10/12/19
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Marden Machado
Marden Machado
18/11/2019 - 00:47
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O cineasta argentino Juan José Campanella estava sem filmar em seu país desde 2009, quando ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro por O Segredo dos Seus Olhos. E a volta à terra natal não poderia ser melhor. A Grande Dama do Cinema, filme que marcou seu retorno após dez anos fora, faz homenagem à sétima arte. O roteiro, do próprio Campanella, escrito junto com Darren Kloomok, é baseado no roteiro de Los Muchachos de Antes No Usaban Arsénico, de Augusto Giustozzi e José A. Martínez Suárez. A trama gira em torno de quatro velhos amigos: uma atriz, Mara Ordaz (Graciela Borges); seu marido Pedro (Luís Brandoni), também ator; um roteirista, Martín (Marcos Mundstock) e um diretor, Norberto (Oscar Martínez). Eles vivem em uma antiga mansão nos arredores de Buenos Aires. A rotina do quarteto é quebrada com a chegada de um jovem casal que planeja comprar a casa. Campanella nos apresenta muito bem cada uma das personagens e isso nos permite uma empatia imediata. A partir daí, se estabelecem situações inesperadas conduzidas com maestria pelo diretor, tendo no veterano elenco um verdadeiro achado. A Grande Dama do Cinema faz uso da metalinguagem para nos revelar, gradativamente, as ações apresentadas. E o resultado que temos ao final é preciso e satisfatório.

A GRANDE DAMA DO CINEMA (El Cuento de las Comadrejas – Argentina 2019). Direção: Juan José Campanella. Elenco: Graciela Borges, Oscar Martínez, Luís Brandoni, Marcos Mundstock, Clara Lago, Nicolás Francella e Luz Cipriota. Duração: 129 minutos. Distribuição: Fênix Filmes.
17/11/2019 - 00:12
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Filho do diretor italiano de origem grega George P. Cosmatos, o também italiano criado no Canadá Panos Cosmatos se envolveu com cinema em 1993, quando trabalhou na segunda unidade como operador assistente de vídeo, no filme Tombstone: A Justiça Está Chegando, dirigido por seu pai. A estreia na direção de longas ocorreu em 2010 com Além do Arco-Íris Negro. Seu segundo longa, Mandy: Sede de Vingança, veio apenas oito anos depois. O roteiro foi escrito pelo próprio diretor, junto com Aaron Stewart-Ahn, e nos conta uma estranha e curiosa história de vingança. A ação se passa no ano de 1983 em uma região deserta próxima das Montanhas das Sombras. Red Miller (Nicolas Cage) e sua esposa Mandy (Andrea Riseborough) levam uma vida sossegada no lugar. Até que uma seita religiosa estilo Charles Manson e liderada pelo fanático Jeremiah Sand (Lines Roache), invade sua casa. Após esse trágico evento, Red se dedica a uma única causa: caçar os maníacos invasores e se vingar de todos eles. Se você assistiu ao filme de estreia de Cosmatos já sabe o que esperar de Mandy.
A narrativa tensa com cores fortes e estouradas, aliadas a um roteiro cheio de reviravoltas inusitadas fazem desta obra uma boa surpresa. Além disso, temos um Nicolas Cage insano, no bom sentido, como há muito tempo não víamos. E não podemos esquecer da climática trilha sonora, uma das últimas compostas pelo talentoso islandês Jóhann Jóhannsson, que faleceu prematuramente seis meses antes do lançamento do filme. Em tempo: a música que toca no início é Starless, do King Crimson, e faz parte do álbum Red, de 1974. Terá sido uma mera coincidência o nome da personagem de Cage?

MANDY: SEDE DE VINGANÇA (Mandy – Inglaterra 2018). Direção: Panos Cosmatos. Elenco: Nicolas Cage, Andrea Riseborough, Linus Roache, Ned Dennehy, Richard Blake, Bill Duke e Line Pillet. Duração: 121 minutos. Distribuição: Universal.
16/11/2019 - 00:57
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Mesmo enfrentando problemas financeiros, Nicolas Cage desistiu de participar de duas grandes produções para trabalhar em Joe, filme independente de baixo orçamento dirigido por David Gordon Green, em 2013. Baseado no livro escrito por Larry Brown, o roteiro adaptado por Gary Hawkins nos apresenta Joe (Cage), um ex-presidiário. Ele trabalha em uma madeireira e leva uma vida amargurada em razão de problemas do passado. Problemas que nem a bebida consegue afastar. Certo dia, Joe conhece Gary (Tye Sheridan), um garoto de 15 anos que sustenta a família e sofre abusos do pai. Naturalmente, Gary vê em Joe a figura paterna que ele não tem e Joe, de sua parte, se vê em Gary. O cineasta David Gordon Green vinha da comédia. Uma delas, Segurando as Portas, tornou-se um clássico instantâneo do gênero. Outras duas, Sua Alteza? e O Babá(ca), de gosto prá lá de duvidoso. Joe marca uma mudança de rumo em sua carreira e comprova seu talento narrativo. Com direção segura e um elenco eficiente, com destaque para Cage e Sheridan. Sem esquecer, é claro, os figurantes escolhidos pelo diretor na pequena cidade do interior do Texas, onde as filmagens foram realizadas. Um desses figurantes, Gary Poulter, que faz o pai de Gary, era um morador de rua e surpreendeu com seu contundente desempenho. Infelizmente, veio a faleceu poucas semanas após o término dos trabalhos.

JOE (Joe – EUA 2013). Direção: David Gordon Green. Elenco: Nicolas Cage, Tye Sheridan, Gary Poulter, Ronnie Gene Blevins, Adriene Mishler, Sue Rock e Heather Kafka. Duração: 117 minutos. Distribuição: Flashstar.
15/11/2019 - 00:25
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O diretor Gore Verbinski vinha do estrondoso e inesperado sucesso de Piratas do Cabine: A Maldição do Pérola Negra, quando decidiu dirigir um filme menor e de orçamento mais modesto. Ele encontrou no roteiro de Steven Conrad o tipo de história que queria contar naquele momento. Nascia aí O Sol de Cada Manhã. Com Nicolas Cage à frente do elenco, o filme gira em torno de David Spritz, o "homem do tempo” (daí o título original), de uma TV de Chicago. Ele é conhecido na cidade e surge a chance de ele participar de um programa em rede nacional. A questão é que David, recém-saído de um divórcio e com a guarda dos filhos, precisa equilibrar sua vida pessoal e profissional. Verbinski tira todo o proveito possível do material que tem nas mãos. A liberdade de trabalhar sem grandes pressões se reflete no que vemos na tela. Além do mais, uma boa história junto com um bom elenco e um diretor sem amarras criativas, sempre rendem um filme, no mínimo, interessante e gostoso de ver.

O SOL DE CADA MANHÃ (The Weather Man – EUA 2005). Direção: Gore Verbinski. Elenco: Nicolas Cage, Hope Davis, Nicholas Hoult, Michael Caine, Gemmenne de la Peña, Michael Rispoli e Gil Bellows. Duração: 102 minutos. Distribuição: Paramount.
14/11/2019 - 03:28
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O americano Jon Turteltaub iniciou sua carreira no cinema no final dos anos 1980 e demonstrou, ao longo das duas décadas seguintes, bastante versatilidade nos filmes que dirigiu. Um dos mais populares deles é A Lenda do Tesouro Perdido, de 2004. O roteiro, de Jim Kouf e do casal Cormac e Marianne Wibberley, tem como nítida inspiração as aventuras de Indiana Jones e nos apresenta Benjamin Franklin Gates (Nicolas Cage). Ele é um caçador de tesouros e descobre que há um mapa codificado escondido na Declaração de Independência dos Estados Unidos. Mas, para decifrar esse código, Gates terá que se livrar do FBI e roubar um dos documentos mais vigiados e protegidos do mundo. A Lenda do Tesouro Perdido é cheio de reviravoltas e ações mirabolantes. Cage empresta carisma a Gates e convence que é o melhor no que faz. A direção de Turteltaub é precisa na condução da narrativa. Apesar de o roteiro recorrer a alguns clichês, no final, o resultado é bastante satisfatório. Três anos depois foi feita uma continuação, A Lenda do Tesouro Perdido: Livro dos Segredos, e havia planos para uma parte três, até o momento ainda não produzida.

A LENDA DO TESOURO PERDIDO (National Treasure – EUA 2004). Direção: Jon Turteltaub. Elenco: Nicolas Cage, Diane Kruger, Justin Bartha, Sean Bean, Harvey Keitel, Jon Voight e Christopher Plummer. Duração: minutos. Distribuição: Buena Vista.
Marden Machado
 
Escrevo, todos os dias, sobre um filme, complementando minha participação nos programas Light News (na rádio Transamérica Light FM - 95,1), na rádio CBN Curitiba (90,1 FM), no programa Caldo de Cultura (UFPR TV - canais 15 da NET, 71 da TVA ou via web no http://www.tv.ufpr.br/), e no canal http://www.youtube.com/cinemarden.



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