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16/07/2009 18:11
Distúrbios

A gagueira é um problema físico ou emocional?

Os fonoaudiológicos tendem a enfocar a aprendizagem motora e também técnicas respiratórias para serem usadas durante a terapia da fala.

Não existe uma única causa. A gagueira é encarada, atualmente, como um distúrbio causado por vários fatores. Existe o fator genético, que geralmente faz com que mais de um membro de uma mesma família seja afetado. Existe o fator orgânico, que se refere a situações em que o cérebro da criança foi agredido (por exemplo, partos muito demorados podem causar uma diminuição momentânea da oxigenação do cérebro do bebê e isso pode estar ligado ao aparecimento da gagueira no futuro). Existe o fator social, o qual pode ser favorável ao aparecimento da gagueira quando o ambiente familiar ou escolar é muito agitado, quando as pessoas falam muito rápido ou com uma complexidade linguística muito maior do que é adequada à idade da criança. Por fim, existe o fator psicológico (emocional), que pode fazer com que a pessoa tenha insegurança ou medo na hora de falar, timidez, baixa auto-estima, frustação, ansiedade e transtorno depressivo.

É importante deixar claro que alguns sintomas psicológicos são causa e outros são consequências da gagueira. Os modelos mais aceitos no meio científico, no entanto, consideram a causa da gagueira como multifatorial, ou seja, todos esses fatores estariam envolvidos, em maior ou menor grau.

Existem vários e bons tratamentos. Os fonoaudiológicos tendem a enfocar a aprendizagem motora e também técnicas respiratórias para serem usadas durante a terapia da fala. Os psicológicos tendem a focar os aspectos emocionais que interferem na fala da pessoa que gagueja. É bom lembrar que os tratamentos das duas linhas se complementam.


Ainda como terapia complementar pode ser acrescentada a terapia floral e a acupuntura, que agem com muita eficiência nesses casos por equilibrarem os aspectos emocionais. Assim, o tratamento tende a ser mais rápido e proporcionar maior bem-estar e autoconfiança ao paciente.

Karina J. O. Souza, fonoaudióloga
Sua Saúde-Folha de Londrina
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