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Marden Machado
Marden Machado
16/05/2020 - 06:58
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Aí você vê o anúncio do filme A Última Coisa Que Ele Queria e pensa "que trailer legal e convidativo”. Aparece o elenco de peso que traz Anne Hathaway, Willem Dafoe, Ben Affleck, Rosie Perez e Toby Jones. Então você diz "uau, só gente boa”. Por fim, aparece o nome de Dee Rees na direção e "poxa, eu gostei muito de Mudbound: Lágrimas Sobre o Mississipi, o filme anterior dela”. Pois é, a gente pode se enganar completamente pelas aparências. Infelizmente, é o caso aqui. Com roteiro da própria diretora, junto com Marco Villalobos e baseado no livro homônimo de Joan Dillon, A Última Coisa Que Ele Queria é uma confusão só. A ação começa em 1984 e nos apresenta a jornalista Elena McMahon (Hathaway). Ela trabalhava na cobertura da campanha presidencial americana e aceita um pedido de seu pai trambiqueiro e doente (Dafoe) para ir em seu lugar numa transação suspeita na América Central. Segundo ele, o lucro dessa operação garantirá sua aposentadoria. O problema é que tudo se complica para ela e, na mesma medida, para nós espectadores. Confuso e desconectado nas cenas que vai apresentando, não é difícil perdermos o fio da meada e nos perguntarmos, como aconteceu comigo, "droga, perdi duas horas da minha vida”. Ou melhor ainda, "que filme bom eu devo ver agora para esquecer essa bomba?”.

A ÚLTIMA COISA QUE ELE QUERIA (The Last Thing He Wanted – EUA 2020). Direção: Dee Rees. Elenco: Anne Hathaway, Ben Affleck, Willem Dafoe, Rosie Perez, Toby Jones, Edi Gathegi, Onata Aplile e Carlos Leal. Duração: 115 minutos. Distribuição: Netflix.
15/05/2020 - 05:48
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Segundo longa do cineasta sérvio Miroslav Terzic e o primeiro dele a ser lançado no Brasil, Cicatrizes conta uma história de dor, busca, esperança e justiça. Com roteiro de Elma Tataragic, acompanhamos aqui o drama de uma mãe, Ana (Snezana Bogdanovic), que tem certeza que seu filho, dado como morto quando nasceu há 20 anos, na verdade teria sido vendido através de um esquema de adoção ilegal. Apesar de ser taxada como louca, Ana acredita ter encontrado uma pista que poderá comprovar o que sempre defendeu. A trajetória dessa mãe nos é contada por Terzic com a dose certa de drama e suspense. E Bogdanovic nos intriga, comove e convence de sua incansável procura pelo filho perdido já na primeira cena e nos mantém interessados em sua história o tempo todo. Por conta da seriedade do tema e do sofrimento dessa mãe, o diretor não faz uso de trilha sonora alguma. Não há necessidade de uso da música para destacar essa ou aquela cena. O drama pessoal de Ana, por si só, é suficiente para isso.

CICATRIZES (Savovi – Sérvia 2019). Direção: Miroslav Terzic. Elenco: Snezana Bogdanovic, Jovana Stojiljkovic, Marko Bacovic, Vesna Trivalic, Dragana Varagic, Pavle Cemerikic e Jelena Stupljanin. Duração: 105 minutos. Distribuição: Arteplex Filmes.
14/05/2020 - 00:31
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A atriz Natalie Portman nasceu em Jerusalém e se mudou para Nova York ainda muito jovem. A estreia no cinema ocorreu quando ela tinha 12 anos dirigida por Luc Besson no policial O Profissional. Desde então ela não parou de atuar, mas encontrou um tempo para dirigir também. Primeiro em dois curtas realizados em 2008. E, sete anos depois, no seu longa de estreia, De Amor e Trevas, que ela escreveu o roteiro, a partir do livro autobiográfico de Amos Oz. A ação se passa nos anos 1940 e acompanhamos a família de garoto Amos (Amir Tessler), seu pai Arieh (Gilad Kahana) e sua mãe Fania (Portman). Como o próprio título no original já antecipa, trata-se de "um conto de amor e escuridão”. A cineasta, à frente do roteiro, da direção e do papel feminino principal, nos leva por uma trilha de memórias carregadas de dor, mas, ao menos tempo, cheias de esperança e ternura. Sem esquecer a turbulência social e política da época mostrada. Não se trata de uma obra convencional. A começar pelo idioma utilizado pelos atores, o hebreu. Apesar da pressão dos produtores que queriam que o filme fosse falado em inglês. Portman não tem pressa em contar sua história. E o faz do seu jeito, bastante pessoal e sem seguir regras narrativas consolidadas.

DE AMOR E TREVAS (A Tale of Love and Darkness – EUA 2015). Direção: Natalie Portman. Elenco: Natalie Portman, Gilad Kahana, Amir Tessler, Ohad Knoller, Makram Khoury, Neta Riskin e Alexander Peleg. Duração: 95 minutos. Distribuição: Amazon Prime.
13/05/2020 - 00:46
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Gael Garcia Bernal é o mais popular e talentoso ator mexicano de sua geração. Dono de uma sólida carreira de mais de 30 anos na atuação, ele também tem se aventurado na direção desde 2007, quando dirigiu seu primeiro longa, Déficit. Ao longo dos 12 anos seguintes ele esteve atrás das câmeras em curtas e episódios de séries de TV até realizar, em 2019, seu segundo filme como diretor, o seco e impactante Chicuarotes. O roteiro de Augusto Mendoza nos apresenta Cagalera (Benny Emmanuel) e Moloteco (Gabriel Carbajal), ambos adolescentes naturais de San Gregorio, bairro da periferia da Cidade do México. O título é como são chamados os nascidos naquela região. Sem perspectiva de uma vida melhor e insatisfeitos com a dura realidade que enfrentam diariamente, os dois terminam por praticar pequenos furtos e outras atos criminosos com a vã esperança de ascender social e financeiramente. Mas toda ação gera uma reação de igual ou maior intensidade. E isso faz com que Cagalera e Moloteco precisem arcar com as consequências de suas escolhas. Chicuarotes releva um diretor maduro e em pleno domínio narrativo. Apresenta uma história que não poderia ser contada de outra forma. Bernal, com coragem e ousadia, soube conduzi-la de maneira direta e crua, sem enfeites e maniqueísmos. E isso não é pouco.

CHICUAROTES (Chicuarotes – México 2019). Direção: Gael Garcia Bernal. Elenco: Dolores Heredia, Ricardo Abarca, Daniel Giménez Cacho, Benny Emmanuel, Enoc Leaño, Leidi Gutiérrez e Gabriel Carbajal. Duração: 95 minutos. Distribuição: Supo Mungam Films.
12/05/2020 - 06:40
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Primeiro filme da Pixar realizado sem a participação de John Lasseter, Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica também foi o primeiro a chegar rapidamente às plataformas digitais, apenas dois meses após seu lançamento nos cinemas. Com direção de Dan Scanlon, que antes havida dirigido Universidade Monstro, o filme teve o roteiro escrito pelo próprio Scanlon, junto com Jason Headley e Keith Bunin. A história se passa no subúrbio de um mundo fantástico. Nele, a magia que sempre existira cedeu espaço para a tecnologia. Mas Barley ainda acredita em encantos e poderes mágicos, diferente de seu irmão Ian. A possibilidade de trazer de volta um ente querido, por um dia apenas, no dia do aniversário de Ian faz com que os irmãos embarquem em uma aventura em busca de uma pedra especial. Se você já viu muitos filmes da Pixar, certamente você perceberá que Dois Irmãos não é tão original assim. Pelo menos na forma como ele começa. Depois, com o desenvolvimento da trama, algumas surpresas surgem e, no final, você se dá conta que foi fisgado emocionalmente. E aí, já é tarde demais e se você for fã de filmes de fantasia, tipo O Senhor dos Anéis, por exemplo, preste atenção nas muitas referências à obra de Tolkien e outras tantas que estão espalhadas pelo filme. Em tempo: no original, Barley e Ian são dublados, respectivamente, por Chris Pratt (o Starlord de Guardiões da Galáxia) e Tom Holland (o novo Homem-Aranha).

DOIS IRMÃOS: UMA JORNADA FANTÁSTICA (Onward – EUA 2020). Direção: Dan Scanlon. Animação. Duração: 102 minutos. Distribuição: Buena Vista/Amazon Prime.
Marden Machado
 
Escrevo, todos os dias, sobre um filme, complementando minha participação nos programas Light News (na rádio Transamérica Light FM - 95,1), na rádio CBN Curitiba (90,1 FM), no programa Caldo de Cultura (UFPR TV - canais 15 da NET, 71 da TVA ou via web no http://www.tv.ufpr.br/), e no canal http://www.youtube.com/cinemarden.



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