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Sexta-feira, 03 de Setembro de 2010 |
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| LUIZ GERALDO MAZZA |
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Do limão à limonada
Em campanha eleitoral bota-se uma lupa nos pequenos defeitos do adversário e nas supostas virtudes próprias. Maior privilegiado é Beto Richa com a postura acrítica da sociedade diante da lavagem cerebral que o lernismo fez na terra, razão de todas as vitórias do grupo com apenas uma exceção, a de 1985, quando Requião venceu Jaime Lerner por menos de 20 mil votos. É essa mitologia que ampara o líder das pesquisas e trata-se de uma força descomunal.
O receio dos adversários em desmistificar esse marketing - o que pelo menos se fez na única derrota - é que os limita. Eventos como a prisão do vereador do DEM, Denilson Pires, presidente do Sindicato de Motoristas e Cobradores, são mal explorados quando permitiriam uma análise das relações históricas entre a prefeitura e o cartel, ao qual o sindicato obreiro se perfila. Não basta dizer que ele e o companheiro Valdenir Dias, dirigente da Femoclan, órgão superior das associações de moradores, foram presos, mas mostrar como o aparato funciona e suas ligações de raiz com os poderes e os políticos.
Beto não padeceu a metade do ônus que Cassio Taniguchi teve com a denúncia de Caixa 2, tanto que, apesar das imagens da partilha de grana, embora miúda, e por isso mesmo mais suspeita, está praticamente arquivada.
A bola de ferro nas pernas de Osmar Dias é Requião e desse jeito não levita. Ela expressa uma contradição que dispensa a lente de aumento.
Lixo e ônibus
A multa à prefeitura da capital por depositar lixo hospitalar na Cachimba pede o uso da lupa. Como também a circunstância de as licitações, tanto do lixo como do transporte darem em nada, embora as expectativas criadas.
Paradoxo
De fato quanto menor a grana, caso da dissidência do PRTB, maior a suspeita. No código da área o minimalismo financeiro assusta. Ou seria um caso igual ao daquele sabonete que tinha o slogan de ''vale quanto pesa''?
Recordista
Quando em 1965, Paulo Pimentel lançou o ''slogan'' de ''Paraná, segundo Estado do Brasil'', jamais imaginaríamos meio século depois que nem no Sul chegaríamos ao segundo lugar, pois em IDH ficamos em último. Em violência, taxa de homicídios por 100 mil habitantes com 29,5 saímos em primeiro acima da média nacional (25,4) e pior do que Rio Grande do Sul (19,8) e Santa Catarina (10,4). Está no IBGE de anteontem nos Índices de Desenvolvimento Sustentável.
Folclore
Ontem movimentos sociais fizeram uma lavagem nas calçadas do Legislativo estadual. Inútil até porque as águas servidas da Casa poluem o rio Belém.
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