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Edison  Yamazaki
Edison  Yamazaki
12/12/2016 - 08:38
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Os políticos japoneses estão estudando meios para trazer mão de obra estrangeira não especializada. A falta de trabalhadores na indústrias manufatureiras, construção civil e o setor de serviços estão tão carentes que algumas redes de restaurantes estão deixando de ampliar suas filiais porque não encontram pessoas para trabalhar.
Outra área afetada é nos cuidados aos idosos, já que são poucas as pessoas dispostas a trabalhar num asilo ou hospital. O governo fez alguns convênios com países vizinhos, oferecendo trabalho e visto por um período máximo de três anos. Assim, indonesianos, filipinos e vietnamitas desembarcaram na ilha para fazer o trabalho rejeitado pelos próprios nipônicos.
Com a aproximação das Olimpíadas em 2020, o setor de construção, já carente de mão de obra, ficará ainda mais debilitada.
O grande entrave para a liberação de mão de obra estrangeira num país que decresce demograficamente ano após ano, é a própria população, que não está disposta a conviver com pessoas de características físicas e hábitos muito diferentes deles próprios.
O medo do aumento da violência, a perda de identidades culturais tão enraizadas na alma dos japoneses também são um agravante para que os aeroportos não fiquem cheios de "gaijins" ávidos por viverem num país de primeiro mundo, baixa violência, bem cotado na área educacional e com muita tecnologia.
Não sei até quando o país conseguirá suportar a falta de pessoas para trabalhar, prejudicando a produção e a consequentemente a competitividade.
Outro agravante não muito comentado por aqui, é que a maioria dos jovens, não estão dispostos a trabalharem como empregados porque serão poucos valorizados e precisarão passar por estágios medievais, como lavar banheiros e servir cafézinho aos mais velhos. Subir de cargo só pelo tempo de casa ou por saber puxar, muito bem, o saco do superior. Méritos profissionais para promoções estão fora de cogitação.
Percebo que muitas famílias estão preparando seus filhos para viverem fora do país, oferecendo cursos e faculdades no exterior. Diferentemente de alguns anos atrás, é grande o número de estudantes tentando estudar na Europa ou Estados Unidos, em busca de melhor ambiente para viver.
Por enquanto, resta ao Japão, buscar soluções para atrair jovens estrangeiros qualificados, e ao mesmo tempo, abrir as fronteiras para trabalhadores "braçais" que ajudarão a recuperar a produtividade. Para isso, precisará convencer os velhinhos aposentados e os que ainda ocupam cargos figurantes, de que a realidade é outra e que o tempo não pára.

Estagnação da economia japonesa
20/11/2016 - 01:29
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Segundo dados avaliados pelo Fórun Econômico Mundial da edição de 2016 sobre a competitividade global entre 138 país, o Japão ficou em oitavo lugar, perdendo duas posições em relação ao ranking anterior.
O resultado mais alto foi em relação a "sofisticação dos negócios" que avaliam produtos e a qualidade da produção. O nível educacional e o setor da saúde continuam bem avaliados, assim como a infraestrutrua e inovação.
O pior resultado foi na participação das mulheres na economia, já que o Japão é essencialmente patriarcal em quase todas as suas instituições, e as mulheres pouco interessadas em participar ativamente na modificação dessa situação.
Outro ponto não muito positivo foi que o país continua não sendo muito atrativo para profissionais estrangeiros qualificados, devido ao tradicional sistema hierarquico dentro das empresas, que não é visto com bons olhos pela maioria dos ocidentais.
O primeiro lugar no Indice de Competitividade Glogal ficou pelo oitavo ano consecutivo com a Suíça.
Os "top tem" ficaram assim distribuidos: Suíça, Singapura, Estados Unidos, Holanda, Alemanha, Suécia, Reuno Unido, Japão, Hong Kong e Finlândia.
O Brasil foi na octagésima segunda colocação, sendo que já foi o quadragésimo oitavo em 2012.

Quarta revolução industrial
30/10/2016 - 10:54
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Foi definido neste sábado o vencedor da segunda fase da J.League. O Urawa Red Diamond, patrocinado pela Mitsubishi Motors, é o campeão da segunda fase e está classificado para a final da J.League de 2016.
Ainda teremos a última rodada na próxima quinta-feira (3), mas com a vitória sobre o Jubilo Iwata por 1x0 neste final de semana, a Mistsubishi já garantiu matematicamente um lugar entre os finalistas.
A primeira fase foi vencida pelo Kashima Antlers, que não muito bem na segunda fase, talvez guardando forças para os jogos que decidirão o título deste ano.
Outra definição é que o Bellmare Hiratsuka foi rebaixado, fazendo companhia para o Avispa Fukuoka que já estava confirmado para a segundona faltando cinco rodadas para o término do campeonato
O outro provavel rebaixado está entre o Toyota Grampus e o Niigata Albirex. A definição também sairá na proxima rodada.
Particularmente torço para a queda da equipe da Toyota, porque o time é muito ruim, e não vem acrescentando nada para o futebol do país.
Já escrevi várias vezes, mas volto a repetir que o futebol japonês está em queda faz alguns anos por total incompetência dos dirigentes que comandam as equipes.
Dá pena de ver estádios tão bonitos, com gramados perfeitos, recebendo jogos de qualidade técnica ruim, onde os jogos mais parecem um amontoado de colegias disputando uma bola.
O ano que vem, depois de dois anos, os jogos voltarão a ser disputado em turno e returno, todos contra todos. Quem somar o maior número de pontos leva o troféu.
O Red Diamond é a equipe com a maior torcida do país, e não contam com nenhum brasileiro no plantel. Por causa de cartazes racistas, o time teve que jogar com os portões fechados por ordem da federação. Passados alguns meses, novas atitudes racistas por parte da torcida, mas desta vez a federação fez vista grossa, gerando revolta em vários atletas e times, que não se conformaram com o silêncio e a falta de ação das autoridades esportivas.
Tudo ficou como estava, colocaram "panos quentes" na situação, e o futebol japonês ficou ainda mais pobre.

Red Diamond - campeão do Levian Cup
16/10/2016 - 10:44
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O Japão é um dos poucos países, senão o único, que possui uma palavra específica para definir morte por excesso de trabalho. A palavra é "karoshi".
E é exatamente por causa do "karoshi" que uma das maiores empresas de publicidade do mundo está sendo processada.
A Dentsu é o sonho de todo profissional ligado à área de publicidade, uma espécie de Google ou Microsoft para os aficcionados em tecnologia.
O Ministério da Saúde, Trabalho e Bem Estar reconheceu que uma funcionária da Dentsu, de apenas 24 anos, se suicidou pelo excesso de trabalho. Ela ainda não havia completado nem dois anos de trabalho.
Para quem vive longe da realidade social japonesa, acredito que seja difícil entender como isso acontece sem que ninguém faça nada.
Acontece que por aqui existe o "sempai" e "koohai", que significa o veterano e o recém contratado. Com a hierarquia rígida, os mais jovens, não conseguem dizer não aos veteranos e aí começam os abusos.
Essa hierarquia é ainda pior entre chefes e subordinados, chegando até às agressões físicas, pois retaliações morais são uma constante.
As empresas trabalham para diminuir essas agressões, mas de maneira "leve", para que a cultura da companhia não seja alterada. Outro fato que coopera para a continuidade desses fatos é que muitos chefes são ultrapassados, pois no país não existe o hábito de estudar ou mesmo fazer uma reciclagem, depois de formado.
A Dentsu já passou pela experiência de ter um funcionário se suicidando por excesso de trabalho, portanto é reincidente no fato.
E pensar que a imagem que temos das empresas de publicidade é de um ambiente alegre, aberto e com profissionais capacitadíssimos, já que normalmente envolve grandes somas.
Processos envolvendo mortes por excesso de trabalho aparecem aos montes, e deverá continuar por algum tempo, já que a estrutura corporativa ainda é bem vertical, e normalmente os chefes pessoas despreparadas para lidar com pessoas.

Karoshi
09/10/2016 - 09:52
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Pela vigésima quinta vez um japonês ganha o Prêmio Nobel. Desta vez foi o cientista Oshinori Oshumi do Instituto de Tecnologia de Tóquio, que decidiu estudar a autofagocitose celular.
Esse senhor biologista de 71 anos nascido em Fukuoka recebeu pela primeira vez o prêmio de forma individual, já que os outros japoneses ganhadores do Nobel o fizeram juntamente com outros cientistas.
Estudo levado à sério, apoio governamental e uma grande dose de perseverança e inteligência são ingredientes essenciais para conseguir descobertas magníficas.
Em algumas áreas de pesquisas, o apoio governamental é ainda mais necessária, pois não é em qualquer lugar que encontraremos equipamentos para se desenvolver uma idéia. Estar em locais com outras "boas cabeças" também deve ajudar porque a troca de informações e o clima de "ser curioso" criado por ambientes assim faz com que não desistamos de buscar novidades e conhecimento.
Sei o que esse apoio significa porque tenho muitos amigos e parentes que saíram do Brasil para seguir com as pesquisas. Conheço gente também que desistiu de fazer o doutorado devido aos problemas de infraestrutua e ao pouco reconhecimento por parte dos chefes, que na verdade deveriam apoiá-los para que mais pesquisas viessem à tona.
Lí recentemente que argentinos, peruanos, chinelos e mexicanos já receberam um Prêmio Nobel, enquanto que os brasileiros dormem sobre o esplendor do carnaval, do samba e da cerveja.
Não está na hora de mudar o foco e investir pesado na educação?
Não está na hora dos pais exigirem melhor nível educacional do governo e das escolas particulares?
Tenho certeza de que nada disso será no curto prazo, mas sei também que o tempo vai passando e o carnaval ganhando mais importância do que saber ler, escrever e interpretar corretamente.
Mudar os valores enraizados na cultura, mudar o pensamento de que tudo dará certo sem muito esforço, de que Deus é brasileiro.
Será que não estamos caminhando em círculos?

Anúncio do Prêmio Nobel de medicina
Edison Yamazaki
 
Paulistano, preferiu contribuir com o esporte desistindo de ser atleta para estudar Educação Física. Foi da convivência com os seus alunos que ele entendeu que toda emoção que viveu dentro das quadras, dos campos, das pistas e das piscinas é muito mais abrangente do que somente vencer ou perder. Descobriu que as relações humanas e as amizades são tão importantes quanto à saúde e o bem estar. Com isso na cabeça foi para o outro lado mundo e hoje vive em Kyoto.



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