio montada. A produção vai na bancada de um, instiga que essa pessoa fale mal de outra pessoa, aí vai em uma segunda bancada e fala que a primeira pessoa falou mal da segunda. Algumas coisas são criadas", disse.


Além disso, o confeiteiro também criticou a produção da terceira edição do "Bake Off" por ter tirado o protagonismo da confeitaria e dar mais destaque às intrigas entre os participantes. "Eles perderam o foco que é a confeitaria, todos os barracos e discussões são mais imponentes que a execução dos doces. Isso é um erro, eu espero que eles aprendam com isso e não façam mais nas próximas edições, porque isso não é um 'Big Brother Brasil', uma 'A Fazenda'. Isso é desagradável", opinou.

Ele finaliza o vídeo falando que poucas amizades feitas durante as gravações permaneceram fora do reality: "O que eu menos vi ali foi caráter, as pessoas se preocupavam mais em ser falsas e permanecer dentro do jogo. Uma coisa que atrapalha é achar que as pessoas são suas amigas lá dentro e não são". Além disso, Ney falou que as críticas dos jurados "não tem nada a ver com nada", e alguns participantes mentem sobre as receitas e eles acreditam.

Procurado pela reportagem, o SBT diz que não vai comentar as falas de Ney e que vai "tomar as medidas cabíveis", não especificando quais seriam e nem se são no âmbito judicial.

Veja o vídeo:

Agência Estado
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