Domingo, 23 de Abril de 2017
02/09/2016 09:00
Prática

Como e quando aplicar jogos de empresas com seus líderes

Os jogos de empresas são uma excelente ferramenta para desenvolver habilidades conceituais exigidas dos executivos que lideram um negócio. Gerentes gerais, diretores, presidentes e conselheiros precisam ser capazes de enxergar a organização como um todo, compreender as relações entre cada uma das áreas funcionais e lidar com trade-offs em vários momentos. E esse método de ensino, ao exigir várias tomadas de decisão de grande complexidade num cenário de incertezas e volatilidade, acaba sendo muito eficaz.

Já fizemos aqui no blog um post sobre Gamificação, introduzindo o assunto jogos corporativos. Nosso objetivo, agora, é explicar como e quando a sua empresa deve usá-los para desenvolver líderes. Antes disso, você precisa lembrar que a técnica consiste em simular diversas situações do ambiente empresarial por meio de um jogo no qual as pessoas têm a chance de errar e aprender com os erros, sem "custos reais".

Uma das características mais interessantes desse método de aprendizado é que os participantes conseguem visualizar a tomada de decisão e seus efeitos em um curto período de tempo. Percebem rapidamente quando fizeram escolhas erradas que, depois, impactaram os resultados da empresa lá na frente. Coisa que na rotina corporativa é mais difícil identificar, já que uma decisão – certa ou equivocada – adotada hoje pode ter consequências só daqui a três anos, por exemplo.


É por isso que quanto mais vezes os participantes são estimulados a tomar decisões, mais rico será o jogo e mais eficaz o aprendizado. A experiência ajuda as lideranças a entender as consequências de cada rumo de ação que elas tomam em seu dia a dia. Contudo, para ter sucesso, o método deve ser aplicado com os profissionais da empresa que realmente são os protagonistas das decisões que impactam diretamente o negócio.

É comum algumas companhias desdenharem da técnica por considerarem que ela é apenas uma atividade lúdica e traz poucos resultados na prática. Mas será mesmo que elas estão usando o método com as pessoas certas? De nada adianta aplicar os jogos corporativos com encarregados ou supervisores, por exemplo, que no dia a dia não precisam tomar decisões além daquelas que afetam diretamente as equipes que lideram. Eles podem até aprender, mas não conseguirão aplicar o que vivenciaram na prática depois, a não ser que a sua empresa esteja preparando-os para uma posição mais alta, como de gerente geral, por exemplo.

Veja algumas dicas para não errar na hora de usar jogos de empresas na capacitação dos seus líderes:

Defina o público-alvo. Sua primeira tarefa é determinar quais profissionais vão participar dos jogos. Não se esqueça de que o método é muito mais eficaz quando aplicado com pessoas que realmente participam do processo de tomada de decisão na sua empresa.

Escolha o jogo certo. Existem inúmeras opções de jogos corporativos disponíveis no mercado, desde os computadorizados até de tabuleiros. Você deve escolher a opção que mais se encaixa no tipo de competência ou habilidade que você deseja desenvolver nos participantes.

Prefira os jogos com mais variáveis e etapas. Quanto mais possibilidades e cursos de ação um jogo tiver, mais eficiente ele será, porque os seus líderes terão a chance de vivenciar e tomar decisões diante de diferentes cenários e situações. É interessante, também, que ele seja aplicado em etapas. Assim, cada fase vai exigir dos participantes respostas para novos problemas.

Contrate um facilitador experiente. De nada adianta escolher um jogo muito bom e alinhado com as expectativas da empresa se o facilitador que irá aplicá-lo se perder no meio do caminho e arruinar a atividade. Por isso, certifique-se de que ele é experiente e já trabalhou com o jogo outras vezes. Só assim ele será capaz de conhecer e lidar com todas as possibilidades de aprendizado da vivência aplicada.

Separe um tempo para os feedbacks. O aprendizado ocorre quando os participantes compreendem o problema enfrentado, tomam decisões e, depois, entendem por que suas escolhas foram boas ou ruins. Mais importante do que jogar, portanto, é oferecer uma devolutiva, um feedback daquilo que foi feito, caso contrário, tudo não vai passar de uma brincadeira de gente grande.

Aplique o jogo fora da empresa. É recomendável conduzir o game fora do ambiente formal de trabalho dos líderes, principalmente para que não ocorram interrupções durante o processo de aprendizagem. Os participantes precisam estar completamente envolvidos nas atividades para absorver todo o conhecimento.

Os jogos de empresas podem ser inseridos em um dos módulos do Programa de Desenvolvimento de Lideranças. Mas saiba que criar games muito específicos – que simulam a realidade da sua companhia e o mercado em que ela atua, por exemplo – custa caro e muitas vezes a customização é inviável. Por isso, não complique! Escolha um jogo disponível no mercado. Existem muitas empresas especializadas em Gamificação que oferecem ótimas opções.

Já testou este método com seus líderes? Conte-nos sua experiência!
Equipe Caput
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