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Rafael Machado
Rafael Machado
13/02/2019 - 09:37
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A Comissão de Advogados Criminalistas da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de Londrina lançou uma campanha para arrecadar itens de higiene para presas do 3º Distrito Policial, no jardim Bandeirantes, zona oeste. Segundo uma das organizadoras da iniciativa solidária, que está na primeira edição, Mariana Rodrigues, o objetivo é obter o maior número possível de objetos de embalagens transparentes, como absorventes, pastas de dente, sabonetes, frascos de shampoo, condicionadores e desodorantes tipo roll-on.

Reprodução/Polícia Civil
Reprodução/Polícia Civil


"A ideia de ajudar surgiu depois de contatos feitos através de um projeto que atende as gestantes da unidade. Vimos que todas estão em uma situação grave de vulnerabilidade, sem condições mínimas de vivência. Muitas foram abandonadas pela família ou marido por simplesmente estarem em uma espécie de cadeia. Outro fator preocupante é a falta de assistência do Estado, que poderia fornecer os produtos que hoje pedimos à comunidade", disse a advogada.

Conforme Mariana Rodrigues, as mulheres encarceradas enfrentam um problema comum na maioria das cadeias do Paraná: a superlotação. "É um lugar (3ºDP) pequeno que mistura condenadas e as provisórias, quando o ideal seria ter um espaço para cada grupo. Como os esposos ou estão presos ou nem querem saber das companheiras, elas ficam sem aquela sacola semanal de mantimentos. ", explicou. De acordo com a comissão, 69 detentas cumpriam pena na carceragem da delegacia.

As doações podem ser levadas até 4 de março nos seguintes pontos, sempre em horário comercial:

Sede da OAB - R. Gov. Parigot de Souza, 311 – Jardim Caiçaras.

OAB Turapandi - R. Prof. João Cândido, 344 - Centro

Sala da OAB do Fórum Criminal

Sala da OAB no Fórum Cível, ao lado da Câmara Municipal

Unopar Catuaí (também em período noturno) - falar com a professora Mariana Rodrigues

Unifil da avenida JK (também em período noturno) - falar com professor Rômulo Araújo

O projeto é desenvolvido pelos advogados Nayara Larissa de Andrade Vieira, Mariane de Matos Aquino, Polyana Keiko Shishido, Ketlingeslen Muniz Honório, William Anjos e Melina Maria Vilela Ferreira e Rômulo Araújo.
12/02/2019 - 11:26
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Amigos - da vida e do ciclismo - de Edson Rossato de Oliveira, 49 anos, farão uma pedalada na noite do dia 27 de fevereiro em homenagem a um ano da morte do empresário. Ele foi atropelado por um Honda Civic prata na Rodovia Mábio Gonçalves Palhano, perto da PR-445, zona sul de Londrina. Segundo o que os policiais militares descreveram no boletim de ocorrência, o condutor do carro, Jean Carlos de Vargas, 32, fugiu e foi abordado na avenida Paraná, área central.

De acordo com o organizador do ato, Valdir França do Prado, o objetivo é protestar contra a morosidade do processo. "Consideramos isso uma falta de justiça. Quase um ano depois, teve só uma audiência no Fórum para ouvir testemunhas. O atropelador, que estava embriagado, informação confirmada pela própria polícia, está solto. Nesse tempo todo, ficou mais evidente que os ciclistas não estão sendo assistidos pelo poder público. Nos trajetos urbanos, não há sinalização adequada para quem anda de bicicleta. Acontece a mesma coisa quando saímos pra zona rural. Não há ciclovias que cheguem lá", esbravejou.

A concentração será na praça Nishinomiya, no bairro Aeroporto, zona leste. Confira por onde quais ruas e avenidas do percurso:

Divulgação
Divulgação


Como foi o acidente

Edson foi socorrido e internado na Santa Casa, mas morreu pouco depois. Ele acompanhava um grupo de ciclistas pela rodovia estadual. Aos policiais, o motorista disse que achava ter atropelado um animal. Jean foi conduzido à delegacia e terminou preso, mas teve a detenção preventiva, aquela que vale por tempo indeterminado, derrubada por uma decisão da juíza da 1ª Vara Criminal, Elisabeth Kather.

Assim a magistrada escreveu: "Entendo que a liberdade do acusado não representa descrédito à Justiça. Uma vez solto, não trará risco à ordem pública, nem apresenta indícios que comprometerá a instrução criminal ou mesmo à aplicação da lei penal". Kather não obrigou Jean a colocar tornozeleira eletrônica, mas impôs algumas medidas cautelares, como comparecimento mensal ao Fórum, não sair da cidade sem autorização judicial e suspensão do direito de dirigir.

A defesa tentou reaver esse último direito com um recurso na primeira instância. No dia 24 de janeiro, a juíza indeferiu o pedido, argumentando que a medida é "adequada à gravidade do crime". Procurado, o advogado Pedro Faraco Neto não quis comentar o caso.
12/02/2019 - 08:06
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Ficou para 23 de abril, às 14h, a primeira audiência no Fórum de dois rapazes presos pela Polícia Militar no começo de janeiro pelo roubo do celular de uma mulher no Zerão, perto da avenida Bandeirantes. Além das testemunhas, os réus também poderão ser ouvidos. As defesas de Vitor Hugo Dutra Mota, 22 anos, e André Victor Fernandes Lourenço, 20, informaram que só vão se manifestar durante o processo. A advogada do segundo acusado tentou um habeas corpus no Tribunal de Justiça, mas o recurso para soltar o jovem foi negado pelo desembargador Rui Portugal Bacellar Filho.

Marcos Zanutto/Grupo Folha
Marcos Zanutto/Grupo Folha


André e Victor continuam detidos. De acordo com a PM, eles foram pegos em flagrante depois de fugirem em uma moto. A dupla teria avançado os semáforos vermelhos da avenida Higienópolis e só parado na rua Sergipe. Durante a abordagem, os policiais encontraram o condutor sem a carteira de habilitação e o veículo com várias pendências administrativas.

Os rapazes foram reconhecidos pela vítima na delegacia. Ela conversou com o blog e contou o que sentiu quando foi assaltada. Leia o depoimento completo aqui.
30/01/2019 - 08:22
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O Tribunal do Júri, por maioria de votos, decidiu nesta terça-feira (29) inocentar Jhonattan Mateus de Paula Serafim, 21 anos, de homicídio qualificado e associação do tráfico pela morte do taxista Sérgio Alves de Souza na madrugada de 23 de julho de 2017. Segundo a denúncia do Ministério Público, o jovem teria praticado o crime com outro suposto comparsa, João Guilherme Martins de Oliveira, que teve o processo desmembrado e ainda não foi julgado.

Núcleo de Comunicação PML
Núcleo de Comunicação PML


Ele teria pedido uma corrida de táxi para Serafim na rua Taquari, na Vila Recreio, área central. Sentado no banco traseiro do Corsa Sedan de Souza, o rapaz teria sacado um revólver calibre 38 e atirado na cabeça do motorista, que morreu na hora. O MP concluiu que o assassinato aconteceu porque a vítima tinha desavenças com a dupla pelo comércio de entorpecentes. "Não conhecia o Sérgio, não tive participação nenhuma nisso (homicídio).

Investigadores ouvidos pela Justiça disseram que os acusados foram presos no dia seguinte. Durante o cumprimento dos mandados, um cartão de serviço de Souza foi encontrado em uma das residências.
29/01/2019 - 07:49
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Os irmãos Luiz Leandro Correa, 36 anos, e Luiz André Correa, 18, vão cumprir a pena de roubo agravado no regime semiaberto. Foi o que decidiu a juíza substituta da 5ª Vara Criminal, Deborah Penna, no último dia 21 deste mês. Ela condenou a dupla pelo assalto praticado na manhã de 13 de agosto de 2018 na Catedral Metropolitana de Londrina, região central. De acordo com a Polícia Militar, eles, armados com um revólver e um simulacro, anunciaram o roubo quando a igreja havia acabado de abrir, pouco depois das 7h, e levaram cerca de 15 funcionários para uma sala no piso superior.

Reprodução/Catedral Metropolitana
Reprodução/Catedral Metropolitana


Quando se preparavam para levar mais de R$ 18 mil do dízimo dos fiéis, os Correa foram surpreendidos por policiais que chegaram a tempo. Eles terminaram presos e permaneceram assim até a condenação em primeira instância. Durante audiência de instrução realizada em dezembro no Fórum Criminal, os ladrões confessaram o crime, mas negaram que vasculharam a rotina do centro religioso antes do roubo.

Conforme a decisão, Luiz Leandro foi condenado a cinco anos, três meses e 26 dias, enquanto Luiz André foi sentenciado a quatro anos, sete meses e três dias. Para a magistrada, o fato dos criminosos não terem roubado o dinheiro dos católicos não atenua a condenação dos réus. "Nesse sentido, os acusados somente não lograram êxito em subtrair o dinheiro que havia sido recolhido à título de dízimo, por circunstâncias alheias às suas vontades, vale dizer, a eficaz intervenção da Polícia Militar. Todavia, o delito chegou muito próximo à consumação, não havendo, portanto, o que se falar em redução além do mínimo legal", escreveu.

O advogado de defesa Giovani Fiorentini adiantou que irá recorrer da sentença, que classificou como "muita severa".
Rafael Machado
 
Um diário da crônica criminal de Londrina. Investigações, contexto dos crimes e os desdobramentos dos casos de grande repercussão pelos jornalistas



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