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Marden Machado
Marden Machado
18/03/2020 - 00:22
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Quando o primeiro Frozen foi lançado, em 2013, além de ganhar o Oscar nas categorias de melhor animação e melhor canção, obteve uma bilheteria mundial de quase 1,3 bilhões de dólares. Mesmo com uma história fechada, a Disney não resistiu em produzir uma continuação que repetisse o mesmo sucesso do original e agora, seis anos depois, temos Frozen 2. Novamente dirigida por Chris Buck e Jennifer Lee, com roteiro de Lee, esta nova aventura nos leva de volta ao reino de Arendelle, onde reencontramos Elsa, Anna, Kristoff, Olaf e Sven. Se há algo que merece ser destacado nesta sequência é justamente o fato de ter utilizado elementos que ficaram soltos no filme anterior. Passagens da infância das irmãs e, principalmente, a origem dos poderes de Elsa são explorados aqui e movimentam a narrativa. As novas canções não possuem o mesmo fator de "grude” que as de 2013 tiveram, mas, também, não comprometem e funcionam. Em resumo, se você gostou do primeiro, seguramente gostará deste segundo. E o público respondeu muitíssimo bem nas bilheterias com um faturamento global de quase 200 milhões de dólares acima do original.

FROZEN 2 (Frozen II – EUA 2019). Direção: Chris Buck e Jennifer Lee. Animação. Duração: 104 minutos. Distribuição: Buena Vista.
17/03/2020 - 00:48
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O americano David Lowery trabalha com cinema desde o ano 2000 em muitas frentes. Seja como roteirista, produtor, diretor e montagem, Lowery tem se saído muito bem em todas elas. Em Sombras da Vida, de 2017, é sua obra-prima até o momento. A frase no cartaz já adianta o mote da história: "é tudo sobre tempo”. Um músico (Casey Affleck) se muda com a esposa (Rooney Mara) para um casa. Já nos primeiros dias ela gira algo estranho. Ele, por outro lado, estabelece uma conexão com o lugar. Um acidente tira sua vida, porém, seu fantasma, imune ao tempo, passa a habitar o local. Lowery utiliza aqui o aspecto de razão 4x3, que deixa a tela bem quadrada. Isso, de início, causa certo incômodo, porém, se revela bem adequado. Até mesmo pelo uso de pontas arredondadas. Outro acerto visual diz respeito à figura do fantasma, que não passa de um ator coberto por um lençol. Caricatural e quase infantil em sua representação, ele é bastante funcional. E ainda a questão do tempo, do luto, da dor de perder um ente querido. A cena da torta, simbolicamente, ilustra com perfeição tudo isso. Econômico e contemplativo em sua proposta, Sombras da Vida discute questões relevantes e profundas fazendo uso de uma narrativa singular, provocativa e envolvente. Em um gênero onde já foi feito de tudo, Lowery nos traz uma obra originalíssima.

SOMBRAS DA VIDA (A Ghost Story – EUA 2017). Direção: Elenco: David Lowery. Casey Affleck, Rooney Mara, Liz Cardenas Franke, Kenneisha Thompson e McColm Cephas Jr. Duração: 92 minutos. Distribuição: Universal/Amazon Prime.
16/03/2020 - 07:20
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"Olá, vizinho”. De 1968 até 2001, Fred Rogers apresentou um programa infanto-juvenil na TV americana, onde se notabilizou pelas canções que compunha e cantava, bem como pelos bonecos que manipulava e, principalmente, pelos conselhos que transmitia. O Mr. Rogers’ Neighborhood, algo como "A Vizinhança do Sr. Rogers", marcou gerações e gerações ao longo de mais de três décadas e gerou inúmeras matérias, reportagens e artigos de jornais e revistas, como o escrito pelo jornalista Tom Junod, para a Esquire, que inspirou o roteiro de Micah Fitzman-Blue e Noah Harpster e resultou no filme Um Lindo Dia na Vizinhança, dirigido em 2019 pela atriz e diretora Marielle Heller. À frente do elenco, Tom Hanks interpreta Mr. Rogers e, sinceramente, não consigo em outro nome mais "talhado” para o papel. Todo ator traz consigo a bagagem de seus trabalhos anteriores e de sua postura pessoal. Hanks é Rogers. Simples assim. Já Junod, que é designado para escrever um perfil de apresentador, é vivido com precisão por Matthew Rhys. A dinâmica que se estabelece entre os dois dá ao filme a dinâmica que ele precisa. E a diretora, de maneira criativa, faz uso dos cenários em miniatura do estúdio de TV para preencher algumas cenas na condução de sua narrativa, que mistura com maestria elementos do próprio programa original. Realmente, "não existe vida livre de dor”, como diz Rogers. Mas, ele complementa: "tudo que é mencionado, é administrável”.

UM LINDO DIA NA VIZINHANÇA (A Beautiful Day in the Neighborhood – EUA 2019). Direção: Marielle Heller. Elenco: Tom Hanks, Matthew Rhys, Chris Cooper, Susan Kelechi Watson, Enrico Colantoni, Christine Lahti e Maryann Plunkett. Duração: 109 minutos. Distribuição: Sony.
15/03/2020 - 07:38
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A atriz, roteirista e diretora Kasi Lemmons já tem mais de 40 anos de carreira e talvez seja mais lembrada pelo papel da melhor amiga de Clarice Starling no FBI em O Silêncio dos Inocentes. Isso deve mudar depois de Harriet, que ela dirigiu em 2019. O roteiro original de Gregory Allen Howard e da própria Lemmons, se inspira na vida da ativista política Harriet Tubman, uma ex-escrava que durante a Guerra Civil americana ajudou centenas de escravos a fugirem do sul dos Estados Unidos. A ação tem início em 1849 e se estende por cerca de 15 anos e acompanha a trajetória desse grande heroína. À frente do elenco, a inglesa Cynthia Erivo, que interpreta o papel-título com garra e convicção. Apesar dos fortes elementos aventurescos da trama, essa foi a primeira vez que a história de Harriet Tubman ganhou as telas. O projeto levou sete anos até receber sinal verde. Lemmons conduz sua narrativa com mão firme e conta com uma ótima equipe técnica. Em especial, o diretor de fotografia John Toll, que utiliza aqui uma excepcional paleta de cores. Principalmente, nas cenas noturnas.

HARRIET (Harriet – EUA 2019). Direção: Kasi Lemmons. Elenco: Cynthia Erivo, Leslie Odom Jr., Joe Alwyn, Clarke Peters, Vanessa Bell Calloway, Omar J. Dorsey, Henry Hunter Hall, Janelle Monáe, Joseph Lee Anderson e Vondie Curtis-Hall. Duração: 125 minutos. Distribuição: Universal.
14/03/2020 - 07:32
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A roteirista e diretora americana Debra Granik trabalha com audiovisual desde 1997 e, apesar de ter dirigido até agora apenas três longas, é possível perceber uma autoralidade em sua filmografia. Ela chamou a atenção da indústria em 2010, com Inverno da Alma, filme que revelou a atriz Jennifer Lawrence. Agora, com seu terceiro longa, Sem Rastros, ela retoma um pouco daquele universo inóspito do interior dos Estados Unidos. O roteiro, escrito por Granik, junto com Anne Rosellini, tem por base o romance My Abandonment, de Peter Rock, e nos apresenta Will (Ben Foster) e sua filha Tom (Thomasin McKenzie). Eles vivem felizes e longe do radar das autoridades há bastante tempo em uma reserva florestal na região de Portland, no Estado do Oregon. Um pequeno erro faz com que eles sejam "encontrados” e colocados sob a guarda do Serviço Social. Isso vira a vida de Will e Tom de cabeça para baixo, e, ao mesmo tempo, traz à tona algumas questões inesperadas. O cinema de Granik é único em sua abordagem. Sem Rastros, como já dito, tem conexões com a obra anterior da diretora e pode até lembrar também Capitão Fantástico, de Matt Ross. Mas, não se engane, a filmografia de Debra Granik, e este novo trabalho só reforça isso, é autoral e cheia de personalidade.

SEM RASTROS (Leave No Trace – EUA 2018). Direção: Debra Granik. Elenco: Thomasin McKenzie, Ben Foster, Jeff Kober, Michael Draper, Peter Simpson, Dana Millican, Mike Prosser e Spencer S. Hanley. Duração: 109 minutos. Distribuição: HBO.
Marden Machado
 
Escrevo, todos os dias, sobre um filme, complementando minha participação nos programas Light News (na rádio Transamérica Light FM - 95,1), na rádio CBN Curitiba (90,1 FM), no programa Caldo de Cultura (UFPR TV - canais 15 da NET, 71 da TVA ou via web no http://www.tv.ufpr.br/), e no canal http://www.youtube.com/cinemarden.



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