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Marden Machado
Marden Machado
20/10/2019 - 01:19
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A parceria entre Marvel e Sony funcionou muito bem em Homem-Aranha: De Volta ao Lar, de 2017, segundo reboot do aracnídeo nas telonas. Tom Holland, novo ator a vestir o uniforme do escalador de paredes, simplesmente nasceu para este papel. A integração do herói ao Universo Cinematográfico Marvel ficou crível. Para quem não sabe, apesar de o Aranha pertenceu à Casa das ideias, no cinema, os direitos são da Sony. E essa união de forças se revelou também bastante lucrativa nas bilheterias. Algo que refletiu bastante nesta nova aventura Homem-Aranha: Longe de Casa, dirigido pelo mesmo Jon Watts, em 2019, com roteiro da dupla Chris McKenna e Erik Sommers. Além disso, o filme se beneficia do fato de ser o primeiro do estúdio após os eventos de Vingadores: Ultimato. O amigo da vizinhança está em férias e só pensa em duas coisas: viajar com a turma do colégio para a Europa e conquistar a amada Mary Jane (Zendaya). Quando Nick Fury (Samuel L. Jackson) aparece pedindo que ele se junte a Mysterio (Jake Gyllenhaal) para salvar o mundo, ele reluta em aceitar a missão. Longe de Casa é uma aventura das boas e mesmo assim, não esquece de lidar com questões bem atuais, como as "fake news”, por exemplo. Além disso, possui duas das melhores cenas pós-créditos de um filme da Marvel. Principalmente, a primeira delas, que abre um potencial fabuloso para o terceiro filme, já agendado para meados de 2021.

HOMEM-ARANHA: LONGE DE CASA (Spider-Man: Far From Home – EUA 2019). Direção: Jon Watts. Elenco: Tom Holland, Jake Gyllenhaal, Zendaya, Samuel L. Jackson, Marisa Tomei, Jon Favreau, Cobie Smulders, Jacob Batalon e Tony Revolori. Duração: 129 minutos. Distribuição: Sony.
19/10/2019 - 01:19
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As cinebiografias costumam atenuar ou exagerar algumas passagens da vida da pessoa ou artista retratado. Algumas delas chegam até a alterar fatos, como em Bohemian Rhapsody. Isso é comum quando os próprios envolvidos na história contada são os produtores do filme. Caso do filme do Queen. Isso, pelo menos, não acontece em Rocketman, que trata de vida de Elton John e é produzido por sua própria empresa. Dirigido por Dexter Fletcher, a partir do roteiro de Lee Hall, a obra é assumidamente um musical. Narrado em flashback, a ação tem início quando Elton, vivido com muita energia pelo ator Taron Egerton, entra num grupo de apoio a viciados em drogas. A partir daí o filme vai e volta no tempo revelando momentos marcantes da trajetória do artista. Em especial, a amizade com Bernie Taupin (Jamie Bell), parceiro de composições, bem como a tumultuosa relação com John Reid (Richard Madden), empresário e amante. Rocketman não segue a ordem cronológica das músicas e isso, além da liberdade que proporciona, se adequa perfeitamente à narrativa apresentada por Fletcher. Se você conhece a obra de Elton John, vai simplesmente adorar. Se não o conhece ainda, trata-se de uma excelente porta de entrada.

ROCKETMAN (Rocketman – Inglaterra 2019). Direção: Dexter Fletcher. Elenco: Taron Egerton, Jamie Bell, Richard Madden, Bryce Dallas Howard, Gemma Jones, Kamil Lamieszewski, Stephen Graham e Tate Donovan. Duração: 121 minutos. Distribuição: Paramount.
18/10/2019 - 01:19
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O Universo Cinematográfico Marvel teve início em maio de 2008, quando foi lançado o primeiro filme do Homem de Ferro. Ao longo dos 11 anos seguintes foram produzidos outros 21 filmes e este Vingadores: Ultimato não apenas fecha a história iniciada no ano anterior com Vingadores: Guerra Infinita, como também encerra o primeiro grande arco de histórias do UCM. Novamente dirigido pelos irmãos Joe e Anthony Russo e com roteiro de Christopher Markus e Stephen McFeely, a mesma equipe criativa responsável, além do filme de 2018, por Soldado Invernal e Guerra Civil, ambos do Capitão América. Acompanhamos em Ultimato os eventos posteriores ao estalo de dedos de Thanos (John Brolin), que eliminou metade da população do universo. É curioso perceber como os heróis sobreviventes lidaram com a perda. Tempos depois surge uma possível solução para reverter aquela situação e cabe ao grupo liderado pelo Capitão América (Chris Evans) e pelo Homem de Ferro (Robert Downey Jr.) se unir outra vez para uma grande batalha. Vingadores: Ultimato é muito mais que um filme. Trata-se de um evento de gigantescas proporções que ocupou maciçamente as salas de cinema do mundo todo ao longo de meses de maio e junho de 2019. E as cifras nas bilheterias (tornou-se o número um com 2,9 bilhões de dólares faturados), comprovaram o que os fãs da Marvel esperavam: o cumprimento de todas as expectativas criadas em torno dele.

VINGADORES: ULTIMATO (Avengers: Endgame – EUA 2019). Direção: Joe e Anthony Russo. Elenco: Robert Downey Jr., Chris Evans, Mark Ruffalo, Chris Hemsworth, Scarlett Johansson, Jeremy Renner, Brie Larson, Paul Rudd, Don Cheadle, Karen Gillan e Josh Brolin. Duração: 181 minutos. Distribuição: Buena Vista.
16/10/2019 - 00:53
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Bem antes de Titanic, de James Cameron, chegar aos cinemas em 1997 e tornar-se uma das maiores bilheterias da história, duas grandes produções foram feitas sobre o fatídico choque do navio com o iceberg na noite do dia 14 de abril de 1912. Na Inglaterra, em 1958, foi produzido Somente Deus Por Testemunha, de Roy Ward Baker. E nos Estados Unidos, cinco anos antes, este Náufragos do Titanic, Jean Negulesco. Com roteiro de Charles Brackett, Richard L. Breen e Walter Reisch, premiado com o Oscar da categoria, o filme recria a viagem do transatlântico e nos apresenta Julia (Barbara Stanwyck), que enfrenta uma crise no casamento e embarca no navio com os filhos. O marido, Richard (Clifton Webb), embarca junto e a vida daquela família muda por completo. Negulesco é um exímio contador de histórias e tira todo o proveito do potencial dramático que a trágica viagem proporciona. E para tudo funcionar, é preciso um bom elenco e isso, Náufragos do Titanic tem, a começar pelo casal principal de atores. Webb e Stanwyck estão simplesmente soberbos em cena.

NÁUFRAGOS DO TITANIC (Titanic – EUA 1953). Direção: Jean Negulesco. Elenco: Clifton Webb, Barbara Stanwyck, Robert Wagner, Audrey Dalton, Thelma Ritter, Brian Aherne, Richard Basehart e Frances Bergen. Duração: 98 minutos. Distribuição: Fox.
15/10/2019 - 00:41
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O cineasta britânico Michael Powell é não apenas um dos grandes nomes do cinema inglês, mas, também do cinema mundial. Sua parceria com o produtor e roteirista Emeric Pressburger rendeu grandes obras da sétima arte, como este Invasão de Bárbaros, de 1941. O roteiro, escrito por Pressburger e premiado com o Oscar de história original, nos leva ao início da Segunda Guerra Mundial, inicialmente, na costa do Canadá, depois, ao longo da fronteira com os Estados Unidos, o "Paralelo 49” do título original. Tudo começa quando um submarino alemão afunda um navio inglês. Na sequência, o submarino é destruído por aviões britânicos. O tenente Ernst Hirth (Eric Portman), escapa do ataque e junto com outros cinco soldados têm como missão chegar ao solo americano, já que estão em território inimigo, para de lá, voltar para a Alemanha. Durante a viagem o sexteto nazista entra em contato com diversas pessoas em diferentes regiões canadenses. E isso gera cenas tensas e surpreendentes. Powell é um mestre da narrativa cinematográfica e conta aqui, não apenas com uma boa história, mas, principalmente, com um excepcional elenco, que trabalhou pela metade do salário regular para contribuir com o esforço de guerra. Invasão de Bárbaros não se afasta um segundo sequer do fator humano que faz a diferença em qualquer situação extrema. E é simplesmente aterrador perceber que a fala inflamada de Hirth na comunidade religiosa ainda se faz ouvir em alguns lugares do mundo. O que consola é saber que existem pessoas como Johnnie (Laurence Olivier), Peter (Anton Walbrook) e Philip Armstrong Scott (Leslie Howard).

INVASÃO DE BÁRBAROS (49th Parallel – Inglaterra 1941). Direção: Michael Powell. Elenco: Leslie Howard, Raymond Massey, Laurence Olivier, Anton Walbrook, Eric Portman, Glynis Johns, Niall MacGinnis e Finlay Currie. Duração: 123 minutos. Distribuição: Columbia.
Marden Machado
 
Escrevo, todos os dias, sobre um filme, complementando minha participação nos programas Light News (na rádio Transamérica Light FM - 95,1), na rádio CBN Curitiba (90,1 FM), no programa Caldo de Cultura (UFPR TV - canais 15 da NET, 71 da TVA ou via web no http://www.tv.ufpr.br/), e no canal http://www.youtube.com/cinemarden.



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