O chá de ayahuasca, alucinógeno usado em cerimônias de seitas como o Santo Daime, pode se tornar patrimônio imaterial da cultura brasileira. Pelo menos é este o pedido que o ministro, Gilberto Gil, pretende fazer ao Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Ele anunciou esta decisão em viagem ao Estado do Acre.
O reconhecimento pelo Iphan vai atender o pedido de três seitas (Alto Santo, Barquinha e União do Vegetal) que utilizam a ayahuasca em suas cerimônias. O chá é produzido através da fervura de duas plantas nativas da floresta amazônica - um cipó e folhas de um arbusto - que têm efeito alucinógeno.
A lista de patrimônio imaterial é formada atualmente por 12 bens da cultura nacional, como o frevo, em Pernambuco; o samba carioca, o tambor de crioula, no Maranhão e o Círio de Nossa Senhora, no Pará.