23/01/20
32º/19ºLONDRINA
Isabel Furini
Isabel Furini
10/09/2019 - 16:47
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Outra vez

Mais uma noite suave se aproxima
Porque sei que ao seu lado estarei
Aquele nosso abraço em minutos de sonhos sentirei
E quando chegar o amanhecer
Para o gostinho da saudade direi
Gratidão por estarmos juntos em espirito outra vez!

Helena Douthe




Desapego

Desprender-se do passado nem sempre é fácil
Vão-se embora memórias, meses, anos de história
Mas com a mente mais leve, o presente torna-se ágil
E o que era pesado ganha asas e desaparece.

Helena Douthe


E quando


E quando nada mais te anima e tudo te desespera
Relaxa, respira, espera
Confia no bem
E quando se integra a vontade de desistir, sem espaço para sorrir
Confia que vem
E quando fica embaçado, doloroso, abafado
Atenção abra o coração
Existe ajuda do além
Mal sabes o poder que o universo tem.

Helena Douthe
20/08/2019 - 15:51
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A poetisa Elciana Goedert, acadêmica da AVPAF (Academia Virtual Internacional de Poesia, Arte e Filosofia), realizou uma exposição na Feira do Poeta de Curitiba, em julho e agosto/2019.

Na continução poemas de Elciana Goedert.


CONFIANTE

De olhos fechados
e mente aberta,
mergulho...
arrisco....
dou uma incerta.
Ouço um barulho...
Fico alerta.
Venço o orgulho...
Espanto o medo...
Se preciso, espero...
Dispenso a regra.
Não sou deste aprisco...
Ovelha negra,
sei o que quero.

Elciana Goedert (Ciça)
AVIPAF - Cadeira nº 20
Patronesse: Florbela Espanca




MeNINA

Minha gata, vejam só
É dengosa, de dar dó!
Se quer comida, mia alto
Se esfrega, dá um salto
Morde a minha canela
Traz a atenção pra ela
Até que dou-lhe ração
Pra acalmar sua fome de leão.
Depois fica mansinha e exibida
Lustra os pelos com sua lambida
E se aninha sobre minha cama
Dando piscadelas pra dizer que me ama.

Elciana Goedert (Ciça)
AVIPAF - Cadeira nº 20
Patronesse: Florbela Espanca



LIBERTAS *

Mulher, ser único e divinal
Carregas em si um mundo!
Mas ser deixada na marginal
Causa-lhe estrago profundo

A mágoa enterra bem fundo
Tua condição mais especial
Teu sonho torna-se moribundo
Resgatá-lo é deveras essencial

Basta de ser agredida, abusada
Tua essência é tua roupagem
Lute, liberte-se, sinta-se amada

Tu és livre como a aragem.
Não te deixes ser escravizada
Mulher, teu nome é coragem!

Elciana Goedert (Ciça)
AVIPAF - Cadeira nº 20
Patronesse: Florbela Espanca
*"Libertas" é a deusa romana da liberdade pessoal e da vitória.
(é aquela representada na famosa estátua da liberdade nos EUA)


ELA E A LUA

Semelhantes...
Tantas fases
Tantos "quases"

Destacam-se na escuridão
Ambas têm um lado oculto
São misteriosas
Admiradas
Mas seguem na solidão.

Elciana Goedert (Ciça)
AVIPAF - Cadeira nº 20
Patronesse: Florbela Espanca




DIAS DE HIBERNAR

Inverno: frio....chuva....
Hora de resgatar cachecol, luva
Botas, casacos...Pura elegância!
E neste quesito, já tenho vivência.
Bom seria, não ter que sair
Ficar em casa, me divertir
Com ar condicionado ou aquecedor
Chazinho quente ao meu dispor
Acabar com a caixa de trufas
Só andar com minhas pantufas
Ver televisão comendo pipoca
Quentinha, sem sair "da toca"
Retomar aquela leitura
Ah, que vida dura...
Confortável, enrolada numa manta
Sopa quentinha na janta
E pro dia terminar com primor
Dormir aninhada, depois de fazer amor...


Elciana Goedert (Ciça)
AVIPAF - Cadeira nº 20
Patronesse: Florbela Espanca



PRESENTE

D'um abraço, criou-se laço
Firme, belo como enfeite
Frágil no início, parecia vício
Mostrou-se forte, sem ser nó
União que trouxe paz, deleite
Há reciprocidade, é verdade...
Nenhum deles será mais só.


Elciana Goedert (Ciça)
AVIPAF - Cadeira nº 20
Patronesse: Florbela Espanca


TALISMÃ

Se vier mal intencionado
Vá de retro!
Meu corpo é fechado
Todo ele é pimenta!
Mas sentindo seu afeto
Viro anjo, te levo ao céu
Sou gentil e atenta...
Invisto na comunicação
A língua faz seu papel
Não economizo dialeto
Seja na conversa formal
Ou no discurso indireto.

Elciana Goedert (Ciça)
AVIPAF - Cadeira nº 20
Patronesse: Florbela Espanca



RESILIENTE


Sempre sigo em frente, meu bem
A vida assim tem me ensinado
É o que sei fazer de melhor
Ergo a cabeça, nem olho pro lado
Pareço até tratá-lo com desdém
Mas não, não sou fria! Nem vem...
Aprendi a (sobre)viver sozinha
Minha presença não é imposta
Nem me faço de coitadinha
A dor que sinto é só minha
Essa eu não mostro a ninguém.

Elciana Goedert (Ciça)
AVIPAF - Cadeira nº 20
Patronesse: Florbela Espanca

SEM LIMITES

Meu amor por ti é tanto
Nunca iria te aprisionar
Não deve causar espanto
Se te deixo livre pra voar

Tua distância, no entanto
Só faz a saudade aumentar
"É você", desde que levanto,
Que me faz sorrir e rimar

Meu amor por ti é suficiente
Te permite momentos sozinho
Fazer aquilo que te apetecer

Meu amor por ti é paciente
Torna meus braços teu ninho
Pra quando a mim quiser volver


Elciana Goedert (Ciça)
AVIPAF - Cadeira nº 20
Patronesse: Florbela Espanca



SILÊNCIO É OURO


na quietude
reside sabedoria
palavras vomitadas
no auge da euforia
trazem consequências


a melhor atitude
é a língua refrear
agir com inteligência
com cuidado observar
analisar divergências
e só depois opinar

Elciana Goedert (Ciça)
AVIPAF - Cadeira nº 20
Patronesse: Florbela Espanca




Elciana Goedert (Ciça), nasceu em Ivaiporã/PR, mas reside em Curitiba desde 1996. É bióloga de formação e poeta por inspiração. Integrante ativa do Coletivo Marianas, grupo onde auxilia na coordenação dos projetos e de movimentos poéticos na capital. Na AVIPAF ocupa a cadeira nº 20, tendo como patronesse a poeta portuguesa Florbela Espanca.
Livros publicados
Eu e a Poesia (2014), Sob a Ótica de Eros (2016) e Nutrisia (2017), e também a participação em diversas antologias: CONCURSO NACIONAL NOVOS POETAS 2012 - Prêmio Sarau Brasil; I, II e III Antologia da Confraria da Poesia Informal (2013/2014/2015); Poesias Escolhidas Vol. II: O Melhor de Mim (2014); Elas São de Marte - Mulheres Sem Censura (2015); Conexão: Feira do Poeta I, II, III e IV (2015/2016/2017 e 2018); Folhetim dos Poetas Malditos (2015); Antologia Identidad de los Pueblos (2016); Mãos em Versos: Antologia AVL (2017); Asas à Poesia, Editora Liberum (2017); Antologia Eles & Elas: aquecendo as palavras (2017) ; Parnaso Poético I e II (2017/2018); Texturas Poéticas - 2019
Prêmios Literários
1. Medalha Mérito Cultural outorgada pelo Projeto Poetizar o Mundo - 2016
2. Menção Honrosa em Buenos Aires, Argentina com o poema  "Ofício: Poeta" - 2017
10/08/2019 - 08:20
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Esses poemas foram muito elogiados na exposição de Poesias e fotografias "Olhares Poéticos", organizada pela AVIPAF (Academia Virtual Internacional de Poesia, Arte e Filosofia), que aconteceu na Feira do Poeta de Curitiba, em maio e junho/2019.

Vindos da terra dos sonhos
Os pássaros outrora ciganos
Dão pausa aos cantos
Deixando que o encanto
Fique por conta
Do silêncio das cores.
Pássaros flores
Descansam suas asas
No campo fazem moradas,
Criam raízes
Conservam as matizes
E em flores se transformam.
Na paisagem bucólica
Meus olhos em ninho
Acolhem os passarinhos
Que só com o vento passeiam.

Daniel Mauricio
Acadêmico da AVIPAF - Cadeira: 17
Patrono Paulo Leminski


***


O teu silêncio
É ausência que grita
E faz barulho no meu peito
Que acostumado com outros tempos
Em que era terra arada
Onde se fincavam sonhos
Na carência
De sequer um gesto
Recorto palavras antigas
Do teu épico manifesto
E delas faço um pequeno ninho
Sonhando como um menino
Que a tua mudez repentina
Se convertia num delicioso beijo.

Daniel Mauricio
Acadêmico da AVIPAF - Cadeira: 17
Patrono Paulo Leminski


***

Demoro em mim
Como um olhar saudoso
Diante de uma foto antiga
Pauso por instantes
O apressado tempo
Foco no momento
Pois a areia do ontem
Já escorreu sem medo
E a do amanhã
Guarda em si seus próprios segredos
Esvaziei a mente
Quebrei os elos da corrente
Senti no peito a liberdade
Cobri-me apenas da verdade
E com a luz interna
Fiz conexão.

Daniel Mauricio
Acadêmico da AVIPAF - Cadeira: 17
Patrono Paulo Leminski


***

Quanto mais
Em mim mergulho
Mais descubro
Você em mim.

Daniel Mauricio
Acadêmico da AVIPAF - Cadeira: 17
Patrono Paulo Leminski


***

Enquanto tu não vens
Guardo minhas vontades
Em pequenas caixas de veludo
E não me iludo
Pois na hora certa
Uma a uma vou poder te dar.
Dentro dos olhos
Trago a face oculta da lua
No abre e fecha
Das janelas da rua
Tento descobrir em qual delas estás.
Nas costas das mãos
Ensaio mil beijos
Olhando o jardim
Disfarço meus desejos
Repetindo os mantras
Dos velhos irmãos.
Se o sol se cansa
Desmaiando atrás dos montes
Espalho luz de outras fontes
E em vigília sonha meu coração.
Daniel Mauricio
Acadêmico da AVIPAF - Cadeira: 17
Patrono Paulo Leminski

***


Os olhos diziam te quero
Mas foi no abraço sincero
Que li sem palavras:
Ai, que saudades de ti!

Daniel Mauricio
Acadêmico da AVIPAF - Cadeira: 17
Patrono Paulo Leminski

***


Quando eu te conheci
Um arco-íris brotou em mim
Era a felicidade espalhada
Depois de tanta lágrima derramada
Até no frio o meu jardim voltou a florir.
Quando eu te conheci
Um arco-íris brotou em mim
Era o Arco da Aliança
Igual o da história de criança
Uma promessa de amor sem fim.

Daniel Mauricio
Acadêmico da AVIPAF - Cadeira: 17
Patrono Paulo Leminski


***



Tirei férias de mim
Viajei fundo
No teu universo.
Percebi cores
Que não conhecia
Senti dores
Que nunca sentia
Aprendi sabores
Que nem sabia
Enfim,
Vivi um mundo tão teu
Tão particular
De forma que nunca mais
Voltei a ser o mesmo EU.

Daniel Mauricio
Acadêmico da AVIPAF - Cadeira: 17
Patrono Paulo Leminski


***



A borboleta
Lê em braile
Os silêncios
De cada pétala.
Colo em ti
O meu ouvido.

Daniel Mauricio
Acadêmico da AVIPAF - Cadeira: 17
Patrono Paulo Leminski


***


Me cubro
Com a indiferença do teu olhar
E nas calçadas das ruas
Sem sonho
Adormeço.



Daniel Mauricio
Acadêmico da AVIPAF - Cadeira: 17
Patrono Paulo Leminski




DANIEL MAURICIO: Nascido em Jaguariaíva–PR, Membro da Academia Virtual Internacional de Poesia, Arte e Filosofia – AVIPAF; Membro do Centro de Letras do Paraná; Graduado em Letras; Administração de Empresas; Direito; Pós-Graduado em Gestão Administrativa e Tributária; Pós-Graduação em Gestão de Pessoas e Qualidade no Setor Público; Pós-Graduação em Gestão Pública de Tecnologia da Informação; Pós Graduação em Gestão Pública; É Auditor de Tributos Municipais, atualmente desempenha a função de Julgador Tributário; Autor dos livros Mosaico de Sentimentos e Cacos e Retalhos; Participou das coletâneas: Poesias Escolhidas – Vozes de uma Alma, Poesias Escolhidas – O Melhor de Mim, Eles São de Vênus: Homens Sem Frescuras (Editora Poesias Escolhidas); Parnaso Poético e Paranaso Poético II (organizado por Osmarosman Aedo e Silvana Mello); e das Antologias: Cumplicidade de Movimentos, Memórias e Passagens (Editora Scortecci); Conexão III e Conexão IV (organizado por Amaury Nogueira); Espaço Cultural Coreto (Nogueditora); Minilivro Texturas Poéticas (Organizado por Isabel Furini e Carlos Zemek); ganhador do concurso Poemas Curtos (2014), Prêmio Marilda Confortin (2015), Prêmio Alice Ruiz (2016), promovidos pela Prefeitura Municipal de Curitiba; Agraciado com o título de Cidadão Benemérito de Jaguariaíva/PR; Reside em Curitiba - PR.
01/08/2019 - 17:59
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Os escritores Franccis Yoshi Kawa e Helena Douthe, autores do romance "Os Velhacos", estão organizando um dia de autógrafos na região de Londrina, Arapongas ou Maringá. O livro já está a venda na Livraria Tendtudo, de Arapongas. Franccis nasceu e estudou em Arapongas, e tem amigos e ex colegas de estudo que desejam um exemplar do livro autografado.
"Os velhacos", já foi lançado em Curitiba e despertou o interesse dos leitores porque a história é contada de maneira fluente e tem reviravoltas.
Helena Douthe e Franccis Yoshi Kawa sào romancistas e também escrevem poemas, e fazem parte da Academia Virtual Internacional de Poesia, Arte e Filosofia - AVIPAF.



22/07/2019 - 19:07
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Lançamento: A Magia do Amor
Autora: Marli Terezinha Andrucho Boldori
Local: Auditório da Secretaria de Educação de Porto União
Rua: Frei Rogério,367
Horário:19h
Dia:25 de julho, Quinta-feira.



Sinopse:
Guto, um pequeno menino que leva a vida a correr na imensa fazenda de seus pais, onde a família vive em perfeita harmonia vê a sua vida mudar quando algo misterioso aparece em seu quarto. No primeiro instante não sente medo, mas os acontecimentos tomam rumos de grandes proporções. O que seriam aquelas luzes? As cores? O calor? Guto tenta desesperadamente descobrir o que está acontecendo.

É assustador e agora o visitam com frequência, o que o assusta muito. O garoto fica muito perturbado, até que decide contar tudo ao seu avô, que não acredita no neto. O que fazer? Em quem confiar? Seu sono é perturbado e já não consegue mais dormir sozinho. Procura sempre pelo avô. Porém, logo acontece algo maior.
Isabel Furini
 
Isabel Furini, escritora e educadora. Recebeu prêmios em concursos de poesia e de contos. Publicou 15 livros, entre eles: Mensagens das Flores e Ele e outros contos. Também escreve para o público infanto-juvenil. É autora da coleção "Corujinha e os Filósofos" da Editora Bolsa Nacional do Livro de Curitiba.



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