22/11/17
30º/17ºLONDRINA
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Músculo de panela

Caçarola



O lugar é simples, mas muito aconchegante.
O piso de vermelhão muito limpo reflete com intensidade a luz do sol que passa pela janela de madeira toda aberta.

No centro a mesa em um tom azul desbotado, tem um tampo grosso e nas laterais gavetas com puxadores de ferro fundido.
Tlac, tlac, tlac, os chinelos estalam pelo piso.
Com as mãos apoiadas na mesa, minha avó observa as prateleiras a sua frente. Ali estão polidas e reluzentes diversas panelas e suas tampas, frigideiras, tachos, leiteiras, de cobre, ferro e alumínio; cada uma tem o seu uso específico relacionado a receita.
Filhinho, pega pra mim a caçarola de ferro fazendo favor.
Retiro do entorno da mesa uma cadeira de madeira muito firme e encosto no paneleiro, já com a mão em uma delas pergunto: Vó é esta?
Com a resposta positiva levo a caçarola até a chapa do fogão que já está aquecida.
Sobre a mesa os ingredientes são cortados mais grosseiramente, cebola, cenoura, batatas, salsão, todos em pedaços graúdos, vão cozinhar muito tempo e não podem sumir.
Na grossa caçarola de ferro a banha de porco com o extrato de tomates fumaceia intensamente, a carne vem logo em seguida, nada pode queimar. Começa então um ritual de mexer e remexer bem devagar e os pedaços de carne vão dourando lentamente. Vinho, água e legumes e tudo aguarda a fervura. Então a pesada tampa e o fogo muito baixo, cocção lenta.
O cheiro toma conta da casa, muita paciência... E enfim na hora da maior fome a tampa é retirada: caldo grosso e escuro, músculo desmanchando, legumes coloridos e cheiro verde salpicado.
Maravilhosa: a "Caçarola de carne".

Clique aqui e confira a receita!


Chef Taico
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