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Entrevista: Fabrício Bianchini quer mudar a Codel

25 mar 2026 às 14:27
Fabrício Bianchini assumiu o Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel) há pouco mais de um mês com perspectiva de mudanças na Instituição

1) O ex-presidente da Codel, Paulo Henrique Ferreira, concedeu entrevista a esta coluna quando assumiu o cargo, há pouco mais de um ano. Das promessas que fez, houve poucos avanços. O que o senhor pretende fazer na Codel?
Quando o prefeito Tiago Amaral me convidou para esse desafio, fiz um planejamento para a Codel pensando no curto, médio e longo prazo. Neste planejamento há uma preocupação com o incremento do Produto Interno Bruto (PIB) da cidade e, ao mesmo tempo, mudar a matriz econômica da cidade criada lá atrás, há décadas, com foco na prestação de serviço, o que é bom, mas tem aspectos negativos porque a industrialização ficou muito esquecida. Muitas dessas indústrias se instalaram ao redor de Londrina, como em Cambé, Rolândia, Ibiporã. O primeiro pilar do meu planejamento é melhorar o atendimento ao empresário que quer investir na cidade. Precisamos ser mais rápidos e para isso contamos com nossa equipe, que é bastante dedicada. O segundo pilar é com a indústria e para isso vamos realizar uma parceria com a FIEP para obtermos um Plano de Desenvolvimento da Industrialização para que possamos ter um olhar de longo prazo para a industrialização, assim como ações de curto prazo. Nós temos 63 indústrias que nos procuraram, as quais em sua maioria não tem interesse em doação de área, mas sim em compra de terrenos subsidiados, por meio de edital, como ocorre em outras cidades. Também estamos em negociação, juntamente com a Invest Paraná, com empresas para se instalarem na cidade. Também estamos fomentando novos parques tecnológicos. O Parque Tecnológico Francisco Sciarra já está próximo do esgotamento das áreas disponíveis. Por fim, faz parte do nosso planejamento o incentivo ao turismo, não só na realização de eventos, mas também em outras áreas como o turismo de negócios, as rotas turísticas, como do agro, do café, e do turismo religioso. Ainda temos que enfrentar um desafio gigantesco que é a carência muito grande de hotéis em Londrina. Nós temos três hotéis em negociação para virem para nossa cidade. Um de padrão mais alto, outro mais popular e um terceiro estilo Ibis ou Slaviero. Também estamos em negociação para um parque aquático, na linha de termas. Ao mesmo tempo, estamos redesenhando a Codel para que ela tenha recursos para serem aplicados em projetos. Estou em uma tratativa interna e administrativa tentando nutrir a Codel com recursos, algo em torno de 1/6 ou 1/8 do orçamento do Instituto para projetos que a gente precisa fazer. Além disso, estamos reestruturando a equipe porque a Codel no passado, quando ela passou a ser instituto, as pessoas que vieram, quando elas saíram, se aposentaram ou vieram a óbito, as vagas se encerram porque a Codel era uma empresa no passado. Isso nos prejudica no dia a dia. Outra frente que também estamos trabalhando é ela ser uma influenciadora de políticas públicas de desenvolvimento junto com o apoio e parceria da Câmara Municipal. O Legislativo tem que estar junto com o Executivo nisso. Uma das maneiras de fazer isso é rever a Lei Municipal nº 5.669/1993, que já era moderna para a época, mas a gente tem como melhorar essa dinâmica de BTS, na dinâmica de doação. O município pode, deve doar áreas às empresas, mas tem que ser com muita responsabilidade. O prefeito Tiago Amaral retirou projetos de lei que estavam na Câmara para serem analisados. A ideia é pegar esses projetos que estão sendo revistos, de forma rápida, para poder encaminhar à Câmara. É possível, por meio de projetos de lei, fazer a venda ou a permuta para poder buscar, de repente, uma área que a gente possa incrementar um parque industrial ou um novo parque industrial. 

*Continua na próxima semana

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