15/11/19
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Marden Machado
Marden Machado
15/11/2019 - 00:25
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O diretor Gore Verbinski vinha do estrondoso e inesperado sucesso de Piratas do Cabine: A Maldição do Pérola Negra, quando decidiu dirigir um filme menor e de orçamento mais modesto. Ele encontrou no roteiro de Steven Conrad o tipo de história que queria contar naquele momento. Nascia aí O Sol de Cada Manhã. Com Nicolas Cage à frente do elenco, o filme gira em torno de David Spritz, o "homem do tempo” (daí o título original), de uma TV de Chicago. Ele é conhecido na cidade e surge a chance de ele participar de um programa em rede nacional. A questão é que David, recém-saído de um divórcio e com a guarda dos filhos, precisa equilibrar sua vida pessoal e profissional. Verbinski tira todo o proveito possível do material que tem nas mãos. A liberdade de trabalhar sem grandes pressões se reflete no que vemos na tela. Além do mais, uma boa história junto com um bom elenco e um diretor sem amarras criativas, sempre rendem um filme, no mínimo, interessante e gostoso de ver.

O SOL DE CADA MANHÃ (The Weather Man – EUA 2005). Direção: Gore Verbinski. Elenco: Nicolas Cage, Hope Davis, Nicholas Hoult, Michael Caine, Gemmenne de la Peña, Michael Rispoli e Gil Bellows. Duração: 102 minutos. Distribuição: Paramount.
14/11/2019 - 03:28
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O americano Jon Turteltaub iniciou sua carreira no cinema no final dos anos 1980 e demonstrou, ao longo das duas décadas seguintes, bastante versatilidade nos filmes que dirigiu. Um dos mais populares deles é A Lenda do Tesouro Perdido, de 2004. O roteiro, de Jim Kouf e do casal Cormac e Marianne Wibberley, tem como nítida inspiração as aventuras de Indiana Jones e nos apresenta Benjamin Franklin Gates (Nicolas Cage). Ele é um caçador de tesouros e descobre que há um mapa codificado escondido na Declaração de Independência dos Estados Unidos. Mas, para decifrar esse código, Gates terá que se livrar do FBI e roubar um dos documentos mais vigiados e protegidos do mundo. A Lenda do Tesouro Perdido é cheio de reviravoltas e ações mirabolantes. Cage empresta carisma a Gates e convence que é o melhor no que faz. A direção de Turteltaub é precisa na condução da narrativa. Apesar de o roteiro recorrer a alguns clichês, no final, o resultado é bastante satisfatório. Três anos depois foi feita uma continuação, A Lenda do Tesouro Perdido: Livro dos Segredos, e havia planos para uma parte três, até o momento ainda não produzida.

A LENDA DO TESOURO PERDIDO (National Treasure – EUA 2004). Direção: Jon Turteltaub. Elenco: Nicolas Cage, Diane Kruger, Justin Bartha, Sean Bean, Harvey Keitel, Jon Voight e Christopher Plummer. Duração: minutos. Distribuição: Buena Vista.
13/11/2019 - 00:36
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A carreira do cineasta britânico é cheia de altos e baixos. Porém, mesmo quando erra, seu apuro técnico e visual se faz notar. Em 2003 ele vinha dos acertos de Gladiador e Falcão Negro em Perigo, mas, também, do tropeço de Hannibal. Foi nessa fase que ele realizou o interessante Os Vigaristas. Com roteiro de Nicholas e Ted Griffin, adaptado do livro de Eric Garcia, o filme nos apresenta a figura de Roy (Nicolas Cage), um homem que vive de aplicar golpes e sofre de diferentes fobias. Ele trabalha com Frank (Sam Rockwell) e ambos planejam um grande e definitivo golpe. No entanto, surge a jovem Angela (Alison Lohman), que diz ser sua filha. A rotina de Roy, carregada de medos e obsessões, vira de cabeça para baixo. Ridley Scott conduz sua narrativa com precisão cirúrgica. Filmes assim, que abordam a ideia, o planejamento e a execução de um golpe precisam ter ritmo e contar com um elenco à altura. Os Vigaristas tem tudo isso.

OS VIGARISTAS (Matchstick Men – EUA 2003). Direção: Ridley Scott. Elenco: Nicolas Cage, Sam Rockwell, Alison Lohman, Bruce Altman, Bruce McGill, Jenny O’Hara e Steve Eastin. Duração: 116 minutos. Distribuição: Warner.
12/11/2019 - 00:46
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A influência de A Felicidade Não Se Compra pode ser percebida facilmente na carreira de muitos cineastas. E, consequentemente, nos filmes que fizeram. Um Homem de Família, que Brett Ratner dirigiu no ano 2000, é apenas mais um bom exemplo. O roteiro de David Diamond e David Weissman gira em torno de Jack Campbell (Nicolas Cage). É um grande investidor, rico e solitário. Certo dia ele imagina como teria sido sua vida caso ele tivesse se casado com sua namorada de colégio Kate (Téa Leoni). Na melhor tradição da obra-prima de Frank Capra, é dado a Jack a chance de experimentar uma outra vida em decorrência de uma decisão importante do passado. Nicolas Cage está perfeito na pele do perplexo Jack. Seja na vida que tem como na que poderia ter tido. E sua química com Téa Leoni funciona que é uma maravilha. Na essência, Um Homem de Família trata das escolhas que fazemos e como elas afetam nosso futuro e o das pessoas que amamos e nos rodeiam. Sem almejar algo grandioso, o filme nos diverte e emociona. E ainda nos faz pensar nas decisões que tomamos no passado.

UM HOMEM DE FAMÍLIA (The Family Man – EUA 2000). Direção: Brett Ratner. Elenco: Nicolas Cage, Téa Leoni, Don Cheadle, Makenzie Vega, Jeremy Piven, Saul Rubinek e Josef Sommer. Duração: 125 minutos. Distribuição: Europa Filmes.
11/11/2019 - 00:43
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Existem filmes marcantes nas carreiras de diretores, roteiristas e atores. Adeus à Inocência, de 1984, é um deles. Marcou a estreia de Steve Kloves, conhecido hoje pelos roteiros dos oitos filmes de Harry Potter. Foi o segundo longa do ator Richard Benjamin, que havia estreado na direção dois anos antes com Um Cara Muito Baratinado. Quanto ao elenco, o trio principal era quase iniciante. Sean Penn, Elizabeth McGovern e Nicolas Cage eram ainda pouco conhecidos. Adeus à Inocência, como o próprio título adianta, trata de um ritual de passagem que se inicia no ano de 1942. Henry (Penn), Nicky (Cage) e Caddie (McGovern) têm a vida alterada para sempre por conta da Segunda Guerra Mundial. Eles nos são apresentados e a partir daí, somos conduzidos pelo período antes do alistamento dos rapazes até o fim do conflito três anos depois. O roteiro desenvolve bem as personagens e isso cria a empatia necessária para nos interessarmos por tudo que está sendo contado. E o diretor, que também é ator, ciente do material que tinha nas mãos e do talento do jovem elenco, não pesa a mão nem carrega nas tintas. Sábia decisão. Realmente não precisava. E isso faz toda a diferença.

ADEUS À INOCÊNCIA (Racing with the Moon – EUA 1984). Direção: Richard Benjamin. Elenco: Sean Penn, Elizabeth McGovern, Nicolas Cage, John Karlen, Rutanya Alda, Max Showalter e Crispin Glover. Duração: 108 minutos. Distribuição: Paramount.
Marden Machado
 
Escrevo, todos os dias, sobre um filme, complementando minha participação nos programas Light News (na rádio Transamérica Light FM - 95,1), na rádio CBN Curitiba (90,1 FM), no programa Caldo de Cultura (UFPR TV - canais 15 da NET, 71 da TVA ou via web no http://www.tv.ufpr.br/), e no canal http://www.youtube.com/cinemarden.



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