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Marden Machado
Marden Machado
12/11/2019 - 00:46
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A influência de A Felicidade Não Se Compra pode ser percebida facilmente na carreira de muitos cineastas. E, consequentemente, nos filmes que fizeram. Um Homem de Família, que Brett Ratner dirigiu no ano 2000, é apenas mais um bom exemplo. O roteiro de David Diamond e David Weissman gira em torno de Jack Campbell (Nicolas Cage). É um grande investidor, rico e solitário. Certo dia ele imagina como teria sido sua vida caso ele tivesse se casado com sua namorada de colégio Kate (Téa Leoni). Na melhor tradição da obra-prima de Frank Capra, é dado a Jack a chance de experimentar uma outra vida em decorrência de uma decisão importante do passado. Nicolas Cage está perfeito na pele do perplexo Jack. Seja na vida que tem como na que poderia ter tido. E sua química com Téa Leoni funciona que é uma maravilha. Na essência, Um Homem de Família trata das escolhas que fazemos e como elas afetam nosso futuro e o das pessoas que amamos e nos rodeiam. Sem almejar algo grandioso, o filme nos diverte e emociona. E ainda nos faz pensar nas decisões que tomamos no passado.

UM HOMEM DE FAMÍLIA (The Family Man – EUA 2000). Direção: Brett Ratner. Elenco: Nicolas Cage, Téa Leoni, Don Cheadle, Makenzie Vega, Jeremy Piven, Saul Rubinek e Josef Sommer. Duração: 125 minutos. Distribuição: Europa Filmes.
11/11/2019 - 00:43
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Existem filmes marcantes nas carreiras de diretores, roteiristas e atores. Adeus à Inocência, de 1984, é um deles. Marcou a estreia de Steve Kloves, conhecido hoje pelos roteiros dos oitos filmes de Harry Potter. Foi o segundo longa do ator Richard Benjamin, que havia estreado na direção dois anos antes com Um Cara Muito Baratinado. Quanto ao elenco, o trio principal era quase iniciante. Sean Penn, Elizabeth McGovern e Nicolas Cage eram ainda pouco conhecidos. Adeus à Inocência, como o próprio título adianta, trata de um ritual de passagem que se inicia no ano de 1942. Henry (Penn), Nicky (Cage) e Caddie (McGovern) têm a vida alterada para sempre por conta da Segunda Guerra Mundial. Eles nos são apresentados e a partir daí, somos conduzidos pelo período antes do alistamento dos rapazes até o fim do conflito três anos depois. O roteiro desenvolve bem as personagens e isso cria a empatia necessária para nos interessarmos por tudo que está sendo contado. E o diretor, que também é ator, ciente do material que tinha nas mãos e do talento do jovem elenco, não pesa a mão nem carrega nas tintas. Sábia decisão. Realmente não precisava. E isso faz toda a diferença.

ADEUS À INOCÊNCIA (Racing with the Moon – EUA 1984). Direção: Richard Benjamin. Elenco: Sean Penn, Elizabeth McGovern, Nicolas Cage, John Karlen, Rutanya Alda, Max Showalter e Crispin Glover. Duração: 108 minutos. Distribuição: Paramount.
10/11/2019 - 00:43
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Ganhar um Oscar em Hollywood costuma abrir portas. E elas se abriram para o cineasta chileno Sebastián Lelio após ele conquistar a estatueta dourada de melhor filme estrangeiro, em 2018, por Uma Mulher Fantástica. Não demorou para Lelio ser procurado pela atriz Julianne Moore, que queria trabalhar com ele. Surgiu daí a ideia de uma versão americana de Gloria, de 2013. Batizada agora de Gloria Bell e com Moore na papel-título, o filme nos apresenta uma mulher na casa dos 50 anos, mãe de dois filhos já adultos e que mora sozinha e procura alguém para dividir sua vida. Ela conhece Arnold (John Turturro) e acredita ter encontrado o parceiro ideal. Dona de um espírito jovem e carregado de brilho e esperança, Gloria é pura emoção. O próprio Lelio adaptou seu roteiro original, junto com Alice Johnson Boher e encontrou em Julianne Moore uma atriz que, assim como a chilena Paulina García, também se entregou ao papel e nos revela uma mulher consciente de sua plenitude e a câmara de Lelio acompanha todos os passos de Gloria. Apaixonadamente. E nós também.

GLORIA BELL (Gloria Bell – EUA 2018). Direção: Sebastián Lelio. Elenco: Julianne Moore, John Turturro, Caren Pistorius, Michael Cera, Brad Garrett. Holland Taylor, Jeanne Tripplehorn, Sean Astin e Rita Wilson. Duração: 102 minutos. Distribuição: Sony.
09/11/2019 - 01:01
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O cineasta Ali Abbasi nasceu, cresceu e se formou no Irã. Mas, desde 2002, quando se mudou para a Europa para uma pós-graduação, reside na Suécia. E lá ele iniciou seu envolvimento com o cinema em 2008, quando dirigiu seu curta de estreia na Escola de Cinema da Dinamarca. Oito anos depois fez Shelley, seu primeiro longa, e logo depois Border, filme que lhe deu projeção mundial. Com base em um conto de John Ajvide Lindqvist, roteiro foi escrito pelo próprio autor junto com o diretor e Isabella Eklöf e nos conta uma história das mais curiosas. Somos apresentados a Tina (Eva Melander). Ela é uma policial que trabalha na imigração e fiscaliza os passageiros e suas bagagens. Trata-se da pessoa ideal para este serviço, uma vez que ela possui um dom especial: seu olfato é bastante apurado, o que se revela de grande utilidade em sua rotina de trabalho. Além disso, Tina é dotado de um instinto mais apurado ainda. Certo dia, um encontro com Vore (Eero Milonoff) desperta nela a possibilidade de ter encontrado alguém semelhante. Border é um filme esquisito. Mas o "esquisito” aqui é um elogio. É difícil que você já tenha visto algo parecido. Abbasi nos conduz por uma trama cheia de boas e surpreendentes reviravoltas. Pode arriscar. Acredito que você não se arrependerá.

BORDER (Gräns – Suécia/Dinamarca 2018). Direção: Ali Abbasi. Elenco: Eva Melander, Eero Milonoff, Jörgen Thorsson, Ann Petrén, Sten Ljunggren, Rakel Wärmländer e Josefin Neldén. Duração: 110 minutos. Distribuição: Arteplex.
08/11/2019 - 00:58
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Os irmãos cineastas Rodrigo e Sebastián Barriuso nasceram em Cuba e hoje vivem no Canadá. Em O Tradutor, seu longa de estreia, eles nos contam, a partir do roteiro de Lindsay Gossling, a história de Malin (Rodrigo Santoro), o pai deles. A ação se passa em Havana e tem início no ano de 1986. Mais precisamente na sequência do acidente na usina de Chernobyl, na então União Soviética, atual Rússia. Malin é professor de literatura russa na Universidade de Havana e é intimado pelo governo cubano a trabalhar no hospital local como tradutor para as crianças soviéticas vítimas da radiação nuclear. O resumo já indica o caráter, ou melhor, o potencial melodramático que o filme tem. Felizmente, os Barriuso não sucumbem ao apelo natural da história. Feito para homenagear o pai dos diretores, O Tradutor é respeitoso na abordagem e toma um bom distanciamento para escapar de armadilhas que costumam aparecer em narrativas similares. Mas não pense com isso que se trata de um filme frio. Muito pelo contrário. Na verdade, os irmãos cineastas, cientes da forte carga dramática que tinham nas mãos, optaram por não carregar nas tintas mais do que o necessário. O resultado emociona, sem jamais cair na pieguice. E isso não é pouco.

O TRADUTOR (Un Traductor – Cuba/Canadá 2018). Direção: Rodrigo e Sebastián Barriuso. Elenco: Rodrigo Santoro, Maricel Álvarez, Genadijs Dolganovs, Eslinda Nuñez, Milda Gecaite, Yoandra Suárez e Nikita Semenov. Duração: 107 minutos. Distribuição: Galeria.
Marden Machado
 
Escrevo, todos os dias, sobre um filme, complementando minha participação nos programas Light News (na rádio Transamérica Light FM - 95,1), na rádio CBN Curitiba (90,1 FM), no programa Caldo de Cultura (UFPR TV - canais 15 da NET, 71 da TVA ou via web no http://www.tv.ufpr.br/), e no canal http://www.youtube.com/cinemarden.



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