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Isabel Furini
Isabel Furini
14/11/2019 - 21:24
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O poeta e fotógrafo Decio Romano, além de participar de duas exposições em Buenos Aires em dezembro deste ano, está organizando o lançamento de seu novo livro "Poesia pela Poesia”, da Kotter Editorial, com prefácio do escritor Otto Leopoldo Winck.

A Kotter Editorial é especializada em livros de poesia, e realiza um projeto gráfico especial para cada obra.

O lançamento já foi agendado para 21 de novembro, 19 horas, no espaço Conexões Artísticas Mimesis, na rua Celestino Jr, 189, bairro São Francisco, Curitiba.

08/11/2019 - 07:59
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Helena Douthe e Franccis Yoshi Kawa já publicaram dois livros a quatro mãos, agora estão organizando o lançamento do terceiro livro, "Namida Taiko”. Decidimos entrevistar os dois escritores para falar um pouco sobre o processo de construção da obra, pois é comum escrever livros técnicos em parceria, mas não é comum dois autores reunir esforços para escrever um romance.



1) Como surgiu a ideia de escrever sobre uma colônia japonesa?
Estávamos em Arapongas divulgando nosso livro "Os Velhacos” e resolvemos passear pela Colônia Esperança localizada a alguns quilômetros dali e que por sinal foi onde o Franccis passou parte de sua infância. A Colônia Esperança é uma colônia japonesa e conforme caminhávamos, Franccis ia me contando a história daquele lugar. Gostei da igreja, do bosque, do chão com terra vermelha, da paisagem e da vista lá de cima. Senti uma energia gostosa ali. É um lugar lindo, calmo e tranquilo. Fomos visitar um amigo que ele não via há muito tempo. A visita foi agradável e a conversa inspiradora. A ideia de escrever sobre o assunto surgiu para deixarmos registrado alguns fatos e costumes e assim não se perderem com o tempo.

2) O livro apresenta alguns elementos baseados na vida real e outros elementos que são imaginários. Poderia falar sobre esse assunto?
O livro "Namida Taiko” tem um fundo histórico, conta um pouco sobre a geada de 1975, onde foi devastada a plantação de café da colônia em uma noite apenas, modificando assim o futuro duma porção da população que ali habitava. Tentamos passar o que era viver num ambiente dentro de uma colônia japonesa. Os elementos de ficção compõem a obra para deixa-la mais suave e bem humorada.

3) Qual foi o principal obstáculo que enfretou escrevendo este livro? Qual foi o capítulo mais difícil?
A parte mais complicada foi encaixar a historia do começo ao final, fazendo com que houvesse concordância no tempo e nas ações, escolhendo bem os nomes utilizados e conseguindo conter os sentimentos.

4) Algumas palavras estão em japonês. Por que vocês, como autores, escolheram não traduzir essas palavras?
Misturamos o português com o japonês propositalmente para manter exatamente como é o costume dali, porém são apenas expressões faladas no dia-a-dia.

5) O título do livro é Namida Taiko, como e por que escolheu esse título?
Taiko é um instrumento japonês de percussão, onde é preciso disciplina, concentração e habilidade rítmica do musico para que o som fique harmonioso. No livro ele é transformado num elo entre o casal principal da historia, que consegue se comunicar por telepatia e sentir um ao outro quando escutam suas batidas. Namida quer dizer lágrima.

6) Foi difícil inserir no romance os costumes e tradições das colônias japonesas no Brasil?
Não. Passamos a frequentar eventos da comunidade japonesa Nikkey, o que colaborou bastante para estudo e pesquisa de campo, outra parte veio da memória afetiva do Franccis.

7) Quando e onde será lançado o livro "Namida Taiko”?
Primeiramente o livro será lançado na livraria Curitiba em dezembro de 2019.

07/11/2019 - 21:33
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MOÇA COM BRINCO DE PÉROLA

brilham sobre o fundo escuro
do quadro de Vermeer
a pérola do brinco
que está na orelha
e as outras duas pérolas

encantados com o brilho da pérola do brinco
poucos percebem
que Vermeer desafia gerações
com o conteúdo metafísico
das pérolas dos olhos

ele pintou a inocência aparente
sob a profundidade
de um olhar feito de mistérios
tal vez de lembranças
tal vez de preságios
tal vez...

Isabel Furini

06/11/2019 - 06:50
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A POESIA E AS MÚLTIPLAS PERSPECTIVAS

* Isabel Furini

"A poesia é conhecimento, salvação, poder, abandono. Operação capaz de transformar o mundo, a atividade poética é revolucionária por natureza; exercício espiritual, é um método de libertação interior. A poesia revela este mundo; cria outro. Pão dos eleitos; alimento maldito. Isola; une. Convite à viagem; regresso à terra natal. Inspiração, respiração, exercício muscular. Súplica ao vazio, diálogo com a ausência, é alimentada pelo tédio, pela angústia e pelo desespero.” Octavio Paz – Livro "O Arco e a Lira”.

Alguns perguntam: Qual é o papel da Poesia na vida humana? A Poesia ajuda a enxergar o mundo com olhos diferentes, ressignificando-o. Ela permite expressar emoções, sentimentos, pensamentos ideias, além de brincar com palavras ... A Poesia além da função estética (arte da palavra e expressão do belo), tem um aspecto lúdico. Pode provocar e questionar o leitor. A Poesia ajuda a entender e a transcender o cotidiano. Seu caminho não é o da argumentação nem da lógica, seguindo os caminhos da intuição e da emoção. A poesia é subversiva.

A Poesia é um oceano imenso – vai do lúdico à catarse, da emoção ao jogo linguístico.

Ao ouvir a pergunta: - Para que serve a Poesia? - Jorge Luís Borges inquiriu: – "Para que serve a morte? Para que serve o sabor do café? Para que serve o universo? Para que sirvo eu? Para que servimos? Se uma pessoa lê uma poesia e se é digna dela, a recebe e agradece e sente emoção. E não é pouco isso. Sentir-se comovido por um poema, não é pouco. É algo que devemos agradecer”.

A LINGUAGEM POÉTICA

O Discurso, a linguagem poética, adquire valor fundamental no trabalho poético: os jogos linguísticos, a singularidade, as figuras de linguagem, o sentido figurativo das palavras, o uso das palavras de maneira original.

Assim como o oleiro trabalha a argila para criar objetos diferentes (pratos, vasos para flores, etc.), a linguagem poética é um dos trabalhos mais árduos para o autor. O poeta trabalha a argila das palavras para expressar a sua subjetividade.

Os livros enfatizam que a origem da palavra Poesia é Poíesis que, em grego, é um verbo e significa fazer, criar. O poeta era considerado, portanto, o criador, o artesão da palavra. Mas a forma mais arcaica para designar o poeta era aedo, etimologicamente, faz lembrar "aedon”, rouxinol. Na Grécia antiga os poetas declamavam e cantavam suas obras. Eram rouxinóis das palavras. Na época atual, ressurgiram os recitais de Poesia e os Saraus literários. Muitos poetas gostam de declamar as suas obras.


A POESIA COMO RECEPTÁCULO

A poesia não é uma caixa vazia, ela guarda conteúdos subjetivos: palavras, emoções, imagens, pensamentos, sentimentos, ideias, afetos e desafetos, temores e espanto. A poesia pode ser comparada com uma caixinha de surpresas – nunca sabemos o que guarda no seu interior. Um poema pequeno, pode ser um poema riquíssimo em conteúdo e sensibilizar o leitor.

Já falamos que, nesta época, voltaram os saraus onde música e poesia confraternizam. O mundo de hoje é caótico e paradoxal, onde se escreve e se publica mais, e, no entanto, se pensa menos. A poesia que antigamente chamava à reflexão, hoje é apenas utilizada como um chamariz por muitos novos poetas, que apenas querem chamar a atenção para si nas redes sociais. Vivemos numa época de hiperprodução, onde as pessoas escrevem e publicam quase imediatamente. A rapidez da comunicação nos meios digitais raramente cria um ambiente reflexivo. A maioria das pessoas não está interessada em ler poesia que toque sua alma, e acabam por somente "curtir” os poemas dos amigos, sendo que geralmente nem se dão ao trabalho de fazer uma leitura reflexiva.

Nem tudo é superficial nas redes, pois existem grupos que publicam poesia e incentivam a boa produção literária. Em alguns grupos de estudo, há debates literários e pessoas que divulgam trabalhos excelentes.

Isabel Furini
e-mail: [email protected]

Quadro de Carlos Zemek
Quadro de Carlos Zemek
04/11/2019 - 18:34
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O trabalho a quatro mãos dos escritores de fição Franccis Yoshi Kawa e Helena Douthe chama a atenção dos leitores. Não é comum esse tipo de parceria quando falamos de livros de ficcão. Mas, eles já conseguiram publicar dois livros. "Os Velhacos”, foi lançado em maio/2019, pela pela editora Insight de Curitiba. Franccis Yoshi Kawa escreve contos. Ele acadêmico da AVIPAF (Academia Virtual Internacional de Poesia, Arte e Filosofia), Cadeira 38.

1) Franccis, conte como é essa experiência, que poucos romancistas experimentaram, de escrever um romance a quatro mãos. Vocês organizaram os capítulos antes de iniciar o trabalho ou as ideias foram surgindo aos poucos? Houve discussões?

No primeiro livro, uma pessoa ligada à editora nos perguntou como conseguimos terminar, pois a maioria das pessoas que começava a escrever junto não terminava. Aí respondemos que somos uma dupla improvável, como disse o prefaciante do "Ajoelhar Jamais”. Essa pessoa nos contou que a maioria das pessoas que não conseguiram terminar a obra, convidaram amigos ou alguém que tenha algo em comum para escreverem juntos. Talvez por terem pontos de vistas e habilidades semelhantes, entram em conflito. Portanto, não é comum convidar uma pessoa desconhecida, participante de uma palestra para serem coautores, como foi o nosso caso. A palestra em questão, era da professora Isabel Furini no Shopping Estação, "Como Escrever um romance”. Estudamos, fizemos um projeto que é algo parecido com uma sinopse para servir de guia. O nosso trabalho é complementar, cada um vai encaixando o texto dentro de um contexto. Já houve discussão, mas serviu para aperfeiçoar a técnica e evitar novos atritos.


2) Como surgiu o título do livro?

Logo no início do livro, os primeiros personagens que são estelionatários, decidem deixar a cidade grande. Passando por um vilarejo do interior, descobrem que os comerciantes locais aparentemente idôneos, estão praticando preços abusivos explorando os clientes que são trabalhadores do campo. Daí o título do livro. No decorrer da narrativa, os verdadeiros velhacos não são os comerciantes, mas a oligarquia de velhacos que parasitam a custa do povo que vive na penúria.


3) Esse processo de escrever romances a quatro mãos foi fácil ou foi complicado?

Trabalhamos em cima de uma ideia geral, que serve de guia e dá sustentação a narrativa. Acho que é uma espécie de técnica que desenvolvemos. O trabalho é prazeroso e nada complicado.


4) Quais foram as diferenças entre o trabalho do primeiro livro "Ajoelhar Jamais”, e do segundo "Os Velhacos”? Vocês sentem que cresceram como escritores com esses trabalhos?

O trabalho é o mesmo. A narrativa é sustentada por uma estrutura básica que serve de guia para que nenhum de nós fuja do contexto. Não dá para comparar o primeiro livro com o segundo, pois a proposta de cada livro é totalmente diferente. O terceiro será totalmente diferente de anteriores. Cada trabalho é um aprendizado e uma experiência nova.


5) Na opinião, qual é a parte mais emocionante do livro "Os Velhacos”?

O momento mais emocionante é o Timóteo sendo deixado pela sua amada patroa. Olhando o carro se afastar, fica conjecturando se a sua vida teria mudado se tivesse tido a coragem de roubar um beijo, mas logo se conforma dizendo para si mesmo que nada teria mudado com um beijo. Ela jamais o aceitaria como namorado. Está engrandecido com o sentimento de dever cumprido. Está retornando depois de um longo tempo longe de casa. Está feliz, pois tem uma história para contar.

6) Os leitores se manifestaram sobre o livro? Qual teve mais elogios "Ajoelhar jamais” ou "Os Velhacos”?

O livro "Os Velhacos” apesar de recém-lançado está sendo mais bem divulgado, portanto o retorno é maior. Por enquanto as pessoas que leram se manifestaram positivamente.


7)Qual é a expectativa de vendas do livro?

A expectativa é boa! Tenho informações que pessoas fora de grupos de amizades estão adquirindo o livro, isso é ótimo! As Livrarias Curitiba também estão dando o seu apoio para divulgar a obra.

Isabel Furini
 
Isabel Furini, escritora e educadora. Recebeu prêmios em concursos de poesia e de contos. Publicou 15 livros, entre eles: Mensagens das Flores e Ele e outros contos. Também escreve para o público infanto-juvenil. É autora da coleção "Corujinha e os Filósofos" da Editora Bolsa Nacional do Livro de Curitiba.



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