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Marden Machado
Marden Machado
26/05/2020 - 04:50
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Diferente do filme de mesmo título dirigido por Pedro Almodóvar em 2004, este Má Educação, apesar de também ser baseado em uma história real, tem uma premissa bem diferente. Segundo longa do jovem diretor americano Cory Finley, que antes havia feito o independente Puro-Sangue, em 2017. Com roteiro de Mike Makowsky, baseado no artigo de Robert Kolker para a New York Magazine, o filme gira em torno de Frank Tassone (Hugh Jackman), superintendente de um colégio na região de Long Island e responsável por um esquema de desvio de dinheiro do orçamento da escola, ao lado de Pamela Gluckin (Allison Janney), que cuida da contabilidade. O doutor Tassone é uma figura querida e respeitada na comunidade. Ciente de seu carisma (e Jackman está perfeito no papel), ele sempre tem a palavra certa para todos que o procuram. E isso inclui a jovem Rachel (Geraldine Viswanathan), repórter do jornal do colégio que está fazendo uma matéria sobre o projeto de construção de uma passarela. Produzido pela HBO, Má Educação nos revela a maneira como Tassone e Gluckin fraudavam as contas da Roslyn High School neste que é, ainda hoje, o maior escândalo do ensino público dos Estados Unidos.

MÁ EDUCAÇÃO (Bad Education – EUA 2019). Direção: Cory Finley. Elenco: Hugh Jackman, Allison Janney, Ray Romano, Geraldine Viswanathan, Welker White, Annaleigh Ashford, Alex Wolff, Rafael Casal e Stephen Spinella. Duração: 108 minutos. Distribuição: HBO.
25/05/2020 - 00:30
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Diz a lenda que a atriz Rita Wilson, esposa do ator Tom Hanks, assistiu à peça escrita e protagonizada por Nia Vardalos e gostou tanto que sugeriu ao marido comprar os direitos e produzir uma versão cinematográfica. A peça em questão era Casamento Grego, que virou filme em 2002, produzido por Hanks, dirigido por Joel Zwick, estrelado por Vardalos (que também escreveu o roteiro) e virou sensação nas salas de cinema do mundo todo. Com um orçamento de 5 milhões de dólares, o filme faturou, somente nas bilheterias, perto de 370 milhões, ou seja, mais de 70 vezes seu custo de produção. Nesta comédia romântica somos apresentados a Toula Portokalos (Vardalos), uma mulher 30 anos, solteira, filha de uma família grega e que trabalha no restaurante da família. Seu pai sonha em vê-la casada com um conterrâneo. As coisas tomam um rumo diferente durante um curso de informática onde Toula conhece e se apaixona por Ian Miller (John Corbett). O problema é que Ian não é grego e esse detalhe faz com que eles mantenham o namoro em segredo até que tudo é descoberto e tem início um processo de aculturamento de Ian às tradições gregas. E é justamente daí que o filme extrai sua graça. Não espere encontrar em Casamento Grego aquele tipo de humor sofisticado que Hollywood fazia muito bem nos anos 1930 e 1940. Muito menos o humor sarcástico dos ingleses ou inteligente dos franceses. De forte apelo visual, as risadas surgem naturalmente por conta dos exageros com que a família de Toula é apresentada e, em consequência disso, dos contrastes entre as culturas gregas e inglesas. Portanto, relaxe e ria sem culpa. Em tempo: o filme virou série de TV no ano seguinte com apenas uma temporada e teve uma continuação nos cinemas 14 anos depois.

CASAMENTO GREGO (My Big Fat Greek Wedding – EUA 2002). Direção: Joel Zwick. Elenco: Nia Vardalos, John Corbett, Michael Constantine, Lainie Kazan, Andrea Martin, Louis Mandylor e Stavroula Logothettis. Duração: 95 minutos. Distribuição: Europa Filmes.
24/05/2020 - 00:33
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O diplomata brasileiro Sérgio Vieira de Melo trabalhou por 34 anos na ONU e esteve presente, e com sucesso, em diversas ações de paz do organismo. Em 2002 tornou-se Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos e foi designado para uma missão no Iraque, onde veio a morrer no ano seguinte, aos 55 anos, vítima de um atentado a bomba. A jornalista Samantha Power escreveu o livro O Homem Que Queria Salvar o Mundo, relato biográfico deste homem que seria, seguramente, Secretário-Geral da ONU. O cineasta Greg Barker primeiro fez um documentário, em 2009, a partir do material do livro e com acesso a farto material de arquivo. 11 anos depois Barker decidiu dirigir um filme de ficção inspirado na vida de Vieira de Melo. Temos então dois trabalhos com o mesmo título, Sergio. A história ficcional traz Wagner Moura no papel-título e faz um recorte da vida do cinebiografado tendo como pano de fundo o romance dele com a economista argentina Carolina Larriera, vivida por Ana de Armas, que teve início quando Vieira de Melo exercia o governo provisório no Timor Leste. De lá ele foi para Bagdá. O filme acerta em fazer um recorte, porém, não aprofunda as características que fizeram Vieira de Melo ter o respeito que tinha perante das autoridades mundiais. Dito isso, meu conselho é assistir ao filme e depois conferir o documentário. Funciona melhor nessa ordem.

SERGIO (EUA 2020). Direção: Greg Barker. Elenco: Wagner Moura, Ana de Armas, Brian F. O’Bryne, Bradley Whitford, Garret Dillahunt, Clemens Schick e Pedro Hossi. Duração: 118 minutos e SERGIO (EUA 2009). Direção: Greg Barker. Documentário. 94 minutos. Distribuição: Netflix.
23/05/2020 - 03:09
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O cineasta inglês Guy Ritchie estava há mais de dez anos longe do submundo do crime londrino. Desde Rock’n’Rolla, de 2008, que ele não explorava esse universo. Magnatas do Crime, que ele escreveu e dirigiu em 2019, nos apresenta Michael Pearson (Matthew McConaughey), um poderoso traficante de drogas que criou um império dos mais lucrativos e eficientes. Quando ele decide vender seu negócio desperta o interesse e a cobiça de seus rivais. O mais interessante aqui é a maneira como a história é contada. Ritchie faz uso de metalinguagem na figura de Fletcher (Hugh Grant) e sua longa conversa com Raymond (Charlie Hunnam), homem de confiança de Pearson. Na trama, ele apresenta um roteiro para um filme que ele escreveu. A brincadeira do "filme dentro do filme” é bem divertida e funciona muito bem. Magnatas do Crime, infeliz tradução brasileira para The Gentlemen (Os Cavalheiros), cumpre o que promete. Não tem aquele frescor de originalidade que vimos nos primeiros trabalhos do diretor, mas diverte na medida certa. Uma curiosidade: a atriz Eliot Sumner, que interpreta a viciada Laura Pressfield, é filha do cantor Sting na vida real.

MAGNATAS DO CRIME (The Gentlemen – Inglaterra 2019). Direção: Guy Ritchie. Elenco: Matthew McConaughey, Hugh Grant, Charlie Hunnam, Michelle Dockery, Jeremy Strong, Colin Farrell, Henry Golding, Tom Wu e Eddie Marsan. Duração: 113 minutos. Distribuição: Paris Filmes.
22/05/2020 - 00:45
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O diretor americano Marc Webb iniciou sua carreira no ano 2000 dirigindo vídeos musicais, também conhecidos como videoclipes. A estreia em longas acontece em 2009, com a comédia romântica (500) Dias Com Ela. Depois, ele vai direto para duas superproduções: O Espetacular Homem-Aranha 1 e 2, estrelados por Andrew Garfield. A pressão deve ter sido muito grande, pois, na sequência, ele dirigiu dois trabalhos bem mais modestos, o drama familiar Um Laço de Amor e este Apenas Um Garoto em Nova York. Com roteiro de Allan Loeb, que esperou dez anos para vê-lo produzido, o filme nos apresenta o jovem Thomas (Callum Turner), que sonha ser escritor e descobre que seu pai, Ethan (Pierce Brosnan) está tendo um caso com a inglesa Johanna (Kate Beckinsale), com quem acaba se envolvendo também. Ao mesmo tempo, ele se aproxima de W.F. Gerald (Jeff Bridges), o novo vizinho, que se torna conselheiro e confidente. Leve e delicado, além de contar com uma ótima trilha sonora, Apenas Um Garoto em Nova York parece previsível, mas traz boas surpresas e seus 88 minutos passam tão rápido que a gente nem sente.

APENAS UM GAROTO EM NOVA YORK (The Only Living Boy in New York – EUA 2017). Direção: Marc Webb. Elenco: Callum Turner, Jeff Bridges, Kate Beckinsale, Pierce Brosnan, Cynthia Nixon, Kiersey Clemons e Tate Donovan. Duração: 88 minutos. Distribuição: H2O Films/Amazon Prime.
Marden Machado
 
Escrevo, todos os dias, sobre um filme, complementando minha participação nos programas Light News (na rádio Transamérica Light FM - 95,1), na rádio CBN Curitiba (90,1 FM), no programa Caldo de Cultura (UFPR TV - canais 15 da NET, 71 da TVA ou via web no http://www.tv.ufpr.br/), e no canal http://www.youtube.com/cinemarden.



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