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Marden Machado
Marden Machado
27/06/2020 - 00:25
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Quando o livro Flags of Our Fathers, algo como As Bandeiras dos Nossos Pais, escrito por James Bradley e Ron Powers foi publicado, no ano 2000, o cineasta Clint Eastwood quis transformá-lo em um filme. Porém, quando tentou comprar os direitos de adaptação para o cinema eles já haviam sido vendidos para Steven Spielberg, que contratou William Broyles Jr. para escrever o roteiro. Como não ficou satisfeito com o resultado, Spielberg guardou o projeto e em 2004, quando encontrou Eastwood em um jantar, este perguntou se ele ainda tinha interesse na obra. Resultado: Spielberg assumiu a produção, Eastwood a direção e Paul Haggis fez ajustes no roteiro. A Conquista da Honra, título nacional bem genérico, foi lançado em 2006 e conta a história de cinco fuzileiros e um integrante do corpo médico da Marinha que erguem a bandeira americana no monte Suribachi, na ilha de Iwo Jima, no Japão, em fevereiro de 1945, durante a Segunda Guerra Mundial. A imagem ganhou o mundo e serviu de forte e triunfal propaganda para os Estados Unidos. Eastwood questiona a manipulação feita pelos governos quando um fato se transforma em algo de grande apelo sentimental e vira um ícone favorável aos interesses do Estado. Para fazer o contraponto, na sequência, produtor e diretor realizaram Cartas de Iwo Jima, que conta a mesma história, só que do ponto de vista dos japoneses. O ideal, portanto, é assistir aos filmes um depois do outro.

A CONQUISTA DA HONRA (Flags of Our Fathers – EUA 2006). Direção: Clint Eastwood. Elenco: Ryan Phillippe, Jesse Bradford, Adam Beach, John Benjamin Hickey, John Slattery, Barry Pepper, Jamie Bell, Paul Walker, Robert Patrick, Neal McDonough, Chris Bauer e Tom McCarthy. Duração: 135 minutos. Distribuição: Warner/Globoplay.
26/06/2020 - 00:09
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O americano Mark Pellington já trabalha com audiovisual há mais de 30 anos. A maioria de seus trabalhos são vídeos musicais de diversas bandas, como Alice in Chains, U2, Pearl Jam, Silverchair e Foo Fighters. Pellington dirigiu episódios de séries de TV e alguns longas para cinema. O segundo e mais conhecido deles é O Suspeito da Rua Arlington, realizado em 1999. O roteiro de Ehren Kruger nos apresenta Michael Faraday (Jeff Bridges), um professor de História que fica amigo dos novos vizinhos, Oliver e Cheryl Lang (Tim Robbins e Joan Cusack). Isso acontece em decorrência de um problema envolvendo o filho dele. A partir da convivência com os Lang, Faraday começa a desconfiar que seus vizinhos são na verdade terroristas e que planejam explodir um prédio público. Pellington imprime em sua narrativa uma tensão crescente que nos envolve por completo. Além disso, o roteiro traz boas surpresas, sem contar a excelente dupla central de atores. Bridges e Robbins brilham em seus respectivos papéis.

O SUSPEITO DA RUA ARLINGTON (Arlington Road – EUA 1999). Direção: Mark Pellington. Elenco: Jeff Bridges, Tim Robbins, Joan Cusack, Hope Davis, Robert Gossett, Mason Gamble e Spencer Treat Clark. Duração: 117 minutos. Distribuição: Columbia.
25/06/2020 - 00:56
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Você levaria uma garota com quem pretende namorar para assistir a um violento filme de terror e suspense, um típico slasher, chamado Horário de Visitas, no primeiro encontro? Bem, confesso que fiz isso. Em minha defesa, o elenco era composto por Michael Ironside, ator de Scanners, e Lee Grant, de A Profecia II. Além deles, tinha também o William Shatner, o eterno Capitão Kirk, de Star Trek. Produção canadense de 1982, dirigida por Jean-Claude Lord, a partir do roteiro original de Brian Taggert, Horário de Visitas conta a história da jornalista Deborah Ballin (Grant). Dona de um estilo, digamos assim, sensacionalista, ela defende publicamente uma mulher que matou o marido em legítima defesa. Isso provoca a ira de Colt Hawker (Ironside), um misógino psicopata que a ataca. Depois, ao saber que ela sobreviveu e está hospitalizada, ele decide terminar o serviço. Há em Horário de Visitas muitos elementos populares nos filmes desse gênero feitos no final dos anos 1970 e início da década seguinte. Muitos deles inspirados pela obra de John Carpenter, em especial, Halloween, de 1978. Por coincidência, menos de um ano antes, foi lançado Halloween 2: O Pesadelo Continua, que também se passa, em sua maior parte, dentro de um hospital. E antes que você me pergunte se eu fiquei com aquela garota, ela está comigo até hoje. Portanto, a experiência não deve ter sido tão traumática assim.

HORÁRIO DE VISITAS (Visiting Hours – Canadá 1982). Direção: Jean-Claude Lord. Elenco: Michael Ironside, Lee Grant, Linda Purl, William Shatner, Lenore Zann, Harvey Atkin, Helen Hughes e Michael J. Reynolds. Duração: 105 minutos. Distribuição: Versátil.
24/06/2020 - 00:18
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Após o sucesso internacional de O Beijo da Mulher-Aranha, em 1985, o cineasta Hector Babenco recebeu muitos convites para dirigir nos Estados Unidos e optou por dirigir, dois anos depois, a adaptação do livro Ironweed, de William Kennedy, que teve o roteiro escrito pelo próprio autor. À frente do elenco ele teve dois dos maiores atores americanos: Jack Nicholson e Meryl Streep. A história se passa em 1938 e gira em torno de Francis Phelan (Nicholson), que retorna à sua cidade natal, Albany, no Estado de Nova York. Ele carrega uma grande tragédia de seu passado e bebe bastante para lidar com esse peso. Ele conhece então Helen Archer (Streep), uma ex-cantora, alcoólatra como ele, de quem fica amigo. Ambos passam a se ajudar, à medida que enfrentam seus fantasmas pessoais. O livro de Kennedy não é uma leitura fácil e isso também faz do filme uma experiência pesada. Não no sentido ruim da palavra. Muito pelo contrário. Ironweed é excepcional, para dizer o mínimo, pela força de sua narrativa. Somos apresentados aqui a um grupo de perdedores. E muitas vezes, não gostamos de acompanhar histórias de pessoas assim. E Babenco, ciente disso, explora com maestria todos os elementos cênicos disponíveis, assim como extrai atuações soberbas de todo o elenco.

IRONWEED (Ironweed – EUA 1987). Direção: Hector Babenco. Elenco: Jack Nicholson, Meryl Streep, Carroll Baker, Tom Waits, Michael O’Keefe, Diane Venora, Fred Gwynne, Nathan Lane e Margaret Whitton. Duração: 143 minutos. Distribuição: Lionsgate.
23/06/2020 - 01:30
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Durante quase 40 anos, Ray Harryhausen foi sinônimo de impactantes efeitos especiais. Seu completo domínio da técnica de "stop motion” garantiu grandes espetáculos visuais do início da década de 1940 até o início da década de 1980. Quando Harryhausen recebeu um Oscar honorário, em 1992, das mãos de Tom Hanks, este disse "Algumas pessoas falam de Cidadão Kane ou Casablanca. Eu digo que Jasão e o Velo de Ouro é o maior filme já feito”. Dirigido em 1963 por Don Chaffey, a partir de um roteiro de Jan Read e Beverly Cross, inspirado em histórias da Mitologia Grega, Jasão e o Velo de Ouro era também, dentre os muitos trabalhos que realizou, o favorito de Harryhausen. Acompanhamos aqui a saga de Jasão (Todd Armstrong) que depois de retornar para sua casa, após uma ausência de 20 anos, precisa embarcar em uma aventura a fim de encontrar o velo de ouro e com ele reconquistar seu trono. Ele monta uma equipe, da qual faz parte Hércules e sai em busca do mítico artefato. No caminho, muitos perigos ele e seu grupo enfrentam, de um gigante de bronze até esqueletos vivos. Esta sequência, em particular, foi a mais difícil para Harryhausen. Ela dura cerca de três minutos, no entanto, consumiu quatro meses de trabalho árduo. O resultado, ainda hoje, é impressionante. Também conhecido como Jasão e os Argonautas, trata-se de um filme que encantou e assombrou os nascidos entre as décadas de 1950 e 1970 que o viram quando crianças ou adolescentes e guardam desde então boas lembranças daquelas "sessões da tarde” de incríveis aventuras.

JASÃO E O VELO DE OURO (Jason and the Argonauts – EUA 1963). Direção: Don Chaffey. Elenco: Todd Armstrong, Nancy Kovack, Gary Raymond, Laurence Naishmith, Jack Gwillim, Honor Blackman, Patrick Troughton e Nigel Green. Duração: 104 minutos. Distribuição: Netflix.
Marden Machado
 
Escrevo, todos os dias, sobre um filme, complementando minha participação nos programas Light News (na rádio Transamérica Light FM - 95,1), na rádio CBN Curitiba (90,1 FM), no programa Caldo de Cultura (UFPR TV - canais 15 da NET, 71 da TVA ou via web no http://www.tv.ufpr.br/), e no canal http://www.youtube.com/cinemarden.



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