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Marden Machado
Marden Machado
01/11/2019 - 00:43
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Nunca é fácil atualizar para os dias atuais histórias que originalmente se passam em um passado distante. Ou mesmo próximo. Há poucos exemplos de tramas assim que se revelam bem-sucedidas. O Menino Que Queria Ser Rei se encaixa neste seleto grupo de boas atualizações. Com direção e roteiro do britânico Joe Cornish, o mesmo do ótimo Ataque ao Prédio, temos aqui a clássica aventura do Rei Arthur transportada a Londres de hoje. É lá que o menino Alex (Louis Serkis, filho de Andy Serkis na vida real), enfrenta problemas de bullying em sua escola e certo dia encontra a espada mágica Excalibur presa em uma pedra. A saga de Arthur se repete no presente e todas as importantes personagens da lenda se materializam outra vez. Inclusive Morgana (Rebecca Ferguson) e Merlin (Patrick Stewart/Angus Imrie). Cornish conduz sua narrativa à moda antiga. E isso conta bastante a favor. Afinal, muito do charme e do apelo do texto original vem do fato de a história lidar com questões nobres e universais, como amizade e superação. O elenco se revela à altura do desafio e a modernização dos conflitos mostrados funcionam adequadamente. Precisava mais? Acredito que não.

O MENINO QUE QUERIA SER REI (The Kid Who Would Be King – Inglaterra 2019). Direção: Joe Cornish. Elenco: Louis Serkis, Tom Taylor, Rebecca Ferguson, Patrick Stewart, Dean Chaumoo, Rhianna Dorris, Augus Imrie e Denise Gough. Duração: 120 minutos. Distribuição: Fox.
31/10/2019 - 01:03
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A lenda do Rei Arthur rendeu inúmeras adaptações para livros, teatro, cinema, TV e quadrinhos. Realmente, é difícil resistir ao apelo dessa intrigante e mágica história. Na animação dos estúdios Disney A Espada Era a Lei, dirigida em 1963 por Wolfgang Reitherman, temos uma versão infantil da famosa saga Arthur, Merlin e da espada Excalibur. O roteiro de Bill Peet tem por base o livro de T.H. White e nos apresenta o jovem Wart. Na verdade, trata-se de um menino que sonha se tornar um cavaleiro. Há também, é claro, a espada cravada em uma pedra e, segundo se diz, quem for capaz de tirá-la de lá será o novo rei. Wart realiza o feito e é acolhido pelo atrapalhado mago Merlin, que assume a função de prepará-lo para seu nobre futuro. A Espada Era a Lei funciona com um ótimo portal de entrada ao universo de Camelot e seus cavaleiros da Távola Redonda. Apesar de a trama se concentrar na interação do jovem-futuro rei e seu mestre, com a participação especial da Madame Mim fazendo a vilã. Mas isso, de forma alguma, prejudica a diversão, que está mais do que garantida. Em tempo: Walt Disney "serviu” de modelo para a figura de Merlin e este foi a última produção inteiramente supervisionada por ele, que faleceu quatro anos depois durante a realização de Mogli – O Menino Lobo.

A ESPADA ERA A LEI (The Sword in the Stone – EUA 1963). Direção: Wolfgang Reitherman. Animação. Duração: 79 minutos. Distribuição: Buena Vista.
30/10/2019 - 05:12
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Em meados da década de 1990, a Disney tinha duas animações em produção. Uma delas era Pocahontas, a grande aposta do estúdio. A outra, para a qual não havia expectativa alguma, era O Rei Leão. Como o destino adora pregar peças, o filme da história de amor uma índia americana e um colonizador inglês não rendeu o que se esperava, enquanto que a saga de um jovem leão inspirada em Hamlet, de Shakespeare, tornou-se um grande sucesso. E agora, 25 anos após a estreia em desenho, O Rei Leão está volta. Só que desta vez, dentro do projeto da Disney de refazer suas animações com atores ou, como se diz em inglês, em live-action. Bem, não é o caso aqui. Afinal, só temos animais em cena. O que foi feito é algo revolucionário. A direção coube a Jon Favreau, que havia dirigido em 2016 a bem-sucedida nova versão de Mogli. Ele utiliza a mesma tecnologia do filme do Menino Lobo. Porém, ela foi bastante aprimorada. Trata-se, na verdade, de uma animação hiper-realista. Tão realista que peca justamente por ser real demais. A magia que existe no desenho, se perde por inteiro neste novo trabalho. Apesar da perfeição técnica alcançada, o filme carece de encantamento. Isso acontece, principalmente, quando os animais falam e cantam. Reforço que não há como negar a qualidade técnica do filme. Mas só apuro técnico, sem o devido sentimento, nunca foi capaz de "segurar” uma narrativa cinematográfica.

O REI LEÃO (The Lion King – EUA 2019). Direção: Jon Favreau. Animação. Duração: 118 minutos. Distribuição: Buena Vista.
29/10/2019 - 00:56
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Quando o primeiro Toy Story foi lançado, em 1995, a revolução que foi provocou foi enorme. Aquele momento, nenhum outro longa havia sido feito integralmente em um computador. Esta conquista consolidou a Pixar como casa de grandes, criativas e ousadas histórias. Os brinquedos liderados pelo caubói Woody e pelo astronauta Buzz Lightyear fizeram fãs no mundo todo e uma continuação saiu logo em seguida, em 1999. Aí, onze anos depois, tivemos o terceiro filme que fecha uma trilogia perfeita. Veio então o anúncio deste Toy Story 4. Devo dizer que não esperava muito. Mas, como havia mordido minha língua ao falar sobre o filme três antes do lançamento, preferi esperar para conferir. E não é que eles conseguiram levar a história adiante mais uma vez. Com direção de Josh Cooley e roteiro de Andrew Stanton e Stephany Folsom, temos uma continuação direta dos eventos do filme anterior. Sem esquecer de um prólogo que nos remete ao passado de Woody e Bo Peep. O acontecimento mostrado nessa lembrança tem grande repercussão no presente e, diferente dos outros filmes da série, a lição que aprendemos aqui tem relação direta com desapego, superação e coragem de seguir em frente. Pode até parecer questões fortes para um desenho infantil. Apesar de Toy Story 4 ter brinquedos como personagens principais, sua trama consegue estabelecer um diálogo com as crianças e adultos. Ou melhor dizendo, com os filhos e seus pais. É aí que reside a verdadeira magia do filme.

TOY STORY 4 (Toy Story 4 – EUA 2019). Direção: Josh Cooley. Animação. Duração: 100 minutos. Distribuição: Buena Vista.
28/10/2019 - 00:16
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Confesso que quando anunciaram a versão com atores da animação Aladdin, de 1992, fiquei pensando na dificuldade que seria recriar o gênio que ficou perfeito na voz de Robin Williams. Quando foi revelado que Will Smith seria o gênio, até que achei a escolha adequada. Afinal, Smith já provara seu talento dramático e cômico na TV e no cinema. Porém, quando as primeiras imagens apareceram o medo se instalou. No entanto, após assistir ao filme dirigido por Guy Ritchie, nos deparamos com uma adaptação bem legal e onde o problema maior não está no gênio, que por sinal funciona muito bem. O problema atende pelo nome de Mena Massoud, que dá vida ao papel-título e possui carisma zero. Assim como o vilão Jafar (Marwan Kenzari), cheio de caras e bocas. O roteiro do próprio Ritchie, escrito junto com John August, não inventa muito em relação ao roteiro do desenho. Todas as personagens estão de volta e temos a inclusão de Dalia (Nasim Pedrad), misto de dama de companhia/melhor amiga de Jasmine (Naomi Scott). As polêmicas e apreensões causadas pelos trailers não vingaram e no final o filme se revelou um grande sucesso de público com um faturamento de mais um bilhão de dólares nas bilheterias mundiais. Os desejos da Disney foram devidamente atendidos.

ALADDIN (Aladdin – EUA 2019). Direção: Guy Ritchie. Elenco: Will Smith, Mena Massoud, Naomi Scott, Marwan Kenzari, Nasim Pedrad, Navid Negahban, Billy Magnussen e Numan Acar. Duração: 129 minutos. Distribuição: Buena Vista.
Marden Machado
 
Escrevo, todos os dias, sobre um filme, complementando minha participação nos programas Light News (na rádio Transamérica Light FM - 95,1), na rádio CBN Curitiba (90,1 FM), no programa Caldo de Cultura (UFPR TV - canais 15 da NET, 71 da TVA ou via web no http://www.tv.ufpr.br/), e no canal http://www.youtube.com/cinemarden.



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