09/12/19
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Erika Gonçalves
Erika Gonçalves
12/04/2018 - 06:00
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Se você tem uma cachorrinha e de repente percebe que ela está cansando mais rapidamente, não está comendo como de costume, mas está engordando, suas mamas aparentam estar maiores, não é castrada e por algum descuido ou intencionalmente ouve cruza, é aconselhável que a leve a peluda ao veterinário, pois é provável que ela esteja grávida.

A gestação canina dura entre 58 e 68 dias (em média 60 a 63 dias) e os primeiros sinais e sintomas se manifestam por volta do 20º dia, por isso é muito importante que a confirmação da gravidez seja feita o mais rápido possível, para que se tenha mais cuidado tanto com a mãe quanto como com os filhotes.

Ao contrário das mulheres, que sentem enjoos e atraso menstrual, as cadelinhas não apresentam estes tipos de sinais, pois seu ciclo gestacional é diferente, tendo outras sintomatologias, como falta ou redução do apetite, aumento dos mamilos (ficam mais escuros e sensíveis), aumento da barriga, cansaço e mal-estar físico. Além disso, normalmente as cadelas procuram lugares e objetos mais quentes, como cobertores, caminhas e quartos sem correntes de ar já pensando em seus filhotes.

Confirmada a gravidez pelo médico veterinário, a futura mamãe necessitará de cuidados específicos. Sendo assim, não a force fisicamente, ou seja, brincadeiras com bolinhas, corridas ou caminhadas longas deverão ser excluídas neste período. Ao contrário, procure levá-la para fazer caminhadas leves e em horários com temperatura agradável, pois fortalecem o pet para a hora do parto.

É muito importante que a peludinha se alimente bem, por este motivo ofereça ração úmida caso ela esteja com falta de apetite para estimula-la a comer. As refeições devem ser oferecidas duas vezes ao dia, então, procure rações de boa qualidade e que forneça proteína e calorias, essencialmente após o 30º dia de gestação. A boa alimentação nesta fase é importante para que a mamãe tenha condições de proporcionar o melhor desenvolvimento para seus bebês.

Evite o contato do pet com ambientes estressantes, que podem acarretar em um parto prematuro. É muito importante também ter uma conversa com todos os membros da família, pois a colaboração de todos será necessária neste momento.

Monte um espaço confortável para que a mamãe possa dar à luz, com panos, material macio (caminha e papelão) e em ambiente com temperatura adequada, onde ela possa aninhar os filhotes. A qualquer sinal de anormalidade no parto, o veterinário deverá ser acionado imediatamente.

Tomado todos os cuidados, agora só resta curtir muito a gravidez da sua melhor amiga, oferecendo amor e carinho para que ela se sinta segura e tenha uma gestação tranquila, feliz e saudável.

*Por Paula Miranda, adestradora e franqueada da Cão Cidadão
07/04/2018 - 09:06
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Quem está à procura de um novo amigo tem duas chances de encontrá-lo neste final de semana.

Neste sábado (7) será realizada das 10h às 15h a Feira de Adoção do Royal Plaza Shopping em parceria com a ONG independente "Proteção Animal", no acesso à rua Maranhão.

No domingo (8) o Projeto Sete Vidas realiza sua feira no Átrio do Boulevard Londrina Shopping, ao lado estacionamento descoberto.

Para ambas as feiras os interessados em adotar devem ser maiores de 18 anos e apresentarem comprovante de residência e documento com foto.
04/04/2018 - 06:00
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Quando resolvemos ter um animalzinho em casa, mais especificamente um cão, a primeira coisa que pensamos em relação ao ambiente são os espaços com terra, como os jardins, e começamos a planejar métodos para que os pets não tenham acesso a ele, pois tememos que eles cavem e façam buracos, resultando em uma tremenda bagunça.

Primeiramente, é importante saber que este comportamento é natural do animal, tanto do filhote quanto do adulto, e não uma reclamação, protesto ou vingança por alguma bronca ou coisas do tipo, os cães também cavam para brincar, esconder brinquedos, ossinhos ou até mesmo para gastar energia.

Uma dica para evitarmos este hábito é proporcionar a ele enriquecimento ambiental, ou seja, oferecer outros estímulos para desviar sua atenção, como brinquedos interativos com os quais ele gastará energia, brinquedos de borrachas para colocar alimentos dentro e também o coco verde são boas opções. Além disso, realize passeios mais longos e caminhadas no parque.
É importante saber que o cão não necessita somente gastar energia física, é necessário ter um ambiente repleto de estímulos físicos e mentais, para que ele possa ser um cão mais tranquilo.

Aconselha-se também não deixar o pet sozinho nos locais onde tenham jardins, mas caso não seja possível, pode-se usar um spray amargo, o repelente olfativo, como uma opção para diminuir a frequência da destruição. Outra técnica é enterrar as fezes do cão no buraco que ele fez, assim ele se sentirá desestimulado a mexer ali novamente.

Além disso, você pode separar alguma parte do jardim para que ele brinque ou cave. Este local deverá ser livre de itens que o repelem. Busque elogiar bastante o animal também por brincar ali. O recomendado é supervisionar a interação no início, para que ele não mexa na parte proibida.

Lembrando: é imprescindível buscar ajuda de um profissional especializado, o adestrador, pois ele orientará sobre a melhor forma de modificar este comportamento do seu pet sem broncas dolorosas, como bater no animal, deixá-lo na corrente, entre outros que acarretam traumas e prejudicam a convivência do amigo com seus tutores.

* Por Paula Miranda, adestradora e franqueada da Cão Cidadão
29/03/2018 - 17:03
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Eles são fofos, peludinhos, têm orelhas compridas e um charme próprio. E por serem um dos símbolos da Páscoa, acabam sendo uma das opções de presente nesta época do ano. Porém, um coelho de verdade é um animalzinho que exige diversos cuidados, precisa de carinho, ração, remédios e consultas veterinárias, alguém que cuide dele durante as férias da família, além de ter um temperamento diferente de cães e gatos. Eles têm suas necessidades e é preciso respeitar isso.

Muitas pessoas não pensam em todos esses detalhes na hora da compra e depois da Páscoa é muito comum encontrar coelhos abandonados. Então, na dúvida, compre um de chocolate ou de pelúcia! Mas se você está decidido a ter um coelho como pet e se dispõe a cuidar dele como se deve, seguem algumas dicas.

A veterinária Mariana Pestelli, gerente técnica dos setores de Safári e Aquarismo da Petz, explica que a expectativa de vida de um minicoelho é de oito anos e, durante todo este período, ele precisará de carinho e cuidados, como limpeza, alimentação, banho e tosa de vez em quando, visita ao veterinário todo ano, brinquedos e muita atenção. Eles são pequenos, limpos, não fazem barulho, aprendem a fazer as necessidades na caixinha e não precisam de muito espaço para viver, sendo uma ótima opção para quem mora em apartamento pequeno.

"É preciso limpar comedouros, bebedouros e gaiolas dos coelhos, pois são animais extremamente sensíveis, inclusive aos gases provenientes da sua própria urina", explica o veterinário do HiperZoo, Dr. Marcelo Rocha Carneiro. Também é necessário cortar as unhas e escovar a pelagem frequentemente, sobretudo nas raças de pelos mais longos.

Outra dica importante é sobre atenção, atividades e descanso. Os coelhos precisam de pelo menos 30 minutos diários de exercícios e espaço confortável para descansar. Eles também gostam muito de colo e carinho - nas pontas das orelhas, principalmente. Vacinas e antipulgas não são necessários para essa espécie, mas vermífugos devem ser dados a cada 6 meses ou conforme indicação de médico veterinário especializado. Já a castração deve ser realizada na puberdade, pois anticoncepcionais não são indicados devido aos efeitos colaterais.

Um dos principais cuidados com um pet é fornecer uma alimentação balanceada e fresca. Os coelhos devem comer ração extrusada (própria para coelhos), feno e alfafa em pequenas quantidades. "Petiscos próprios e folhas verdes escuras como espinafre, brócolis, couve, escarola, agrião, almeirão, acelga, folha de cenoura e de beterraba são permitidas", comenta a bióloga Maria Angélica Vieira, do HiperZoo. "Mas nada de oferecer sementes de frutas, biscoitos, pães, bolachas, doces, alface, repolho e couve-flor", alerta.

E a famosa cenoura? Esse é um mito sobre os coelhos. Eles só podem consumir pequenas quantidades do legume, pois são animais herbívoros, ou seja, alimentam-se de folhas e caules em seu habitat natural.

Muitas pessoas acabam desistindo de ter um coelho ou os doam quando descobrem que essa espécie costuma ingerir as próprias fezes. "É verdade que os coelhos comem as próprias fezes, mas fazem isso para reabsorver os nutrientes e proteger a flora intestinal", explica Carneiro.

Para quem se encaixa no perfil de tutor, vale escolher entre as diversas raças do pequeno mamífero. O Fuzzi Lop tem pelagem longa e orelhas caídas, que lhe conferem um aspecto manhoso. Também com orelhas caídas, mas pelagem mais curta, o Mini Lop chega a pesar 3kg. Já o Mini Lion, como o próprio nome revela, parece um "leãozinho", devido a sua pequena juba e imponência. O Teddy é a raça de coelho anão mais recente e possui pelagem longa e macia. E o coelho Anão, também conhecido como Netherland, é considerado o menor do mundo e pode pesar no máximo 1,2 kg quando adulto.


11 dicas para cuidar dos coelhinhos, segundo a Petz


1. O ideal é ter uma gaiola específica ou cercadinho para manter o bichinho em espaço restrito quando não tiver ninguém em casa. Como pode atingir 40 cm de comprimento e até 2,5kg, é importante que fique em gaiolas pelo menos 2 vezes maior que o seu tamanho.

2. Com supervisão, ele deve ser solto pelo menos uma vez por dia para se exercitar, esticar as patas, brincar e interagir com as pessoas da família. Mas não pode viver completamente solto na casa, porque vai acabar roendo móveis, fios e pode se machucar.

3. Todos os dias devem ser trocadas a água e a ração, além de oferecer alimentos frescos, que podem variar a cada dia entre verduras, frutas e legumes.

4. A limpeza da gaiola ou cercado deve ser feita duas vezes por semana, pois o granulado absorve o xixi. Pode se colocada também uma caixinha higiênica como as de gatos.

5. Oferecer brinquedo ajuda a desgastar o dente, caso contrário, ele pode acabar roendo móveis. Esses pets têm como característica o crescimento contínuo do dente.

6. Sensíveis, eles se assustam facilmente. É ideal que fiquem em locais calmos, sem ruídos.

7. É preciso levar ao veterinário todos os anos.

8. Apesar de se adaptarem bem em todas as famílias, aquelas com crianças pequenas devem ensiná-las a carregá-los da maneira correta para evitar fraturas e quedas. Segure sempre apoiando suas patas dianteiras e traseiras.

9. A higiene pode ser feita com lenços umedecidos, mas também é aconselhado o banho em centros de estética com experiência em coelhos. Por serem animais altamente estressáveis, não recomendamos o banho em qualquer local.

10. Uma das raças mais procuradas é a Lion, que é bem peluda, com juba em volta da cabeça, mas precisa ser escovada e levada ao centro de estética de vez em quando para tosas e banho.

11. Os coelhos e lebres não são roedores, e sim lagomorfos. Os dois tipos possuem muitas semelhanças, mas alguns pontos os diferenciam, como a configuração dos dentes.
27/03/2018 - 08:58
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O chocolate é a grande estrela da Páscoa. Ovos, barras, bombons. A casa fica repleta de gostosuras. Uma tentação não só para nós, seres humanos, como para os animais de estimação. Aí bate aquela dúvida: dar ou não dar um pedacinho? A recomendação é resistir à cara de pidão, pois o chocolate faz muito mal à saúde deles. Se a ideia for presenteá-los com guloseimas alusivas à data comemorativa, opte pelas fabricadas com ingredientes próprios para seu consumo. O mercado oferece muitas opções, incluindo chocolates sem cacau e açúcar e petiscos em formato de cenoura e coelho. Frutas como mamão, banana, maçã e morando também são uma ótima opção para agradá-los.

O médico-veterinário Luciano Granemann e Silva faz um alerta para o consumo de chocolate entre os pets. "Ele contém teobromina, substância presente no cacau, que representa risco para cães e gatos, afetando seu sistema nervoso central. Dependendo da quantidade ingerida e do tamanho do animal, os sintomas vão desde vômito, diarreia, taquicardia até convulsões, podendo levar à morte em alguns casos", afirma.

Como a teobromina demora até seis dias para ser eliminada pelo fígado, correm risco não somente aqueles que ingeriram muito chocolate de uma só vez, mas também os que comeram doses repetidas em dias sucessivos. "Os quadros de intoxicação grave são mais raros, mas existem. Para isso, um cão de pequeno porte, por exemplo, teria que ingerir 100g de chocolate puro", explica. Mas o problema não é apenas essa substância: chocolates contêm altas doses de açúcares e gorduras, que fazem muito mal à saúde dos pets.

Precauções

É importante tomar algumas precauções para evitar o acesso dos bichinhos a essa guloseima. A dica, segundo Luciano, é não deixar o alimento à vista, em locais de fácil acesso, para que eles não comam escondido. Quem tem filhos pequenos em casa precisa ficar de olho para que eles não alimentem os animais ou que seu doce seja abocanhado pelo amigão.

Mas o que fazer se meu pet ingerir chocolate? O veterinário recomenda a ida imediata a uma emergência veterinária para uma avaliação profissional do quadro de saúde. Como não existe antídoto para a intoxicação por teobrominas, o tratamento se baseia nos sintomas apresentados.

Além do chocolate, evite também oferecer aos pets os pratos que for servir nas refeições da família na Páscoa, pois a sua ingestão também pode causar problemas gastrointestinais, como inflamação e fermentação. "A ração é sempre o alimento mais adequado e completo do ponto de vista nutricional", garante Luciano.
Erika Gonçalves
 
Formada em Jornalismo pela Universidade Estadual de Londrina em 1997. Apaixonada por bichos desde sempre, mas sem vocação para ser médica veterinária. Já teve um "zoológico" em casa quando criança. Está sempre buscando novidades sobre o comportamento animal. É repórter da Folha de Londrina.



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