24/11/17
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Tempo seco pode agravar doenças respiratórias crônicas; saiba como reduzir riscos

Todo inverno é a mesma coisa: longos períodos de estiagem deixam o tempo mais seco e uma série de incômodos começa a aparecer, principalmente em crianças, idosos e naqueles que já convivem com doenças respiratórias crônicas, como asma, bronquite e rinite. Infelizmente, a única coisa capaz de resolver isso são boas doses de chuva. Mas alguns cuidados podem amenizar bastante o desconforto e prevenir dos prejuízos à saúde.

Toda mucosa do corpo humano precisa de um certo grau de umidade. Por isso, temos, por exemplo, a saliva, que mantém a boca úmida. Quando o tempo está muito seco, a mucosa fica desidratada e desprotegida, suscetível a infecções. "Os vírus e bactérias passam a agredir nosso sistema respiratório e a brigar com nossas defesas. Se ele vencer, você tem a exacerbação de doenças respiratórias crônicas, que pode evoluir para uma penumonia", alerta o pneumologista Denison Noronha Freire.

Segundo ele, nos períodos mais secos, o principal sintoma entre os pacientes é a tosse. "A cada dez consultas, oito são por tosse. Essa tosse tem causas variadas, mas a principal é as condições climáticas." Mas esse é só um dos muitos incômodos provocados pela baixa umidade do ar. "Tosse, pigarro, rouquidão, sangramento nasal, exacerbação da rinite, dor de garganta, garganta raspando, sensação de pressão no ouvido. Tudo isso é provocado pela desidratação da mucosa do nariz, garganta, laringe e faringe", complementa o otorrinolaringologista Allex Ogawa.


Prevenção

Segundo Ogawa, a forma mais simples de prevenir esse ressecamento da mucosa é colocar soro fisiológico no nariz várias vezes ao dia, além de beber bastante água. Se já houver algum tipo de inflamação, no entanto, a melhor saída é a inalação. "Se a mucosa estiver inflamada, ela perde mais água e vai precisar ter contato com água para se reidratar. Isso você consegue por meio da inalação. Apenas beber água não vai resolver."

Outra boa alternativa indicada pelos médicos é o umidificador de ar, que deve ser utilizado com parcimônia. "O excesso de umidade provoca o aparecimento de fungos, que também são prejudiciais, exacerbam a asma, a rinite. Muita gente dorme a noite toda com o umidificador ligado, mas o ideal é desligá-lo depois de quatro horas", alerta Freire.

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Segundo ele, a boa e velha toalha úmida também é válida e é a ela que a professora Adriana Marques recorre quando chega a hora de desligar o umidificador. "O pediatra dos meus filhos me avisou que não deveria deixar o umidificador ligado a noite toda. Então, eu ligo por algumas horas e depois coloco uma toalha umedecida. Acho que assim resolve bem", conta.
Juliana Gonçalves
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