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Erika Gonçalves
Erika Gonçalves
19/10/2017 - 07:00
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A hora da refeição nem sempre é o momento mais agradável na vida de um gato. Às vezes, eles têm o hábito de comer a ração que está no meio da tigela e deixar a borda cheia de grãos e, ainda assim, reclamam que estão sem comida.

Outra situação é quando eles começam a comer e param, voltam a comer e param novamente, levando vários minutos para se alimentar de uma porção pequena. Tem ainda alguns felinos que puxam a comida para fora do prato, fazendo sujeira por toda a volta. Há, também, aqueles que são mais obedientes, mas quando estão em frente ao prato de comida se tornam mau humorados e bravos, especialmente com outros gatos da casa.

Para o médico veterinário da Max Cat e Gerente Técnico Nacional, Marcello Machado, tudo isso ocorre devido ao excesso de sensibilidade nos bigodes, os felinos se irritam quando estes encostam na borda de pratos e potes de ração. "Os bigodes dos gatos, também chamados de vibrissias, são órgãos sensoriais, receptores táteis, que são conectados aos músculos da face e ao sistema nervoso que enviam para o cérebro diversos sinais para ajudar o felino a entender o ambiente", explica.

Não importa a quantidade de ração que você coloca no pote, o gato sempre come o meio e deixa o restante nas beiradas. E depois fica miando para repor a ração, como se o prato estivesse vazio. Também pode acontecer do gato jogar a ração para fora do prato antes de comer. "Pode parecer frescura ou que está sem fome, mas o motivo é a ‘Fadiga dos Bigodes’ que confunde as informações que enviam ao cérebro sobre o ambiente em que se encontram", declara Machado.

Outro motivo pelos quais os gatos não comem a ração na beirada do prato é basicamente uma questão de geometria: gatos têm focinhos que dificultam que eles alcancem a beirada do comedouro tradicional. Quando tentam pegar a ração dos cantos, eles batem o focinho sensível na borda e precisam girar a cabeça e puxar os grãos com a língua.

Marcello explica que os bigodes também são capazes de detectar a menor mudança de direção do vento, ou ondas de som e vibrações. "Por isso, é importante encontrar uma melhor forma de alimentá-lo, um pote adequado e não o estressar. Caso ainda persista a dificuldade da alimentação, é importante procurar um veterinário", finaliza.
16/10/2017 - 07:00
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Quando decidimos ter um animalzinho para ser nosso companheiro, principalmente quando este é um filhote, percebemos que ele tem uma necessidade enorme de morder tudo o que vê pela frente, desde de sapatos, chinelos, móveis, eletrodomésticos, entre outros. E quem nunca ficou chateado ou até mesmo irritado com este comportamento que muitas vezes acaba nos trazendo prejuízo?

Por esta razão, é importante que os tutores saibam que por volta dos três meses vida se inicia a troca dos dentes de leite do cãozinho. Esta fase se estende até os sete meses e os donos podem ver vermelhidão, inchaço e irritação na gengiva do filhote.

E a forma que eles têm para aliviar este incômodo é através da mordida. Outro fato é que os filhotes não possuem discernimento do que podem ou não brincar, se algum objeto é perigoso ou não e também costumam morder como forma de interagir com o mundo.

Expostos a estes fatos, surge a pergunta: como podemos reduzir as consequências desastrosas de tudo isso? Pois bem, é importante deixar brinquedos nos ambientes em que o animal frequenta e incentivar ele a brincar com estes passatempos.

Em relação ao desconforto da troca de dentição, o ideal é que ele tenha várias opções de brinquedos para morder, com diferentes formas, texturas e tamanhos. Outra forma é congelar os brinquedos ou até mesmo petiscos do filhote, pois o gelo tem efeito anestésico e ajuda a aliviar a irritação da gengiva.

Outro episódio é quando o filhote começa a roer os móveis da casa ou até mesmo aparelhos. Neste caso, aplique um spray de gosto amargo e deixe um brinquedo de fácil acesso, assim ele sentirá o sabor, desistirá de roer o objeto e direcionará seu foco para o brinquedo.

Dissemos anteriormente que morder também é a forma que o filhote tem de interagir com o mundo, porém, não se deve estimular este comportamento, sabendo disso, quando o pet morder sua mão ou outra parte do corpo, é necessário parar a brincadeira imediatamente e só voltar depois. É muito importante também estimular o filhote a brincar com brinquedos e, quando ele estiver com um, elogie, interaja e valorize o objeto.

Espero que as dicas auxiliem você, leitor, a ter um ótimo relacionamento com seu filhote.


Por Paula Miranda, adestradora e franqueada da Cão Cidadão
12/10/2017 - 14:49
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Uma das dúvidas mais comuns entre os tutores de gatos é se os felinos devem ser alimentados com ração úmida - aquela que vem em sachês, latas e marmitinhas. Há quem diga que esse tipo de alimento contém muito sódio e outros têm medo de que depois o animal se recuse a comer a ração seca depois.

O fato é que aqui ainda estamos pouco acostumados com esse tipo de ração, mas se observarmos os filmes e séries americanos, os tutores sempre abrem uma latinha de comida úmida para os gatos e também para os cães.

Conversando uma amiga veterinária dias atrás, ela me disse que recomenda sempre aos seus pacientes - e também aplica aos seus gatos, a ração úmida. Como se sabe os felinos não são muito adeptos de tomar água e esse tipo de alimento ajuda na hidratação, o que pode evitar problemas renais futuramente.

Se o seu gato não tem nenhum tipo de doença, ele pode se alimentar todos os dias com os sachês e comidas de latinha, seguindo as quantidades de acordo com o peso e idade dele, indicadas na embalagem. Já se ele tiver algum problema de saúde, converse antes com o veterinário. Para os bichanos que não são muito adeptos de tomar água no potinho ou nas fontes, é possível acrescentar um pouquinho mais de água nessa ração, assim ele acabará ingerindo mais água sem perceber.

É importante lembrar que o sódio em excesso faz mal para os animais e também para nós, mas também é um mineral importante para regular a pressão arterial. As rações úmidas são balanceadas e prontas para consumo e não causam problemas em gatos saudáveis. Na dúvida, consulte o veterinário. A ração que sobrar na embalagem para outras refeições deve ser guardada na geladeira e o que sobrar no potinho deve ser descartado. Por esse motivo eu não costumo misturar a ração úmida com a ração seca, afinal, o que eles não comerem vai ser desperdiçado.
02/10/2017 - 08:34
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A sociabilização de um pet é algo que deve ser levado a sério, sendo uma das fases mais importantes da vida de nossos amiguinhos, pois neste momento eles aprenderão como reagir com outros animais e até mesmo com a própria família.

Muitos cães adultos sentem medo, são agressivos com outros animais ou com pessoas desconhecidas, e para evitar que isso aconteça devemos apresentá-lo ao máximo de estímulos possíveis enquanto ainda é um filhote. O ideal é começar o processo de sociabilização entre o segundo e o terceiro mês de idade, pois nesta fase o animal está mais aberto a novidades (o que não descarta a possibilidade de fazer com que um cão adulto se torne sociável, porém, neste caso é necessário que se faça associações positivas com a ajuda de um profissional em comportamento animal).

Passo a passo

Devemos apresentar a eles uma grande quantidade de estímulos, pessoas diferentes, crianças, outros cães e diversos tipos de barulho, como aspirador de pó, buzina, fogos de artifício, trovões, gritos, entre outros.

Mas lembre-se de sempre associá-los a coisas prazerosas ao cão (petiscos, carinho, brinquedo favorito). Essas associações devem ser feitas aos poucos: inicie o treinamento com menos intensidade e, conforme o pet vá se acostumando e se sentindo seguro, é possível aumentar a intensidade dos estímulos.

Muitos tutores têm medo de começar o processo de sociabilização na idade recomendada, conforme dito acima, porque muitas vezes o filhote não está totalmente vacinado, não podendo, desta forma, ter contato com outros bichinhos. Porém, o pet pode ser sociabilizado sem necessariamente ter contato com outros cães ou objetos, ele pode ser levado em uma bolsa, em um carrinho para passeio externo ou de carro mesmo. O mais importante é que seu pet observe outros cães e pessoas na rua e ouça sons diferentes.

Não se pode deixar para depois este processo, pois quanto mais velho o animal for, mais difícil será o aprendizado e ele estará mais fechado a conhecer coisas novas, podendo desenvolver traumas e medos, o que resulta em sofrimento para o pet.

Por Paula Miranda, adestradora e franqueada da Cão Cidadão
28/09/2017 - 16:09
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Hoje, 28 de setembro, é considerado o Dia Mundial de Combate à Raiva. Um das zoonoses mais perigosas por não ter cura, a doença pode ser prevenida com a vacinação de cães e gatos. Infelizmente nem todos se atentam para a importância desse tipo de prevenção e ainda hoje morrem pessoas em todo o mundo devido à raiva.

É muito importante tomar diversos cuidados em caso de mordida por animais desconhecidos. Lave bem o local com água e sabão e procure um posto de saúde. Também é fundamental acompanhar o animal que causou o acidente. Se ele não puder ser observado durante determinado número de dias, até a confirmação de que não está doente, será necessário fazer todo o protocolo da vacina antirrábica.

A veterinária Karin Botteon, coordenadora técnica da Boehringer Ingelheim Saúde Animal traz mais informações sobre a doença e ressalta a importância da vacinação: "A raiva poderia ter sido erradicada no Brasil, mas animais e pessoas infectadas ainda representam uma dura realidade. Felizmente, devido à vacinação de cães e gatos, o número de casos diminuiu muito. Mas precisamos levá-lo a zero."

Quais são as causas da raiva?

Animais selvagens, como morcegos e gambás, quando contaminados, transmitem a doença para cães e gatos por meio de mordidas ou contato sanguíneo.

Quais são os sintomas nos animais?

A doença atinge o sistema nervoso central dos animais. A primeira mudança ocorre no comportamento. "O pet fica agitado, agressivo, anda sem rumo aparente e deixa de atender aos chamados do tutor", explica Karin. "Também passa a salivar em excesso, deixa de comer e beber e pode sofrer de paralisia nos membros".

Como a raiva é transmitida aos seres humanos?

Pela saliva. O animal agitado e agressivo pode morder e contaminar os seus próprios tutores. Em caso de qualquer suspeita, o animal deve ser isolado e mantido em observação, até que se tenha um diagnóstico.

O que fazer em caso de mordida de cão com suspeita de raiva?

O tutor deve lavar o local afetado com água e sabão. É uma forma de tentar impedir que os vírus contidos na saliva do animal infectado se espalhem. Em seguida deve procurar atendimento médico o mais rápido possível. Já o pet deve ser levado a um médico veterinário de confiança.

Quais são os sintomas nos humanos?

Febre, tontura, dor de cabeça, mal estar, formigamento, pontadas ou sensação de queimação no local da mordida. Depois de avançada, a raiva acometerá o sistema nervoso central, provocando dificuldade para deglutir, desidratação, paralisia e convulsão, evoluindo para coma e morte.

A partir de quando é possível vacinar o pet?

A partir do terceiro mês de vida. Depois, a vacinação deve ser realizada anualmente. "Esta é a maneira mais eficaz para proteger o pet e, consequentemente, reduzir ainda mais o número de casos de infecções no país".

Raiva no mundo

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), mundialmente são registrados 55 mil casos em humanos todos os anos, a maioria na Ásia e África.
Erika Gonçalves
 
Formada em Jornalismo pela Universidade Estadual de Londrina em 1997. Apaixonada por bichos desde sempre, mas sem vocação para ser médica veterinária. Já teve um "zoológico" em casa quando criança. Está sempre buscando novidades sobre o comportamento animal. É repórter da Folha de Londrina.



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