Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2017
25/11/2016 10:30
Aprenda a domá-lo

O peso do ego na liderança

Já falamos algumas vezes aqui que liderar requer que o profissional "saia de si mesmo" e se volte para o outro. Portanto, liderança tem a ver, antes de mais nada, com amadurecimento. Mas nem sempre é isso que ocorre. Pouco se discute no meio corporativo sobre a importância de "domar" o ego daqueles que estão numa posição de gestão. É claro que as empresas precisam de profissionais autoconfiantes e seguros de si ocupando papéis estratégicos, o problema é que muitos exageram e se tornam arrogantes.

Você é capaz de identificar líderes com o "ego inflado"? Bom, vamos te ajudar apontando algumas características. Normalmente, os gestores que adotam esse tipo de postura não escutam ninguém, não aceitam que outros digam que eles erraram, são autoconfiantes demais, exibem um ar de arrogância e superioridade, gostam de ser paparicados e possuem uma necessidade constante de autoafirmação. Líderes muito egocêntricos também têm bastante necessidade de reconhecimento. Sua empresa está atenta a estes sinais?

Gestores que apresentam comportamentos dessa natureza geralmente não aceitam feedback, aprendem pouco – já que não se abrem para as ideias e sugestões dos colegas –, centralizam demais as decisões e acabam criando uma redoma em torno deles. E, o pior, são mal vistos pelos subordinados e pares da companhia. Além de comprometerem os resultados do negócio, já que não conseguem o mínimo de engajamento de suas equipes, estes líderes contribuem para a instalação de um péssimo clima organizacional.


Sabemos que não é nada fácil "sair de si próprio", afinal, a liderança é muito sedutora ao conferir status e poder. Um profissional imaturo pode se sentir o maioral, ficar cego e acreditar ser uma estrela ao assumir uma posição de gestão na empresa. É muito fácil, portanto, tornar-se um ególatra – ou seja, uma pessoa que cultua o próprio eu. Isso se agrava ainda mais com a fila de bajuladores que costuma se formar atrás dele.

É por isso que as pessoas que estão à frente dos programas de liderança e têm a missão de ajudar na formação e desenvolvimento de novos líderes na sua empresa precisam ter o cuidado de observá-los e orientá-los no dia a dia. A companhia, por sua vez, precisa tomar medidas importantes, como:

– Evitar supervalorizar a liderança. Muitas organizações pecam ao supervalorizar as posições de liderança e considerarem seus líderes verdadeiros "super-heróis". Isso faz com que estes profissionais se sintam especiais demais e comecem a enxergar os colegas como "formiguinhas". É importante que as empresas deixem claro a todos os seus colaboradores que os profissionais que ocupam posições formais de gestão "estão líderes", ou seja, exercem papéis importantes, mas a presença deles ali na posição não é eterna, pelo contrário, pode ser muito passageira.

– Ensinar que os líderes não são infalíveis. Muitas vezes, o profissional tem um ego inflado simplesmente porque a própria empresa ensinou a ele que erros não são tolerados, ou seja, a organização passou um recado errado. É por isso que, quando este gestor comete algum deslize, logo trata de colocar a culpa em algum subordinado ou esconder o problema.

– Dar feedback constante. É imprescindível que os líderes recebam feedbacks de outras pessoas sobre o próprio desempenho. Isso é comumente feito pelos superiores diretos, mas se os pares e subordinados tiverem abertura para trazer sua percepção, melhor ainda. É muito mais fácil uma pessoa ficar extremamente egocêntrica quando não recebe feedbacks. Ela tende a se achar a "maioral", pois ninguém lhe diz quais atitudes e comportamentos precisam ser revistos.

– Criar um modelo de gestão mais participativo. Para evitar que as lideranças da empresa assumam uma postura egocêntrica, é importante incentivar uma gestão mais participativa, o uso de processos que fortaleçam o diálogo e o coletivo, que estimulem a troca de ideias e as decisões tomadas em grupo. Desta maneira, os líderes precisarão se voltar mais para o outro, saber ouvir, dialogar. Isso, com certeza, contribuirá para um melhor relacionamento com a equipe e um clima de trabalho mais agradável.

Manter líderes egocêntricos no quadro funcional da empresa representa um verdadeiro tiro no pé para a motivação e produtividade. Mas, como você leu acima, às vezes as próprias companhias contribuem para este tipo de comportamento entre os gestores. Por isso, nunca é tarde para rever processos e principalmente a cultura organizacional. Valorize líderes capazes de se autoliderar e liderar os outros, que pensam no coletivo e estão sempre dispostos a ouvir e aprender. Temos a certeza que, com pessoas assim no seu time, o sucesso do negócio estará garantido.

Você tem acompanhado de perto as atitudes e postura dos líderes da sua empresa?
Equipe Caput
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