07/12/19
32º/19ºLONDRINA
PUBLICIDADE
Marden Machado
Marden Machado
25/11/2019 - 00:36
Imprimir Comunicar erro mais opções


O cinema sul-coreano vem se destacando mundialmente nas últimas décadas. Bong Joon-ho, Chan-wook Park e Hun Jang, diretor deste O Motorista de Táxi, são grandes nomes do cinema de seu país. E os três têm algo em comum em seus filmes: a presença do excelente ator Song Kang-ho. Aqui acompanhamos a trajetória de Man-seob (Kang-ho), um taxista de Seul. O roteiro de Yu-na Eom situa a ação em maio de 1980. O filme, na verdade, é uma fábula sobre a tomada de consciência política de um cidadão completamente alienado. Certo dia, ele "rouba” o passageiro de um colega seu e termina por tomar um forte choque de realidade. Diferente de Joon-ho e Park, que já trabalham com cinema há mais tempo, Hun Jang pertence à nova geração de cineastas sul-coreanos, tendo estreado na direção de longas somente em 2008. O Motorista de Táxi ganhou prêmios internacionais, projetou sua carreira mundo afora e comprova que ele está no caminho certo.

O MOTORISTA DE TÁXI (Taeksi Woonjunsa – Córeia do Sul 2017). Direção: Hun Jang. Elenco: Song Kang-ho, Thomas Kretschmann, Hae-jin Yoo, Jun-yeol Ryu. Gwi-hwa Choi e Jeong-eun Lee. Duração: 137 minutos. Distribuição: Califórnia Filmes.
24/11/2019 - 06:00
Imprimir Comunicar erro mais opções


Filho de mãe francesa e pai alemão, o roteirista e diretor Dominik Moll nasceu e se criou na Alemanha, estudou Cinema em Nova York e hoje mora na França, onde também é professor. Sua estreia ocorreu em 1987, quando realizou seu primeiro curta. Sete anos depois dirigiu seu primeiro longa. A comédia Más Notícias Para o Sr. Mars, de 2016, que ele escreveu junto com Gilles Marchand, é seu quinto filme. Tudo gira em torno de Philippe Mars (François Damiens, o pai de A Família Bélier). Ele é tranquilo e sensato, uma espécie de ilha cercado de pessoas inconsequentes, irresponsáveis e imprevisíveis. Ao longo da trama do filme, o Sr. Mars vive situações cada vez mais absurdas que testam os limites de sua paciência e educação. Moll é um cineasta que conhece bem e domina o tempo cinematográfico. E como não poderia ter encontrado melhor ator para viver a personagem-título, Más Notícias Para o Sr. Mars é uma pequena joia que merece ser descoberta.

MÁS NOTÍCIAS PARA O SR. MARS (Des Nouvelles de la Planète Mars – França/Bélgica 2016). Direção: Dominik Moll. Elenco: François Damiens, Vincent Macaigne, Veerle Baetens, Olivia Côte, Michel Aumont e Léa Drucker. Duração: 101 minutos. Distribuição: Imovision.
23/11/2019 - 05:56
Imprimir Comunicar erro mais opções


Estreia na direção de longa do iraniano radicado nos Estados Unidos Farhad Safinia, O Gênio e o Louco marca a primeira colaboração entre o diretor e Mel Gibson em mais de uma década. Desde que Safinia havia escrito o roteiro de Apocalypto, que Gibson dirigiu em 2006. O roteiro, de John Boorman, Todd Komarnicki e do próprio Safinia, é baseado no livro de Simon Winchester, que por sua vez relata a história real dos homens que tentam concluir o Dicionário Oxford da língua inglesa. São eles o professor James Murray (Gibson) e o doutor William Chester Minor (Sean Penn). O primeiro iniciou o trabalho em meados do século 19 e contou com a colaboração do segundo em milhares de verbetes enquanto estava internado em um hospício para criminosos. A produção de O Gênio e o Louco foi bastante conturbada e isso fica evidente no filme, que leva algum tempo para decolar. Apesar dos ótimos desempenhos de Gibson e Penn, o roteiro tropeça em subtramas desnecessárias e a direção de Safinia não foge do convencional. Uma pena. A premissa da história poderia render uma grande obra cinematográfica, como efetivamente foi o trabalho de Murray e Minor.

O GÊNIO E O LOUCO (The Professor and the Madman – Irlanda 2019). Direção: Farhad Safinia. Elenco: Mel Gilbson, Sean Penn, Eddie Marsan, Natalie Dormer, Jennifer Ehle, Steve Coogan, Stephen Dillane e Ioan Gruffudd. Duração: 124 minutos. Distribuição: Imagem Filmes.
22/11/2019 - 00:59
Imprimir Comunicar erro mais opções


O cineasta espanhol Pedro Almodóvar estava devendo um grande filme desde A Pele Que Habito, de 2011. A espera acabou em 2019, com o excepcional Dor e Glória. Com roteiro dele próprio, inspirado em passagens autobiográficas que são misturadas com outras ficcionais, temos o alter ego do diretor representado na figura do cineasta Salvador Mallo, vivido por Antonio Banderas, em sua oitava colaboração com Almodóvar. Ele é um cineasta cheio de melancolia e parece carregar o mundo nas costas. E Banderas, em desempenho preciso e inspirado, nos passa com precisão e turbilhão de dor e tristeza da personagem. O passado e a mãe são lembranças recorrentes, ao mesmo tempo que tenta se reencontrar como homem e artista. Dor e Glória é um filme maduro e altamente reflexivo. E Almodóvar, poético como há muito não conseguiu ser, se desnuda diante de nós e expõe seus medos e frustrações, ao mesmo tempo em que nos inunda de forte esperança no amor e no futuro. O título não poderia ser mais apropriado. Em tempo: Dor e Glória é o representante espanhol ao Oscar 2020 na categoria de melhor filme internacional.

DOR E GLÓRIA (Dolor y Gloria – Espanha 2019). Direção: Pedro Almodóvar. Elenco: Antonio Banderas, Asier Etxeandia, Leonardo Sbaraglia, Nora Navas, Julieta Serrano, Asier Flores, César Vicente, Cecilia Roth e Penélope Cruz. Duração: 114 minutos. Distribuição: Universal.
21/11/2019 - 05:14
Imprimir Comunicar erro mais opções


A cineasta Flávia Castro já trabalhou em diferentes áreas da produção de um filme. Ela foi figurinista, montadora, roteirista, produtora e diretora, tanto de documentários e também de ficção. Após dirigir o longa Diário de Uma Busca, em 2010, filme em que resgata a memória de seu, o ativista político Afonso de Castro, que morreu tragicamente aos 41 anos de idade. Este documentário, que ganhou prêmios internacionais, abriu caminho para a realização de Deslembro. O roteiro, escrito por ela própria, parte de histórias reais que ela vivenciou e nos apresenta a jovem Joana (Jeanne Boudier), uma adolescente que vive em Paris com a mãe Ana (Sara Antunes), após a morte de seu pai (Jesuíta Barbosa) pela ditadura militar no Brasil. Com a anistia política, Ana decide voltar para o Rio de Janeiro. Para Joana, que saiu muito pequena do Brasil, aquele retorno não lhe diz nada. Sem contar que a volta ao país abrirá feridas e trará memórias de um período muito difícil e triste. Deslembro lida com essas questões de maneira sutil e criativa no uso das cores, dos enquadramentos e da trilha sonora, escapando de armadilhas sentimentais que costumam contaminar narrativas como esta.

DESLEMBRO (Brasil/França/Qatar 2019). Direção: Flávia Castro. Elenco: Jeanne Boudier, Eliane Giardini, Sara Antunes, Márcio Vito, Hugo Abranches, Arthur Vieira Raynaud e Jesuíta Barbosa. Duração: minutos. Distribuição: Imovision.
Marden Machado
 
Escrevo, todos os dias, sobre um filme, complementando minha participação nos programas Light News (na rádio Transamérica Light FM - 95,1), na rádio CBN Curitiba (90,1 FM), no programa Caldo de Cultura (UFPR TV - canais 15 da NET, 71 da TVA ou via web no http://www.tv.ufpr.br/), e no canal http://www.youtube.com/cinemarden.



ARQUIVO
Mês
Ano
AVISO: Opiniões e informações contidas nos blogs hospedados nesta plataforma são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem os valores do Portal Bonde.
PUBLICIDADE