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Edison  Yamazaki
Edison  Yamazaki
24/10/2018 - 10:28
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Enquantos os brasileiros votavam no primeiro turno para presidente, governadores e prefeitos, o Japão também realizava a eleição para primeiro ministro. Shinzo Abe foi eleito para mais um mandato de quatro anos.
A diferença é que não houve tanta polaridade ente os candidatos, nenhuma agressão pessoal, nem ameaças contra ninguém. Tentativa de assassindo por faca, nem pensar.
O debate girou apenas em torno de idéias e propostas, para que o país continue progredindo e consequentemente ajudando a melhorar a vida da população.
Um dos assuntos mais debatidos foi o aumento do salário mínimo. A partir deste mês já está vigorando os novos valores.
A Comissão que estudou e pesquisou sobre esses valores, dividiram o país em três categorias. Categoria "A" inclui os grandes centros como Tokyo, Osaka, Aichi, Chiga, Saitama e Kanagawa. Na categoria "B" estão cidades menores como Shizuoka, Mie e Nagano. Na "C" estão as províncias de Gifu e Gunma, por exemplo. Frequentam a categoria "D" os estados do sul como Okinawa e do norte como Akita e Aomori.
Agora, um trabalhador em tempo integral que receber os 874 ienes/hora, passará a ganhar em média 1.300 dólares mensais. Esse salário serve apenas para a subsistência básica, e nada mais. O alívio é que praticamente não existem operários que ganhem tão pouco, pois nenhuma empresa contrata funcionários pelo mínimo. Assim um trabalhador do chão da fábrica ganha em média 2.200 dólares. A maioria bem mais.
Outro assunto muito comentado foi a extensão da aposentadoria de 60 anos para 75 anos. Uma pesquisa recente mostrou que a grande maioria dos trabalhadores querem continuar no batente após o 60 anos, e pela escassez atual de mão de obra muitas empresas optaram por contratar candidatos da terceira idade. Afinal são mais de 30 milhões de "velhinhos" que podem continuar produzindo e aproveitando suas respectivas experiência em prol de alguma empresa.
Foi discutido também um nova política para a falta de mão de obra que está paralisando o país. Uma das propostas apresentadas visa aumentar as áreas que poderão solicitar mão de obra estrangeira. Atualmente apenas o setor de "helper", construção civil, hotelaria, agricultura e construção naval é que podem contratar trabalhadores estrangeiros não qualificados. Discute-se a possibilidade das empresas manufatureiras, pesca, alimentos, produção industrial e restaurantes entrarem no grupo dos que podem trazer mão de obra estrangeira.
Logicamente tudo dentro de regras que serão debatidas até o final de novembro, e se aprovadas, entrarão em vigor a partir de abril de 2019.
Discute-se também algumas mudanças no sitema de ensino atual para serem adequados ao mundo atual. Uma das mudanças que certamente entrará em vigor, será a obrigatoriedade de aulas de língua estrangeira a partir do primeiro ano do ensino fundamental. Atualmente existem aulas de inglês em quase todos os níveis de ensino, mas como não é uma lei, acaba ficando ao cargo de cada diretor optar ou não pelas aulas de língua estrangeiras.
Mudaças são necessárias pois todos país precisa de ares frescos.

Tokyo e Kyoto

14/10/2018 - 08:13
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Até que demorou para que o pessoal admitisse que existem muitos viciados na Internet e em telefone celulares. O que era para ser uma ferramenta para auxiliar em pesquisas e comunicação, acabou por ser mais um motivo para preocupações.
Não sei como os "especialistas" fazem para tentar curar essa doença, mas tenho certeza da gravidade da situação. Basta observar nos trens, aeroportos ou em qualquer lugar que forme uma fila. De cada dez pessoas, pelo menos 8 pessoas estão com os celulares nas mãos. Não olham ao redor, não conversam com ninguém, não fazem outra coisa a não ser ficarem com a cabeça baixa olhando o aparelhinho. Alguns até falam e riem sozinhos. Será que estão ficando loucos ou conversando com algum fantasma?
As vezes dá até raiva de ficar vendo esse monte de gente fechado em seus mundos, curtindo horas de egoísmo, esquecendo até da vida. Será uma fuga da realidade, tão cruel e trabalhosa?
Numa pesquisa, saiu que no Japão existem quase 1 milhão de viciados, a grande maioria jovens do ensino médio e fundamental. Pode uma coisa dessa?
Meninos e meninas em início de vida já viciados, usando games e redes sociais como fuga do mundo verdadeiro, que não é cor de rosa, mas é verdadeiro.
Outro milhão estão enquadrados numa fase de "suspeitos" pelo uso excessivo, o que é outro problemão. Já pensou se na próxima pesquisa aparecem 2 milhões de viciados? Onde haverá tantos médicos para tratar toda essa gente? O agravante é que dentro desse rebanho de viciados, muitos ficarão doentes por muito tempo, não conseguindo relacionamentos satisfatórios e empregos, ficando à margem da sociedade que já está em perigo pela falta de mão de obra.
Por aqui foi definido como viciado a pessoa que dá preferência em continuar olhando para o display, mesmo quando uma pessoa importante do seu meio esteja precisando de ajuda, ou que não consegue diminuir o tempo de uso mesmo se esforçando. Um questionário com oito perguntas com essa linha de pensamento foi entregue às pessoas, e os que responderam afirmativamente em 5 dessas questões foram definidos como dependentes, para usar um termo mais bacana do que viciado.
Outro estudo mostrou que o dependentes podem ficar com depressão devido ao isolamento social, irritados e agressivos e com danos mentais permanentes.
O interessante é que tanto o "smartphone" como a Internet são ótimos para essa vida corrida, que para uns significa modernidade. Parece que o que veio para ajudar, está contribuindo também para destruir. Acho que é como um remédio que tanto pode curar, como matar, dependendo apenas da dosagem.

Viciados na Internet
30/09/2018 - 11:07
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Pode ser um regra restrita ao Japão, pois o país possui algumas leis únicas. Uma delas é a devolução obrigatória do que você encontrou perdido ou esquecido em qualquer lugar. Seja lá o que encontrou, devolva rapidamente no primeiro posto policial para não ter problemas futuros.
Lí numa reportagem que um funcionário do governo encontrou 7 mil ienes (aproximadamente 70 dólares) numa lavanderia automática, provavelmente o troco esquecido por alguém. Como não há atendentes nesses lugares, ele ficou com dinheiro. Num momento seguinte, a pessoa que esqueceu o dinheiro retornou e analisou a câmera de segurança, chegando até o "ladrão". Ele foi punido com a redução de salário por alguns meses.
Outro punido foi um funcionário público, que achou mil ienes esquecido numa máquina automática num posto de gasolina. Foi preso após admitir que embolsou o dinheiro esquecido, mas jurou que não roubou nada.
Eu cresci ouvindo que "achado não é roubado", e já cheguei a dizer isso até para os meus filhos. Ainda bem que eles não me levaram à sério, e até brincam com o meu modo latino de pensar.
No Japão existe uma lei que obriga a devolver o que não lhe pertence, com pena de ano de prisão ou multa de até cem mil ienes (aproximadamente 1000 dólares).
O crime nestes casos é chamado de "roubo de patrimônio perdido ou extraviado", que em japonês é chamado de "sennyuu ridatsubutsu ouryouzai".
Conversando sobre isso, descobri que são nos 13 anos obrigatórios da escola japonesa que esses valores são ensinados, numa das matérias sobre civilidade e cidadania.
As escolas japonesas são praticamente em período integral, com as aulas começando às 8:30min e terminando às 15:30min. Em seguida começam as aulas extra-curriculares que são escolhidos pelos alunos. Alguns optam pela ciência, outros pela música, cantos, esportes e escritas em kanjis. Isso tudo termina por volta das 19:00h, quando a criançada volta para casa. No ensino fundamental, as refeições são fornecidas pelo governo, no ensino médio, cada aluno trás a sua marmitinha de casa. Dá um trabalho danado, mas saber que eles sairão melhor preparados para o mundo, pelo menos no aspecto moral, dá uma satisfação que nenhum cansaço faz desanimar.

Como funcionam as melhores sistemas educacionais do mundo
17/09/2018 - 10:01
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Nesses anos todos ainda não havia presenciado coisa semelhante. Num curto espaço de uma semana, houve um forte tufão que passou sobre a nossa cabeça e um terrível terremoto em Hokkaido, ao norte do país.
Foram muitas mortes e milhões em prejuízo. Pare reconstruir a cidade ainda levará um bom tempo, e para se recompor do susto e da tristeza pelas perdas dos entes queridos, muito mais.
O tufão pegou em cheio as cidades de Osaka e Kyoto. Além dos "tradicionais" telhados e bicicletas, o tufão dessa vez levantou carros, virou caminhões, inundou o Aeroporto Internacional de Kansai (Osaka), levou barcos e navios, destrui também a ponte que liga o aeroporto ao continente deixando os passageiros completamente isolados. Coisa feia só de lembrar. Os telefones celulares ficaram mudos, não havia água, gás e luz. As crianças e idosos foram os que mais sofreram. Um por não entender direito o que se passava, o outro por ter vivido várias experiências semelhantes.
Aqui perto da minha casa muitos foram os semáforos arrancados, placas de informações destruídas, árvores arrancadas pelas raízes. Mas por conta de uma proteção enorme, nenhum vida foi levada.
Em seguida vem o terremoto. E com sempre, ele veio de madrugada, pegando o pessoal desprevenido. O chão sacudiu como há muito não se via, estradas racharam, morros deslizaram, pontes quebradas, mortes e mais mortes.
Agora, tudo precisará ser consertado às pressas porque o frio já vai chegar, e Hokkaido é o local mais frio do país. Em alguns lugares, a temperatura chega a 20 graus negativos, e Sapporo é famoso pelo Festival do Gêlo, realizado todos os anos e atraindo uma enormidade de turistas. Fico aqui pensando haverá clima para realizar o festiva em fevereiro.
O que vem depois da destruição é o encarecimento dos produtos hortifrutigranjeiros. Saladas, leite, queijo e ovos já são caros em tempos normais, mas depois de um abalo e vendaval, os preços ficarão inacessíveis até para o dono do Uniqlo.
Mas vamos levando porque não podemos parar. A vida precis seguir, muitas vezes sem olharmos para trás.
Abaixo, coloquei um vídeo do tufão e outro do terremoto para que o pessoal do samba e futebol pudesse entender melhor como é tudo isso.

Tufão


Terremoto
26/08/2018 - 09:04
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Depois da desistência do Vietnan, a Indonésia foi eleita para sediar os jogos, que ocorrem nas cidades de Jacarta e Palembang. São 46 países que disputam 42 modalidades, entre elas, algumas que quase ninguém ouviu falar. Alguém sabe como se pratica Kabaddi, Sampo, Sepktakraw, Wushu, Bridge ou Pencaksilat?
Outros esportes são conhecidos mas não como esportes olímpicos como: boliche, golfe, jet ski, paragliding, patinação de velocidade e soft tênis.
A infraestrutura dos jogos é simples, pois tudo teve que ser construido ou reformado às pressas, pois foi apenas em julho de 2014 que a Indonésia foi definida como país-sede, depois que Hanói percebeu que teria que gastar aproximadamente 300 milhões de dólares, e tirou o cavalo da chuva.
Os jogos também são interessantes porque participam países sem nenhuma tradição esportiva, e ver seus atletas se esforçando ao máximo mesmo sabendo que não possuem a menor chance de vitória, torna esses jogos "mais humanos", um pouco distante dos Jogos Olímpicos de Verão onde vemos atletas totalmente preparados apenas para vencer.
Países pouco conhecidos esportivamente como Butão, Laos, Maldívias, Síria, Mianmar, Paquistão e Palestina levaram seus atletas para desfilaresm na abertura do evento.
Nada de lances esportivos computadorizados em núvens coloridas ou alguém descendo de algum foguete transparente. Tudo na simplicidade típíca dos indonesianos, que pelo jeito se esforçaram muito para fazer desses jogos alguma coisa inesquecível para o país.
Na abertura, até o presidente mostra sua simplicidade, chegando numa moto para a abertura da solenidade. Aqui na Ásia as coisas são diferentes, não é mesmo?

Jogos Asiáticos - abertura
Edison Yamazaki
 
Paulistano, preferiu contribuir com o esporte desistindo de ser atleta para estudar Educação Física. Foi da convivência com os seus alunos que ele entendeu que toda emoção que viveu dentro das quadras, dos campos, das pistas e das piscinas é muito mais abrangente do que somente vencer ou perder. Descobriu que as relações humanas e as amizades são tão importantes quanto à saúde e o bem estar. Com isso na cabeça foi para o outro lado mundo e hoje vive em Kyoto.



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